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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

"Uma pulga na balança", Brasil, 1953

Ficha Técnica: 
Título original: Uma pulga na balança
Ano: 1953
País: Brasil / São Bernardo do Campo (São Paulo)
Duração: 90 minutos
Gênero: Comédia - Preto e branco
Direção: Luciano Salce
Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Companhia distribuidora: Columbia Pictures do Brasil
Direção de produção: Victorio Cusane
Assistente de produção: Geraldo Faria Rodrigues
Assistente de direção: José Geraldo Santos Pereira
Argumento, roteiro e diálogos: Fábio Carpi
Diálogos adicionais: Carlos Vergueiro
Direção de fotografia: Ugo Lombardi
Câmera: Sidney Davies
Assistente de câmera: Carlo Guglielmi
Cenografia: Italo Bianchi
Contra-regra: Manoel Monteiro
Chefe de edição: Oswald Hafenrichter
Montagem: Mauro Alice
Engenheiro de som: Erik Rasmussen e Ernest Hack
Assistente de som: Giovanni Zalunardo
Música: Enrico Simonetti
Continuidade: Maria Aparecida de Lima

Intérpretes: Waldemar Wey (Dorival), Gilda Nery (Dora), Luiz Calderaro (Carlos), Erminio Spalla, Paulo Autran (Antenor), Ruy Afonso, John Herbert (Alberto), Mário Sérgio (Juvenal), Lola Brah (Bibi), Maurício Barroso, Armando Couto, Jaime Barcellos, Vicente Leporace (diretor da penitenciária), Geraldo José de Almeida (locutor), José Rubens, Mário Senna, Célia Biar, Labiby Madi, Maria Luiza Splendore, Tito Lívio Baccarini, João Rosa, Galileu Garcia, Fausto Zip, Geraldo C. Ambrósio, Xandó Batista, Pilade Ross, Benedito Corsi (Nicanor), Nelson Camargo, Vicente Spalla, Eva Wilma (prima de Alberto), Duque (cão), Benedito Corsi, Pita de Rossi, Antônio Fragoso, Cavagnole Neto, Daniel Câmera, Felicio Fuchs, João Costa, Jesuíno G.dos Santos, João Franco, Lima Neto, Benjamin Cattan, Antônio Dourado, Kleber Menezes Dória, Marcelo Fiori, Antônio Olinto, Artur Herculano, Edith Lorena, Maria Augusta Costa Leite, Francisco Taricano, Wanda Hamel, João Batista Giotto, José Geraldo Santos Pereira, Francisco Arisa, Roberto Lombardi, Francisco Tamura, Michael Stoll.

Sinopse: Um ladrão se deixa prender voluntariamente. Uma vez instalado na prisão ele procura nos jornais, diariamente, os nomes mais ilustres falecidos e envia, às suas famílias, uma carta extremamente comprometedora onde fica explícito que o falecido era seu parceiro num grande golpe. Essa maneira engenhosa de chantagem deixa consternada a família do morto que se apressa em pagar-lhe para manter o seu silêncio. A estória se desenrola em um ambiente no qualç a hipocrisia dos herdeiros contrasta com a vida alegre e feliz de Dorival em sua cela, onde recebe suntuosamente suas vítimas.

Prêmios: Melhor atriz (Gilda Nery), prêmio Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos , Rio de Janeiro, 1953; Melhor argumento (Fábio Carpi), fotografia (Ugo Lombardi) e cenografia (Italo Bianchi), prêmio "Sací" , São Paulo, 1953; Melhor atriz (Gilda Nery), prêmio Governador do Estado de São Paulo , São Paulo, 1953.

Observações: Estréia de Luciano Salce na direção e estréia no cinema brasileiro da atriz russa naturalizada brasileira Lola Brah. Excelente interpretação de Walter D'Ávila, num filme agradável e nostálgico.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

