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sábado, 4 de abril de 2015

Manoel de Oliveira




Manoel de Oliveira (pronúncia em português europeu mɐnuˈɛɫ doliˈvɐjɾɐ) nasceu na freguesia de Cedofeita na cidade do Porto no seio de uma família da alta burguesia nortenha, com origens na pequena fidalguia. É filho de Francisco José de Oliveira (Mosteiro, Vieira do Minho, 1865 - ?), industrial e primeiro fabricante de lâmpadas em Portugal, e de sua mulher Cândida Ferreira Pinto (Santo Ildefonso, Porto, 13 de abril de 1875 - Porto, 2 de julho de 1947). Seus pais casaram-se na freguesia de Lordelo do Ouro, na cidade do Porto.
Ainda jovem foi para A Guarda, na Galiza, onde frequentou um colégio de jesuítas. Admite ter sido sempre mau aluno. Dedicou-se ao atletismo, tendo sido campeão nacional de salto à vara e atleta do Sport Club do Porto, um clube de elite. Ainda antes dos filmes veio o automobilismo e a vida boémia. Eram habituais as tertúlias no Café Diana, na Póvoa de Varzim, com os amigos José Régio, Agustina Bessa-Luís, Luís Amaro de Oliveira e outros. Cedo é mordido pelo bichinho do cinema.
Manoel de Oliveira morre na madrugada do dia 2 de Abril de 2015 às 11:30, vítima de paragem cardíaca. Era considerado o realizador mais velho em actividade. Era também, dos realizadores no ativo, o único que tinha assistido à passagem do cinema mudo ao sonoro e do preto e branco à cor. Manoel já sofria de doenças cardíaca, mas na madrugada de 2 de abril não resistiu e sofreu uma paragem cardíaca. Como Manuel citou "Para mim é pior o sofrimento do que a morte. Pois a morte, é o fim da macacada". Felizmente o realizador conseguiu concretizar o seu último desejo que era "Quero continuar a fazer filmes até à morte". Cabe agora ao parlamento decidir se o corpo vai ser transportado ou não até ao Panteão Nacional (local onde estão as figuras mais emblemáticas de Portugal).

Família
Oliveira casou com Maria Isabel Brandão de Meneses de Almeida Carvalhais (nascida em 1918), no Porto em 4 de dezembro de 1940. Do casamento resultaram quatro filhos: Manuel Casimiro Brandão Carvalhais de Oliveira (nascido em 1941), José Manuel Brandão Carvalhais de Oliveira (nascido em 1944), Isabel Maria Brandão Carvalhais de Oliveira (nascida em 1947), Adelaide Maria Brandão Carvalhais de Oliveira (nascida em 1948). Tem também vários netos e bisnetos. Um dos netos é o conhecido actor Ricardo Trêpa (filho de Adelaide).

Carreira
Aos vinte anos vai para a escola de actores fundada no Porto por Rino Lupo, o cineasta italiano ali radicado, um dos pioneiros do cinema português de ficção. Berlim: sinfonia de uma cidade, documentário vanguardista de Walther Ruttmann, influencia-o profundamente. Tem então a ideia de rodar uma curta-metragem sobre a faina no Rio Douro, o seu primeiro filme. Douro, Faina Fluvial (1931), estreado em Lisboa, suscita a admiração da crítica estrangeira e o desagrado da nacional. Seria o primeiro documentário de muitos que abordariam, de um ponto de vista etnográfico, o tema da vida marítima da costa de Portugal, tal como Nazaré, Praia de Pescadores (1929) de Leitão de Barros (meio ficção meio documentário), Almadraba Atuneira (1961) de António Campos) ou Avieiros (1976) de Ricardo Costa.
Mantendo o gosto pela representação, participa como actor no segundo filme sonoro português, A Canção de Lisboa (1933), de Cottinelli Telmo. Diria mais tarde não se identificar com aquele estilo de cinema popular. Em 1942 aventura-se na ficção com a adaptação ao cinema do conto Os Meninos Milionários, de João Rodrigues de Freitas e filma Aniki-Bobó (1942), retrato de infância no ambiente cru e pobre da Ribeira do Porto. O filme é um fracasso comercial mas, com o tempo, dará que falar. Oliveira decide, talvez por isso, abandonar outros projectos, envolvendo-se em negócios da família. Só voltará ao cinema catorze anos depois com O Pintor e a Cidade (1956), em que filma a cores. A fim de adquirir os conhecimentos necessários para tal experiência, faz uma curta formação nos estúdios da Agfa-Gevaert AG na Alemanha de Leste.
Em 1963 faz O Acto da Primavera (segunda docuficção portuguesa), filmando uma peça de teatro popular e iniciando nova fase do seu percurso. Com este filme, praticamente ao mesmo tempo que António Campos, envolve-se na prática da antropologia visual no cinema. Essa prática seria amplamente explorada por cineastas como João César Monteiro, na ficção, como António Reis, Ricardo Costa e Pedro Costa, no documentário. O Acto da Primavera e A Caça são obras marcantes na carreira de Manoel de Oliveira. O segundo filme, uma curta-metragem de ficção, é interrompido para conseguir fazer bem o primeiro, incursão no documentário, trabalhado com técnicas de encenação. Certo atrevimento vale-lhe a supressão de uma cena por parte da censura. Mais ainda: por causa de alguns diálogos inconvenientes fica dez dias nos calabouços da PIDE6 , onde conhece Urbano Tavares Rodrigues.
A obra cinematográfica de Manoel de Oliveira, até então interrompida por pausas e por projectos gorados, só a partir da O Passado e o Presente (1971) prosseguirá, sem quebras nem sobressaltos, por uns trinta anos, até para lá do final do século. A teatralidade imanente de O Acto da Primavera, contaminando esta sua segunda longa-metragem de ficção, afirmar-se-ia como estilo pessoal, como forma de expressão que Oliveira achou por bem explorar nos seus filmes seguintes, apoiado por reflexões teóricas de amigos e firmes convicções de conhecidos comentadores. A tetralogia dos amores frustrados seria por excelência o "campus" de toda essa longa experimentação. O palco seria o plateau, o espaço cénico onde o filme falado, em «indizíveis» tiradas, se tornaria a alma do espectáculo: o puro cinema submetido ao teatro, sua referência, sua origem, seu fundamento, tal como Oliveira o vê. Eram assim ditos os amores, ditos eram os seus motivos, e ditos ficaram os argumentos do invicto «Mestre» e de quem nisso viu toda a sua originalidade. Amores ditos e escritos, com muito palavreado, com muito peso: sem nenhuma emoção mas sempre com muito sentimento.
Em 1982 Manoel de Oliveira faz um documentário auto-biográfico de confissões e memórias. O cenário é a casa onde viveu desde 1940. O filme só será exibido depois da sua morte. Insiste em dizer que só faz filmes pelo gozo de os fazer, indiferente às críticas mais negativas. Levou entretanto uma vida retirada, longe das luzes da ribalta.
Os seus actores preferidos, com quem manteve uma colaboração regular, eram Luís Miguel Cintra, Leonor Silveira, Diogo Dória, Rogério Samora, Miguel Guilherme, Isabel Ruth e o seu neto, Ricardo Trêpa. Não lhe eram de modo algum indiferentes actores estrangeiros como Catherine Deneuve, Marcello Mastroianni, John Malkovich, Michel Piccoli, Irene Papas, Chiara Mastroianni, Lima Duarte ou Marisa Paredes.

Em 2008 completou cem anos de vida. Dotado de uma resistência e saúde física e mental notáveis, era frequentemente enaltecido, nas referências que lhe eram feitas, como «o mais velho realizador do mundo em actividade».

