Seguidores

Cinema Latino

quarta-feira, 14 de julho de 2010

"Verônica", Brasil, 2009

Ficha técnica:
título original:Verônica
gênero:Drama
duração:01 hs 30 min
ano de lançamento: 2009
site oficial: http://www.veronicaofilme.com.br
estúdio: Fraiha Produções / Globo Filmes / Boa Vida
distribuidora: Europa Filmes
direção: Maurício Farias
roteiro: Bernardo Guilherme e Maurício Farias, com diálogos de Bernardo Guilherme, Maurício Farias e Andréa Beltrão
produção: Sílvia Fraiha
música: Branco Mello e Emerson Villani
fotografia: José Guerra
direção de arte: Luciane Nicolino e Guga Feijó
figurino: Ellen Milet
edição: Fábio Villela

sinopse:
Verônica (Andréa Beltrão) é uma professora da rede municipal do Rio de Janeiro. Em seu trabalho ela precisa enfrentar assaltos, tráfico de drogas, roubo de equipamento escolar e homicídios. Após trabalhar na função por 20 anos, ela está esgotada e sem paciência. Um dia, ao sair do colégio em que trabalha, ela nota que ninguém veio buscar Leandro (Matheus de Sá), de 8 anos. Verônica decide levá-lo até sua casa, na favela, mas ao chegar descobre que traficantes mataram os pais de Leandro e agora estão atrás dele. Ela decide levá-lo consigo, buscando ajuda para escondê-lo.
Elenco:
Andréa Beltrão (Verônica)
Marco Ricca (Paulo)
Matheus de Sá (Leandro)
Andréa Dantas (Selma)
Patrícia Selonk (Aline)
Flávio Migliaccio (Seu Luís)
Camila Amado (D. Rita)
Aílton Graça (Major Diniz)
Jorge Lucas (Almeida)
Thogun (Aranha)
Jonathan Azevedo (Puleiro)
Wallace Coutinho (Tiquinho)
Aline Borges (Janete)
Júlio Adrião (Rui)
Alexandre Zacchia (Coronel)
Giulio Lopes (Coutinho)

Meu comentário: Verônica é um drama da vida real. Uma professora decide proteger a vida de uma criança e põe em risco sua própria vida. Por que o menino interessa tanto aos seus algozes? Porque ele tem um pendrive contendo um arquivo de imagens comprometedoras, onde alguns policiais corruptos estão envolvidos no mundo do crime. Uma história como essa faz sentido quando essa é uma realidade ainda presente em nosso país. A maneira como a professora Verônica protege o menino nos leva a muitas reflexões. No início do filme parecia ser simples levar a criança a algum órgão público que a protegesse, quando na verdade o perigo não estava exatamente no morro, mas fora dele. O filme é corajoso, tem cenas de muita adrenalina e outras emocionantes. É sem dúvida um bom filme nacional.


terça-feira, 13 de julho de 2010

Alguns dos musicais de Carlos Saura

Bodas de sangre (1981)




Carmen (1983)




El amor brujo (1986)






Flamenco (1995)




Tango (1998)




Iberia (2005)



Fados (2007)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Carmen Miranda com Som de Hoje

por Ruy Castro

Quando Carmen Miranda entrou em um estúdio para gravar pela primeira vez, em dezembro de 1929, tinha 20 aninhos de idade. A gravação elétrica tinha dois. Ou seja, as duas estavam começando. Como em tudo que lhe aconteceria a partir daí, Carmen estava no lugar certo e na hora certa.
Sob o processo de gravação mecânica que, no Brasil, vigorara até 1927, talvez não tivesse havido Carmen Miranda - nele, as vozes e os instrumentos eram captados por uma espécie de megafone, e seus impulsos, impressos diretamente na cera. Nesse processo (acredite ou não, ultra-acústico), cantava “melhor” quem cantava mais alto - donde os artistas mais populares eram os cantores líricos, os detentores das grandes vozes.
Com a gravação eletro-magnética, tudo mudou: o microfone captava a voz e a transformava em impulsos elétricos, que permitiam amplificá-la de modo a não ser preciso gritar para sair no disco. E não importava o tamanho da voz - o microfone pegava tudo.

