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Cinema Latino

quinta-feira, 15 de julho de 2010

"Milagre em Juazeiro", Brasil, 1999


Ficha Técnica:
Título original:
Milagre em Juazeiro
País: Brasil
Ano: 1999
Duração: 83 min
Direção: Wolney Oliveira
Roteiro: Wolney Oliveira e Verônica Guedes
Gênero: drama, documentário


Sinopse:
Juazeiro do Norte, 1889. Durante a missa, Padre Cícero preside a cerimônia de comunhão. Ao dar a comunhão a Maria de Araújo, a hóstia se transforma em sangue na boca da beata. Além de reconstituir o fenômeno, o filme documenta as romarias realizadas em Juazeiro e apresenta depoimentos de religiosos e pesquisadores sobre o acontecimento.

Elenco:
José Dumont (Padre Cícero)
Marta Aurélia (Maria de Araújo)
Roberto Bonfim (Monsenhor Alexandrino)
Antônio Leite
Meu comentário: O documentário Milagre em Juazeiro foi inspirado em um livro do mesmo título do autor norte-americano Ralph Della Cava. A atriz Marta Aurélia foi premiada no Festival de Brasília com o prêmio de melhor atriz coadjuvante e o diretor Wolney Oliveira recebeu a menção honrosa. Quem não conhece a cidade do Juazeiro do Norte fica impressionado com a rotina de romaria que toma a cidade a cada ano. Esta simples cidade do Estado do Ceará traz há anos a mística do seu grande “patrono”, o Padre Cícero Romão Batista, que neste filme não explora detalhes da vida do santo do nordeste na devoção popular, e sim, o milagre da hóstia convertida em sangue nas comunhões ministradas à beata Maria de Araújo. O tão espalhado milagre foi estudado criteriosamente na época por uma junta de médicos e padres, comissão formada a pedido de Padre Cícero. Como nada foi cientificamente comprovado, ficou tido mesmo como milagre. Todos os tecidos que continham o sangue foram guardados, mais tarde foram destruídos restando apenas um ou dois exemplares. A notícia do milagre não agradou o Bispo Dom Joaquim Vieira, que nomeou uma nova comissão para investigar o caso. Foi a partir daí que começou o calvário de Maria de Araújo, que foi tida como mentirosa e mantida enclausurada até o ano de sua morte em 1914. Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo desde cedo teve uma infância difícil, perdeu os pais muito cedo e aos 22 anos começou a usar hábitos de freira e passou a ser considerada “beata” pelo povo após um retiro espiritual realizado pelo padre Cícero e padre Vicente Sóter de Alencar. Como era órfã, residia na casa do Padre Cícero, a quem lhe tinha especial carinho e dedicação. O milagre da hóstia ocorreu em 1 de março de 1889, e foi o evento mais importante de sua vida, tendo se repetido muitas outras vezes. O filme mostra todos os fatos que ocorrem nas romarias do Juazeiro, desde as peregrinações ao túmulo do padre Cícero, as visitas às pedras (que dizem ser local sagrado), a famosa estátua do sertão do Cariri e seus devotos. E a beata Maria de Araújo? Há relatos no documentário que não duvidam da santidade daquela mulher simples, negra e excluída. Há muitos anos fizeram uma exumação não autorizada do seu cadáver e logo em seguida o total desaparecimento. No Juazeiro do Norte a lápide que traz o nome da beata Maria de Araújo revela um local simbólico. Até hoje ninguém sabe onde estão repousados os seus restos mortais.

Um comentário:

  1. DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

    “As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
    têm direito inalienável à Verdade, Memória,
    História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

    O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

    No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

    O CRIME DE LESA HUMANIDADE

    O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

    A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

    Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

    A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

    A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

    RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

    A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

    A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

    A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

    A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?

    A COMISSÃO DA VERDADE

    A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e pede que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    Paz e Solidariedade,

    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
    Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
    Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    http://www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br
    http://twitter.com/REVISTASOSDH

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