Deixou três projetos sem filmar: o longa-metragem A Igreja do Diabo que teria os atores Fernanda Montenegro e Lima Duarte no elenco, A Ronda da Noite, baseado em Agustina Bessa-Luís e um projeto sobre o papel das mulheres nas vindimas, que seria a sua próxima rodagem.

O teatro e o cinema[editar | editar código-fonte]
A obra de Manoel de Oliveira é marcada por duas tendências opostas presentes em toda a sua filmografia. Em todos os filmes que realizou antes de 1964, curtas e longas-metragens, incluindo Aniki-Bobó (1942) e A Caça (1964) predomina um estilo cinematográfico puro, sem diálogos ou monólogos palavrosos. O Acto da Primavera (1963) é o primeiro filme de Oliveira em que o teatro filmado se torna uma opção e um estilo. O Passado e o Presente (1972) será o segundo. Contradizendo-se na prática, é a propósito deste filme que ele se explica em teoria: enquanto arte cénica, o teatro é bem mais nobre e muitíssimo mais antigo que o cinema e é por isso que este se deve submeter à palavra.

A esta dualidade de Manoel de Oliveira não é estranha a sua educação religiosa. É católico por crença e convicção7 8 , mas de ortodoxo nada tem. A dúvida quanto ao corpo da fé, quanto a certos princípios da sua igreja, assola-o com frequência e isso tem reflexos profundos na sua obra. Essa dúvida é reproduzida no frequente filosofar de muitas das personagens dos seus filmes, em particular nos filmes mais falados, com incarnação de figuras do Evangelho e do ideário cristão, com inúmeras referências bíblicas.

Por muitos anos o teatro filmado, salvo raras excepções, será na obra de Manoel de Oliveira opção dominante, que se extrema com O Sapato de Cetim (1985). Na passagem da década de oitenta para noventa essa tendência atenua-se. Monólogos e diálogos são cantados em Os Canibais (1988)9 , o teatro converte-se em ópera, a palavra deixa de ser crua para ser cantada. Pouco depois, o teatro surge em doses equilibradas com o cinema em A Divina Comédia (1991). Gradualmente e a partir de então o estilo cinematográfico volta a predominar na cinematografia de Oliveira com filmes mais leves e de menor duração. É de admitir a hipótese de tal se dever, por força das circunstâncias, à necessidade de fazer filmes num formato que não afaste o público, talvez também pela nostalgia dos primeiros filmes que fez.

O seu nome consta da lista de colaboradores da revista de cinema Movimento 10 (1933-1934) e também se encontra colaboração artística da sua autoria na Mocidade Portuguesa Feminina: boletim mensal (1939-1947).

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Suzana de Moares


O post de hoje é um tanto triste. Porém vamos aos dados da wikipédia: Susana de Mello Moraes nasceu no dia 5 de agosto de 1940 no Rio de Janeiro, RJ. Filha de Vinícius de Morais, oficializou em 2010 união estável com a compositora Adriana Calcanhotto, com quem já vivia havia 25 anos. Suzana sofria de câncer do endométrio, doença causadora da infecção respiratória que a levou a cineasta à morte.


Então a informação sobre a cineasta e atriz da Wikipédia  é bem resumida a respeito do trabalho de Suzana de Moraes. Ela chegou a atuar em algumas novelas da Rede Globo como "Verão Vermelho" de 1969, era filha do poeta Vinícius de Moraes e também cuidava das memórias do pai. Oficializou sua união com a cantora, Adriana Calcanhotto em 2010. Segundo relatos da cantora, Suzana morreu segurando sua mão. Era muito querida pelos seus familiares e amigos.

Principais links de notícias:




Filmografia:
Perfume de Gardênia (1992)
Tabu (1982)
Corações a Mil (1981)
O Gigante da América (1978)
A Noiva da Cidade (1978)
Bandalheira Infernal (1976)
O Lobisomem (1974)
O Capitão Bandeira contra o Dr. Moura Brasil (1971).... Mulher do capitão
Matei por Amor (1971)
Pecado Mortal (1970).... Suzana
Cuidado, Madame (1970)
Pedro Diabo Ama Rosa Meia-Noite (1969) .... Rosa Meia-Noite 6
Garota de Ipanema (1967)

TV:
Assim na Terra Como no Céu (1970).... Joaninha
Verão Vermelho (1970).... Madalena
Véu de Noiva (1969).... Suzana
Rosa Rebelde (1969).... Lola


Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Federico Fellini


Federico Fellini, Cavaleiro da Grande Cruz (título de honra concedido pelo Governo Italiano), nascido em 20 de Janeiro de 1920 e falecido em 31 de Outubro de 1993. Conhecido pelo estilo peculiar que funde fantasia e imagens barrocas, ele é considerado uma das maiores influências e um dos mais admirados diretores do século XX.

Em agosto de 1918, sua mãe, Ida Barbiani (1896 - 1984), se casa com um vendedor viajante chamado Urbano Fellini (1894 - 1956) em cerimônia civil (com a cerimônia religiosa no mês de janeiro seguinte). Federico Fellini era o mais velho de três filhos (depois vieram Riccardo e Maria Maddalena). Urbano Fellini era nativo de Gambettola, onde, por muito tempo, Federico costumou passar as férias na casa dos avós.

Nascido e criado em Rimini, as experiências de sua infância vieram a ter uma parte vital em muitos de seus filmes, em particular em "Os Boas Vidas", de 1953; "8½" (1963) e "Amarcord" (1973). Porém, é errado pensar que todos os seus filmes contêm autobiografias e fantasias implícitas. Amigos próximos, como os roteiristas de TV Tulio Pinelli e Bernardino Zapponi, o cinematógrafo Giuseppe Rotunno e o designer de cenário Dante Ferretti, afirmam que Fellini convidava suas próprias memórias pelo simples prazer de narrá-las em seus filmes.

Durante o regime fascista de Mussolini, Fellini e seu irmão Riccardo fizeram parte de um grupo fascista que era obrigatório para todos os rapazes da Itália: o "Avanguardista". Ao se mudar para Roma em 1939, ele conseguiu um trabalho bem remunerado escrevendo artigos em um programa semanal satírico muito popular na época – o Marc’Aurelio. Foi nesse período em que entrevistou o renomado ator Aldo Fabrizi, dando início a uma amizade que se estendeu para a colaboração profissional e um trabalho em rádio. Em uma época de alistamento compulsório desde 1939, Fellini sem dúvida conseguiu evitar ser convocado usando de artifícios e truques de grande perspicácia. O biógrafo Tulio Kezich comenta que, apesar da época feliz do Marc’Aurelio, a felicidade mascarava uma época imoral de apatia política. Muitos que viveram os últimos anos sob o regime de ditadura de Mussolini, vivenciaram entre uma esquizofrênica imposição à lealdade ao regime fascista e uma liberdade pura no humor.

Fellini conheceu sua esposa Giulietta Masina em 1942, casando-se no ano seguinte em 30 de outubro. Assim começa uma grande parceria criativa no mundo do cinema. Em 22 de março de 1945, Giulietta caiu da escada e teve complicações em sua gravidez, resultando em um parto prematuro e complicado de um menino que ganhou o nome de Pierfederico ou Federichino (Federiquinho), mas que faleceu com um mês e dois dias de vida. Tragédias familiares os afetaram profundamente, como é percebido na concepção de "A Estrada da Vida" de 1954.

O italiano foi também um cartunista talentoso. Produziu desenhos satíricos a lápis, aquarela, canetas hidrocor que percorreram a América do Norte e Europa, e hoje são de grande valia a colecionadores (muitos de seus rascunhos foram inspirados durante a produção dos filmes, estimulando ideias de decoração, vestimentas, projeto do set de filmagens, etc.). Com a queda do fascismo em 25 de julho de 1943 e a libertação de Roma pelas tropas aliadas em 4 de Junho de 1944, num verão eufórico, Fellini e seu amigo De Seta inauguraram o Shopping das Caretas, desenhando caricaturas dos soldados aliados por dinheiro. Foi quando Roberto Rossellini tomou conhecimento do projeto intitulado "Roma, Cidade Aberta" (1945) de Fellini e foi ao seu encontro. Ele queria ser apresentado a Aldo Fabrizi e colaborar com o script juntamente com Suso Cecchi D'Amato, Piero Tellini e Alberto Lattuada. Fellini aceitou. Em 1948, Fellini atuou no filme de Roberto Rossellini "Il Miracolo", com Anna Magnani. Para atuar no papel de um vigarista que é confundido com um santo. Fellini teve seu cabelo tingido de loiro.


Fellini também escreveu textos para shows de rádio e textos para filmes (mais notavelmente para Rossellini, Pietro Germi, Eduardo De Filippo e Mario Monicelli) também escreveu inúmeras anedotas muitas vezes sem crédito, para conhecidos comediantes como Aldo Fabrizi. Uma fotonovela de Fellini chamada "Uma Viagem para Tulum" foi publicada na revista Crisis, com arte de Milo Manara, e publicada como gibi pela Catalan Communications, no mesmo ano.

Nos anos de 1991 e 1992 trabalhou junto com o diretor canadense Damian Pettigrew para ter o que ficou conhecida como "a mais longa e detalhada conversa jamais vista sobre filmes", que depois serviu de base para um documentário e um livro lançados anos mais tarde: "Fellini: Eu sou um grande Mentiroso". Tullio Kezich, crítico de filme e biógrafo de Fellini descreveu esses trabalhos como sendo "O Testamento Espiritual do Maestro".

Em 1993, recebeu um Oscar de Honra em reconhecimento de suas obras que chocaram e divertiram audiências mundo afora. No mesmo ano ele morreu de ataque cardíaco em Roma, aos 73 anos (um dia depois de completar cinquenta anos de casado). Sua esposa, Giulietta, morreu seis meses depois de câncer de pulmão em 23 de março de 1994. Giulietta, Fellini e Pierfederico estão enterrados no mesmo túmulo de bronze esculpido por Aldo Pomodoro. Em formato de barco, o túmulo está localizado na entrada do cemitério de Rimini – sua cidade natal.

O aeroporto da cidade de Rimini também recebeu seu nome. O escritor brasileiro Jorge Amado era seu amigo pessoal.

Carreira cinematográfica
"Mulheres e Luzes" ("Luci del varietà"), de 1950, foi o primeiro filme de Fellini co-dirigido pelo experiente diretor Alberto Lattuada. Uma comédia charmosa sobre uma turma de saltimbancos itinerantes. O filme foi um estimulante para Fellini, na época com trinta anos, mas sua fraca distribuição e críticas fracas tornaram do filme um motivo de preocupação e um desastre que levou a produtora à falência, deixando Fellini e Lattuada com dívidas que se estenderam por uma década.
O primeiro filme que Fellini dirigiu sozinho foi "Abismo de um sonho" ("Lo sceicco bianco", 1952). Estrelado por Alberto Sordi. O filme é uma releitura de uma fotonovela - comuns na Itália daquela época - de Michelangelo Antonioni feita em 1949. O produtor Carlo Parlo Ponti pagou a Fellini e Tullio Pinelli para desenvolver a trama, mas achou o material muito complexo. Assim, o filme foi passado para Alberto Lattuada, que também recusou. Fellini então resolveu pegar o desafio e dirigiu o filme sozinho.
Ennio Flaiano (que também co-escreveu "Mulheres e Luzes") trabalhava um novo texto com Fellini e Pinelli. Juntos moldaram um conto de um casal recém-casado cujas aparências de respeito são devastadas por fantasias da esposa inexperiente (papel muito bem retratado por Brunella Bovo). Pela primeira vez, Fellini e o compositor Nino Rota trabalharam juntos em uma produção de um filme. Eles se encontraram em Roma no ano de 1945 e a parceria durou com sucesso até a morte de Rota durante o making of do filme "Cidade das Mulheres" em 1980. Essa relação artística foi memoravelmente descrita como mágica, empática e irracional.

Em 1961, Fellini descobriu através de um psicanalista os livros de Carl Jung. As teorias de Jung de anima e animus, o papel dos arquétipos e do coletivo inconsciente foram vigorosamente explorados no filme "8½", "Julieta dos Espíritos", "Satyricon", "Casanova" e "Cidade das Mulheres".

O reconhecido e aclamado Fellini ganhou quatro Óscares na categoria de melhor filme estrangeiro (vide filmografia), uma Palma de Ouro no Festival de Cannes com o filme "A Doce Vida", considerado um dos filmes mais importantes do cinema e dos anos 1960. Foi neste filme que surgiu o termo "Paparazzo", que era um fotógrafo amigo de Marcello Rubini, interpretado por Marcello Mastroianni.

Os filmes de Fellini renderam muitos prêmios, dentre eles: quatro Oscars, dois Leões de Prata, uma Palma de Ouro, o prêmio do Festival Internacional de Filmes de Moscou e, em 1990, o prestigiado Prêmio Imperial concedido pela Associação de Arte do Japão, que é considerado como um Prêmio Nobel. Este, cobre cinco disciplinas: pintura, escultura, arquitetura, música e teatro/filme. Com este prêmio, Fellini juntou-se a nomes como Akira Kurosawa, David Hockney, Balthus, Pina Bausch, e Maurice Béjart.

Legado
Com uma combinação única de memória, sonhos, fantasia e desejo, os filmes de Fellini têm uma profunda visão pessoal da sociedade, não raramente colocando as pessoas em situações bizarras. Existe um termo "Felliniesco" que é empregado para descrever qualquer cena que tenha imagens alucinógenas que invadam uma situação comum.

Grandes cineastas contemporâneos como Woody Allen, David Lynch, Girish Kasaravalli, David Cronenberg, Stanley Kubrick, Martin Scorsese, Tim Burton, Pedro Almodóvar, Terry Gilliam e Emir Kusturica já disseram ter grandes influências de Fellini em seus trabalhos. Woody Allen, em particular, já usou o imaginário e temas de Fellini em vários de seus filmes: "Memórias" evoca "8½", e "A Era do Rádio" é remanescente de "Amarcord", enquanto "Broadway Danny Rose" e "A Rosa Púrpura do Cairo" inspirados em "Mulheres e Luzes" e "Abismo de um Sonho" respectivamente.

O cineasta polonês Wojciech Has, autor dos filmes "O manuscrito encontrado em Saragoça" (1965) e "Sanatorium Pod Klepsydrą" (The Hour-Glass Sanatorium - 1973), são notáveis exemplos de fantasia modernista e foi comparado à Fellini pela "Luxúria pura de suas imagens".

O cantor escocês de rock progressivo Fish lançou em 2001 um álbum de nome Fellini Days, com letras e músicas totalmente inspiradas nos filmes de Fellini.

Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Franco Zeffirelli


Gianfranco Corsi Zeffirelli, mais conhecido como Franco Zeffirelli nasceu em Florença (Itália) no dia 12 de fevereiro de 1923. Também foi cenógrafo e diretor de teatro. Montou óperas líricas de sucesso nos anos cinqüenta e alcançou projeção mundial como direitor do filme Romeu e Julieta (1968). Seu padrinho foi Giorgio La Pira. É também um político, tendo sido eleito senador (1994 á 1996 e 1996 á 2001) por Catânia, filiado ao partido Força Itália.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Lucchino Visconti



Luchino Visconti

Luchino Visconti di Modrone, conde de Lonate Pozzolo nasceu em Milão no dia 2 de novembro de 1906, descendente da nobre família milanesa dos Visconti, foi um dos mais importantes diretores de cinema italianos.
Filho de Giuseppe Visconti, o duque de Grazzano, e de Carla Erba (proprietária e herdeira de uma célebre empresa farmacêutica), Luchino tinha mais seis irmãos. Prestou o serviço militar como sub-oficial de cavalaria em 1926, no Piemonte e viveu os anos de sua juventude cuidando dos cavalos de sua propriedade. Além disso, frequentou activamente o mundo da lírica e do melodrama, que tanto o influenciou.
Foi para a França onde se tornou amigo de Coco Chanel e através dela, em 1936, foi apresentado ao cineasta Jean Renoir com quem trabalhou no filme Une partie de campagne. Em 1937 passou por Hollywood antes de retornar a Roma. Na capital italiana ele trabalhou com Renoir na direção de La Tosca.
A partir de 1940 ligou-se aos intelectuais que faziam o jornal Cinema e vendeu jóias da família para realizar seu primeiro filme, Ossessione, em 1943, com Clara Calamai e Massimo Girotti. No fim da Segunda Guerra Mundial realizou o segundo filme, o documentário Giorni di gloria. Contratado pelo Partido Comunista Italiano para realizar três filmes sobre pescadores, mineiros e camponeses da Sicília, acabou por fazer apenas um, La terra trema.
Em 1951 filmou Bellissima, com a grande actriz italiana Anna Magnani, Walter Chiari e Alessandro Blasetti. O primeiro filme colorido foi em 1954, Senso com Alida Valli e Farley Granger. O primeiro grande prêmio da crítica chega em 1957, quando ele recebe o Leão de Ouro do Festival de Cinema de Veneza pela fita Le notti bianche, uma transposição delicada e poética de uma história de Dostoievski, com Marcello Mastroianni, Maria Schell e Jean Marais.
O primeiro êxito de bilheteira viria em 1960 com Rocco e Seus Irmãos, a saga de uma humilde família de calabreses que emigrava para Milão. Foi o filme que consagrou o actor francês Alain Delon ao lado de Annie Girardot e Renato Salvatori. No ano seguinte juntou-se a Vittorio De Sica, Federico Fellini e Mario Monicelli no filme de episódios Boccaccio '70. O episódio de Visconti é protagonizado por Tomas Milian, Romy Schneider, Romolo Valli e Paolo Stoppa.
Em 1963 dirigiu o seu maior sucesso comercial e um dos filmes mais elogiados pela crítica, o grandioso O Leopardo, com três horas de duração e extraído do romance homônimo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, que conta a história da transição da nobreza para o populismo na Sicília, nos tempos da unificação italiana. O filme tem um elenco estelar onde destacam Burt Lancaster, Claudia Cardinale e Alain Delon.
Vagas Estrelas da Ursa, um mergulho inquieto e melancólico na capacidade dos seres sensíveis para se destruirem amorosamente, com Claudia Cardinale e Jean Sorel, realizado em 1965, foi a obra seguinte. Em 1970 ele conheceu o fracasso de uma obra sua, com O Estrangeiro, extraído do livro homônimo de Albert Camus e realiza também La caduta degli dei que lançou o actor Helmut Berger.
Com o sensível e refinado Morte em Veneza (1971), protagonizado por Dirk Bogarde e baseado na obra de Thomas Mann, ele voltou a se encontrar com o sucesso de público e de crítica. O filme conta a história de Gustav Aschenbach, um compositor que vai passar férias em Veneza, e acaba por viver uma grande e inesperada paixão, que iniciaria a sua completa destruição. O filme faz uma abordagem do conceito filosófico de beleza, assim como a passagem do tempo a importância da juventude nas nossas vidas. O filme seguinte foi o grandioso, mas decepcionante, Ludwig, com Helmut Berger e Romy Schneider. Durante as filmagens de Ludwig ele sofreu um ataque cardíaco que o prendeu a uma cadeira de rodas até a sua morte, em 1976.
Mesmo com muita dificuldade, Luchino Visconti ainda fez dois filmes, Violência e Paixão (Gruppo di famiglia in un interno) e L'innocente, sua derradeira obra, versão do romance de Gabriele d'Annunzio que registra brilhantes interpretações de Giancarlo Giannini e Laura Antonelli.

Vida pessoal e morte
Era homossexual assumido, e teve um relacionamento de muitos anos com o ator austríaco Helmut Berger, que esteve presente em alguns de seus filmes. Morreu na primavera  do dia 17 de Março de 1976, na sua residência na cidade de Roma.

Curiosidades:
Ganhou 2 vezes o Prêmio Bodil de Melhor Filme Europeu, por " Rocco e i suoi fratelli " (1960) e " Morte a Venezia " (1971).
Ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, por " Il Gattopardo " (1963).
Ganhou o Prêmio do 25º Aniversário no Festival de Cannes, por " Morte a Venezia " (1971).
Ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza, por " Vaghe stelle dell'Orsa..." (1965).
Ganhou o Leão de Prata no Festival de Veneza, por " Le Notti bianche " (1957).
Ganhou o Prêmio Especial no Festival de Veneza, por " Rocco e i suoi fratelli " (1960).
Ganhou o Prêmio FIPRESCI no Festival de Veneza, por " Rocco e i suoi fratelli " (1960).

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Roberto Rosselini


Roberto Rosselini  nasceu no dia 8 de maio de 1906 em Roma, Itália. Foi um dos mais importantes cineastas do neo-realismo italiano, com contribuições ao movimento, com filmes como Roma, città aperta.
Nascido em uma família rica, Rossellini interessou-se por cinema por influêcia do avô, proprietário de uma casa de espetáculos. Começou sua carreira realizando alguns curtas. Durante o fascismo, ingressou na indústria cinematográfica italiana, como assistente de direção. Trabalhou como supervisor de alguns filmes, dentre eles L'Invasore, de Nino Giannini, e Benito Mussolini, de Pasquale Prunas.
Seu grande momento veio no final da Segunda Guerra Mundial, quando produziu duas de suas obras-primas, Roma, città aperta (1945, Prêmio de Melhor Filme do Festival de Cinema de Cannes), Paisà (1946) e Germania anno zero (br: Alemanha, Ano Zero, de 1947), tornando-se um dos principais expoentes do neorealismo do cinema italiano.
Teve um tumultuado romance com a atriz Anna Magnani, de quem se separou para casar com a também atriz Ingrid Bergman, em outro tumultuado relacionamento já que Ingrid estava casada na época.
Em 1963, Rossellini fez o roteiro de Les Carabiniers (br: Tempo de Guerra), de Jean-Luc Godard. Seus últimos trabalhos datam da década de 1960, onde o cineasta trabalhou para a televisão educativa. Em 1977, aos 71 anos, Rossellini sofreu um ataque cardíaco e faleceu.

Fonte: Wikipédia

sábado, 5 de abril de 2014

Roberto Benigni




O ator e diretor Roberto Remigio Benigni nasceu no dia 27 de Outubro de 1952 em Castiglion Fiorentino, Toscana (Itália).  É provavelmente mais conhecido pela sua tragicomédia A Vida é Bela (La vita è bella), filmado em Cortona e Arezzo, sobre um homem que tenta proteger seu filho durante seu internamento em um campo de concentração nazista, fazendo-o acreditar que o Holocausto é um jogo elaborado e que ele tem que seguir fielmente as regras para vencer. O pai de Benigni perdeu dois anos de sua vida num campo de concentração em Bergen-Belsen, e a "A Vida é Bela" é baseado em parte nas experiências de seu pai. O filme foi nomeado em 1998 para sete prêmios da Academia e ganhou na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Ator (dirigido por ele mesmo) e Melhor Trilha Original, composta e executada por Nicola Piovani. Benigni é um dos dois únicos atores que dirigiram a si mesmo no filme em que ganhou um Oscar de atuação; o outro foi Laurence Olivier, com sua versão de Hamlet.
Dirigiu também os filmes O monstro (Il mostro), O pequeno diabo (Il piccolo diavolo) (com Walter Matthau) e Johnny Stecchino. Com o tão popular ator cômico Massimo Troisi, ele atuou em Non ci resta che piangere, uma fábula em que os protagonistas são, de repente, levados de volta no tempo, no século XV, pouco antes de 1492 (ano do descobrimento da América). Eles começaram a procurar por Cristóvão Colombo para impedi-lo de descobrir as Américas, mas não conseguiram encontrá-lo.
Nicoletta Braschi, a esposa de Benigni, estrelou com ele na maioria dos filmes que ele dirigiu. Ele também atuou em dois filmes do diretor americano Jim Jarmusch. Em Down by Law (1986), ele interpreta Bob, um estrangeiro inocente acusado de assassinato, onde seu grande humor e otimismo o ajuda a escapar e encontrar seu amor (co-estrelado mais uma vez por Nicoletta Braschi, como sua amada). Em Night on Earth (1991), ele interpreta um taxista em Roma, causando em seu passageiro - um padre - um grande desconforto ao contar suas experiências sexuais. Ele também estrelou o primeiro curta das série de Jarmusch, Coffee and Cigarettes (1986). Também foi um dos principais personagens em Astérix e Obélix contra César como Detritus, o governador da província da Gália que tenta matar César e reivindica o trono do Império Romano. Apreciado também como poeta de improvisação, e também pelos seus recitais de A Divina Comédia, de Dante Alighieri de memória.Muito popular na Itália, se tornou famoso na naquele país na década de 1970 por uma série de TV chocante chamada Televacca, por Renzo Arbore, que foi um grande escândalo para seu tempo, e foi suspensa pela censura. Depois, ele apareceu durante uma demonstração política pública do Partido Comunista Italiano (do qual foi simpatizante), e nessa ocasião, utiliza da figura de Enrico Berlinguer, uma figura muito séria, fazendo humor a partir dele. Esse fato imprescedente se deu num momento em que os políticos italianos eram extremamente sérios e formais, e Berlinguer provavelmente foi o mais sério deles todos. Isso representou uma quebra de costumes, a partir de onde os políticos passaram a experimentar novos hábitos e maneiras públicas, sendo menos formais e modificando seu discurso e estilo de vida para se mostrarem mais populares.
Na década de 1980, ao insultar o papa João Paulo II durante um importante show de TV ao vivo, foi censurado novamente. Benigni dirigiu o filme sobre a Guerra do Iraque chamado La tigre e la neve, com tomadas em Roma, Tunísia e na região italiana da Úmbria. Em 15 de Outubro de 2005, ele tirou parte de sua roupa no telejornal mais assistido nos fins de tarde da Itália. Antes de fazer isso, ele "sequestrou" os créditos iniciais do telejornal, e pulou em frente a câmera anunciando: "Berlusconi renunciou!". Ele é um duro crítico do ex- primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

Curiosidades e prêmios:
ganhou Oscar de melhor filme estrangeiro (A Vida é Bela)
Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor, por "A Vida é Bela" (1999).
Ganhou o Oscar de Melhor Ator (principal), por "A Vida é Bela" (1999).
Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro (original), por "A Vida é Bela" (1999).
Ganhou o BAFTA de Melhor Ator, por "A Vida é Bela" (1999).
Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro, por "A Vida é Bela" (1999).
Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Roteiro Original, por "A Vida é Bela" (1999).
Ganhou o César de Melhor Filme Estrangeiro, por "A Vida é Bela" (1999).
Recebeu uma indicação ao Independent Spirit Awards de Melhor Ator, por "Down by Law" (1986).
Ganhou o Prêmio do Cinema Europeu de Melhor Ator, por "A Vida é Bela" (1999).
Ganhou o Grande Prêmio do Júri, no Festival de Cannes, por "A Vida é Bela" (1999).
Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Diretor, por "Pinóquio" (2002).
Ganhou o Prêmio do Público no Festival de Toronto, por "A Vida é Bela" (1999).
Ganhou o Framboesa de Ouro de Pior Ator, por "Pinóquio" (2002).
Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Revelação, por "O Filho da Pantera Cor-de-Rosa" (1993).
Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Dupla, por "Pinóquio" (2002).
Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Roteiro, por "Pinóquio" (2002).

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 17 de março de 2014

Fernando Spencer



Uma infecção pulmonar foi a causa do falecimento do cineasta Fernando Spencer na madrugada desta segunda-feira. Era um dos pioneiros do cinema em Pernambuco. Abaixo, um pouco de sua biografia via wikipédia:

Fernando José Spencer Hartmann nasceu em Recife no dia 17 de janeiro de 1927. Foi cronista de cinema do Diário de Pernambuco por 40 anos e, entre outras atividades, presidiu a Associação Brasileira de Documentaristas, além de ocupar o cargo de diretor da Divisão de Teatro e Cinema da Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura do Recife, na década de 1970. Em 1980, assumiu a coordenação da cinemateca da Fundação Joaquim Nabuco onde trabalhou até o ano 2000, quando se aposentou.
O interesse pelo cinema começou ainda criança, quando seu pai o levava para assistir O Gordo e o Magro e Carlitos. Na adolescência, passou a freqüentar o cinema Ellite, no bairro de Casa Forte, onde fez amizade com o zelador e conseguia ver os filmes de graça, mas, em troca, ele tinha que limpar o cinema após as sessões. Conhecido como o “cineasta das três bitolas” (16mm, 35mm e super 8), foi com os filmes em super 8 que ganhou destaque, presenteando Pernambuco com um acervo de imagens, muitas delas certamente únicas, sobre o cotidiano, o imaginário, a memória e a cultura do Estado. Foi Spencer, por exemplo, que revisitou o Ciclo do Recife em cinco filmes, entre eles Memorando Ciclo do Recife (1982).
Spencer também se interessou pela cultura popular, filmando Toré, a Nossa Senhora das Montanhas (1976). Esta produção mostra a dança dos índios xucurus na vila de Cimbres, no município de Pesqueira, local do senado da Câmara, fundado em 1762. Também se dedicou à adaptação de obras literárias para o cinema. Reconhecido não somente como roteirista e diretor, mas, especialmente, como pesquisador do cinema pernambucano, Fernando Spencer foi agraciado com o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2007.

Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Eduardo Coutinho



Eduardo de Oliveira Coutinho nasceu em São Paulo no dia 11 de maio de 1933. Foi um cineasta brasileiro, considerado um dos mais importantes documentaristas da atualidade. Seu trabalho caracterizava-se pela sensibilidade e pela capacidade de ouvir o outro, registrando sem sentimentalismos as emoções e aspirações das pessoas comuns, sejam camponeses diante de processos históricos (Cabra Marcado para Morrer), moradores de um enorme condomínio de baixa classe média no Rio de Janeiro (Edifício Master), metalúrgicos que conviveram com o então sindicalista Luis Inácio Lula da Silva (Peões), etc. 
Eduardo Coutinho cursou Direito em São Paulo, mas não concluiu. Em 1954, aos 21 anos, teve seu primeiro contato com cinema no Seminário promovido pelo MASP e dirigido por Marcos Marguliès. Trabalhou como revisor na revista Visão (1954-57) e dirigiu, no teatro, uma montagem da peça infantil Pluft, o Fantasminha, de Maria Clara Machado. Ganhou um concurso de televisão respondendo perguntas sobre Charles Chaplin. Com o dinheiro do prêmio, foi para a França estudar direção e montagem no IDHEC, onde realizou seus primeiros documentários.
De volta ao Brasil em 1960, teve contato com o grupo do Cinema novo e integrou-se ao Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (CPC da UNE). No núcleo dirigido por Chico de Assis, trabalhou na montagem da peça Mutirão em Nosso Sol, apresentada no I Congresso dos Trabalhadores Agrícolas que aconteceu em Belo Horizonte em 1962. Foi gerente de produção do primeiro filme produzido pelo CPC, o longa-metragem de episódios Cinco Vezes Favela.
Escolhido para dirigir a segunda produção do CPC, Coutinho começou a trabalhar num projeto de ficção baseado em fatos reais, reconstituindo o assassinato do líder das Ligas Camponesas João Pedro Teixeira, a ser interpretado pelos próprios camponeses do Engenho Cananéia, no interior de Pernambuco, inclusive a viúva de João Pedro, Elizabeth Teixeira, que faria o seu próprio papel. O filme se chamaria Cabra Marcado para Morrer, e chegou a ter duas semanas de filmagens, até o Golpe Militar de 1964. Parte da equipe foi presa sob a alegação de comunismo e o restante se dispersou, interrompendo a realização do filme por quase 20 anos.
Em 1966, Coutinho constituiu, com Leon Hirszman e Marcos Faria, a produtora Saga Filmes. Dirigiu um episódio do longa ABC do Amor, foi diretor substituto em O Homem que Comprou o Mundo (1968) e realizou uma adaptação de Shakespeare para o cangaço brasileiro, em que o personagem Falstaff tornou-se "Faustão" (1970).
Especializando-se em roteiro, foi co-roteirista de vários títulos importantes do cinema brasileiro, como A Falecida (1965) e Garota de Ipanema (1967) de Leon Hirszman, Os Condenados de Zelito Viana (1973), Lição de Amor de Eduardo Escorel (1975) e Dona Flor e Seus Dois Maridos de Bruno Barreto (1976).
Em 1975, passou a integrar a equipe do programa Globo Repórter, da TV Globo, juntamente com Paulo Gil Soares, João Batista de Andrade e outros. Permaneceu no programa até 1984, sempre rodando em 16 mm, com uma liberdade editorial surpreendente para a época, e acabou descobrindo sua vocação de documentarista em trabalhos inovadores como Teodorico, o Imperador do Sertão, sobre o líder político nordestino Theodorico Bezerra.
Em 1981, Coutinho reencontrou os negativos de Cabra Marcado para Morrer, que haviam sido escondidos da polícia por um membro da equipe, e resolveu retomar o projeto. Conseguiu localizar Elizabeth Teixeira em São Rafael, no interior do Rio Grande do Norte, mostrou-lhe o que havia sido filmado em 1964 e filmou o depoimento dela sobre a dispersão de sua família após a interrupção do filme.
A partir daí, a "ficção baseada em fatos reais" transforma-se num dos mais extraordinários documentários jamais filmados, retratando e acompanhando as tentativas de Elizabeth por reencontrar seus filhos, em diferentes pontos do país, e refletindo sobre o que aconteceu com a sociedade brasileira no longo período da ditadura militar. O filme ficou pronto em 1984 e ganhou 12 prêmios em festivais internacionais, no Rio de Janeiro, Havana, Paris, Berlim, Setúbal etc.
Após o sucesso de Cabra marcado para morrer, Coutinho afastou-se do Globo Repórter e passou alguns anos trabalhando com documentários em vídeo para o CECIP (Centro de Criação da Imagem Popular), com temas ligados a cidadania e educação. São dessa época projetos como Santa Marta e Boca de lixo, visões humanistas e pessoais sobre indivíduos e populações marginalizadas. Também escreveu roteiros para séries documentais da TV Manchete, como "90 Anos de Cinema Brasileiro" e "Caminhos da Sobrevivência" (sobre a poluição em São Paulo).
Em 1988, com o centenário da Abolição da Escravatura, foi estimulado pela então Secretária de Cultura do Rio de Janeiro, Aspásia Camargo, a realizar um documentário sobre a população negra na História do Brasil. O Fio da Memória, centrado na figura do artista popular Gabriel Joaquim dos Santos, só viria a ser concluído três anos mais tarde, com o apoio das emissoras de televisão La Sept (França) e Channel Four (Inglaterra).
Em 2004, a pesquisadora Consuelo Lins publicou, pela editora Zahar, O Documentário de Eduardo Coutinho.
Coutinho foi morto a facadas em seu apartamento, no Rio de Janeiro. O principal suspeito do crime é seu filho que sofre de esquizofrenia. A esposa de Coutinho também foi gravemente ferida.

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Buñuel em biografia escrita por Ian Gibson





O livro se chama Luis Buñuel - La Forja de un cineasta universal (1900 -1938) de autoria do renomado hispanista e escritor irlandês, naturalizado espanhol, Ian Gibson. E ao que parece deve ser uma daquelas obras que vão a fundo da vida do biografado, característica marcante de Ian Gibson, que leva o tempo que for necessário, mesmo um tempo enorme como mais de dez anos de pesquisa, como foi com Federico García Lorca, para lançar mais uma biografia de respeito. Imprescindível na estante de quem ama cinema latino ou cinema espanhol. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Carlo Lizzani



O ator, diretor, roteirista e crítico de cinema, Carlo Lizzani nasceu em Roma (Itália) no dia 3 de abril de 1922, após a Segunda Guerra Mundial. Seu primeiro trabalho foi como cenógrafo nos filmes de Roberto Rossellini, Germany Year Zero, Alberto Lattuada's The Mill on the Po (ambos 1948) e Giuseppe De Santis' Bitter Rice (1949), pelo qual recebeu  a indicação da Academy Award por Melhor História Original. Fez ainda roteiros, documentários e filmes. Suicidou-se aos 91 anos jogando-se da varanda de sua residência em Via dei Gracchi no dia 5 de Outubro de 2013.

Fonte: Wikipédia

domingo, 17 de março de 2013

Michelangelo Antonioni








Michelangelo Antonioni nasceu em Ferrara, em 29 de setembro de 1912. Graduou-se em economia na Universidade de Bolonha. Chegando a Roma em 1940 estudou no Centro Sperimentale di Cinematografia na Cinecittà, onde conheceu alguns dos artistas com quem acabou cooperando nos anos futuros; entre eles Roberto Rossellini.
O primeiro grande sucesso de Antonioni foi L'avventura (1960). que foi seguido por La notte (1961) e L'eclisse (1962), que compreendem uma trilogia sobre o tema da alienação. Seu primeiro filme colorido Il deserto rosso (1964), também explora temas modernistas da alienação, e junto com os três filmes anteriores, forma uma tetralogia. A atriz Monica Vitti apareceu nos quatro filmes da tetralogia, atuando em papéis de mulheres desconexas que lutam para se ajustar ao isolamento da modernidade. O seu primeiro filme em inglês, Blowup (1966), foi também um grande sucesso. Embora ele tenha enfrentado o difícil tema da impossibilidade da percepção objetiva das coisas, o filme teve boa recepção popular, parcialmente devido a sua sexualidade explícita pelos padrões da época, e também por causa da atriz Vanessa Redgrave. Zabriskie Point (1970), seu primeiro filme rodado nos Estados Unidos, teve menos sucesso, mesmo com a inclusão de uma trilha sonora composta de artistas populares como a banda Pink Floyd (que compôs músicas especialmente para o filme), Grateful Dead, e os Rolling Stones. The Passenger (1975), estrelado por Jack Nicholson, também não obteve sucesso.
Em 1985, um acidente vascular-cerebral deixou-o parcialmente paralítico e quase impossibilitado de falar. No entanto, ele não encerrou suas atividades e, ajudado por seu amigo Wim Wenders, realizou Além das Nuvens em 1995. Nesse mesmo ano, é premiado com um Oscar pelo conjunto da sua obra. Seu último filme Eros, de 2004, foi realizado juntamente com Wong Kar-Wai e Steven Soderbergh, quando Antonioni tinha 92 anos.
Antonioni vem a falecer em 30 de julho de 2007, aos 94 anos, no mesmo dia em que falece Ingmar Bergman.[1] Encontra-se sepultado no Cimitero della Certosa, Ferrara, Emília-Romanha na Itália.
[Ele se descrevia como um intelectual marxista, mas alguns autores colocam algumas dúvidas em relação a sua real adesão às ideias do Marxismo. Em contraste com os seus contemporâneos, incluindo os neo-realistas e também Federico Fellini, Ermanno Olmi e Pier Paolo Pasolini, cujas histórias geralmente tratavam da vida da classe trabalhadora e a rejeição e incompreensão da sociedade, os filmes mais notáveis de Antonioni mostravam a elite e a burguesia urbana. Porém, ao contrário do que alguns críticos dizem, os seus filmes descrevem os personagens ricos como pessoas vazias e sem alma, ao invés de romantizar esses personagens. La notte descreve a desintegração de um casal rico que não consegue conviver em harmonia; L'avventura descreve a história de uma mulher que se perde durante uma luxuosa viagem de iate, e do seu noivo e sua melhor amiga que mantêm uma relação sexual enquanto procuram por ela, mas são incapazes de se amar mutuamente; Blowup descreve o mundo superficial de um fotógrafo de moda dos anos 60, que no final do filme se mostra indiferente quando chamado a denunciar um possível crime. De um modo similar, Zabriskie Point é interpretado como a uma crítica do capitalismo americano, e, por outro lado condescendente com os hippies, descrevendo de forma simpática o seu desejo de fuga. Os filmes de Antonioni também mostram a beleza das paisagens, como no deserto da Califórnia em Zabriskie Point, ou as ilhas rochosas em L'avventura, mas o objetivo não é apenas nos impressionar com a qualidade visual do seu trabalho, mas também descrever a arrogância das "almas perdidas" que em vão tentam impor a sua finitude sobre uma natureza inflexível e sublime. Novamente, apesar dos críticos, os filmes de Antonioni dissecam os ricos de forma cruel com uma reprovação de fundo marxista, mesmo enquanto a sua câmera mostra uma certa fascinação pelas belas coisas da classe rica.
O diretor Ingmar Bergman uma vez disse que admirava alguns dos filmes do Antonioni por serem desinteressados e algumas vezes visionários. Os seus filmes tendem a ter muito poucos planos e diálogos, e muito do tempo é gasto em longas e lentas sequências, como uma sequência contínua de dez minutos em The Passenger, ou muitas cenas em La notte que mostram uma mulher simplesmente vagando silenciosamente pela cidade a observar outras pessoas. Apesar dos seus filmes serem repletos de beleza visual, e de terem uma captação perfeita da alienação dos personagens, o estilo com pouco movimento, e de ritmo lento, pode se tornar cansativo a algumas pessoas.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Michelangelo_Antonioni

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Alberto Sordi





Alberto Sordi nasceu em Roma, no dia15 de junho de 1920. Ator, diretor e roteirista do cinema italiano, iniciou na carreira artística aos 19 anos, como dublador do comediante Oliver Hardy (da dupla O Gordo e o Magro). Após, participou de programas de rádio e de algumas peças de teatro, mas foi no cinema que alcançou fama internacional. Sordi atuou em cerca de 150 filmes ao longo de mais de 60 anos de atividade artística. Morreu em Roma no dia 24 de fevereiro de 2003 aos 83 anos, de um ataque cardíaco.

Conquistou os seguintes prêmios cinematográficos:
Festival de Veneza
1995: Leão de Ouro pela carreira
2001: Prêmio Pietro Bianchi
Festival de Berlim
1972: Urso de Prata na categoria de melhor ator por Detenuto in attesa di giudizio
Prêmio Globo de Ouro
1964: melhor ator em filme comédia ou musical por Il diavolo
Prêmio David di Donatello
1960: melhor ator protagonista por La grande guerra
1961: melhor ator protagonista por Tutti a casa
1961: melhor ator protagonista por Fumo di Londra
1969: melhor ator protagonista por Il medico della mutua
1972: melhor ator protagonista por Detenuto in attesa di giudizio
1973: melhor ator protagonista por Lo scopone scientifico
1977: melhor ator protagonista por Un borghese piccolo piccolo
1984: Prêmio Targa especial
1990: Prêmio David especial
1994: Prêmio David especial pela carreira
1999: Prêmio David pela carreira
Prêmio Nastro d'Argento
1954: melhor ator protagonista por I vitelloni
1956: melhor ator protagonista por Lo scapolo
1960: melhor ator protagonista por La grande guerra
1977: melhor ator protagonista por Un borghese piccolo piccolo


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Leonardo Favio


A vida e obra de Leonardo Favio, reconhecido e renomado ator/diretor de cinema argentino é muito extensa, não dá infelizmente para expor todos os detalhes imprescindíveis de sua vida artística e pessoal. Falecido no dia 5 de novembro deste ano, Favio fará falta no meio artístico e cultural do seu país. Ele não era um homem de alma pequena.


Seu nome verdadeiro era Fuad Jorge Jury. Nascido no bairro pobre de Las Catitas, província de Mendonza (Argentina) no dia 28 de maio de 1938. Superou ainda na infância, o abandono do lar pelo seu pai. Foi uma criança que teve uma pequena fase delinquente, mas que ainda estudou no seminário e tentou a carreira militar pela marinha. 
Ganhou prêmios nacionais e internacionais com seus filmes. Crónica de un niño solo e El romance del Aniceto y la Francisca foram considerados como os melhores do cinema argentino. Como cantor foi um dos precursores da balada romântica latino americana nas décadas de 1960 e 1970, alcançando o sucesso em toda a América Latina. Entre suas canções mais populares se encontram Fuiste mía un verano, Ella ya me olvidó, Para saber cómo es la soledad (de Luis Alberto Spinetta) e Chiquillada (de José Carbajal). Suas canções tiveram versões em mais de 14 idiomas.
Uma parte substancial da vida de Leonardo Favio se relaciona com sua adesão e militância ao peronismo. Resultado disso é seu filme Perón, sinfonía del sentimiento (de 1999), um documentário com uma duração de 6 horas.



Foi o responsável pela renovação do cinema argentino. Era amigo dos também cineastas Torre Nilsson e Fernando Ayala.
Em 1969 Favio estreou El dependiente, baseado no conto de seu irmão e co-roteirista Zuhair Jury ― também diretor, autor e intérprete―. O filme foi catalogado pelo então Instituto Nacional de Cinematografia (hoje INCAA: Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales) de «exhibición no obligatoria», significando a supressão do apoio oficial argentino para o filme.
Foi então quando Favio, talvez motivado pelos obstáculos econômicos que o cinema estava significando, decidiu lançar-se surpreendentemente ao canto profissional, conseguindo um sucesso que lhe permitiu em numerosas oportunidades resolver grande parte dos seus filmes.



Em 1976 deixou a Argentina, exilado pelo autodenominado Processo de Reorganização Nacional até 1983. Começou então uma tour pela América Latina, onde viveu quase dois anos junto a sua família. Logo se estabeleceu na cidade de Pereira (Colômbia), onde realizava tour por vários países do mundo, interpretando suas famosas músicas. De regresso ao seu país no de ano 1987, reiniciou sua carreira como realizador cinematográfico (filmou Gatica, el Mono, 1993) e continuou paralelamente a de cantor, esta vez em tour mais curtas devido ao tempo que lhe dedicava ao cinema.


"Eu não sou um diretor peronista, mas sou um peronista que faço cinema e isso em algum momento se nota. Em nenhum momento eu planifico baixar a linha através de minha arte, porque tenho medo de que se me escape a poesia".

Desde muito cedo se incorporou ao peronismo. Em 1972 foi convidado por Juan D. Perón a acompanhá-lo no avião que o levou de retorno a Argentina, logo de 18 anos de exílio. Favio compartilhou o voo com outros convidados pertencentes às diferentes linhas internas do peronismo, entre os que se encontravam também Abel Cachazú, Antonio Cafiero, Héctor J. Cámpora, Hugo del Carril, Eduardo Luis Duhalde, Rodolfo Galimberti, Nilda Garré, Raúl Lastiri, Raúl Matera, Carlos Menem, el padre Carlos Mugica, Rodolfo Ortega Peña, José López Rega, Marilina Ross, José Ignacio Rucci, José Sanfilippo, Jorge Taiana, etc.



Em 1967 havia formado par com María Vaner, notável atriz de ideias de esquerda, com quem teve dois filhos. Em 1973 se separaram, um ano depois María Vaner foi ameaçada de morte pela organização terrorista de direita Alianza Anticomunista Argentina. Devido a este fato Vaner teve que cumprir exílio na Espanha junto com seus filhos.



Passou várias semanas internado, faleceu de pneumonia aos 74 anos em uma clínica de Buenos Aires, no dia 5 de novembro de 2012.

Links:

Wikipédia Leonardo Favio

People en Español

G1 Globo

Revista Exame

La Nación

El clarín

Leonardo Favio Fan Page

sábado, 8 de setembro de 2012

Daniel Burman




Daniel Burman nasceu em agosto de 1973 em Buenos Aires (Argentina) descendente de judeus poloneses, possui dupla nacionalidade (argentina e polonesa). Em 1993 fez o seu primeiro documentário chamado ¿En qué estación estamos? e obtém o prêmio especial da UNESCO. Dois anos mais tarde cria a sua sociedade de produção a BD Cine, e com ela realiza o seu primeiro longa Un crisantemo estalla en Cinco esquinas, filme que foi selecionado para os festivais de Berlim e Sundance, ainda os festivais de Montreal, Biarritz, San Sebastián, Chicago e Havana. Realiza a seguir Esperando al mesías, apresentado na 57ª Muestra de Veneza, no qual é selecionado para os festivais de Toronto, Tóquio, Thessalonique e de São Paulo. Obtém o Grande Prêmio do público no festival de Biarritz, o prêmio Fipresci em Valladolid, o prêmio Coral de Melhor Filme em Havana e o Prêmio de Melhor Ator no Festival de Buenos Aires.
Produziu 7 días en el Once, documentário sobre a história e a vida cotidiana do bairro do Once, voltado sobre o atentado contra a AMIA de 1994 e principal local da comunidade judía de Buenos Aires.
O cineasta realiza ainda Todas las azafatas van al cielo e ganha o prêmio de melhor roteiro no festival de Sundance/NHK 2001. O filme se projeta no Festival de Berlim 2002.
Em 2003, Burman co-produz Diarios de motocicleta de Walter Salles e Nadar solo de Ezequiel Acuña. No mesmo ano produz El abrazo partido que recebe o apoio de Cinemart, Canal+ de España, e do Fondo Sud, compete oficialmente no festival de Berlim 2004 e obtém o grande prêmio do jurado e o Urso de Prata.
Em 2006 dirige Derecho de familia, obtendo o Cóndor de Prata de Melhor Diretor da Asociación de Cronistas Cinematográficos de la Argentina. Dois anos mais tarde estreia El Nido Vacío, Filme indicado a  Concha de Oro no Festival de San Sebastián.
Em abril de 2010 estreia seu filme Dos hermanos protagonizada por Graciela Borges e Antonio Gasalla, recebendo boas críticas da imprensa local.
Em 2011 obteve o Prêmio Konex como um dos 5 melhores diretores de cinema, e outro junto a Marcelo Birmajer, como um dos 5 melhores roteiristas de cinema da década na Argentina. Os filmes de Burman tratam de temas universais em um tom autêntico e sóbrio capaz de capturar uma perspectiva profunda e cotidiana. Suas histórias e personagens transitam ao redor da família, os vínculos e o amor com uma sensibilidade especial que conseguiu comover ao público mais variado ao redor do mundo.

Traduzido e adaptado da:
Wikipédia

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ladislao Vajda

Antes, gostaria de esclarecer que não escrevi este artigo, mas como estava há algum tempo em busca de dados sobre este diretor que deu sua contribuição ao cinema espanhol, vi que este post que encontrei no site TV SINOPSE já dizia tudo, então resolvi trazê-lo para aqui. Lógico, dando os devidos créditos:

Ladislao Vajda - Diretor Húngaro




Ladislao Vajda nasceu em Budapeste, Hungria, no dia 18 de agosto de 1906 e iniciou sua carreira como editor para diferentes diretores como Billy Wilder e Henry Koster, entre outros e aos poucos, eventualmente foi assumindo a direção de alguns filmes, especialmente na Hungria.


Após a Segunda Guerra Mundial foi para a Itália onde dirigiu dois filmes. Depois mudou para a Espanha, e na década de 40 dirigiu vários filmes em países como Portugal e Reino Unido, e também na Espanha.


Apesar disso seu sucesso somente viria a acontecer na década de 50, período em que foi claramente influenciado pelo alemão Fritz Lang. Entre suas obras mais conhecidas estão “The Miralce of Marcelino” (1955), “My Uncle Jacinto” (1956), “Afternon of the Bull” (1956), “The Man Who Wagged His Tail” de 1957. estrelado por Peter Ustinov e “It Happened in Broad Daylight” de 1958.


Na década de 60 viajou pela Alemanha e Espanha onde realizou pequenos trabalhos. Ladislao Vajda morreu no dia 25 de março de 1965, em Barcelona, aos 59 anos de idade, enquanto rodava o filme “A Dama de Beirute” com Sara Montiel, de causa desconhecida.

Filmografia

Where Is This Lady?  - 1932
Love on Skis - 1933
Haut comme trois pommes - 1935
Szenzáció - 1936
Ember a híd alatt - 1936
Három sárkány - 1936
Wings Over Africa - 1937
The Wife of General Ling - 1937
A Kölcsönkért kastély - 1937
Az Én lányom nem olyan - 1937
Magdát kicsapják - 1938
Döntö pillanat - 1938
Fekete gyémántok - 1938
Péntek Rézi - 1938
La Zia smemorata - 1940
Giuliano de Medici - 1941
Se vende un palacio - 1943
Doce lunas de miel - 1944
Te quiero para mí - 1944
El Testamento del virrey - 1944
O Diabo São Elas - 1945


Cinco lobitos - 1945


Tres espejos - 1947
Barrio - 1947
Call of the Blood - 1948
The Golden Madonna - 1949


 Séptima página - 1950
Sin uniforme - 1950
The Woman with No Name - 1950


Ronda española - 1952


Doña Francisquita - 1953


Carne de horca - 1953


Aventuras del barbero de Sevilla - 1954
Marcelino pan y vino - 1955


Tarde de toros - 1956


Mi tío Jacinto 1956
Un ángel pasó por Brooklyn - 1957


Es geschah am hellichten Tag - 1958


El cebo - 1958
Ein Mann geht durch die Wand - 1959
María, matrícula de Bilbao - 1960
Die Schatten werden länger - 1961
Der Lügner - 1961
Das Feuerschiff - 1963
Una chica casi formal - 1963
La dama de Beirut - 1965


Principais Fontes Bibliográficas




Fonte: TV SINOPSE

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