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Cinema Latino

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Má Educação (2004)

Inicialmente gostaria de começar como quem está vendo pela primeira vez. Antes de tudo é um filme que consegue prender o telespectador até o fim, porque esse é o objetivo de Almodóvar ao trazer para a telona um personagem enigmático como o Ignácio ou “Angel” de Gael García Bernal e temas polêmicos, como o abuso sexual. Afinal, é uma história intrigante, com ares de suspense e uma certa atmosfera noir.
É sem dúvida um filme autobiográfico, mas com doses de ficção. De cara, o espectador conecta Enrique Goded a Almodóvar, pois a história se desenvolve a partir da visita do ator desempregado Ignácio Rodriguez/ Angel (Gael) à produtora de filmes de Enrique Goded (Fele Martinez), que naquele momento está passando por uma crise de criação. Enrique não consegue perceber inicialmente, mas o estranho se apresenta como Ignácio, um ex colega de escola e seu primeiro amor. Mas o “Ignácio” está ali apenas para lhe mostrar um roteiro de um filme que ele próprio escreveu, cujo título é “A visita”, onde relata todo o passado em que estudaram juntos em um colégio católico de regime internato e também o abuso sexual que sofreu por parte de seu professor de literatura, o padre Manolo.


Enrique lê os escritos deixados por “Ignácio”, que já não desejava mais ser chamado por seu verdadeiro nome, mas por Angel seu nome artístico. Como recurso para contar essa história do passado Almodóvar utiliza o flashback do reencontro de Ignácio, cujo nome artístico é Zahara e Enrique. Neste trecho se percebe a forte ligação entre os dois, assim como os momentos em que se conheceram na infância e de como foram afastados um do outro pelo padre Manolo (Daniel Giménez Cacho). No filme a volta no tempo serve para desvendar e contar toda a história dessas personagens.
Elementos da cultura espanhola em cena, "Os cabeçudos", bonecos gigantes do carnaval espanhol, servem como cenário para a trama do ambicioso Juan/ Angel e o péssimo Sr. Berenguer (ex padre Manolo).

Depois daquela visita inicial, Angel decide voltar a ver Enrique e insiste no papel principal, mas Enrique nota que há algo de estranho com esse novo Ignácio que ele reencontrara. Na saída da casa de Goded, Angel esquece o isqueiro, motivo que leva Enrique à Galícia investigar algo sobre ele. É quando acaba descobrindo que o verdadeiro Ignácio já havia falecido, e aquele que se passava por ele na verdade era o seu irmão, Juan, que ao ingressar em uma companhia de teatro mudou seu nome para Angel.
Mas o mistério de Angel não está desvendado totalmente, e mesmo sabendo que ele mentiu, Enrique lhe concede o papel título tão almejado. Mas Enrique tem uma outra surpresa, é que durante as filmagens de “A visita” ele recebe a visita do verdadeiro vilão do filme, Padre Manolo, agora Sr. Berenguer (Lluís Homar). Este relata que depois que Inácio deixou o colégio, largou a batina, se casou e se tornou dono de uma Editora. Porém ele já havia recebido o relato do verdadeiro Ignácio Rodríguez sobre o abuso sexual, que poderia se tornar a vir público através da imprensa, caso ele não enviasse uma determinada quantia de dinheiro. Na verdade, o verdadeiro Ignácio havia se tornado um travesti e um dependente de drogas. O dinheiro tinha destino certo: bancar-lhe reparos estéticos do seu corpo feminino e também para internar-se em uma clínica de desintoxicação, ele próprio reconhecia que precisava curar-se do vício. Um dia ele marca com Sr. Berenguer, ex padre Manolo, para que este lhe pague certa quantia de dinheiro justamente pelos tais textos, o roteiro de “A visita”. Mas a partir desse encontro o Sr. Berenguer acaba se envolvendo com Juan, e este mostra a sua verdadeira face, a de uma pessoa egoísta, insensível e muito ambiciosa. Principalmente porque foi o próprio Juan capaz de tramar a morte do próprio irmão comprando uma heroína de “pureza mortal”, Ignácio sem saber anunciava que aquele era seu último consumo e que a partir dali iria em busca do tratamento. Mas era tarde demais. É uma das cenas mais tristes do filme, quando ele mergulha o rosto nos teclados da máquina de escrever, lembrando que a história se passa nos anos 80. Todo trabalho de caracterização está realmente impecável.