"O Cangaceiro", Brasil, 1952


Ficha Técnica:
Título Original: O Cangaceiro
Ano: 1952
País: Brasil / São Bernardo do Campo (São Paulo)
Tempo: 105 minutos
Gênero: Drama - Preto e branco
Direção, argumento, roteiro: Lima Barreto
Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Companhia distribuidora: Columbia Pictures do Brasil
Gerente de produção: Cid Leite da Silva
Assistentes de produção: Rigoberto Plothow e Walter Thomaz
Assistente de direção: Galileu Garcia e Dani Balbo
Diálogos: Rachel de Queiroz
Direção de fotografia: Chick Fowle
Câmera: Ronald Taylor
Assistente de câmera: Oswaldo Kemeni, Marcelo Primavera e Heitor Sabino
Fotografia de cena: Geter Costa
Engenheiro de som: Erik Rasmussem e Ernest Hack
Técnico de gravação: Boris Silischamu
Operador de som: João Ruch
Microfones: Waldir Simões
Cenografia e construções: Pierino Massenzi
Assistente de cenografia: José N.Honda
Decoração, ambientes, figurinos, desenho de produção e letreiros: Caribé
Guarda-roupa: Jacy Silveira
Edição: Oswald Hafenrichter
Montagem: Lúcio Braun e José Baldacconi
Música: Gabriel Migliori
Anotadora: Bernadete Ruch
Canções:
"Lua bonita" (Zé do Norte e Zé Martins),
"Meu pião" (Zé do Norte),
"Sodade meu bem sodade" (Zé do Norte), canta Vanja Orico e
"Muié rendera" (D.P.). 
Intérpretes: Alberto Ruschel (Teodoro), Marisa Prado (Olívia), Milton Ribeiro (Capitão Galdino), Vanja Orico (Maria Clódia), Adoniran Barbosa (Mané Mole), Zé do Norte (cangaceiro), Galileu Garcia, Neusa Veras (cabocla volúvel), Nicolau Sala, João Batista Giotto, Leonel Pinto, Nieta Junqueira (mulher que chora), Caribé, W. T. Gonçalves, Antônio V. Almeida, Auá D'Sapy, Antônio Coelho, Maria Luíza Splendore, José Herculano, Victor Merinow, Daniel Câmara, João C.Pilon, Lima Barreto (comandante da volante), Jesuíno G.dos Santos, Pedro Visgo, Ricardo Campos, Manuel Pinto, Bernadete Ruch, Maria Joaquina da Rocha, Manoel Pinto, Pedro Visgo, Heitor Bernabé, Homero Marques, Luiz Francunha, Maurício Morey, Oswaldo Dias, Horácio Camargo, Cid Leite da Silva, Moacir Carvalho Dias, Geraldo Farias Rodrigues, Maria Luiza Sabino.
Sinopse: Impedindo que qualquer estrada rasgue o sertão, o bando de cangaceiros comandado pelo Capitão Galdino rouba os materiais dos trabalhadores pagos pelo Governo. Em seguida invadem um vilarejo, saqueando e perseguindo as mulheres; antes de partirem, raptam a professora Olívia. Forma-se então um grupo de voluntários para perseguir as forças do Capitão. O cangaceiro Teodoro, subalterno de Galdino, procura em vão convencê-lo a devolver Olívia. Burlando a vigilância, Teodoro e Olívia abandonam o acampamento, fugindo pelo sertão. Enquanto a tropa de voluntários põe-se em marcha para dizimar o grupo de cangaceiros, o Capitão Galdino e seu bando partem ao encalço dos fugitivos. Durante a escapada, Teodoro confessa sua paixão a Olívia, que procura convencê-lo a ficar com ela e entregar-se à justiça, mas Teodoro revela-se incapaz de abandonar o sertão. No enfrentamento, Teodoro fere Galdino, mas acaba se rendendo. O Capitão arma uma situação, propiciando a Teodoro a esperança de partir em liberdade. No entanto, ele cairá mortalmente ferido, abençoando o sertão.

Prêmios: Melhor filme de aventura e menção especial pela música (Muié rendera), Festival de Cannes , França, 1953; Melhor filme, Festival de Edimburgo , Escócia, 1953; Melhor diretor (Lima Barreto) e melhor ator (Milton Ribeiro), prêmio Governador do Estado de São Paulo , São Paulo, 1953; Melhor diretor (Lima Barreto) e ator (Milton Ribeiro), prêmio Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos , Rio de Janeiro, 1953; Melhor filme, diretor (Lima Barreto), ator (Milton Ribeiro), atriz (Vanja Orico), revelação (Ricardo Campos), fotografia (Chick Fowle), edição (Oswald Hafenrichter), prêmio "Índio" , Jornal do Cinema, Rio de Janeiro, 1953.

Observações: Filmado em Itu, no estado de São Paulo, palco de quase todos os filmes de cangaço, por sua topografia rochosa e árida, lembrando as caatingas nordestinas.
Este filme deu início ao ciclo de cangaço. Primeiro êxito internacional do cinema brasileiro. Há informações segundo as quais o filme teria sido vendido à Columbia Pictures, para ser distribuído no exterior. As mesmas informações indicam que o filme obteve com essa distribuição uma tal renda que seria o dobro do valor das dívidas da companhia que, ironicamente, foi à falência por não poder pagar suas contas. Disponível em vídeo.

Créditos: Cinema Brasileiro

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

"Veneno", Brasil, 1952


Ficha Técnica:

Título original: Veneno
Ano: 1952 
País: Brasil / São Bernardo do Campo (São Paulo) 
Duração: 80 minutos 
Gênero: Drama (Preto e branco)
Direção e argumento: Gianni Pons
Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Companhia distribuidora: Columbia Pictures do Brasil
Direção de produção: Dino Baldessi 
Assistente de direção: Renato A.Marques 
Roteiro: Gianni Pons e Afonso Schmidt
Fotografia: Edgar Brasil 
Câmera: Jack Mills 
Cenários: João Maria dos Santos 
Construções: José Dréos
Maquiagem: Eric Rzepecki
Edição: Osvaldo Haffenrichter 
Montagem: Ladislau Baduska 
Som: Erick Rasmussen 
Música: Enrico Simonetti 
Laboratório Rex Filme

 
Elenco: Anselmo Duarte, Leonora Amar, Paulo Autran, Ziembinski, Jackson de Souza, Antônio Fragoso, Renato Consorte, Lima Neto, Heitor Rodrigues, Ayres Campos, Joaquim Mosca, Helena Martins, Pedro Moacir, Lana Alba, Neide Landi, Américo Taricano, Dorinha Duval, Francisco Tamura, T.Arima, Pia Gavassi, Orlando Vitale

Sinopse: Hugo é funcionário de uma indústria de vidros, e ama apaixonadamente sua esposa Gina. Ela, ao contrário, demonstra completa indiferença pelo marido e este vai ficando obcecado pela idéia de que sua esposa odeia. Tem horríveis pesadelos, durante os quais se vê matando Gina. Cada sonho termina sempre com um implacável delegado de polícia que o interroga. Hugo passa a confundir sonhoe realidade depois que é procurado pelo mesmo delegado de polícia do sonho, que vem indagar se sua casa não foi assaltada. Envolve-se progressivamente neste vórtice que o leva a envenenar Gina, cometendo um crime quase perfeito...

Curiosidades:

Prêmios: Melhor fotografia (Edgar Brasil), prêmio "Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos" , Rio de Janeiro, 1952; melhor fotografia (Edgar Brasil), prêmio "Saci" , São Paulo, 1952; melhor ator (Anselmo Duarte) pelo conjunto de filmes "Tico-tico no fuba", "Appassionata" e "Veneno", prêmio "Governador do Estado de São Paulo" , São Paulo, 1952.
Observações: A atriz carioca Leonora Amar, quando estrelou este filme, já fazia muito sucesso no exterior de depois casou-se com um ex-presidente do México, com quem teve dois filhos. Anos depois, retornou ao Brasil e, no Rio de Janeiro, passou a investir no mercado imobiliário, abandonando a carreira artística.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

"Appassionata", Brasil, 1952

Ficha Técnica:
Título original: Appassionata
Ano: 1952
País: Brasil / São Bernardo do Campo (São Paulo)
Duração: 95 minutos
Gênero: Drama - Preto e branco
Direção e produção: Fernando de Barros
Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Companhia distribuidora: Columbia Pictures do Brasil
Assistente de direção e roteiro: Agostinho Martins Pereira -
Direção de produção: Renato Consorte
Assistente de produção: Pedro Moacir e Ralpho da Cunha Mattos
Argumento original: Chianca de Garcia
Diálogos: Sra.Leandro Dupré e Guilherme de Almeida
Fotografia: Ray Strurgess
Câmera: Adolfo Paz González, Jack Lowin e Sidney Davies
Assistente de câmera: Geraldo Gabriel e Hélio F.Costa
Decoração: João Maria dos Santos
Assistente de decoração: Geraldo C.Ambrósio
Guarda-roupa: Ida Fofli
Chefe de montagem: Oswald Hafenrichter
Montagem: Edith Hafenrichter
Assistente de montagem: Mauro Alice e Américo de Souza
Engenheiro de som: Erik Rasmussen
Técnico de gravação: Michael Stoll
Micofones: Walter Cenci
Música: Enrico Simonetti
Consertista de piano: Yara Bernette
Continuidade: Zélia F.Costa



Elenco: Tônia Carreiro, Anselmo Duarte, Alberto Ruschel, Ziembinski, Salvador Daki, Edith Helou, Josef Guerreiro, Abílio Pereira de Almeida, Paulo Autran, Jayme Barcelos, Francisco de Sá, Lima Netto, Diná Lisboa, Vera Sampaio, Annie Berrier, Neide Landi, Elísio de Albuquerque, Albino Cordeiro, FRedy Kleeman, Isidoro Lopes, Luiz Calderaro, Xandó Batista, Maria Luiza Splendore, Joe Kantor, Antônio Fragoso, Wanda Hamel, Rubens de Falco, Pedro Petersen, Suzana Petersen, Humberto Riva, Francisco Taricano, Pedro Moacir, Nelson Camargo, Joaquim Mosca, Edson Borges, Danilo de Oliveira, Agostinho Martins Pereira, José Renato Pécora, Ida Fogli, Jornano Martinelli, Renato Consorte, Arquimedes Ribeiro, Jerry Fletcher, Valentim Cruz, Adolfo Paz González, Climene de Carvalho, Carlos Tetslaf Ferreira, Napoleão Sucupira.

Sinopse: Appassionata conta a história de uma grande pianista, Silvia Nogalis, que faz todos os sacrifícios pela sua arte, até que se vê acusada, pela governanta, da morte de seu marido, o famoso Maestro Hauser. O corpo é encontrado no mesmo dia em que elaobtém um grande triunfo artístico interpretanto a 'Appassionata' de Beethoven. Silvia, uma vez comprovada sua inocência, retira-se para um lugar junto ao mar, onde conhece Pedro, o diretor de um reformatório de jovens delinqüentes, que por ela se apaixona, reconhecendo sua verdadeira identidade. Pedro tenta dissuadi-la de fazer uma turnê, mas ela prefere a carreira ao amor e volta a dar concertos. Em Estocolmo conhece um pintor brasileiro que faz o seu retrato e se apaixona por ela. Voltam ao Brasil e ela é assaltada por obsessões ligadas à memória do falecido marido. A governanta faz esforços, juntamente com o antigo motorista do casal, para reavivar o processo contra Silvia. O pintor, assediado pela dúvida, vai perdendo a confiança em sua esposa. Tudo se precipita numa noite em que Luís pensa que surpreenderá Silvia em flagrante adultério, mas recebem uma carta na qual Hauser declara que pretendia se suicidar. É muito tarde. Luís atira, mata Silva e o filme termina com um crescendo do motivo musical da Appassionata de Beethoven.















Curiosidades:
Prêmios : Melhor ator (Alberto Ruschel), prêmio Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos , Rio de Janeiro, 1952; Melhor ator (Alberto Ruschel), prêmio "Sací", São Paulo, 1952.
Observações: - Filmado no Mosteiro de Itanhaém, Teatro Municipal de São Paulo e residência de Victor Simonsen, em São Paulo. - Estréia do ator Paulo Autran no cinema. 


domingo, 12 de fevereiro de 2012

"Nadando em dinheiro", Brasil, 1952


Ficha Técnica:
Título original: Nadando em dinheiro
Ano: 1952
País: Brasil / São Bernardo do Campo (São Paulo) 
Duração: 95 minutos 
Gênero: Comédia - Preto e branco
Direção: Abílio Pereira de Almeida e Carlos Thiré
Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Companhia distribuidora: Columbia Pictures do Brasil
Direção de produção: Pio Piccinini - Assistente de produção: Geraldo Faria Rodrigues - Assistente de direção: Toni Rabatoni e Sérgio Hingst 
Argumento: Abílio Pereira de Almeida 
Direção de fotografia: Nigel C.(Bob) Huke 
Câmera: Jack Mills 
Assistente de câmera: Carlo Guglielmi 
Cenografia: Pierino Massenzi 
Guarda-roupa: Simone de Moura 
Decoração: João Maria dos Santos 
Costumes: José Dreos 
Contra-regra: Manoel Monteiro 
Chefe de edição: Oswald Hafenrichter 
Montagem: Álvaro Novaes e Germano Arlindo 
Assistente de montagem: Walter Vitaliano 
Engenheiro de som: Erick Rasmussen e Ernest Hack 
Assistente de som: Giovanni Zalunardo e Raul Nanni 
Música: Radamés Gnatalli 
Continuidade: Maria Aparecida de Lima
Intérpretes: Amácio Mazzaroppi, Ludy Veloso, A.C.Carvalho, Liana Durval, Nieta Junqueira, Carmem Müller, Simone de Moura, Xandó Batista, Vicente Leporace, Elísio de Albuquerque, Sérgio Hingst, Nelson Camargo, Ayres Campos, Duque (cão), Francisco Arisa, Jaime Pernambuco, Napoleão Sucupira, Domingos Pinho, Bruno Barabani, Jordano Martinelli, Wanda Hamel, Joaquim Mosca, Albino Cordeiro, Labiby Madi, Maria Augusta Costa Leite, Pia Gavassi, Izabel Santos, Carlos Thiré, Oscar Rodrigues de Campos, Edson Borges, Vera Sampaio, Luciano Centofant, Maury F.Viveiros, Antônio Augusto Costa Leite, Francisco Tamura, Angelita Silva, Annie Berrier, Bruno Barabani, Miriam Moema, João Monteiro.


Sinopse: Isidoro, depois de um acidente de carro, descobre que é herdeiro único de uma grande fortuna. Muda-se para a mansão herdada e começa a viver como milionário. Num jantar de gala descobre que as pessoas presentes à festa caçoavam de seus modos de novo rico. Isidoro começa a ter uma vida dupla, que acaba provocando uma série de confusões. Quando sua esposa decide deixá-lo, ele lhe conta de sua nova situação financeira pedindo-lheem vão, que volte. Triste, ele volta à sua mansão, onde é atacado por robôs que comprara de um investidor. Contudo, quando os robôs atacam, Isidoro acorda em sua pequena casa ao lado de sua mulher e filha. Nadando em dinheiro, mas ....em sonho.

Observações: - Filmado numa mansão da Avenida Paulista, em São Paulo. - Disponível em vídeo e DVD.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

"Sai da frente", Brasil, 1951

Título original: Sai da frente
Ano: 1951
País: Brasil / São Bernardo do Campo (São Paulo) - 80 minutos -
Gênero: Comédia - Preto e branco
Direção, produção e roteiro: Abílio Pereira de Almeida
Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Companhia distribuidora: Columbia Pictures do Brasil
Diretor adjunto: Tom Payne 
Direção de produção: Pio Piccinini 
Assistente de produção: Geraldo Faria Rodrigues
Assistentes de direção: Carlos Thiré, Toni Rabatoni e Galileu Garcia
Argumento: Abílio Pereira de Almeida e Tom Payne
Direção de fotografia: Bob Huke
Câmera: Jack MIlls
Assistente de câmera: Carlos Guglielmi
Cenografia: Pierino Massenzi
Assistente de cenografia: Luiz Sacilotto e Nobuto Honda
Chefe de edição: Oswald Haffenrichter
Montagem: Álvaro Novaes, Mauro Alice e Germano Arlindo
Engenheiro de som: E.Rasmussen e Ernest Hack
Assistente de som: Boris Silitschamu, João Ruch e Valdir Simões
Música: Radamés Gnatalli - Continuidade: Bernardeth Ruch
Canção: "A tromba do elefante" (Anísio Olivero)

