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Cinema Latino

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo para tod@s!






O Sala Latina está se despedindo do ano de 2010. Mas em 2011 tem mais! Peço desculpas pelo atraso dos últimos posts (ando trabalhando dobrado ainda nesta época do ano). Sim, eu tenho um trabalho para ocupar meu tempo e garantir minha sobrevivência. Mas amo muito estar aqui e poder atualizar da melhor maneira possível este espaço dedicado ao Cinema Latino. Sei que apesar do tempo em que estamos na rede muitas coisas ainda deveriam ser publicadas, mas o blog existe mesmo para isso, porque ainda temos tempo de nos dedicar aos futuros posts sobre coisas do passado e do presente, como também o que vem por aí. Creio que devo atrasar um pouco algumas postagens, por isso peço paciência, na verdade vivo um período bem ocupado de minha vida.
Quero aproveitar para desejar a todos os meus amigos queridos blogueiros ou não, que estiveram aqui comigo (presentes, ausentes, separados pelo espaço virtual)... Um FELIZ 2011 de muita saúde, paz, amor e sonhos realizados.
Com todo o carinho de M.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Selton Mello



O post de hoje é dedicado a este extraordinário capricorniano, o ator Selton Mello. Selton Figueiredo Mello, nascido no dia 30 de dezembro de 1972, na cidade de Passos, Minas Gerais. Não é apenas ator, para quem conhece sua trajetória sabe que ele fez dublagens muito famosas e que além de tudo é um diretor de cinema talentoso.
Sua trajetória como ator começou na infância, aos 7 anos já atuava e estreava sua primeira novela na Rede Globo, "Marron Glacê" (1979), em seguida "As Três Marias". Trabalhou ainda na Rede Bandeirantes, na série Dona Santa. Retornou a Globo e não deixou de fazer novelas, entre elas, "Corpo a corpo" (1984). Mas a sua estreia no cinema foi com um filme dos Trapalhões em "Uma Escola Atrapalhada" (1990). De lá pra cá sua trajetória foi de grande aperfeiçoamento e de ótimos trabalhos. Abaixo destaco filmografia (o que interessa neste blog) e dublagens:

Filmografia:
Como ator:

1990 - Uma Escola Atrapalhada .... Renan
1993 - Lamarca
1995 - Flora .... Remo
1995 - Razão Pra Crê
1996 - Guerra de Canudos .... Tenente Luís
1996 - O Que É Isso, Companheiro? .... Oswaldo
2000 - O Auto da Compadecida .... Chicó
2001 - Lavoura Arcaica .... André
2001 - Caramuru - A Invenção do Brasil .... Diogo Álvares (O Caramuru)
2003 - Lisbela e o Prisioneiro .... Leléu
2004 - O Coronel e o Lobisomem .... Pernambuco Nogueira
2004 - Garotas do ABC .... Salesiano de Carvalho
2004 - Nina .... Amigo de Ana
2006 - Árido Movie .... Bob
2006 - Tarantino's Mind
2007 - O Cheiro do Ralo .... Lourenço
2007 - Os Penetras .... Beto
2008 - Feliz Natal
2008 - A Erva do Rato
2008 - Os Desafinados .... Dico
2008 - Meu Nome não É Johnny .... João Guilherme Estrela
2009 - Reflexões de um Liquidificador .... Liquidificador
2009 - Reis e Ratos
2009 - A Mulher Invisível .... Pedro
2009 - Jean Charles .... Jean Charles de Menezes
2010 - Lope .... Marqués de Navas
2010 - Federal .... Dani

Como diretor:
2005 - Quando o Tempo Cair
2008 - Feliz Natal
2009 - Esconderijo, clipe de Ana Cañas
Três clipes da banda Ira! e do seu ex-vocalista, Nasi.

Dublagens:
Charlie Brown (versão Herbert Richers)
Ralph Macchio - Karate Kid 2 e 3
Josh Brolin - (Brandon 'Brand' Walsh) - Goonies
Kiefer Sutherland - Linha Mortal
Asnésio - Duck Tales
River Phoenix - Indiana Jones e a Última Cruzada
Jones - Loucademia de Polícia
Teddy Ruxpin
David - Dinosaucers
Kusco - A Nova Onda do Imperador
Gato - Sete Vidas
Kenai - Irmão Urso
Lutas


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Diego Luna

Diego Luna Alexander, nasceu na Cidade do México, em uma data como a de hoje, 29 de dezembro de 1979. Filho de Fiona Alexander, uma figurinista inglesa e Alejandro Luna, um cenógrafo mexicano que é um dos mais aclamados designers do teatro e cinema estabelecido no México. Sua mãe morreu em um acidente de carro quando Diego tinha dois anos de idade. Ela trabalhava na indústria cinematográfica e tinha certeza que esta era a vida que Luna escolheria. Seu pai também reforçou a importância do teatro e das artes em sua vida. A juventude, o faria se aproximar cada vez mais dos sets, despertando nele todos os diferentes aspectos de sua arte, promovendo o seu desejo de se tornar um ator e defender uma tradição familiar.
Esta data marca a ascensão de sua carreira e desde então vem filmando no México, Estados Unidos e Espanha com atores renomados como Salma Hayek, Kevin Costner, Tom Hanks e Penélope Cruz e nas telenovelas mexicanas com Gónzalo Vega, Gael García Bernal, Ludwika Paleta, Sergio Goyri, Laura León, Rebeca Jones e Sasha Sokol.
Ele iniciou sua carreira no cinema aos seis anos, estrelando em uma peça chamada De Filme. Seu primeiro papel em telonas foi aos onze anos, quando estrelou no curta-metragem, El Ultimo Fin de Año. No ano seguinte participou de sua primeira telenovela, Vovô e Eu, Gael García Bernal, seu amigo de infância, interpretou o papel título. Depois de Vovô e Eu, Diego começou a receber mais e mais convites para trabalhar em peças de teatro, cinema e TV. Alternando cinema e televisão na década de 90, sua grande oportunidade veio em 2001 quando foi aclamado no filme Y tu mamá también, que se tornou um sucesso mundial. Diego estrelou mais uma vez ao lado Gael García Bernal, interpretando “Tenoch Iturbide”. Em 2002, veio o premiado Frida, com Salma Hayek. Estrelou ao lado de Bon Jovi em Vampiros: Os Mortos. Filmou também o western Open Range, em seguida Dirty Dancing: Noites de Havana, bem como O Terminal com Tom Hanks, e 171 com John C. Reilly. Em 2008, ele apareceu em Milk, filme baseado na vida do político e ativista gay Harvey Milk, Luna interpretou o extravagante, mas emocionalmente instável amante “Jack Lira”.

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Diego Luna (Filmografia)

Filmografia:
1982 Antonieta
1991 El último fin de año
1994 Ámbar
1995 Un hilito de sangre León
Morena Dos
1997 1,2,3 por mi
1999 Todo el poder Esteban
Perriférico
El cometa Victor
Un dulce olor a muerte Ramón
2000 Antes do Anoitecer
2001 Todos los aviones del mundo
E Sua Mãe Também
Atlético San Pancho

2002 Fidel
Ciudades oscuras Fede
Frida Alejandro "Alex"
Vampiros: Os Mortos Sancho
2003 Soldados de Salamina Gastón
Pacto de Justiça Button
Nicotina Lolo
2004 Dirty Dancing: Noites de Havana Javier Suarez
O Terminal

171
2006 Só Deus Sabe
Um Mundo Maravilhoso Repórter em Estocolmo
Um Nome na Lista
2007 O Búfalo da Noite
Mister Lonely Michael Jackson
2008 Milk - A Voz da Igualdade Jack Lira
Solo quiero caminar
Rudo y Cursi
2010 Horse

In the Playground

domingo, 19 de dezembro de 2010

"Um caminho de luz", Espanha, 2008

Informações Técnicas:
Título no Brasil: Um Caminho de Luz
Título Original: Camino
País de Origem: Espanha
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 143 minutos
Ano de Lançamento: 2008
Estúdio/Distrib.: Paris Filmes
Direção: Javier Fesser


Elenco:
Nerea Camacho ... Camino
Carme Elias ... Gloria
Mariano Venancio ... José
Manuela Vellés ... Nuria
Lola Casamayor ... Tía Marita
Ana Gracia ... Inés
Pepe Ocio ... Don Miguel Ángel
Jordi Dauder ... Don Luis
Emilio Gavira ... Sr. Meebles
Lucas Manzano ... Cuco
Claudia Otero ... Begoña
Miriam Raya ... Elena
Juanma Lara ... Dr. Bernaola
Alfonso Torregrosa ... Dr 1 Clínica de Navarra
Fernando Carrera ... Dr 2 Clínica de Navarra
Jan Cornet ... Ángel Custodio
Angela Boj ... Monitora de Cozinha
Paloma Paso Jardiel ... Professora do Colégio
Beatriz Santiago ... Freira 'Pingüino'
Luchi López ... Mãe de Cuco
Chus Castrillo ... Numeraria Acompanhante
Rafael Téllez ... Traumatologista
Víctor Sevilla ... Professor de Teatro
Belén Ponce de León ... Anestesista
Rosa Morales ... Mari Ángeles
María Alburquerque ... Freira Enfermeira
Esther Rivas ... Enfermeira Hospital 1
José Olmo ... Médico 'Urgências'
Mercedes Salazar ... Enfermeira Clínica Navarra
Mercedes Castro ... Enfermeira 'Quimio'
Roger Álvarez ... Sacerdote Casa de Nuria
María García ... Enfermeira UVI Hospital 2
Claudia Fesser ... Madrasta no teatro
Jonathan Yrula ... Mordomo no teatro
Ana Velasco ... Anastasia en teatro
Bryan Anieboh ... Gato no teatro
Gonzalo López ... Pagem no teatro
Francisco Arroyo ... Técnico de lavaderia
Javier Sendra ... Cirurgião 1 Hospital 1
Milko Torres de Castro ... Cirurgião 2 Hospital 1
Emiliana Olmedo ... Avó de Begoña
Carlos Alcalde ... Zelador do Hospital 1
José María Bloch ... Homem no Hospital
Fernando Guillén Cuervo ... Sacerdote do Colégio




Sinopse:

Inspirado em fatos reais, o filme é uma aventura emocional em torno de Camino, uma extraordinária menina de onze anos que enfrenta ao mesmo tempo dois acontecimentos que são completamente novos para ela: se apaixonar e morrer. A menina que ama incondicionalmente sua mãe, seu pai e sua irmã mais velha, tem um tumor que é extremamente agressivo, que começa a destruir sua vida e vai lhe privando, passo a passo e com dolorosa precisão, cada uma de suas ilusões. Mas Camino é uma luz brilhante capaz de atravessar cada uma das portas que vão se fechando diante dela, que pretendem inutilmente deixá-la na escuridão o seu desejo de viver, amar e sentir-se definitivamente feliz.

Meu comentário: Esse filme conseguiu me surpreender quanto a cinema espanhol. A história da menina Camino é tocante, sem ser apelativo ou algo parecido. Para quem pensa que tem problemas grandes na vida, mas que na verdade tem só aqueles pequenos problemas que quase todos teem, deve assistir. Há um grande ensinamento na história da menina, que apesar de muito novinha, passa por sérios problemas de saúde.
Porém é um daqueles filmes que parece mais não é. Como explicar? Inicialmente você se vê diante de um filme Católico, esta é a primeira impressão. Porém é uma doce e dolorosa história de amor, recheada por um drama familiar e o da própria garota que é cheia de vida e de sonhos. No fim de tudo é a história de um amor não realizado, mas sonhado até a exaustão, até a última dor. Como disse, quem assiste as primeiras cenas como Católico vai se sentir confortável, mas para quem não é e tem suas próprias opiniões vai pensar "lá vem ensinamento de moral católica..." e no desenrolar do filme, até o fim é pura e simplesmente uma crítica a certas doutrinas. A intenção da mãe da menina é fazer dela uma santa, mas a garota é tão normal que tudo o que deseja na sua vida é poder dizer com todas as letras que ama Jesus, nesse caso, Jesus não é o mesmo que você está pensando, e sim, um garotinho que ela conheceu no curso de teatro. Muito sutilmente percebi que a mãe era membro da Opus Dei, porque não era normal sua atitude de guardar todas as cartas que Camino recebia quando estava no hospital e não deixasse que as visse. Uma esperta amiga sua enfim achou uma ideia melhor de informar que Cuco (Jesus) a amava e pegou um cartaz que estava na parede do colégio com a foto de Cristo com os seguintes dizeres: "Jesús te ama". No momento em que ela recebeu a correspondência de Begoña havia perdido a visão, mas mantinha um sorriso iluminado. Na cabecinha da menina aquele poster só podia ser o do menininho de quem estava apaixonada, a beata sua mãe, talvez acreditasse mesmo que ela sabia da foto de Jesus Cristo embora percebesse que ela não mais enxergava. A mãe de Camino também tem outra filha, que vive longe de casa, privada de ter sua própria vida, pois é numerária. Uma das cenas mais esclarecedoras é a de que uma missionária lhe obriga a colocar três pedrinhas no sapato para sofrer, porque antes de entrar para a ordem a jovem Nuria adorava ver as vitrines das lojas. Enfim, não dá para contar o filme todo. Mas apesar das lágrimas e da reflexão sobre a história, vale à pena assistir.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Sala Latina de Cinema recebe o selo Prêmio Dardos

Essa semana, a Márcia Moreira, do blog Clássicos Não, Antigos me presenteou com o selo “Prêmio Dardos”, que é um reconhecimento pela minha divulgação cultural do cinema latino neste espaço web. Fiquei muito feliz em saber que este blog de alguma forma tem contribuído com o conhecimento cultural a muitos leitores.


Bom, este prêmio foi criado pelo escritor espanhol Alberto Zambade, cujo apelido é “Dardo”, que, em uma postagem do seu blog Leyendas de El Pequeño Dardo resolveu premiar alguns blogs em 2008 que:

"... reconoce los valores que cada blogger muestra cada día en su empeño por transmitir valores culturales, éticos, literarios, personal, etc.., que en suma, demuestra su creatividad a través su pensamiento vivo que está y permanece, innato entre sus letras, entre sus palabras rotas.”
“... que transmitem valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.”


Ao premiar estes blogs, o escritor deixou como regra:

- Exibir a imagem do selo no seu blog;
- Linkar o blog pelo qual recebeu a indicação;
- Escolher outros blogs para receber o Selo Dardos;
- Avisar aos escolhidos.

Assim, este prêmio se espalhou pela Internet, chegando até a este humilde espaço.


Então, devo seguir as regras e premiar alguns blogs que visito e reconheço como fonte de conhecimento e aprendizado cultural. São eles:


- Escândalos Reais, de Carla Marinho;
- Cine Freud, de Renato Hermesath.


Aos premiados, peguem o selo e façam a mesma coisa.

Um abração!
M.

domingo, 12 de dezembro de 2010

"Meu mundo em perigo", Brasil, 2007


Sinopse:
Elias (Eucír de Souza) está desesperado. Sua ex-mulher (Justine Otondo), ainda em recuperação pelo uso excessivo de drogas, resolveu entrar na justiça pela guarda de Ariel (Rafael Henrique Miguel). A preocupação faz com que Elias perca o controle em frente a juíza e ponha tudo a perder. Deprimido, vai afogar as mágoas em um bar e, bêbado, acaba cochilando enquanto dirige. Neste momento, Fito (Milhem Cortaz) está voltando de uma bebedeira com seu pai (Wolney de Assis), como parte da comemoração de seus 60 anos, mas o carro de Elias atropela e mata o pai de Fito. Elias, sem saber o que fazer, foge e decide se hospedar em um hotel barato, no qual Isis (Roseanne Mulholland) está hospedada. Ele a conhece de vista, se encanta, e juntos tentam encontrar uma solução para seus tormentos.


Ficha técnica:

Gênero: Drama

Diretor: José Eduardo Belmonte

Elenco:
Eucír de Souza
Mihen Cortaz
Rosane Mulholland
Wolney de Assís
Zíza Brísola
Justíne Otondo.


Produção: José Eduardo Belmonte

Roteiro: José Eduardo Belmonte, Mário Bortolotto

Fotografia: André Lavènere

Trilha Sonora: Zé Pedro Gollo

Duração: 92 min.

Ano: 2007

País: Brasil

Cor: Colorido

Distribuidora: Vitrine Filmes

Estúdio: Anhangabaú Produções / Film Noise

Classificação: 14 anos

sábado, 11 de dezembro de 2010

Chus Lampreave


Gosto muito da Chus Lampreave, ou permita-me chamar "vovó Chus". Adoro essa velhinha. Nos filmes de Almodóvar ela faz pequenos papéis, mas no entanto muito significativos. Aquelas carinhas que ela faz acaba nos cativando.
Hoje é o aniversário desta espanhola que completa 80 anos. Chus Lampreave nasceu na cidade de Madrid em 11 de setembro de 1930. É uma das mais reconhecidas e apreciadas atrizes do cinema espanhol. Ele já participou de mais de 50 filmes e inúmeras obras na área da televisão, trabalhando com os diretores mais importantes do país.
Após completar o ensino médio e movida por uma grande paixão pela pintura, ele entrou para a Academia de Belas Artes de San Fernando e através de Jaime de Armiñán, em 1958, Chus faz sua estreia como atriz na televisão. Sua estreia no cinema foi pelas mãos de Luis García Berlanga, que trabalhava então em filmes emblemáticos como "El Verdugo" e da série "Nacional".
Mas os maiores sucessos viriam nos anos 80 ao ingressar ao cinema de Pedro Almodóvar, com ele roda "Entre tinieblas" (1983), "Matador" (1985) e "Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos" (1988). Com ele colaborou em mais três filmes, incluindo o aclamado "Fale com ela".
Com Fernando Trueba atua em 1987, em El año de las luces, em um papel que está nomeada para Melhor Atriz Coadjuvante ao Prêmio Goya. Colabora com ele novamente em "Bélle Époque", vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1994 e no qual Chus ganhou o Goya de Melhor Atriz. Chus foi nomeada pela Academia Goya por quatro vezes.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Chus Lampreave (Filmografia)

Ano - Filme - Diretor
1958 - El pisito (Marco Ferreri)
1960 - El cochecito (Marco Ferreri)
1963 - El Verdugo (Luis García Berlanga)
1971 - Mi querida señorita (Jaime de Armiñan)
1974 - The Love of Captain Brando (Jaime de Armiñán)
1977 - La escopeta nacional (Luis García Berlanga)
1980 - Patrimonio nacional (Luis García Berlanga)
1982 - Nacional III (Luis García Berlanga)
1984 - Entre tinieblas (Pedro Almodóvar) /
¿Qué he hecho yo para merecer esto? (Pedro Almodóvar)
1985 -Matador (Pedro Almodóvar)
/Sé infiel y no mires con quién (Fernando Trueba)
/Lulú de noche
1986 - El año de las luces (Fernando Trueba)
1987 - La vida alegre (Fernando Colomo)
/Moros y cristianos (Luis García Berlanga)
1988 - Esperáme en el cielo (Antonio Mercero)
/Mujeres al borde de un ataque de nervios (Pedro Almodóvar)
1992 - Belle Èpoque (Fernando Trueba)
Supernova
1995 Siete mil días juntos - (Fernando Fernán Gómez)
/Así en el cielo como en la tierra - (José Luis Cuerda)
/La flor de mi secreto (Pedro Almodóvar)
1998 -Torrente, el brazo tonto de la ley (Santiago Segura)
2002 - El florido pensil
2002 -Hable con ella (Pedro Almodóvar)
2006 Volver -(Pedro Almodóvar)
2009 - Los Abrazos rotos (Pedro Almodóvar)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

'Tropa de elite 2' é escalado para festival de Sundance



Fonte: Tudo Agora
Evento de cinema independente dos EUA divulgou longas a serem exibidos
"Tropa de elite 2", dirigido por José Padilha, foi anunciado nesta quinta-feira (2) como um dos longas a serem exibidos no festival americano Sundance, fora da competição.

O filme brasileiro integra a programação chamada de Spotlight, definida pelo site oficial do festival como "o cinema que amamos". "Tropa 2", que estreou em outubro, já ultrapassou a marca dos 10 milhões de espectadores e passou a ser o recordista do ano nos cinemas brasileiros.´

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tropa de Elite 2 passou dos 10,7 milhões de espectadores e se torna o filme brasileiro mais visto de todos os tempos

O filme "Tropa de Elite 2" conseguiu ultrapassar "Dona Flor e Seus Dois Maridos", de 1976, e se tornou o filme brasileiro mais visto de todos os tempos.

Até a última terça-feira (8), o filme conseguiu levar 10,736 milhões de pessoas ao cinema, contra 10.735 milhões de espectadores de "Dona Flor". O filme dirigido por José Padilha também está próximo de quebrar a barreira dos 100 milhões de reais em renda.

Em "Tropa de Elite 2", capitão Nascimento (Wagner Moura), dez anos mais velho, cresce na carreira: passa a ser comandante geral do BOPE, e depois Subsecretário de Inteligência. Em suas novas funções, Nascimento faz o BOPE crescer e coloca o tráfico de drogas de joelhos, mas não percebe que ao fazê-lo, está ajudando aos seus verdadeiros inimigos: policiais e os políticos corruptos, com interesses eleitoreiros. Agora, os inimigos de Nascimento, são bem mais perigosos.

Fonte: Na telinha

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Lançamento de "Aparecida"


"Não sou a favor de tirar a camisa gratuitamente", quem afirma é Murilo Rosa , o peão Solano de "Araguaia". Durante a pré-estreia de "Aparecida - O Milagre", no Cinema Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, o ator falou sobre o personagem que está fazendo sucesso entre o mulherio.

Para manter a forma confessa que só malha uma vez por semana. "Não dá para interpretar um peão e ser barrigudinho", confessa. Acompanhado da esposa, a modelo Fernanda Tavares, Murilo se mostrou empolgado em trabalhar com Tizuka Yamazaki no longa sobre fé e devoção. "Dos dez filmes que ela fez, cinco ultrapassaram a marca dos dois milhões de espectadores".

Quanto a futuros projetos, o ator que recentemente pôde ser visto nas telona vivendo um gay no drama "Como esquecer", revela que projetos cinematográficos não faltam. Em 2011 ele vai dar as caras nos longas "Vazio Amor" e "Quinze minutos para se vingar".

Fonte: Yahoo

domingo, 5 de dezembro de 2010

Na cinemateca -30 anos sem Nelson Rodrigues

De 01 a 12 de dezenbro de 2010

A Cinemateca Brasileira presta, em dezembro, uma homenagem ao dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980). Para celebrar a obra de um dos maiores autores do teatro brasileiro e sua repercussão no cinema, o ciclo organizado pela Cinemateca apresenta algumas das principais adaptações de folhetins e peças de Nelson Rodrigues para as telas, no momento em que se completam 30 anos de sua morte. Ainda que sem abranger a totalidade de filmes baseados em seus textos, a homenagem revela as diversas perspectivas de leitura do universo rodriguiano pelos cineastas brasileiros. O destaque fica por conta da projeção de Meu destino é pecar, de Manuel Peluffo, primeiro filme adaptado de um texto do escritor, e do raro Bonitinha, mas ordinária, de J. P. de Carvalho, que será exibido em cópia nova confeccionada pela Cinemateca. Compõem a homenagem títulos menos lembrados como O Beijo, de Flávio Tambellini, versão expressionista para uma das “tragédias cariocas”, e Engraçadinha depois dos trinta, de J. B. Tanko, adaptação da segunda parte de Asfalto Selvagem, folhetim publicado pelo escritor no jornal Última Hora, entre 1959 e 1960. Dois clássicos do Cinema Novo também marcam presença na programação – A Falecida, de Leon Hirszman, que conta com desempenho magistral da atriz Fernanda Montenegro, e Toda nudez será castigada, de Arnaldo Jabor, considerada pela crítica uma das mais brilhantes versões da obra de Nelson Rodrigues para o cinema, filme premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim de 1973.

CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207

próxima ao Metrô Vila Mariana

Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)

www.cinemateca.gov.br

Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)

Atenção: estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.

PROGRAMAÇÃO

01.12 | QUARTA

SALA CINEMATECA PETROBRAS

18h30 MEU DESTINO É PECAR

20h30 BONITINHA, MAS ORDINÁRIA

02.12 | QUINTA

SALA CINEMATECA PETROBRAS

18h30 O BEIJO

20h30 ENGRAÇADINHA DEPOIS DOS TRINTA

03.12 | SEXTA

SALA CINEMATECA PETROBRAS

19h00 A FALECIDA

04.12 | SÁBADO

SALA CINEMATECA PETROBRAS

19h00 TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA

21h00 O CASAMENTO

05.12 | DOMINGO

SALA CINEMATECA PETROBRAS

18h00 VESTIDO DE NOIVA

20h00 BONITINHA, MAS ORDINÁRIA

08.12 | QUARTA

SALA CINEMATECA PETROBRAS

18h30 O CASAMENTO

09.12 | QUINTA

SALA CINEMATECA PETROBRAS

18h30 VESTIDO DE NOIVA

10.12 | SEXTA

SALA CINEMATECA PETROBRAS

18h30 ENGRAÇADINHA DEPOIS DOS TRINTA

11.12 | SÁBADO

SALA CINEMATECA PETROBRAS

16h00 A FALECIDA

19h00 O BEIJO

12.12 | DOMINGO

SALA CINEMATECA PETROBRAS

16h00 TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA

18h00 MEU DESTINO É PECAR

sábado, 4 de dezembro de 2010

"El Bola", Espanha, 2000

Ficha Técnica:
Título original: El Bola
País: Espanha
Ano: 2000

Locação: Madrid
Duração: 88 minutos
Gênero: Drama
Diretor: Achero Mañas
Roteiro: Verónica Fernández e Achero Mañas

Elenco:
Juan José Ballesta ... Pablo (El Bola)
Pablo Galán ... Alfredo
Alberto Jiménez ... José (pai de Alfredo)
Manuel Morón ... Mariano (pai de El Bola)
Ana Wagener ... Laura (asistente social)
Nieve de Medina ... Marisa - mãe de Alfredo
Gloria Muñoz ... Aurora (mãe de El Bola)
Javier Lago ... Alfonso (amigo de José)
Omar Muñoz ... Juan
Soledad Osorio ... Avó de El Bola
Alfonso Vallejo ... Vecino
Manolo Caro ... Birras (como Manuel Caro)
Juan Carlos Martín ... Sebas
Máximo Jiménez ... Cobeta
Miguel Ángel Gutiérrez ... Salva


Sinopse:
El Bola, de Achero Mañas, retrata a história de uma triste família marcada pela morte de um filho, no subúrbio de Madrid. A chegada de uma outra família no bairro mostrará que há uma outra realidade, mudando a complicada situação.
Pablo El Bola é um garoto de 12 anos que sofre de maus tratos por parte de seu pai. Sua situação familiar, que ele tem vergonha de expor, o faz evitar relações de amizade com outras crianças. A chegada de um novo companheiro de escola, com quem ele faz amizade, e o conhecimento de uma família onde existe comunicação e carinho, lhe dará forças para aceitar e, finalmente, enfrentar o seu problema.




Curiosidades: O filme conquistou o «Prémio Goya» de Melhor Filme na Academia de Cinema Espanhola, quando não era um dos principais favoritos.


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Leonardo Sbaraglia em nova produção fora da Argentina


O ator argentino Leonardo Sbaraglia foi recentemente indicado ao prêmio Emy pelo seu papel na série argentina "Epitáfios". Leo esteve na cerimônia que foi em Nova Iorque, embora não tenha sido premiado, a indicação foi importante. Em breve estará participando de um projeto cinematográfico com os atores Robert De Niro e Sigourney Weaver. Entusiamado com seu ingresso ao mercado de língua inglesa, declarou à Rádio El Espectador que não acontecerá de dividir cenas com Robert De Niro e sim com Sigourney Weaver. "É difícil para Cortés colocar um ator latino em um filme tão importante. Mas o bom é que ele escreveu para mim um persnagem que participa em duas cenas muito importantes, muito lindas". Agora é aguardar para ver.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Gael García Bernal será o campeão de boxe Roberto Durán em filme

O ator mexicano Gael García Bernal interpretará o panamenho Roberto "Mão de Pedra" Durán, ex-campeão mundial de boxe, em um filme biográfico que será dirigido pelo venezuelano Jonathan Jakubowicz.

Segundo informa a edição digital da revista "Variety", Al Pacino está perto de aceitar o papel do preparador Ray Arcel, e que a presença do espanhol Óscar Jaenada está confirmada na produção, embora não tenha especificado o papel que terá no filme.

O orçamento da produção de Ben Silverman e Paul Webster será de US$ 15 milhões.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

BRASÍLIA 2010: Mineiro O Céu Sobre os Ombros leva 5 Candangos e vence festival


30/11/2010 23h43 - Heitor Augusto, enviado especial a Brasília, do Cineclick



O mineiro O Céu Sobre os Ombros ganhou cinco Candangos e foi o grande vencedor do Festival de Brasília. O resultado vazou, com todos os agraciados e os valores dos prêmios, antes do final da premiação aqui em Brasília. Além de Melhor Filme, O Céu Sobre os Ombros ganhou Direção, Prêmio Especial do Júri aos atores, Roteiro e Montagem.

Que cerimônia complicada! Os vencedores do Festival de Brasília foram vazados durante a premiação no Distrito Federal, causando um mal estar geral. Alguns dos diretores que subiram ao palco para receber os prêmios já sabiam dos resultados. Sobrou até para um dos premiados que já havia anunciado o vazamento dos vencedores quando estava na plateia e foi veemente – e injustamente – vaiado ao subir ao palco para receber um Candango.

Enquanto ainda eram anunciados os vencedores das categorias para curtas-metragens em digital, já se conhecia a lista de vencedores até da mostra em 35mm.

Outros filmes apontados pelo júri foram Os Residentes (quatro prêmios), Transeunte (três prêmios) e A Alegria (dois prêmios).

Veja a lista dos vencedores do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro:

Melhor filme (júri oficial) - R$ 80.000,00:
O Céu sobre os Ombros, de Sérgio Borges

Prêmio Especial do Júri - R$ 30.000,00
Aos personagens/atores do filme O Céu sobre os Ombros

Melhor direção - R$ 20.000,00:
Sérgio Borges, por O Céu sobre os Ombros

Melhor ator - R$ 10.000,00
Fernando Bezerra, de Transeunte

Melhor atriz - R$ 10.000,00
Melissa Dullius , de Os Residentes

Melhor ator coadjuvante - R$ 5.000,00
Rikle Miranda , de A Alegria

Melhor atriz coadjuvante - R$ 5.000,00
Simone Sales De Alcântara, de Os Residentes

Melhor roteiro - R$ 10.000,00: Manuela Dias e Sérgio Borges por
O Céu sobre os Ombros

Melhor fotografia - R$ 10.000,00
Aluizio Raulino, por Os Residentes

Melhor direção de arte - R$ 10.000,00
Gustavo Bragança, de A Alegria

Melhor trilha sonora - R$ 10.000,00
Andre Wakko, Juan Rojo, David Lanskylansky e Vanessa Michellis por Os Residentes

Melhor som - R$ 10.000,00 e ainda Prêmio Dolby
consiste na licença para usar o sistema de som dolby (equivalente a quatro mil dólares): Som Direto, Edicão de Som e Mixagem de Transeunte

Melhor montagem - R$ 10.000,00
Ricardo Pretti, de O Céu sobre os Ombros

Curta ou média-metragem em 35mm

Melhor filme (júri oficial) - R$ 20.000,00:
Acercadacana, de Felipe Peres Calheiros

Premio especial do júri:
Braxília, de Danyella Proença

Melhor direção - R$ 10.000,00
Gabriel Martins e Maurilio Martins, de Contagem

Melhor ator - R$ 5.000,00
Vinny Azar e Ícaro Teixeira, por A Mula Teimosa e o Controle Remoto

Melhor atriz - R$ 5.000,00
Dira Paes, de Matinta

Melhor roteiro - R$ 5.000,00
Danyella Proença, de Braxília

Melhor fotografia - R$ 5.000,00
Yuri Cesar, de Cachoeira

Melhor direção de arte - R$ 5.000,00
Maíra Mesquita, de Fábula das Três Avôs

Melhor trilha sonora - R$ 5.000,00
Puriki e índios do alto rio negro, de Cachoeira

Melhor som - R$ 5.000,00
Som Direto, Edicão de Som e Mixagem de Matinta

Melhor montagem - R$ 5.000,00
Paulo Sano de Acercadacana

Curta-Metragem Digital

Melhor Filme (Júri Oficial) - R$ 15.000,00:
Traz Outro Amigo Também, de Frederico Cabral

Melhor Direção R$ 10.000,00
Pablo Lobato, pelo filme Queda

Melhor Ator - R$ 5.000,00
Emanuel Aragão, por Só Mais um Filme de Amor

Melhor atriz - R$ 5.000,00
Ketellen Coutinho, por Tempo de Criança

Melhor Roteiro - R$ 5.000,00
Samir Machado de Machado, por Traz Outro Amigo Também

Melhor Fotografia - R$ 5.000,00
Carol Matias e Elias Guerra, por Entrevãos

Melhor Direção De Arte - R$ 5.000,00
Daniel Banda, por O Filho do Vizinho

Melhor Trilha Sonora - R$ 5.000,00
Lucas Marcier, por Tempo de Criança

Melhor Som - R$ 5.000,00
O Grivo, por Queda

Melhor Montagem - R$ 5.000,00
Alberto Feoli, por Traz Outro Amigo Também

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Gael Garcia Bernal





Gael García Bernal nasceu em 30 de Novembro de 1978 em Guadalajara, Jalisco (México). O Ator, Produtor e Diretor, mede 1,68 m e é um dos atores latinos mais populares e requisitados. É talentoso, tem uma fama sem igual com o público feminino, embora muitos homens costumam perguntar "o que é que elas veem neste baixinho"? Gael toca sua vida envolvido em seus projetos. Uma boa parte de sua filmografia não é aquela campeã de público e prêmios, mas sem dúvida é de sucesso. Ganhou o prêmio Guadalajara, e sobre ele disse uma vez: "tem um significado muito especial e que nenhum outro prêmio teve".
Filho de pais atores, José Ángel García e Patricia Bernal, Gael iniciou sua carreira na televisão, participando em 1989 na série espanhola Teresa. Desde então participou de numerosas produções de diversos países: México, Espanha, Inglaterra e Brasil.
Começou sua carreira de ator muito cedo, atuou na produção da rede Televisa a telenovela El abuelo y yo, interpretando o orfão Daniel ao lado da atriz Ludwika Paleta.
É formado pela Central School of Speech and Drama, em Londres, onde viveu alguns anos. Salienta os seus trabalhos cinematográficos de maior relevo: "Amores Perros", de Iñarritu; "Sin Noticias de Dios", de A. Díaz Yanes; "Y Tu Mamá También", de Alfonso Cuarón; "Vidas Privadas", de Fito Páez; "El Crimen del Padre Amaro", de Carlos Carrera; "Má Educação", de Pedro Almodóvar e "Diários de Motocicleta", de Walter Salles. Recebeu no Festival de Cinema de Veneza de 2001 o Prémio Marcello Mastroianni, pela sua interpretação em "A Tua Mãe Também", de Alfonso Cuarón.
A biografia de Gael está incluída na Enciclopédia Britânica. A revista People incluiu-o na lista de "Artista Melhor Vestido", "Solteiro Mais Desejado" e "Las 50 Bellezas Latinas". A revista GQ, o elegeu um dos "Homens do Ano" em 2004, ao lado de Tom Cruise e o britânico Jude Law.
Gael já namorou a atriz Natalie Portman. Atualmente reatou com a atriz argentina Dolores Fonzi, com a qual têm um filho chamado Lázaro, que nasceu em janeiro de 2009 em Madrid, na Espanha .
Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Gael Garcia Bernal (Filmografia)



Filmografia:
2010 - Cartas para Julieta
2009 - Resist (em produção)
2009 - The Limits of Control (em produção)
2009 - Pedro Páramo (em produção)
2008 - Mammoth
2008 - Ensaio sobre a Cegueira
2008 - Rudo y Cursi
2007 - Déficit
2007 - O Passado
2006 - Babel
2006 - Sonhando Acordado
2005 - The King
2004 - Má Educação
2004 - Diários de motocicleta
2003 - Dreaming of Julia
2003 - Jogo de Sedução
2002 - I'm with Lucy
2002 - O crime do Padre Amaro
2002 - Fidel
2001 - The Last Post
2001 - Sin noticias de Dios
2001 - Entre Quatro Paredes
2001 - El ojo en la nuca
2001 - E Sua Mãe Também
2000 - Cerebro
2000 - Amores brutos
1996 - De tripas, corazón

domingo, 28 de novembro de 2010

"Cruz e Sousa - O Poeta do Desterro", Brasil, 1999.

Ficha Técnica:
Título original:
Cruz e Sousa - O Poeta do Desterro
Gênero: Drama
Duração: 86 min.
Lançamento (Brasil): 2000
Distribuição: Riofilme
Direção: Sylvio Back
Roteiro: Sylvio Back
Produção: César Cavalcante e Margit Richter
Música: Sílvia Beraldo
Fotografia: Antônio Luiz Mendes
Desenho de produção: Idésio Leal
Direção de arte: Rodrigo de Haro
Figurino: Lou Hammad
Edição: Francisco Sérgio Moreira



Elenco:
Kadu Carneiro (João Cruz e Sousa)
Maria Ceiça
Léa Garcia
Danielle Ornelas
Guilherme Weber
Jaqueline Valdívia
Carol Xavier
Luigi Cutolo
Marcelo Perna

Jacques Basseti


Sinopse: Reinvenção da vida, obra e morte do poeta catarinense Cruz e Sousa (1861-1898), fundador do Simbolismo no Brasil e considerado o maior poeta negro da língua portuguesa. Através de 34 "estrofes visuais", o filme rastreia desde as arrebatadoras paixões do poeta em Florianópolis até seu emparedamento social, racial, intelectual e trágico no Rio de Janeiro.


Meu comentário: Quando assisto um filme assim fico logo me lembrando dos professores de literatura. Já que falei neles, só quero lembrar àqueles que ainda não assistiram, que o assistam antes de levá-lo a sala de aula (devido a algumas rápidas cenas de nudez). Sugiro selecionar alguma parte especial da obra. Mas para um público adulto e conhecedor da arte literária é mais que recomendado.
Na verdade não é uma cinebiografia convencional, há apenas fragmentos da vida do poeta Cruz e Souza. Para quem não gosta de poesia e não conhece a obra poética do poeta catarinense, talvez se entedie e nem chegue à metade da película, porque o texto são apenas as poesias de Cruz e Souza. Em minha opinião como filme de arte é um projeto ousado em termos de linguagem cinematográfica.

sábado, 27 de novembro de 2010

A vida do poeta Cruz e Sousa pelos olhos do cineasta Sylvio Back



Segundo entendidos, sem o simbolismo francês não teria havido o modernismo, Joyce, por exemplo. Não se sabe quanto o simbolismo brasileiro foi tributário do seu antecessor francês. Sabe-se, sim, que seu nome maior, João da Cruz e Sousa (1861-1898), teve imensa importância para a literatura brasileira. Sua vida foi uma novela e de final nada feliz. Negro, catarinense, pobre, foi vítima do racismo do seu tempo. Morreu jovem, com 37 anos, e arrastou o grande amor de sua vida, Gaviria, numa trajetória de sofrimentos.
Mas o filme de Sylvio Back - Cruz e Sousa - o Poeta do desterro - não conta essa história, ou pelo menos não a conta diretamente, em linha reta, o que pode significar obstáculo a quem não conheça alguma coisa da sua biografia. Back preferiu ir diretamente à obra, mimetizando nas imagens uma arquitetura poética que se foi modificando com o passar dos anos. Uma estranha evolução, como lembra o cineasta: quanto mais sofrida era a vida material de Cruz e Sousa, mais etérea, abstrata e sonhadora se tornava a sua arte. Um caso típico de sublimação.
Na tela, Cruz e Sousa é vivido pelo ator Kadu Carneiro e sua grande amada, Gaviria, por Maria Ceiça. O filme se desdobra em 34 quadros, naquilo que o diretor chama de "estrofes visuais". Isso quer dizer que os poemas são ditos e encenados. E que a palavra tem tanto valor quanto a imagem, o que convém à poesia e, mais ainda, ao simbolismo.
Já se disse que a boa poesia é aquela que aspira ser dita em voz alta. Isso porque é som e música. No caso de ser boa bem entendido. A transposição para o cinema implica outra operação, na qual a poesia deve ser som e imagem, ao mesmo tempo e sem que esta seja redundante em relação àquele. Uma imagem não pode ser simplesmente ilustrativa. Para se justificar, precisa somar alguma coisa já dada pela informação do som. É o que tenta Sylvio Back, com o acréscimo da tarefa de comentar, ainda que de modo fragmentário, a trajetória de vida do poeta.
Não é fácil nem se pode dizer que o filme alcance seus objetivos o tempo todo. Nem sempre imagem e poema deixam de ser redundantes e o uso de metáforas meio óbvias às vezes chega ao pleonasmo. Por exemplo, para mostrar o "emparedamento social" de um poeta negro, vivendo em um Brasil racista, o cineasta coloca o ator espremido entre muros. Esses deslizes não comprometem inteiramente um projeto que pretende - e consegue - ir além dos limites de uma cinebiografia convencional.
Em outro filme sobre um poeta, Bocage, Djalma Limongi Batista ousou mais e quebrou qualquer perspectiva de biografismo preocupando-se apenas em fundir imagens e texto, de maneira extremamente livre. Não importa comparar um trabalho com o outro. Importante é que ambos - cada qual à sua maneira - souberam apontar para o que de mais importante existe em um artista, a essência de sua obra, do seu legado estético. Uma opção que pede atitude semelhante por parte do espectador.
Para aproveitar toda a riqueza deste Cruz e Sousa - o Poeta do Desterro é preciso que o público faça sua parte e exercite também o olhar e a sensibilidade poética. (Agência Estado)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"De Salto Alto", Espanha, 1991

Ficha técnica:
Título original:
Tacones Lejanos
Gênero: Drama
Tempo de duração: 116 minutos
Ano de lançamento: Espanha/ França (1991)
Estúdio: El Deseo S.A
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Produção: Agustín Almodóvar e Enrique Posner
Música: Gil Evans, George Fenton, Nino Ferrer, Agustín Lara, Ryuichi Sakamoto e Gaby Verlor.
Direção de fotografia: Alfredo F. Mayo



Elenco:
Victoria Abril (Rebeca)
Marisa Paredes (Becky del Páramo)
Miguel Bosé (Juiz/ Hugo/ Femme Letal)
Anna Lizaran (Margarita)
Mayrata O’Wisiedo (mãe do juiz)
Cristina Marcos (Paula)
Féodor Atkine (Manuel)
Bibí Andersen (Chon)
Pedro Díez del Corral (Alberto)
Nacho Martinez (Juan, pai de Rebeca)
Miriam Díaz Aroca (Isabel)
Rocío Muñoz (Rebeca criança)
Juan José Otegui (Chaplain)
Javier Bardem (funcionário da TV)

Sinopse: Num aeroporto, uma jovem espera por sua mãe, ela é Rebeca (Victoria Abril). Sua mãe nada mais é que a estrela de cinema e cantora pop, Becky del Páramo (Marisa Paredes). São quinze anos sem se verem e enquanto a moça fica lá à espera da mãe sentada no banco, um flashback passa por sua cabeça. Aliás, flashback é o recurso utilizado para mostrar a infância da personagem e sua relação de adoração com a mãe que perdura até os dias atuais. Fica claro que a mãe de Rebeca nunca deu a mínima para ela, e sim para os fotógrafos e jornalistas que estão á sua volta. Dado o reencontro as coisas parecem ter mudado pouco, e o surgimento da mãe e do Juiz Domingues que dão ao filme um aspecto de comédia, passa logo ao policial. Houve a morte do padrasto de Rebeca no passado que logo é desvendada pela própria Rebeca no decorrer do filme.
Em sua primeira noite na Espanha, Becky vai com a filha e o marido ao show do transformista Femme Letal (Miguel Bosé) que a interpreta nos anos 60. A música da vez nesse filme não é o “Quizás, quizás” defendido pelo Gael travestido, e sim “Un año de amor”, lembrando que Miguel Bosé não é somente ator, mas cantor profissional.
Manuel, marido de Rebeca foi um dos grandes amores de Becky no passado, e até então, a filha Rebeca mantém em segredo que haviam casado.
É um universo passional sem dúvida, de amores egoístas, etc. Becky precisa renascer de novo, reconciliar-se com tudo enfim, inclusive com sua filha. Rebeca se redime, a partir de um segredo que só as duas sabem. O título original é “Tacones Lejanos” e é o nono longa de Pedro Almodóvar.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Vem aí "Aparecida - O milagre"

Em meio à febre espírita nas telas, 'Aparecida - o milagre', inaugura o filão católico nos cinemas

Plantão Publicada em 12/11/2010 às 08h58m

Rodrigo Fonseca


Diante do levante espírita nas telas, agora fortalecido também nas fronteiras do documentário por "As cartas psicografadas por Chico Xavier", de Cristiana Grumbach, que estreia hoje no Rio e em outras 14 cidades do país, a chegada da superprodução "Aparecida - O milagre", agendada para 17 de dezembro, pode soar como o prenúncio de uma "guerra santa" no cinema brasileiro. Uma guerra pela atenção de outro nicho de público para além daquele que, em 2010, contribuiu para elevar "Nosso Lar" e "Chico Xavier" - respectivamente com 4.020.099 e 3.414.900 pagantes - ao céu dos blockbusters. É a hora e a vez de um arrasa-quarteirão vir atender à demanda da potencial plateia capaz de ser arrebanhada entre os 125.518.774 brasileiros que assumiram o catolicismo como religião oficial para o censo do IBGE. Daí a importância da campanha de mídia já iniciada por Gláucia Camargos, produtora de "Aparecida" ao lado do marido, o cineasta Paulo Thiago, voltada para atrair integrantes de diferentes organizações católicas do país.

- Bem que eu estava achando estranho a Igreja Católica deixar o espiritismo dominar as telas sem reagir. Desde "Maria, mãe do filho de Deus", com o padre Marcelo Rossi, lançado há sete anos, não se tem um filme católico forte . Agora, um trabalho bem feito pode criar uma jihad (guerra santa) nos cinemas, capaz de aquecer as bilheterias - diz Paulo Sérgio Almeida, do site Filme B, especializado na análise do mercado, citando o longa de Moacyr Góes, visto por 2.342.494 espectadores. - Mesmo estreando numa data difícil, a semana de véspera do Natal, "Aparecida - O milagre" pode levar o cinema brasileiro de 2010 a superar a histórica marca, registrada em 2003, de ocupação de 22% do mercado por filmes nacionais. Para isso, precisa vender 700 mil ingressos até o fim de dezembro. Com o fenômeno "Tropa de elite 2" (hoje com nove milhões de pagantes), nossa ocupação de tela está em 20%. Falta pouco. "Aparecida" pode ajudar.

Orçado em R$ 6 milhões, "Aparecida - O milagre" vem com 300 cópias narrar os esforços de um empresário (Murilo Rosa) para salvar seu filho, sob as graças de Nossa Senhora, a quem, por conta de uma tragédia de infância, ele repudiou por anos a fio. Quem assina a direção é Tizuka Yamasaki, realizadora que, entre 1983 (com "Parahyba mulher macho") e 2010 (com "Xuxa em O Mistério de Feiurinha"), viu cinco de seus dez filmes ultrapassaram a barreira do milhão na venda de ingressos.

- Precisei tratar Nossa Senhora numa abordagem que não frustrasse os católicos. Mas não quis fazer um filme de cunho religioso só para eles. Fiz um filme para entender essa entidade que causa tamanha devoção - diz Tizuka, endossada por Paulo Thiago.

- Este filme não é uma resposta católica ao sucesso espírita. É um projeto que existe há três anos, antes mesmo de aparecer "Bezerra de Menezes" (longa cearense que iniciou a febre espírita, em 2008). Ele é fruto de um momento de grande religiosidade, que vem em resposta a uma depressão coletiva, ligada até às crises econômicas - explica Paulo Thiago, lembrando que o longa terá uma exibição na 16 edição do Búzios Cine Festival, no dia 26. - "Aparecida - O milagre" não quer provocar briga, ele quer complementar o desejo de espiritualidade do público, e incentivar o ecumenismo sem fazer pregação.

Ímã de fiéis, o santuário de Nossa Senhora na cidade de Aparecida, locação das sequências de maior impacto emotivo do filme, é um dos eixos de promoção do longa.

- Lá passam nove milhões de fiéis por ano - lembra Gláucia. - Mas Nossa Senhora causa um fenômeno curioso: ela atrai devotos de outras religiões. Ela quebra barreiras da fé. E o filme abre esse debate.

A bênção da Igreja, "Aparecida - O milagre" já tem.

- O cinema ainda é pouco utilizado como mídia de promoção da fé católica. Eu me entusiasmei por "Aparecida" quando ele ainda estava na fase de projeto, por crer que pode revelar um lado desconhecido da fé católica - diz Dom Dimas Lara Barbosa, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). - Dos filmes de temática espírita, só vi "Ghost". Mas não é por falta de interesse, e sim de tempo. Uma das motivações ecumênicas é o conhecimento do outro. Existe uma demonização generalizada daquilo que não se conhece. E o cinema pode transformar isso. Se as outras religiões começarem a fazer filmes ligados a suas doutrinas, elas farão o espírito do diálogo crescer.
No quesito integração, Dom Dimas pensa bem parecido com as cabeças responsáveis pela cifras astronômicas do filão espírita, como Iafa Britz, produtora de "Nosso Lar", cuja sequência já está sendo arquitetada pelo diretor Wagner de Assis.
- Existe uma ânsia do público por falar em questões existenciais como a morte e o que vem depois dela. Não por acaso até Clint Eastwood fez um filme sobre a comunicação com os espíritos ("Além da vida", com Matt Damon, que estreia em 7 de janeiro). Só acho que essa onda espírita não vai gerar uma contrarreforma religiosa. Não estamos fazendo filmes uns contra os outros. Só estamos contando histórias de fontes diferentes - diz Iafa.
Refletindo sobre a finitude e a acomodação de perdas em "As cartas psicografadas por Chico Xavier", uma produção de R$ 500 mil, Cristiana Grumbach começou a desenvolver seu documentário em 2004, quando o mundo dos espíritos descansava em paz longe das telas.
- Tudo é uma questão de palavras: onde falam em oportunismo, eu falaria em oportunidade. Se cobram tanto que o cinema brasileiro se torne uma indústria, é justo que se lancem filmes sobre a obra de Chico Xavier no ano de comemoração de seu centenário - diz Cristiana. - Esse momento me ajuda a mostrar às pessoas a repercussão que o trabalho de Chico teve sobre muitas vidas.
Próximo longa da frente espírita, "As mães de Chico Xavier", agendado para abril de 2011, é assinado pelo mesmo Glauber Filho que dirigiu "Bezerra de Menezes", em parceria com Joe Pimentel. Seu primeiro longa, gestado e lançado na surdina, surpreendeu exibidores ao somar meio milhão de pagantes. Espera-se mais de seu novo trabalho.
- A temática transcendental sempre fez parte da indústria cinematográfica mundial. Tenho a impressão de que ela será também permanente no cinema nacional - diz Glauber. - Encontramos um caminho possível para isso. E ele pode fortalecer a nossa indústria.

Fonte: OGlobo

domingo, 21 de novembro de 2010

Curtas brasileiros vencem prêmios em festival espanhol

Huelva (Espanha), 20 nov (EFE).- O filme brasileiro "Depois do Almoço", de Rodrigo Diaz Diaz, recebeu neste sábado o prêmio e a menção especial do júri do 36º Festival de Cinema Ibero-americano de Huelva na categoria de curtas-metragens.
PUBLICIDADE A obra, com 13 minutos de duração, relata um típico almoço de domingo entre famílias amigas, mas as novidades acontecem quando segredos picantes são revelados.
Por sua vez, o também curta brasileiro "Amigos Bizarros do Ricardinho", do diretor gaúcho Augusto Canani, venceu o prêmio paralelo concedido pelos alunos do Instituto Pablo Neruda de Huelva.
Com 21 minutos de duração, o filme narra histórias do jovem Ricardo Lilja, da cidade gaúcha de Viamão, estagiário de uma empresa de publicidade em Porto Alegre.
O prêmio principal do Festival, o Colón de Ouro, foi conquistado pelo filme venezuelano "Hermano", dirigido por Marcel Rasquin.
Já o longa brasileiro-argentino "A Velha dos Fundos", do cineasta Pablo José Meza, emplacou no prêmio de Melhor Atriz, para a intérprete argentina Adriana Aizemberg.

sábado, 20 de novembro de 2010

Uma análise mais que especial de "Tacones Lejanos" de Pedro Almodóvar

Olá!


O artigo em especial foi escrito por meu amigo blogueiro Renato Hemesath do Cine Freud

Sapatos e desejos em alta

Vamos falar de sapatos. Aqueles que acompanham o blog há algum tempo devem se lembrar que não é a primeira vez que este tema aparece por aqui. Em outro dia eu comentava que um sapato que não é somente um sapato, localizando este objeto num thriller muito querido por alguns. Hoje, o sapato reaparece. Pedro Almodóvar fez uso deste elemento junto a cores intensas para ilustrar uma relação ambivalente entre mãe e filha. Uma filha identificada com a mãe: foi a primeira percepção que tive. É a partir desta afirmação que será possível discutir sobre o lugar do feminino, conforme o diretor apresentou em “De salto alto” Tacones Lejanos - 1991 .




Enquanto aguardava o retorno de sua mãe em um aeroporto, Rebeca Victoria Abril relembrava alguns fatos de sua infância. Duas recordações merecem destaque: uma na qual sua mãe Becky del Páramo Marisa Paredes comprava-lhe brincos em uma feira, e outra na qual ela se encontrava trancada no banheiro, aprontando algo. Estes fatos eram de certo modo dolorosos porque localizavam o lugar de desvantagem de Rebeca diante da posição de sua mãe com as figuras masculinas. Rebeca era a “menina sem voz” que disputava a atenção de sua mãe com o lugar do masculino, o qual, desde muito cedo, foi apreendido com hostilidade.


Pois bem, voltemos à segunda lembrança: a criança que aprontava. Não tratava-se apenas da menina arteira, pois ao acompanhar a discussão de Becky com seu namorado, Rebeca resolveu facilitar as coisas para sua mãe, ela trocou comprimidos de uma embalagem à outra e possibilitou uma viagem sem fim ao padrasto. Aquele que impedia o desejo de sua mãe não mais atrapalharia suas vidas. Esse fato ainda era bastante nítido para Rebeca, mas até então, Becky nada sabia a respeito dele.




Mas quem era aquela mãe? Becky ilustrava o lugar da mulher desejante, daquela que é ativa em relação ao seu desejo. Ela buscava sucesso como atriz e cantora, e com passar dos anos o seu lugar se fez conhecido: ela tornou-se admirada por muitos, sendo referenciada enquanto alguém de valor. Este reencontro entre mãe e filha marcaria uma oportunidade para a construção de novos laços, mas ainda assim as marcas do passado e os conflitos mais primitivos impactariam esta estadia.


Ao retornar, Becky continuava a desejar o status que considerava merecedora. Conversando a respeito do período em que estiveram juntas, Rebeca lhe diz: “eu te odiava, mas até nesses momentos não deixava de te amar”. Esta ambivalência sustentava o amor pela mãe, a qual era tida como um referencial e também como um objeto ameaçador, pois apontava o lugar da mulher que era independente em relação ao que deseja.




Uma contradição se mostra neste momento, contudo, o psiquismo admite estas duas condutas opostas, pois no inconsciente não há oposição, ódio e amor coexistem. Isto nos ajuda a compreender que mesmo sentindo-se rejeitada pela mãe, Rebeca também era capaz de amá-la e tê-la como um referencial. Trata-se aqui de um jogo simbólico entre a ausência versus a presença materna, e da possibilidade de Rebeca se ver no discurso que nomeava o desejo da mãe. Um desejo que ia além da própria filha e que relacionava-se ao anseio pela fama e ao masculino. Podemos supor que ao elaborar a ausência paterna e a castração, Rebeca se viu desprovida do falo materno, ou seja, sem lugar no desejo da mãe, a qual tinha inúmeros interesses além do exercício da maternagem. Sendo assim, a ilusão de Rebeca em ser participante deste movimento desejante não se sustentou.




Isto nos remete à dinâmica do desejo da histérica que se vê na condição de militar pelo ter. Ao constatar sua condição de faltante, ela busca ativamente assegurar o seu lugar junto a algum objeto que seja capaz de dar conta da angústia. No caso de Rebecca, isso era bastante evidente na relação com seu esposo. Após o casamento, ela ainda mantinha-se identificada com a mãe, de maneira que as humilhações infantis eram postas em ato (revividas) com o esposo, que afirmava: “ela aproveita todas as situações para me humilhar”.




Afinal, de que sapato se tratava? De um salto alto chanel colocado nos pés de mulheres capazes de agir em relação a seu desejo. Daquelas que não admitem um lugar de não-fala e se posicionam como militantes na busca pelo o que desejam.


Abraços.


Renato Hemesath

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