No Brasil, dois cantores foram os primeiros a se beneficiar da inovação: Mario Reis, em 1928, e, um ano depois, Carmen Miranda. Mas não me entenda mal. Como Mario e Carmen demonstraram à perfeição, o microfone era um aliado do grande cantor, não um álibi para o não-cantor. Ele não viera para dar voz a quem não tinha – mas para valorizar o timbre, a afinação, o ritmo e, principalmente, a bossa de quem tinha. E bossa era o que não faltava a Mario e Carmen.
Com a diferença de que o fino e chique Mario parecia tímido e inseguro no começo e Carmen, menina da Lapa, logo de saída demonstrou um à-vontade, um domínio e um humor, como cantora, que só podia ter explicação no sobrenatural.
Aquele primeiro disco (um 78 r.p.m., com uma música de cada lado) fora gravado na Brunswick. Mas esta não soube avaliar o que tinha em mãos e deixou que Carmen lhe escapasse e assinasse contrato com a Victor, onde estourou de saída com duas marchinhas para o Carnaval de 1930: “Iaiá, ioiô”, de seu mentor Josué de Barros, e a consagradora “(Taí) Pra você gostar de mim”, de Joubert de Carvalho. Seguiram-se anos de estrondo no selo do cachorrinho, em que Carmen se tornou a grande personalidade feminina da cena nacional, até que, em 1935, na maior transação da música brasileira, ela se passou para a Odeon. E, por incrível que pareça, teve ali uma carreira maior ainda. São deste selo, de “Adeus batucada”, de Synval Sylva, em 1935, até “Recenseamento”, de Assis Valente, em 1940, as matrizes remixadas acusticamente por Henrique Cazes em Carmen Miranda hoje.

Naqueles cinco anos, Carmen consolidou sua posição de principal nome do disco e do rádio no Brasil, tornou-se a maior atração dos nossos primeiros filmes musicais (com destaque para Alô, alô, Carnaval!, da Cinédia) e foi a primeira cantora brasileira a se apresentar e ter contrato fixo com um cassino (no caso, o da Urca), abrindo o caminho para todas as outras (até então os cassinos só queriam saber de atrações estrangeiras). Nossa dívida para com Carmen já era enorme, impagável - antes que, em maio de 1939, ela partisse para Nova York, contratada por um empresário da Broadway, para estourar também no mercado americano.
Mas, nos Estados Unidos, o estouro de Carmen foi de outra ordem. Impossibilitada de levar com ela seu principal instrumento – o domínio da língua portuguesa, que lhe permitia transformar sambas como “...E o mundo não se acabou”, “Uva de caminhão” ou “O samba e o tango” em obras-primas –, ela teve de se valer mais de seu gestual, expressões, indumentária e graça. A cantora ficou em segundo plano, ofuscada pelo brilho de sua personalidade, dos adereços e das alegorias.
Mas não entre nós. A “nossa” Carmen pode dispensar as bananas e ser, apenas e simplesmente, a cantora que inventou tudo e da qual todos os cantores de bossa brasileiros são devedores. Talvez por muito tempo esta dívida tenha ficado obscurecida pela qualidade técnica das gravações originais – perfeita para sua época, mas precária para os ouvidos modernos –, que sufocava o acompanhamento em função do cantor ou vice-versa. E ela própria, falecida em 1955, nunca pôde regravar seus sucessos com técnicas mais avançadas, como tantos fizeram.
Este remix por Henrique Cazes nos traz Carmen de volta, mas com uma sonoridade de hoje. Como se aquele fabuloso acompanhamento que veste a sua voz – ambos finalmente equilibrados – tivesse sido gravado outro dia. O que, na verdade, foi.



01-Uva de caminhão 21/3/1939
Autor: Assis Valente
Intérprete: Carmen Miranda
Editora: IRMAOS VITALE


02-Gente bamba 20/3/1937
Autor: Synval Silva
Intérprete: Carmen Miranda
Editora: IRMAOS VITALE


03-...E o mundo não se acabou 9/3/1938
Autor: Assis Valente
Intérprete: Carmen Miranda
Editora: Irmãos Vitale


04-Alô, alô, carnaval 18/1/1936
Autor: Hervel Cordovil / Janeiro Ramos
Intérprete: Carmen Miranda
Editora: Irmãos Vitale
(registro original - Allo allo carnaval)