Elenco: Amácio Mazzaropi (Isidoro Colepicola), Ludy Veloso (Maria), A. C. Carvalho (Eufrásio), Nieta Junqueira (d. Gata), Leila Parisi, Liana Duval, Vicente Leporace, Xandó Batista, Renato Consorte, Solange Rivera, Luiz Calderaro, Francisco Sá, Luiz Linhares, Francisco Arisa, Príncipes da Melodia, Danilo de Oliveira, Bruno Barabani, cão Duque (Coronel), Joe Kantor, Milton Ribeiro, Jordano Martinelli, Izabel Santos, Maria Augusta Costa Leite, Carlo Guglielmi, Labiby Madi, Jaime Pernambuco, Galileu Garcia, José Renato Pécora, Tony Rabatoni, Ayres Campos, Dalmo de Melo Bordezan, José Scatena, Vitório Gobbis, Olívio Melo, Martins Melo, Rosa Parisi, Carmen Müller, Annie Berrier, Noêmia Soares, Antônio Dourado.
 
Sinopse: O argumento deste filme foi escrito para Mazzaropi, que desempenha o papel central. Isidoro é dono de um caminhãozinho, cujo apelido é Anastácio. Seu principal amigo é um cão chamado Coronel, interpretado pelo cão Duque, famoso astro da Vera Cruz. O filme se desenrola no decorrer de um dia. Isidoro é contratado para transportar alguns móveis para Santos. Descendo a serra pela Via Anchieta, até atingir o grande porto, Isidoro provoca inúmeras situações cômicas, que se iniciam com a descoberta de uma jovem noiva, que fugiu em pleno cortejo de seu casamento, escondida num armário. Uma vez em Santos Isidoro é enganado pelo dono dos móveis, vê seu dinheiro ser comido por um bode e, ainda por cima, roubam-lhe o querido Coronel, que vai parar num circo, onde se desenrola a cena final: uma perseguição no trapézio com o desaparecimento de Isidoro na caixa do mágico. O dia Termina com Isidoro que volta para São Paulo com Anastácio, Coronel, o homem fera e a bela Dalila.

Prêmios: Melhor atriz secundária (Ludy Veloso), prêmio "Sací" , São Paulo, 1952.
Observações: - Estréia do ator Amácio Mazzaropi no cinema. - Disponível em vídeo e DVD. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

"Angela", Brasil, 1951

Título original: Ângela
Ano: 1951 
País: Brasil / São Bernardo do Campo (São Paulo)
Duração: 95 minutos (Preto e branco)
Gênero: Drama
Direção e produção: Abílio Pereira de Almeida e Tom Payne
Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Companhia distribuidora: Universal Filmes S.A.
Direção de produção: Pio Piccinini
Assistente de produção: Geraldo Faria Rodrigues 
Assistente de direção: Agostinho Martins Pereira 
Argumento (baseado no conto "Sorte no jogo", de Hoffman) 
Diretor de Fotografia: Chick Fowle 
Câmara: Bob Huke 
Assistente de câmera: Carlo Guglielmi e Jaime Pacini 
Cenografia: Pierino Massenzi - Assistente de cenografia: Luiz Sacilotto 
Chefe de edição: Oswald Hafenrichter 
Montagem: Edith HAfenrichter, Álvaro de Lima Novaes e Ladislau Babuska 
Engenheiro de som: E.Rasmussen 
Assistente de som: Ove Scherim, Boris Silitischanu e Michael Stoll 
Música: Francisco Mignone 
Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo 
Continuidade: Bernardeth Ruch
Canções: "Quem é" (Marcelo Tupinambá), com Inezita Barroso; "Enquanto houver" (Evaldo Ruy), com Inezita Barroso; Ária cantada por Maria Sá Earp, dublada por Nydia Lícia.

Em cena, Eliane Lage e Alberto Ruschel

Elenco: Eliane Lage, Alberto Ruschel, Mário Sérgio, Abílio Pereira de Almeida, Ruth de Souza, Margot Bittencourt, Maria Sá Earp, Inezita Barroso, Maria Clara Machado, Nair Lopes, Luciano Salce, Carlos Thiré, Nydia Lícia, Milton Ribeiro, Renato Consorte, Sérgio Hingst, Xandó Batista, Albino Cordeiro, Milton Luiz, Nelson Camargo, Luiz Calderaro, Margot Pollice, Ester Penteado, Duque, Kleber Menezes Dória, Ângelo Dreos, Antunes Filho, Pio Piccinini, A.C.Carvalho, Adolfo Barroso, José Renato, André Chaim, Toni Rabatoni, Lúcio Braun, Jordano Martinelli, Roberto Assumpção, Jerry Fletcher, Sérgio Cardoso, Oswaldo Vidigal, Edson Borges, Noris Gastal, Gerda Edith Ziemens. 