Almodóvar dirigindo uma cena de Gael García Bernal como Zahara.
No final Almodóvar revela o destino dos envolvidos, a de que Angel após o filme “A visita” se tornara um ator de sucesso e que seu reinado durou dez anos, após um período de derrocada ele próprio mata atropelado o Sr. Berenguer. Trazendo-nos a certeza de que Angel é um ser doentio, por sua sede de ter, não importando a quem está em sua frente, atropelando a todos metaforicamente falando, pois não demonstra arrependimento. E Enrique Goded continua fazendo filmes com “paixão”. E de quem Almodóvar está falando afinal? Dele mesmo.

Algumas curiosidades: A atriz Leonor Watling de “Hable con ella” (2002), aparece em um papel muito pequeno, uma curta participação. É o segundo filme dela com Almodóvar. Em “Má Educação” ela faz o papel de assistente de direção e acaba se tornando esposa de Angel. “Má educação” recebeu indicações de alguns principais prêmios do cinema europeu como o César e o Goya; Recebeu também uma indicação ao BAFTA de melhor filme estrangeiro; Além disso indicações também ao European Film Awards, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Diretor – Júri Popular e Melhor Ator – Júri Popular (Fele Martinez). E foi o filme de abertura do festival de Cannes.

Ficha técnica:

Título Original: La Mala Educación
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento (Espanha): 2004
Site Oficial: www.lamalaeducacion.com
Estúdio: El Deseo S.A. / Canal+ España / TVE
Distribuição: Sony Pictures Classics / 20th Century Fox
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Produção: Pedro Almodóvar e Agustín Almodóvar
Música: Alberto Iglesias
Fotografia: José Luis Alcaine
Direção de Arte: Antxón Gómez
Figurino: Paco Delgado e Jean-Paul Gaultier
Edição: José Salcedo


Elenco:
Fele Martínez (Enrique Goded)
Gael Garcia Bernal (Ignacio Rodriguez / Zahara)
Daniel Giménez Cacho (Padre Manolo)
Lluís Homar (Sr. Berenguer)
Javier Cámara (Paca / Paquito)
Petra Martínez (Madre)
Juan Fernandez (Martin)
Alberto Ferreiro (Enrique Serrano)
Francisco Maestre (Padre José)
Leonor Watling (Mônica)
Nacho Pérez (Ignacio - jovem)Raul Garcia Forneiro (Enrique - jovem)






domingo, 25 de janeiro de 2009

Volver (2006)

É sem dúvida um dos filmes mais delicados do cineasta espanhol, Pedro Almodóvar. A temática é o universo feminino. O elenco não poderia ser melhor: Carmen Maura como a matriarca da família, Penélope Cruz e Lola Dueñas como suas filhas. As mulheres e seus encantos, as suas singularidades, as suas lutas diárias e a fortaleza, que fazem delas únicas.
É uma história familiar além de tudo; É um filme que fala sobre a vida e de como as coisas naturalmente caminham quando se trata de mulheres que sozinhas levam sua vida, e de surpresas nada agradáveis que surgem.

O drama da violência sexual na família
O filme mostra a história de vida de Raimunda (Penélope Cruz) uma mulher batalhadora, que vê sua vida se transformar quando descobre através de sua filha, que o seu marido a molestava sexualmente. A adolescente durante uma investida de Paco (Antonio de la Torre), marido de Raimunda o mata na cozinha. A mãe decide assumir a culpa, mas ao invés disso limpa cuidadosamente os indícios do crime na cozinha, cobre o cadáver em lençóis e transfere-o para um freezer em uma lanchonete em que ele administra sozinha durante a ausência do verdadeiro dono. Lá ela recebe uma equipe de filmagens que prefere fazer suas refeições ali mesmo; E ela com uma aparente tranqüilidade recebendo a todos. A irmã de Raimunda, Soledad (Lola Dueñas) tem um salão de beleza ilegal e desde que o marido fugiu com uma de suas clientes vive sozinha.

Mas a vida delas sofre uma reviravolta quando a Tia Paula (Yohana Cobo), uma idosa que vive sozinha em uma vila que sofre as ações do vento leste, falece. Agustina (Blanca Portillo) uma solteirona que mora na mesma vila da Tia Paula, jura ter ouvido e sentido a presença do fantasma da mãe de Raimunda e Soledad (Carmen Maura). Ela acredita até que ela veio lhe abrir a porta para poder socorrer a velhinha que já se encontrava defunta. Agustina mais tarde descobre que tem câncer e quer saber do paradeiro da mãe, pois sua genitora era a única mulher hippie da vila naquele período e havia sumido no incêndio que vitimou os pais de Raimunda e Sole.
Mas a história não é o que parece, a mãe de Raimunda e Sole não morreu de verdade; Ela voltou para pedir o perdão da filha, pois a Raimunda também fora molestada pelo pai quando criança, e sua mãe na época não tinha conhecimento de tal fato. Mais tarde ela descobre o que fizera à própria filha e procura entender todo o distanciamento que tinha dela. Além disso, descobre que a mãe de Agustina e o seu marido tiveram um caso, quando ela se dá conta, ateia fogo à casa. E por anos todos acreditam que Irene (Carmen Maura) havia morrido junto com o marido, quando na verdade, as cinzas da mulher encontrada ao do homem era a da mãe de Agustina e nunca ninguém soube disso, até ela revelar este segredo ás filhas. Daí ela decide cuidar de Agustina, e o filme termina com Raimunda de lágrimas nos olhos querendo relatar o que lhe aconteceu em relação à Paco, seu marido, quando a mãe lhe conforta dizendo, que todos os dias elas se veriam e que tudo ela iria saber.
O cineasta espanhol, Pedro Almódovar e suas talentosas atrizes

Claro, a sensualidade que é marca dos filmes de Almodóvar está presente principalmente na cena em que Raimunda está lavando os pratos em sua cozinha e seus seios são vistos de cima do decote. Há também uma mulher que não é nenhum modelo de beleza, é ilegal na Espanha e vive da prostituição, é ela que ajuda Raimunda a enterrar o corpo do marido congelado num freezer perto de um lago, sem ao menos saber do que se trata, mas levemente desconfiada. Realmente a polêmica é forte, mas as mulheres de Almodóvar irradiam encanto, beleza e coragem.



A avó Irene, Carmen Maura (embaixo da cama) escondendo-se da filha Raimunda (Penélope Cruz)

Curiosidades à parte: neste filme Pedro Almodóvar reuniu mais uma vez suas atrizes preferidos, sendo este o 3° filme com a Penélope Cruz, eles já haviam trabalhado juntos em “Carne Trêmula” (1997) e “Tudo sobre minha mãe” (1999). Com a Carmen Maura, a sua favorita, é a 7ª produção juntos. Os trabalhos anteriores de Carmen Maura com Almodóvar são: "Pepi, Luci, Bom y Otras Chicas del Montón" (1980), "Maus Hábitos" (1983), "Que Fiz Eu Para Merecer Isto"? (1984), "Matador" (1986), "A Lei do Desejo" (1987) e "Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos" (1988).
Recebeu 5 prêmios Goya (O Oscar do Cinema Espanhol), nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Penélope Cruz), Melhor Atriz Coadjuvante (Carmen Maura) e Melhor Trilha Sonora. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Atriz Coadjuvante (Lola Dueñas e Blanca Portillo), Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Direção de Produção, Melhor Direção de Arte, Melhor Roteiro Original e Melhor Som.


Ficha Técnica:
Título Original: Volver
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 121 minutos
Ano de Lançamento (Espanha): 2006
Site Oficial: www.sonyclassics.com/volver
Estúdio: Canal+ España / El Deseo S.A. / TVE / Ministerio de Cultura
Distribuição: Sony Pictures Classics / Fox Film do Brasil
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Produção: Esther García
Música: Alberto Iglesias
Fotografia: José Luis Alcaine
Desenho de Produção: Salvador Parra
Figurino: Sabine Daigeler
Edição: José Salcedo
Efeitos Especiais: El Ranchito


Elenco:
Penélope Cruz (Raimunda)
Carmen Maura (Avó Irene)
Lola Dueñas (Sole)
Blanca Portillo (Agustina)
Yohana Cobo (Paula)
Chus Lampreave (Tia Paula)
Antonio de la Torre (Paco)
Carlos Blanco (Emilio)
Maria Isabel Diaz (Regina)
Neus Sanz (Inês)
Carlos Garcia Cambero (Carlos)
Leandro Rivera (Auxiliar)
Yolanda Ramos (Apresentadora de TV)
Pilar Castro (Ajudante da apresentadora)


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Maysa: Quando fala o coração (Rede Globo, 2009)

Para começar, deve se estranhar eu aqui falando de missérie, se o blog em questão é de filmes latinos. Mas acontece que li em um jornal que a minissérie, dirigida por Jayme Monjardim pode virar filme. Então é só esperar para ver... Claro, que transformada em filme haverá cortes, coisa e tal, mas até agora a minissérie não tem decepcionado. Realmente eles capricharam. Falo de Manoel Carlos, o próprio Jayme, elenco, produtores, etc. E eu particularmente adoro ver coisas de época, principalmente se conta a história de alguém. Gostei de ver no final dos créditos que fora consultada a biografia "Maysa só numa multidão de amores" de Lira Neto, que por sinal é um excelente livro. Interessante que quando vejo uma cena me lembro de um capítulo do mesmo, não era de se estranhar que citassem a fonte. Tenho esse livro antes da minisérie ter começado foi um presente meu ao meu pai, que é fã de Maysa. Quando eu era criança via meu pai escutando um disco dela e suspirando, não sei se de tristeza, saudade, não sei. Depois ele ficava me contando a história dela, que fora uma excelente cantora, que fora casada com um Matarazzo, que inaugurou a ponte Rio-Niterói com o acidente que causou a sua morte prematura.

Livro que ajudou a inspirar a minissérie global


Maysa madura

A jovem cantora e seu felino olhar fatal


Larissa Maciel como Maysa. Ao lado a própria
Também nunca mais voltei a me interessar sobre cantores do passado. Mais uma vez ouvi falar dela: que era bonitona, bêbada, pegava meio mundo de homens interessantíssimos, volúvel... e assim ficou uma lenda sobre Maysa, que a imprensa do passado ajudou a criar. Ela era apenas uma mulher que tinha que vencer a si mesma, quando o assunto era o álcool. E ao mesmo tempo tinha uma personalidade forte, talvez mal compreendida. Ou talvez a fonte de tanta solidão estava ali no passado, na sua infância, tanto amor reprisado e tão mal vivido. Um desejo puro de amar sem reservas, viver pura e simplesmente como as outras crianças, sem os rigores de uma educação superficial e antiquada. Tanto mistério havia ali naquela mulher... e não há como julgar. As pessoas é quem sabem de si, de seus dramas, de suas tristezas e de suas angústias.
Link da minissérie: aqui

sábado, 20 de dezembro de 2008

Ninfomaníaca à solta

Será que “A dama do lotação” de Nelson Rodrigues perde para ela? Ou trata-se de um mesmo tipo de mulher?


O filme da temporada de “grande barulho por nada” lá na Espanha se chama nada mais nada menos que O Diário de uma ninfomaníaca, ou em bom espanhol “El diario de una ninfómana” (2008). Pelo título se pensa logo em Pedro Almodóvar, mas o filme não é dele, e sim do cineasta Christian Molina, que teve estréia em Madrid no dia 17 de outubro, e ao que parece criou algumas polêmicas. A começar pela foto do cartaz, que é a parte inferior de um corpo feminino, claro, trajando uma sumária calcinha escura e com uma das mãos da liberada mulher em seu próprio sexo. Christian Molina teve problemas de “censura”, porque o cartaz jamais deveria ser exibido, com isso ele lembrou: “O corpo da foto não é de nenhuma adolescente, mas de uma mulher de 29 anos”. Diário de uma Ninfómana foi classificado pelo ministério da Cultura da Espanha para maiores de 13 anos, mas não teve uma promoção digna de um filme sério, e que foi baseado em um livro da escritora francesa Valèrie Tasso, cujo título é o mesmo. Um dos principais veículos de comunicação, a Telemadrid e La Cope se recusaram a divulgar o filme. O que também me causou certa estranheza, já que o rei das polêmicas e dos filmes idem é nada mais nada menos que o cineasta espanhol, Pedro Almodóvar. Assistir Almodóvar é ótimo, mas ao mesmo tempo é esperar por alguma cena inusitada, daquelas não muito comuns, quando o assunto é sexualidade.
O elenco principal traz Belén Fabra (no papel título) e Leonardo Sbaraglia (como Jaime, o vilão da história), com participações de Ângela Molina e Geraldine Chaplin. O filme não tem estréia no Brasil, e tampouco se fala disso. O roteiro é de Cuca Canals. E conta a história de Val, uma jovem francesa de 28 anos, bonita, universitária, de boas condições financeiras, que busca novas aventuras para saciar o seu apetite sexual. Ah, esqueci de explicar o que é uma ninfomaníaca. Segundo o Aurélio “a ninfomania é uma tendência, nas mulheres, para o abuso do coito, às vezes de caráter patológico”. Ou seja, quando o apetite sexual e a prática extrapola os limites da normalidade pode ser considerado uma doença. No Brasil, a personagem mais famosa de Nelson Rodrigues é “A dama do lotação”, ela era uma verdadeira máquina de fazer sexo. Não tinha homem que resistisse ao cheiro de cio dela.
Talvez a ninfomaníaca de Belén Fabra se aproxime disso, ou não: “Eu a fiz de uma maneira que não a tornasse vulgar”, citou em entrevista a atriz. No filme, tudo na vida da famigerada Val muda quando ela se apaixona perdidamente por Jaime (Leonardo Sbaraglia) e perde o emprego, daí ela vai para o mundo da prostituição. Quem é ela? Uma promíscua? O que leva uma mulher a dividir seu corpo com um estranho?


Quem sabe um trecho do diário dela esclareça:

“22 de março de 1997”

“Hoje quando saí de casa, vi um tipo na rua, e só com dois olhares, decidimos fazer amor. Foi uma vez no quarto de um apart hotel da Via Augusta, me pegou em seus braços e me levou até a cozinha onde me coloca em cima do mármore, com bastante cuidado, como se eu fosse uma bonequinha de porcelana. A princípio não se atreve a me tocar. Mas logo tira a minha camiseta de algodão, molhada de suor, e se aproxima do meu rosto. De repente, se pôs a respirar muito profundamente e a cheirar a camiseta pouco a pouco, cada centímetro do tecido, cada milímetro do fio. Inspira intensamente. Eu não pude evitar olhá-lo, divertida ao descobrir esse princípio de fetichismo que não havia suspeitado. Tem gotinhas de suor na testa, que brilham como pérolas e morrem na entrada de suas sobrancelhas. Me aproximo dele suavemente, e começo a passar suavemente minha língua sobre cada uma delas, bebendo dele. Posso sentir sua respiração perto de minha bochecha; seu ritmo não é constante. A excitação me aperta o ventre e minhas coxas se contraem inevitavelmente. Eu já não tenho controle sobre o meu corpo. De repente me sinto perturbada, meu corpo pede aos gritos que lhe arranquem a pele para fundir-se com a deste desconhecido. Ele se agacha um pouco, e começa a buscar debaixo de minha saia, até encontrar o elástico de minha calcinha. Penso logo que sua intenção é arrancá-la, obviamente. Mas não é assim. Levanta a saia e separa a calcinha de um lado. Me toma assim, buscando os meus olhos, analisando todas as reações do meu rosto, todas as expressões do meu rosto.Quando nos separamos na rua, não quero pedir o número de seu telefone. Tampouco ele tem a intenção de dar. Não costumo comprometer um encontro como este com promessas de voltar a ver a um homem. Repetir com um desconhecido não me interessa. Prefiro encontrar um outro na rua”.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O bebê da foto (parte II)


Acertou para quem pensou em Gael García Bernal.

domingo, 14 de dezembro de 2008

O bebê da foto

Um bebezinho lindo. Foto rara, pouco vista.
Há 30 anos nascia em Guadalajara esse ator, produtor e diretor mexicano. Resposta no próximo post! Mas aqui vai algumas dicas úteis: esse fofo conquistou o cinema de forma especial. Recebeu da revista People o título do Artista mais bem vestido como também o título Uma das 50 belezas latinas. Em 2004 a Revista GQ o elegeu O Homem do Ano, ao lado de Tom Cruise e Jude Law. Em breve ele será pai pela primeira vez, a atriz argentina Dolores Fonzi é a mãe do herdeiro.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Só para inaugurar a postagem



O ator argentino Leonardo Sbaraglia está de volta as telinhas em "El Rey de la Montaña" e "Diario de una Ninfómana". Aliás ele nunca pára de nos presentear com excelentes atuações. Um luxo em cena. Futuro mais do que promissor.

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