05-O que é que a bahiana tem 27/2/1939
Autor: Dorival Caymmi
Intérprete: Carmen Miranda
Editora: Mangione


06-Essa cabrocha 18/4/1939
Autor: Portello Juno / J. Portella
Intérprete: Carmen Miranda
Editora: IRMAOS VITALE


07-Eu dei... 21/9/1937
Autor: Ary Barroso
Intérprete: Carmen Miranda
Editora: IRMAOS VITALE


08-O samba e o tango 24/2/1937
Autor: Amado Regis
Intérprete: Carmen Miranda
Editora: Irmãos Vitale


09-No tabuleiro da baiana 29/9/1936
Autor: Ary Barroso
Intérprete: Carmen Miranda
Editora: IRMAOS VITALE


10-Adeus batucada 24/9/1935
Autor: Synval Silva
Intérprete: Carmen Miranda
Editora: IRMAOS VITALE


11-Minha terra tem palmeiras 30/11/1936
Autor: João de Barro - Alberto Ribeiro
Intérprete: Carmen Miranda
Editora: IRMAOS VITALE

FICHA TÉCNICA
Produzido por
Ruy Castro & Henrique Cazes
Fotos: arquivo de Ruy Castro
Fotos músicos: Arquivo de Herique Cazes
Músicos:
Henrique Cazes:
cavaquinho, violão e violão tenor
Luís Filipe de Lima: violão de 7 cordas
Beto Cazes: percussão
Dirceu Leite: flauta, flautim, clarone e sax tenor
Ovídio Brito: cuíca
Edições e arranjos adicionais: Henrique Cazes
Arranjos de percussão: Beto Cazes
Gravado e mixado por Alexandre Reis no estúdio ECOSOM,
Rio de Janeiro, em outubro e novembro de 2009
Design gráfico: Ruth Freihof Passaredo Design
Designer assistente: Christiane Krämer
Masterizado por Luigi Hoffer
Assistente de produção: Ítalo Amaral


Faixas Bônus:
“Meu Querido Adão” gentilmente cedida por Cinédia produções cinematográficas*
“Entrevista Ruy Castro e Henrique Cazes” edição por André Monteiro*
*A vizualização das faixas bônus só é possível em computador.
Uma Realização Biscoito Fino
Direção Geral: Kati Almeida Braga
Direção Artística: Olivia Hime
Coordenação de Produção: Joana Hime


Post retirado do blog http://blogln.ning.com



PS. Aguardando a venda do CD.


domingo, 11 de julho de 2010

Série Autógrafos

Antonio Banderas
Blanca Portillo

Marisa Paredes



sábado, 10 de julho de 2010

Dirty Dancing 2 - Noites de Havana (2004)

Ficha Técnica:
Título Original:
Dirty Dancing: Havana Nights
Gênero: Romance
Tempo de Duração: 86 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2004
Site Oficial: http://dirtydancinghavananights.com
Estúdio: Miramax Films / Lions Gate Films Inc. / Havana Nights LLC / A Band Apart / Lawrence Bender Productions
Distribuição: Miramax Films / Artisan Entertainment / Lions Gate Films Inc. / Lumière
Direção: Guy Ferland
Roteiro: Boaz Yakin e Victoria Arch, baseado em estória de Kate Gunzinger e Peter Sagal
Produção: Lawrence Bender e Sarah Green
Música: Heitor Pereira
Fotografia: Anthony B. Richmond
Desenho de Produção: Hugo Luczyc-Wyhowski
Direção de Arte: Teresa Carriker-Thayer
Figurino: Isis Mussenden
Edição: Luis Colina e Scott Richter
Efeitos Especiais: Intelligent Creatures Inc.


Elenco:
Diego Luna (Javier Suarez)
Romola Garai (Katey Miller)
Sela Ward (Jeannie Miller)
John Slattery (Bert Miller)
Jonathan Jackson (James Phelps)
January Jones (Eve)
Mika Boorem (Susie Miller)
René Lavan (Carlos Suarez)
Mya (Lola Martinez)
Polly Cusumano (Polly)
Chris Engen (Steph)
Tommy Kavelin (Sr. Alonso)
Charlie Rodriguez (Avô Suarez)
Patrick Swayze (Instrutor de dança)



Sinopse: Katey Miller (Romola Garai), jovem americana rica, muda com a família para Cuba um ano antes da Revolução de Fidel Castro. Contrariando o desejo dos pais, que querem vê-la casada com um jovem do seu círculo de amizades, ela se apaixona pelo garçom do hotel, o cubano Javier (Diego Luna), jovem dançarino nas horas vagas. A paixão, incentivada pelo professor de dança interpretada por Patrick Swayze, cresce durante os ensaios para o concurso de dança e o comportamento de Katey se torna um desafio ao pai. Como pano de fundo, muito mais do que a libertação de um país, o que está em jogo é a libertação de uma menina que, com a ajuda desse amor, se transforma em uma mulher.


Meu comentário: O nosso saudoso Patrick Swayze que imortalizou o clássico Dirty Dancing não está em um grandioso papel na fase 2 do filme. Ele é o instrutor de dança do hotel, assim como o foi no primeiro, mas ele é só isso e faz breves aparições. Incentiva a Katey (Romola Garai) a participar do concurso de dança, dá altos conselhos e ainda está presente em um dia do baile em que são selecionados os finalistas para o concurso.
É um filme interessante, porque é praticamente a mesma história do primeiro Dirty Dancing: a moça rica que se apaixona pelo rapaz pobre, pais preconceituosos e a dança para unir ainda mais o casal protagonista. Só que com algumas pequenas diferenças: nesta nova versão temos um filme realmente mais bem produzido e bem acabado, mas com uma história nos anos 50. Então cronologicamente ele seria anterior ao primeiro. Nesta nova história não é um professor de dança que faz brotar na aluna o fascínio pela dança, mas um jovem de mesma idade e que não é nem de longe um bailarino, nem um estonteante galã. Talvez para muitos fãs do filme anterior seja uma decepção ver o franzino Diego Luna no papel protagônico. Mas que o público tem que entender que não é a história de um novo Johny Castle, mas a de um garoto cubano que gosta de dançar e se divertir no clube Rosa Negra, de estar com sua gente, que ama a cultura de seu país, e é completamente inserido nela. A moça (a personagem de Romola Garai) é só uma gringa norte-americana fascinada pelo ritmo caribenho, que tem uma determinada resistência típica em aceitar o que para ela é o desconhecido. Tentar experimentar as sensações é o primeiro passo, mas render-se de verdade, lhe custa um tempo natural, já que está vivendo o tempo da descoberta do primeiro amor em um país totalmente desconhecido.
Talvez o que possa decepcionar ou talvez até se compreenda é que muitas coisas não se misturam: ideologias. Aquela coisa americana de se achar totalmente superior, é perceptível a algumas atitudes das personagens recém-chegadas da terra de Tio Sam àquele país. E infelizmente o povo cubano está bem esteriotipado. Principalmente no que diz respeito à dança, ao se chegar no Rosa Negra a impressão que tem é que se está num inferninho.
Das curiosidades do detrás das câmeras vale ressaltar que Romola Garai, imaginem uma típica inglesa, teve que mudar o seu sotaque para viver uma mocinha americana dos anos 50. E Diego Luna se esforçou para tentar tirar o seu sotaque mexicano para as falas de sua personagem. E é muito interessante ver o total esforço desses atores ao se empenharem em números de danças complexos para quem não é da área. Foram muitos dias de treino intenso, eram oito horas por dia. Dá até para imaginar o que aquela loirinha ralou para pegar aquele molejinho, porque para uma inglesa, a equipe de coreógrafos fez um verdadeiro milagre. Diego Luna pedia para não ser substituído por um dublê de dança, pois ele havia se esforçado ao máximo e queria mostrar que havia conseguido, mesmo com suas limitações. Ele chega a comentar que tem “um jogo de pés ainda muito lento”, mas é natural por ele não ser um bailarino. Ele comentou com o a direção que se errasse, poderia ser substituído, mas isso não aconteceu. Mas é fascinante esta entrega total do ator e este esforço por render bem esta homenagem ao primeiro filme Dirty Dancing. Em termos de dança é mais bonito a seqüência do baile em que os personagens de Diego Luna e Romola Garai dançam juntos para um grande público pela primeira vez, são bem mais interessantes que os tímidos passos da Baby de Jennifer Grey com seu professor de dança. Talvez seja a coreografia mais bem feita, a deste segundo filme.
Realmente a equipe técnica não economizou em talentos colocando uma banda com músicos e cantores de verdade, bailarinos profissionais e uma trilha sonora com músicas latinas mais modernas.
Embora a história seja em Cuba, a locação é Porto Rico, algumas ruas de San Juan lembravam aquela Havana antiga, e algumas reconstituições de Cuba foram feitas com muito capricho pela produção.
O roteiro é baseado na história “The child of Joan Jansen”, co-produtora e coreógrafa deste novo Dirty Dancing. A história da protagonista Ketey é a história de Joan quando chegou em Cuba em 1958 quando tinha quinze anos, onde ela realmente se apaixonou por um rapaz de lá nesta época, é por isso que aparece logo na abertura do filme o lembrete “baseado em fatos reais”. Entre outras curiosidades, o projeto inicial do Dirty dancing 2 era continuar a mesma história do anterior, tendo ainda Patrick Swayze no papel principal. Natalie Portman chegou a ser cotada, mas não pode aceitar, porque filmava a trilogia Star Wars. Pensaram em Jennifer Lopez, Britney Spears e até mesmo Ricky Martin para compor o elenco. Dirty dancing 2 não causou o estrondoso sucesso do seu antecessor, foi só apenas um filme da temporada.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"Mamãe faz 100 anos",1979, Espanha