Sinopse: Gervásio, jogador inveterado e de pouca sorte, perde sua última propriedade, a mansão onde vive com a mãe, a enteada e a esposa doente. O vencedor do jogo, Dinarte, um homem de decisões súbitas e de grande sorte no jogo, insiste em ver a propriedade naquela mesma noite. Durante a visita Ângela, a enteada, comunica o falecimento da esposa. Dinarte acaba se envolvendo com Ângela, com quem se casa, depois de deixar sua amante Vanju, uma cantora popular. Os dois vivem momentos de felicidade numa viagem pitoresca às Missões e ao Rio de Janeiro. Com o nascimento da filha, Dinarte promete não jogar mais, contudo, entre bilhares, cavalos e brigas de galos termina perdendo tudo, assim como Gervásio, que continua decaindo cada vez mais. Enquanto isso a família se dissolve, restando a Ângela somente o seu bebê e algumas recordações.
Prêmios: Melhor ator secundário (Luciano Salce), melhor atriz secundária (Ruth de Souza) e cenografia (Pierino Massenzi), prêmio Governador do Estado de São Paulo , São Paulo, 1952; Melhor ator secundário (Luciano Salce) e melhor atriz secundária (Ruth de Souza), prêmio Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos , Rio de Janeiro, 1952.
Observações : Filmado em Pelotas, no estado do Rio Grande do Sul e na casa da Baronesa de Pelotas, no Rio de Janeiro.  

Crédito: Site Cinema Brasileiro

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Documentário sobre a Vera Cruz Cinematográfica

Documentário sobre a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, que foi o mais importante estúdio cinematográfico brasileiro da década de 1950, tinha sido fundada em São Bernardo do Campo pelo produtor italiano Franco Zampari e pelo industrial Francisco Matarazzo Sobrinho em 4 de novembro de 1949.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

"Terra é sempre terra", Brasil, 1950

 Ficha Técnica:
Título original: Terra é sempre terra
Ano: 1950
País: Brasil / São Bernardo do Campo (São Paulo)
Duração: 90 minutos
Gênero: Drama
Diretor: Tom Payne
Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Companhia distribuidora: Universal Filmes S.A.
Produtor: Alberto Cavalcanti 
Direção de produção: Cid Leite da Silva
Assistente de produção: Geraldo Faria Rodrigues 
Assistente de direção: Oswaldo Kathalian, R.Perchiavalli e Agostinho Martins Pereira 
Argumento (baseado na peça teatral "Paiol velho", de Abílio Pereira de Almeida) 
Roteiro: Abílio Pereira de Almeida
Diálogos: Guilherme de Almeida
Fotografia: Chick Fowle
Cinegrafista: Bob Huke e Jacques Deheinzelin 
Assistente de cinegrafista: Carlo Guglielmi e Geraldo Gabriel 
Cenografia: Eros Martim Gonçalves
Assistente de cenografia: Pierino Massenzi e Luiz Saciotto 
Chefe de edição: Oswald Hafenrichter 
Montagem: Edith Hafenrichter 
Assistente de montagem: Rex Endsleigh e Ladislau Baduska 
Engenheiro de som: E.Rasmussen 
Assistente de som: Ove Schem, Alberto Ruschel e Walter Cenci
Microfones: Michael Stoll
Música: Guerra Peixe - Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo
Continuidade: Gini Brentani
Canções: "Nem eu" (Dorival Caymmi), com Dorival Caymmi e "Qual o quê" (Jucata e Guido de Morais), com Alberto Ruschel e Renato Consorte.

Elenco: Marisa Prado, Mário Sérgio, Abílio Pereira de Almeida, Ruth de Souza, Eliane Lage, Ricardo Campos, Vítor Lima Barreto, Salvador Daki, Zilda Barreto, José Queiroz Matoso, Célia Biar, Luciano Salce, Renato Consorte, Gilda Lage, Albino Cordeiro, Francisco Sá, Márcia Ben, Geraldo Faria Rodrigues, Zilda Barbosa, Albino Machado, Venério Fornasari, Ilse Schim, Oswaldo Kathalian, Cid Leite da Silva, Kleber Menezes Dória, João Batista Giotto, Geraldo Gabriel, Ângelo Dreos, Ruben Bandeira, Alberto Ruschel, A.C.Carvalho.
Sinopse: Numa plantação de café abandonada, o capataz Tonico dirige tudo com mão de ferro.Casado com uma mulher muito mais jovem, admira-a apenas como um objeto.Seu único interesse é conseguir dinheiro, roubando nas colheitas . Na cidade, a dona da plantação decide mandar seu filho, jogador e mulherengo, cuidar da fazenda. No vilarejo vizinho, conhece várias pessoas. Jogando, perde muito dinheiro, inclusive o dinheiro guardado para o pagamento de seus peões. Tonico se oferece para comprar-lhe a plantação e, assim, pagar-lhe as dívidas de jogo. Tonico celebra a compra e, durante a festa, fica sabendo que sua mulher terá um filho do jovem, sofrendo com isso, um ataque. Chegam então a viúva e seu irmão para recusar a venda, mas Tonico mostra sua esposa e ameaça provocar um escândalo se não concordarem com sua demanda. O jovem tenciona pegá-lo e, desta vez, o ataque é mortal. Depois do enterro, a viúva de Tonico muda-se para a "Casa Grande" da plantação, para ali ter seu filho; assim a terra seguirá sempre pertencendo à família.
Prêmios: Melhor filme, produtor (Alberto Cavalcanti), diretor (Tom Payne) e atriz (Marisa Prado), prêmio "Sací" , São Paulo, 1951; Melhor atriz (Marisa Prado), fotografia (Chick Fowle) e edição (Oswald Hafenrichter), prêmio Governador do Estado de São Paulo , São Paulo, 1952; Melhor atriz (Marisa Prado), prêmio Revista A Cena Muda , Rio de Janeiro, 1950; Melhor filme, diretor e atriz (Marisa Prado), prêmio Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos , Rio de Janeiro, 1951.
Observações: Filmado em Indaiatuba e Fazenda Quilombo em Campinas, no estado de São Paulo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

"Caiçara", Brasil, 1950

Ficha Técnica:
Tittulo original: Caiçara
Ano: 1950
País: Brasil / São Bernardo do Campo (São Paulo)
Duração: 95 minutos
Gênero: Drama
Direção e argumento: Adolfo Celi
Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Companhia distribuidora: Universal Filmes S.A.
Produtor: Alberto Cavalcanti 
Direção de produção: Carlo Zampari 
Assistente de produção: Renato Consorte e Geraldo Faria Rodrigues
Diretor adjunto: Tom Payne e John Waterhouse
Assistente de direção: Agostinho Martins Pereira, Trigueirinho Neto e Oswaldo Kathalian
Diálogos: Afonso Schmidt e Gustavo Nonnenberg
Fotografia: Chick Fowle
Cinegrafista: Nigel C.(Bob) Huke, Jacques Deheinzelin e Adalberto Kemeni
Assistente de cinegrafista: Carlo Guglielmi, Geraldo Gabriel, Oswaldo Kemeni e Jaime Pacini 
Engenheiro de som: E.Rassmussen e Howard Randall 
Assistente de som: Ove Sherin e Álvaro Novaes 
Microfones: Michael Stoll
Cenografia: Aldo Calvo
Assistente de cenografia: Ângelo Dréos
Montagem: Oswald Haffenrichter
Assistente de montagem: Lúcia Pereira de Almeida e Rex Endsleigh
Música: Francisco Mignone e Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo
Continuidade: Gini Brentani
Elenco: Eliane Lage, Carlos Vergueiro, Mário Sérgio, Abílio Pereira de Almeida, Maria Joaquina da Rocha, Adolfo Celi, Vera Sampaio, Célia Biar, Renato Consorte, Luiz Calderaro, José Mauro de Vasconcelos, Zilda Barbosa, Benedito Lopes, Zazaque, Alice Domingues, Antônio Freitas, Oswaldo Tavares, João Batista Giotto, Antônio Barros, José Parisi, Salvador Daki, Oswaldo Eugênio, Akiyoshi Kadobayashi, Tetsunosuke Arima, A.C.Carvalho, Yayoi Kikutti, Venéleo Fornasari, Cecília CArvalho, Maísa Pereira de Almeida, Oscar Rodrigues de Campos, Sérgio Warnowski, Francisco de Assis Moura, Carlo Zampari, Ricardo Afonso, Adalberto Tripicchio, Ruy Affonso, Geraldo Faria Rodrigues, Tom Payne, Aguinaldo Rodrigues de Campos, Adolfo Celi, habitantes da Ilha Bela.  

Sinopse: Marina se casa com um viúvo quarentão, proprietário de um sítio no litoral de São Paulo. Sua nova vida só lhe traz decepções: o marido vive de bebedeiras, e ela é cobiçada pelos homens do lugar. Seu único conforto é o menino Chico, cuja avó é adepta da "macumba". Um marinheiro se enamora de Marina; a paixão é recíproca. Através da macumba, Marina consegue livrar-se do marido e, assim, poder viver seu amor. 
 Observações: Filmado em Ilha Bela, São Sebastião e Santos, no estado de São Paulo. Primeiro filme da Companhia Cinematográfica Vera Cruz e do diretor Adolfo Celi. 

Prêmios: Melhor produtor (Alberto Cavalcanti), prêmio Governador do Estado de São Paulo , São Paulo, 1952; Melhor diretor, atriz (Eliane Lage) e atriz secundária (Maria Joaquina da Rocha), prêmio Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos, Rio de Janeiro, 1950; Melhor filme Sul-Americano, Festival de Punta del Este , Uruguai, 1951. Participou do Festival de Cannes de 1951. 

Créditos: Cinema Brasileiro

sábado, 28 de janeiro de 2012

Companhia Cinematográfica Vera Cruz




A Companhia Cinematográfica Vera Cruz foi o mais importante estúdio cinematográfico brasileiro da década de 1950, tinha sido fundada em São Bernardo do Campo pelo produtor italiano Franco Zampari e pelo industrial Francisco Matarazzo Sobrinho em 4 de novembro de 1949.
Alimentada por empresários paulistas, a Vera Cruz existiu durante quatro anos e realizou 22 filmes de longa-metragem, marcando época no cinema brasileiro, considerada o primeiro estúdio em moldes profissionais do país.
Seus estúdios de mais de 100.000 m² ocuparam o que antes era uma granja da Família Matarazzo e receberam material técnico de vanguarda, bem como profissionais do exterior. Todo investimento se refletiu em prêmios internacionais, como o filme O cangaceiro, premiado no Festival de Cannes. Foi na Vera Cruz que surgiu uma das mais importantes personalidades do cinema brasileiro: Amácio Mazzaropi, indiscutível campeão de bilheteria até a década de 1970.
Após o fim da Segunda Guerra Mundial e da ditadura do Estado Novo, em 1945, São Paulo vive um momento de efervescência cultural. Revistas de divulgação artística, conferências, seminários e exposições agitam a vida paulista.
No final dos anos 40, são inaugurados o Museu de Arte Moderna e o MASP - Museu de Arte de São Paulo. Na mesma época, Franco Zampari, empresário de origem italiana, monta uma companhia teatral de alto nível, o TBC - Teatro Brasileiro de Comédia. Cresce o interesse pelo cinema. Intelectuais fundam cineclubes e movimentam grupos de debates.
"Do planalto abençoado para as telas do mundo" era o slogan da companhia, dando mostras de sua ambição: atingir padrões internacionais. Os primeiros anos da Vera Cruz foram, contudo, caóticos.
"Produção Brasileira de Padrão Internacional." Com este lema, a Vera Cruz se propõe a realizar um cinema brasileiro em bases industriais. A primeira produção da Vera Cruz é o filme Caiçara dirigido por Adolfo Celi.
"Caiçara" é todo filmado em Ilhabela, litoral de São Paulo, para onde foram deslocados o elenco, a equipe técnica e os pesados equipamentos de filmagem. O lançamento de "Caiçara" é feito com grande publicidade. A protagonista foi Eliane Lage.
O sonho brasileiro de uma indústria de cinema dura poucos anos. Em 1954, a Companhia Vera Cruz entra em declínio. Entre os motivos de sua decadência está a ausência de um sistema próprio de distribuição. Os distribuidores e os exibidores ficavam com mais de 60% da arrecadação. Havia ainda a dificuldade de colocar o filme brasileiro no competitivo mercado internacional.
A Vera Cruz é prejudicada também pela concorrência desigual com os filmes estrangeiros no Brasil. O preço dos ingressos das salas de cinema era tabelado. A inflação diminuía o valor real do ingresso e fazia cair a arrecadação dos filmes. Para os filmes estrangeiros norte-americanos, o governo brasileiro pagava a diferença entre o câmbio do dólar oficial e do paralelo.
Apesar de só ter durado alguns anos, a Vera Cruz formou uma geração de cineastas e profissionais de cinema. A qualidade técnica e artística de seus filmes marcou uma época e mostrou a viabilidade do cinema brasileiro.

Michael Stoll, um dos técnicos de som, fundou mais tarde o estúdio paulista Álamo, em 1972.

Créditos:
AVENTURAS NA HISTÓRIA. São Paulo: Editora Abril, 2003-, mensal. Ed. 76, Hollywood brasileira. p. 44-47.
Wikipédia

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Sinhá Moça", Brasil, 1953

Ficha Técnica:
Título original: Sinhá Moça
País: Brasil
Ano: 1953
Produção: • P&B • 120 min
Direção: Tom Payne
Roteiro: Fabio Carpi, Guilherme de Almeida, Maria Camila Dezonne Pacheco Fernandes, Tom Payne, Oswaldo Sampaio e Carlos Vergueiro.
Sinhá Moça é um filme brasileiro de 1953, produzido pela Vera Cruz e dirigido por Tom Payne, baseado no romance homônimo de Maria Dezonne Pacheco Fernandes.


Elenco:
Eliane Lage - Sinhá Moça
Anselmo Duarte - Rodolfo Fontes
Ester Guimarães - Cândida Ferreira
José Policena - Coronel Lemos Ferreira
Ruth de Souza - Sabina
Eugênio Kusnet - Frei José
Marina Freire - Clara
Lima Neto - Dr. Fontes
Virgínia Ferreira - Vírginia
Henrique F. Costa - Justino
Labiby Madi - Dona Osória
Ricardo Campos - Benedito
Amélia Souza - Lucinda
João da Cunha - Fulgêncio
Domingos Terra - Camargo
Artur Herculano - Boticário
Abílio Pereira de Almeida - Promotor
Renato Consorte - Mestre Escola
Maurício Barroso - Oficial
Major Bradaschia - Comandante Ponte
Abílio F. Guimarães - