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Cinema Latino

domingo, 13 de março de 2011

"Dio, come ti amo", Italia,1966

Ficha Técnica:
Título Original: Dio, come ti amo!
País(es): Itália/Espanha
Ano: 1966

Duração: 107 min
Direção: Miguel Iglesias
Roteiro: Giovanni Grimaldi
Gênero: Romântico, drama, musical

Elenco:
Gigliola Cinquetti
Mark Damon
Micaela Pignatelli
Antonio Mayans

Sinopse: A inesquecível cantora Gigliola Cinquetti interpreta bela e inocente jovem de família pobre que se apaixona pelo noivo rico de sua melhor amiga. Emocionados com a paixão da moça, seus familiares a fazem se passar por uma princesa para que ela possa viver este romance impossível.


Meu comentário: Esse filme que foi dos tempos da minha tia, nem a própria teve saco de assistir. Eu particularmente assisti por curiosidade, era daqueles filmes que selecionei e guardei para assistir depois. Acredito piamente que fez muito sucesso nos anos 60, onde as mocinhas suspiravam sonhando com os seus príncipes encantados. Liam aquelas revistinhas de moda, cultura inútil e fotonovela; além de posarem com cara de santas para família quando o assunto era namoro. Claro, era o tempo hipócrita do politicamente correto, em que muitos tem nostalgia e outros nem tanto, quando o assunto é política e comportamento social. Mas o filme exibe esse padrão feito especialmente para os fãs da Gigliola, para a juventude sonhadora que frequentava as matinês e tudo mais. A mocinha tem o nome da cantora e atriz interpretada por Gigliola Cinquetti. No início do filme ela estabelece uma saudável e feliz amizade com uma nadadora espanhola. Há cenas dos postais recebidos por ambas. Um dia a mocinha espanhola passa por apuros em uma prova de natação e a nadadora Gigliola a salva de um afogamento. Daí a gratidão e amizade mais forte, a italianinha passa alguns dias na Espanha no país da amiga e conhece o noivo dela. Resumindo: os dois se apaixonam. Mas é tudo muito certinho: a mocinha sofre por gostar de um moço comprometido (normal isso para quem tem caráter). E em uma festa suntuosa na mansão do patrão do pai da italianinha o mocinho se declara, a namorada escuta e nem se estressa, porque na verdade ela percebe que nem amava seu agora ex-namorado tanto assim. A espanhola acaba se apaixonando pelo bonitão irmão da Gigliola. A italianinha abraça o irmão para lhe contar a novidade de que agora acertou os ponteiros com a amiga e o ex-namorado dela. Ao ver a cena o bonitão espanhol acha que ela o trai com outro homem e foge para o aeroporto, mas antes "de dar o flagrante", como bom moço de família daquele tempo foi pedir permissão pai da garota para namorá-la. Quando todos esclarecem o que está acontecendo, Gigliola (a italianinha) vai alucinada atrás do seu namorado no aeroporto e percebe que ele entrou no avião. Desesperada ela vai até a torre de controle e pede para dar um recado ao seu amor e ela acaba cantando a canção "Dio, come ti amo". Ele enfim sai do avião para ir ao encontro da sua paixão. Os dois dão aquele beijo técnico bem técnico e são felizes para sempre. Para quem estuda o idioma italiano é uma boa pedida para exercício de uma língua estrangeira. Para quem gosta de música italiana também. Além da famosa "Dio, come ti amo", Gigliola Cinquetti na primeira cena canta "Non ho l'età", outro hit romântico da época. Para quem gosta de filme antigo sem preconceitos (até porque ele é preto e branco) recomendo, mas para quem não suporta tanta coisa melosa, poque este é meloso, meloso, meloso... é melhor ver um outro filme mais interessante.


6 comentários:

  1. Adorei tua crítica e o sarcasmo dela. Concordo em gênero, número e grau. Minha mãe (uma mocinha bem santinha na época) AMA³ esse filme até hoje e foi por causa dela que eu vi. Mas eu não aguento as "altas forçagens", o romance não me convenceu e as vezes o filme é um saco. É bom para quem gosta de apreciar produçoes antigas e quem curte música italiana. E para mulheres. Homens, sério, nem tentem! asuhdusa

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    1. Homens sérios (e românticos) gostam sim. É que de uns tempos para cá não existe mais envolvimento, é só "toma-lá-dá-cá". Essa turma do sexo fácil, realmente, vai detestar o filme, pois na época havia casais que se apaixonavam. Hoje é só junção carnal.

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  2. Pra quem não gostou do filme, descreveste bem o enredo. Só achei estranho o teu desprezo pelos costumes de então (respeito e reciprocidade eram atitudes reais, não conveniência). A Raíza pensa como tu. Fico imaginando como funcionam os relacionamentos sociais e amorosos de vocês. Provavelmente na força bruta! Ternura, só se for a do Che Guevara: só no paredão!!!
    E tem mais. Negaste o que dizes no teu blog: não sou nem quero ser nenhuma crítica de cinema, pois para esse trabalho há uma infinidade de pessoas especializadas.
    O que foi que tu fizeste, então?!

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  3. O filme transmite a magia dos contos de fadas e dos belos sonhos que os jovens dos anos 60 possuiam, sem esquecer as diferenças sociais. Hoje em dia infelizmente a esquerda dogmatizou todos os seres não pensantes que não conseguem compreender tais sentimentos.

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  4. O filme transmite a magia dos contos de fadas e dos belos sonhos que os jovens dos anos 60 possuiam, sem esquecer as diferenças sociais. Hoje em dia infelizmente a esquerda dogmatizou todos os seres não pensantes que não conseguem compreender tais sentimentos.

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  5. Penso que o filme fez sucesso para aquele momento. No ano 1960 eram outros valores que agora não se cultivam mais. E hipocrita é a nossa sociedade atual,começando pela poĺítica nacional.

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