Ficha Técnica:
Título Original:
Mamá cumple cien años
País de Origem: Espanha / França
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 92 minutos
Ano de Lançamento: 1979
Estúdio/Distrib.: Platina Filmes
Direção: Carlos Saura


Elenco:
Geraldine Chaplin (Ana)
Amparo Muñoz (Natalia)
Fernando Fernán Gómez (Fernando)
Norman Briski (Antonio)
Rafaela Aparicio (Mamá)
Charo Soriano (Luchi)
José Vivó (Juan)
Ángeles Torres (Carlota)
Elisa Nandi (Victoria)
Rita Maiden (Solange)
Monique Ciron (Anny)
José Luis López Vázquez (José)



Sinopse: Nesta obra-prima, Saura analisa a sociedade Espanhola durante o regime de Franco, apresentando uma família que aproveita a reunião de aniversário dos 100 anos da matriarca, para planejar sua morte e apoderar-se de sua herança. Mas apesar de fraca e doente, a Mamá (Rafaela Aparicio) ainda possui um caráter forte, impondo sua presença e autoridade frente aos seus individualistas e gananciosos filhos.


Meu comentário: Nesse filme as estrelas são a matriarca (Rafaela Aparício) e a bondosa e ingênua Ana (Geraldine Chaplin). O filme ambientado no final dos anos 70, mostra uma antes abastada família espanhola, mas naquele momento em ruínas. A mamãezinha daquela gente vai fazer 100 anos e sabe dos planos de alguns de seus desnaturados filhos, entre eles, um debilóide solteirão que só pensa em tentar voar de asa delta, uma filha que tenta controlar a casa e alguns outros. Eles querem a venda da imensa propriedade que viu nascer a aniversariante e também de algumas terras. Mas a mamá que é esperta sabe do plano que armaram para lhe tirar a vida no dia do seu aniversário e pede a ajuda de sua melhor filha, a Ana. Não é uma comédia de tudo, mas há partes engraçadas: não há como não rir da voz de taquara rachada da velhinha e da cena em que ela desce de uma poltrona com os pezinhos se mexendo lá de cima. Uma coisa bem tosca. Há claro, em uma análise séria e profunda deste filme as metáforas existem. Para quem gosta do cinema espanhol, “Mamãe faz cem anos” é interessante justamente por mostrar algo da cultura e um pouco da vida privada de uma determinada classe social. Claro, que os que estão ali retratados não são a maioria no que diz respeito à ganância descomedida. Geraldine Chaplin está no filme do início ao fim e é muito interessante vê-la mais nova e chique em sua personagem. É uma viagem agradável ao cinema de Carlos Saura.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Trilhas sonoras latinas

Veja o vídeoclipe e escute bem a música. Qual a melhor trilha sonora?

Carmen -



O amor nos tempos do cólera - "La despedida" - Shakira




Diários de Motocicleta - "Al otro lado del río" - Jorge Drexler

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin