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Cinema Latino

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ela também foi uma vedete do Brasil (Série Autógrafos)

Com você, toda a graciosidade e leveza de Wilza Carla, nos aúreos tempos em que também reinava no Carnaval, exibindo suas curvas e com direito a autógrafo na terceira foto!







Fotos do blog: http://www.wilzacarlafanclub.blogspot.com

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Hoje de quem você sente saudade?

Mazzaropi - O nosso imortal Jeca.
Gianfrancesco Guarnieri - inesquecível.
Grande Otelo - Realmente jus ao nome artístico.


Dener Pacheco - Mesmo que o grande público esqueça desse jovem. Quem saberia de suas aspirações, se não ele mesmo? Quem sabe teríamos mais um nome no cinema nacional!? Enfim, este aspirante ator não teve tempo de começar. Uma pena.

Zezé Macedo e Dercy Gonçalves - sempre do riso.


Libertad Lamarque - sutileza e elegância.



Carmen Miranda - A nossa grande pequena notável.

Não dá para citar tantos nomes importantes. Assim este post ficaria demasiado extenso. Mas assim mesmo vamos lembrando de quem hoje nos faz falta, do que se tem saudade e simplesmente relembrar.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Os 10 melhores filmes de língua espanhola do século XXI (parte I)

O site espanhol Paper Blog elaborou um ranking dos dez melhores filmes de língua espanhola da atualidade. Claro que essa pesquisa já há algum tempo que eles tem publicado. Mas olhando a lista dá para concordar ou não com a escolha deles. Decidi traduzir os textos e postar separadamente esses dez melhores:
1. El secreto de sus ojos (2009)


Considerado por muitos, entre os quais me incluo, o melhor filme de 2009, a história do Fiscal que dá a vida ao sempre grande Ricardo Darín é uma das viagens mais emocionantes e carregadas com reviravoltas do cinema contemporâneo. O suspense está com o drama romântico ao longo dos 20 anos que abarca a história do O segredo de seus olhos, até um final que acaba por engrandecer o que durante duas horas intuíamos que era algo especial.
O Oscar de melhor filme estrangeiro do ano passado, está plenamente justificado ainda que apenas seja pela a cena do estádio de futebol. Um exemplo de que Juan José Campanella é junto a Alfonso Cuaron, o diretor de língua espanhola mais talentoso do nosso tempo. Que o sotaque argentino, que não seja um impedimento para apreciar esta lição magistral de CINEMA com maiúsculas.
2. Mi vida sin mi (2003)


Antes de se tornar a referência da modernidade mais pedante do nosso panorama cinematográfico Isabel Coixet conseguiu criar um dos dramas mais emotivos que um servidor teve a oportunidade de ver. Mi vida sin mi é um filme cheio de ternura, mas que foge da pieguice confeccionando um relato tão tocante como comovente. Além disso deu a conhecer ao mundo uns intérpretes tão interessantes como são Sarah Polley e Mark Ruffalo.

3. El habitante incierto (2005)


O sleeper da lista e a maior surpresa que deixou o nosso cinema nos últimos anos. Poucas pessoas sabem da estréia de Guillem Morales, atualmente sob a proteção de Guillermo del Toro e enquanto se aguarda a estreia de Los Ojos de Julia com Belén Rueda. Sua sinopse já é o bastante para convencer ao espectador mais relutante: Felix é um arquiteto consumido pela solidão em sua mansão, após a ruptura com a sua companheira. Uma noite, ele recebe a visita de um estranho que pergunta se pode fazer um telefonema. Felix permite e um momento de descuido o estranho parece desaparecer em sua casa sem deixar vestígios. A partir desse momento, uma série de eventos cada vez mais angustiantes levará Felix a concluir de que o intruso tenha ficado em sua própria casa e sua vida corre perigo.
O resultado é um thriller cheio de suspense e que realmente surpreende em mais de um momento. A direção minimalista e limpa de Morales se encaixa perfeitamente com um roteiro bastante escasso de diálogos, situação acompanhada por uma das melhores trilhas sonoras do cinema espanhol.



4. Camino (2008)

Polêmicas à parte, Camino é um filme de personagens. O pai que dá a vida a Mariano Venancio e a menina interpretada por Susana Camacho são capazes de enternecer até o agente Steven Seagal além de serem aqueles que fazem o filme como o não menos esquecido Ramon Sampedro de Bardem em Mar Adentro. Mas o diretor Javier Fesser vai mais além. O excelente domínio dos efeitos especiais e a pós-produção, do que fez gala na primeira entrega de Mortadelo e Filemon alcançam nas cenas oníricas de Camino seu máximo esplendor fazendo empalidecer The Lovely Bones de Peter Jackson.


5. En la ciudad sin límites (2002)

As principais virtudes deste thriller do responsável da vinda do Capitão Trovão é uma direção distanciada dos convencionalismos do cinema espanhol e muito mais próxima aos cânones do gênero no cinema americano do final dos anos 90. Além disso, não encontramos o grande desempenho deste monstro que era Fernando Fernan Gomez e antes da confirmação de Leonardo Sbaraglia, que encadeou sua estréia com o não menos recomendável, mas mais marciano Intacto, conquistando o reconhecimento do que desfruta atualmente.
Traduzido e adaptado do site: Paper Blog

domingo, 31 de outubro de 2010

Os 10 melhores filmes de língua espanhola do século XXI (parte II)

CONTINUAÇÃO:
6. El laberinto del Fauno (2006)

Guillermo del Toro elaborou em meados da década, uma fábula fantástica de cores históricas quez fez derreter as críticas de metade do mundo. O incomensurável trabalho de Sergi Lopez dando vida a um dos maiores vilões do nosso cinema e a excelente composição das criaturas "made in del Toro" foram as principais causas da fita ter conseguido alcançar a quarta posição em Metacritic entre os melhores filmes de todos os tempos.
7. La comunidad (2000)

O 5 º filme de Alex de la Iglesia inaugurava de uma forma soberba o novo século e inovando ao mesmo tempo em um dos gêneros mais tipicamente espanhol: a comédia de humor negro. Estamos testemunhando a evolução dos quadrinhos máximos da 13 Rue Barnacle, uma comunidade de vizinhos transloucados, onde não falta uma senhora de idade histérica ou anormal. Tudo enfeitado com um simples mas eficaz mcguffin, uma Carmen Maura em estado de graça e com ares de Hitchcock que certo deleitará o espectador mais astuto.

8. Los lunes al sol (2002)

Agora, se, pelo menos teríamos que colocar um drama social na lista. Fernando León de Aranoa tocou o céu com a história daqueles desempregados que passam os dias se bronzeando sem expectativas para o futuro. Uma história sincera e carregada de personagens memoráveis onde Bardem,Tosar, e o televisivo José Ángel Egido deram aulas de atuação para o mundo inteiro . Sem dúvida um filme recuperável especialmente considerando os tempos. Você nunca vai ter a mesma aparência de um poste de luz.



9. La caja 507 (2002)

Puro cinema de gênero. Porque nem todos os grandes filmes do nosso cinema são densos dramas sociais ou comédias sem sentido. Enrique Urbizu o demonstrou em 2002 presenteando-nos com este thriller onde Antonio Resines e José Coronado brilhavam com luz própria. Menção especial para as cenas de ação e detalhes tão curiosos como os sobrenomes dos protagonistas, Pardo, no caso do tranquilo personagem de Resines e Mazas para o cruel rol de Coronado. Imprescindível.


10. Volver (2006)

Almodóvar pode fazer bons filmes fora da temática sexual que caracteriza sua filmografia e aqui temos a prova. Volver é um maneira magistral que combina gêneros tão diversos como a comédia, o drama, o suspense e até mesmo o fantástico (mais ou menos), além de contar com o melhor trabalho de Penélope Cruz, que por esta altura começou a justificar a fama que tem mais por suas relações sentimentais do que por seus trabalhos anteriores. Nada a ver com Los abrazos rotos.


Adaptado e traduzido do site: Paper blog

sábado, 30 de outubro de 2010

Documentário brasileiro é premiado no Festival de Trieste (Itália)


O documentário brasileiro "Corumbiara", de Vincent Carelli, recebeu o prêmio União Latina no XXV Festival de Cinema Latino-Americano de Trieste, norte da Itália.
"Corumbiara" mostra um massacre indígena ocorrido em Rondônia em 1984.
O grande vencedor do festival foi "Gestación", do cineasta costarriquenho Esteban Ramírez.


Fonte: Yahoo Notícias

"Luna Caliente", Espanha, 2009

Ficha Técnica:
Título: Luna Caliente
Direção e Roteiro: Vicente Aranda
País: Espanha
Ano: 2009
Duração: 91 minutos
Gênero: Thriller

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=ecw2-adiDCE

Elenco:
Eduard Fernandéz (Juan)
Thaïs Blume (Ramona)
Emílio Gutiérrez Caba (Dr. Muniente)
Jose Coronado
Mary Carmen Ramirez
Carla Sanchez
Empar Ferrer
Hector Colome
Carlos Manuel Díaz
Felipe Vélez

Sinopse: Pensando que Ramona (Thaïs Blume) estava com alguma insinuação, Juan (Eduard Fernández) se atreve a entrar no quarto dela no meio da noite. Ramona imaginou uma relação romântica, mas, instintivamente, sem poder encontrar uma solução ele procede a uma violação que de romântico não tem nada. O resultado é uma mudança radical em ambos tão grande que eles deixam de ser o que eram até o momento para passar a uma zona irracional onde os instintos são o centro da conduta.



Curiosidades:
- O filme é baseado no romance homônimo argentino, escrito por Mempo Giardinelli e adaptada para a TV pelo gaúcho Jorge Furtado, em 1999.
- Apesar de ter como pano de fundo os tempos da ditadura franquista, ter um conteúdo político, não foi sucesso de bilheteria na Espanha. Segundo o próprio cineasta, assistir a uma projeção nas salas de cinema da Espanha, ainda custa caro, daí a preferência de uma parte do público por baixar filmes pela internet.
- Os atores que foram escalados para o elenco, entre eles o argentino Leonardo Sbaraglia, não puderam participar do filme por estar envolvidos em outros projetos; O casal protagonista vividos por Eduard Fernández e Thaïs Blume foram convocados às pressas.
- Os fãs da atriz Thaïs Blume questionaram um recurso de caracterização da personagem (a peruca), que parecia não ter caído tão bem assim para a bela jovem interpretada por ela.


Meu comentário: A história em si não traz nenhuma novidade, a mistura de femme fatale e Lolita que é a personagem Ramona (Thaïs Blume) é o grande fio condutor da história. Por causa dela, Juan (Eduard Fernández), um escritor e alto funcionário da UNESCO é capaz de cometer todas as loucuras, inclusive matar.
Na verdade, o filme tem algo de suspense, pois logo na primeira cena, o público é tomado pelo suposto assassinato da jovem que não ocorre. Apavorado por se pego pelos pais dela, Juan tenta fugir da propriedade do Dr. Muniente (Emílio Gutierrez Caba). Mas o simpático médico. Quer mesmo é "cair na gandaia" naquela noite, obrigando Juan a levá-lo aos bordéis mais próximos. No caminho são abordados por militares, o filme se passa nos anos 70 durante os finais da ditadura de Franco. Mas Juan acaba assassinando o pai de Ramona e ocultando o cadáver, para que o simpático e embriagado velhinho não se dê conta do crime que ele acreditou ter cometido quando invadiu o quarto da ninfeta.
Ramona surge do nada na casa de Juan e ali começa todo o frenesi. Os militares que trabalham para Franco acreditam que Juan fez um enorme bem ao assassinar o comunista Dr. Muniente Pois todo o crime é investigado e descoberto pelos tais militares, cujas evidências levam à Juan, porém não divulgado ao grande público, portanto livre de júri e condenação. Os homens de Franco acreditam que por assassinar pai e filha Juan estaria colaborando com eles.
O final não surpreende, o homem realmente foi tomado pelo desejo e a paixão pela menina mulher. O filme traz aspectos interessantes como detalhes do julgamento de 16 terroristas do ETA que entrou para a história como o Processo de Burgos. E as frases escolhidas pelo próprio cineasta que aparecem em cenas fundamentais do desenrolar do enredo e compreensão dos fatos, através de uma ótica um tanto freudiana.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Lembrando Wilza Carla

Hoje é o aniversário da ex-vedete, jurada de programas de calouros, humorista e atriz brasileira, Wilza Carla, completando hoje 75 anos. Ela que nasceu em Niterói em 29 de Outubro de 1935, se tornou famosa principalmente por sua personagem Dona Redonda na novela Saramandaia (1976) da Rede Globo. Claro, sua obsedidade e seu talento artístico foram os responsáveis pelo seu sucesso naquele ano.

Porém, poucos sabem que a Wilza era mesmo uma "tetéia" em seus tempos de vedete. Naquele tempo se apreciava mais as mulheres curvilíneas e cheinhas. Não se vivia a ditadura da magreza dos tempos atuais.

Ela tinha um corpo bonito, claro, não magérrimo, mas tinha um rosto marcante. Sua beleza estampava as capas de revista daquele período.


Triste o que faz a mídia com os seus talentos. Wilza passou seus últimos dias de vida esquecida do grande público, doente, com problemas que se agravaram com a obesidade, ela foi abatendo aos poucos, debilitando-se e diz-se até que sofre do Mal de Alzhimer.

Deixo aqui dois links superlegais para quem quer saber mais sobre esta grande diva extra G-G:

http://wilzacarla.blogspot.com/

http://wilzacarlafanclub.blogspot.com/

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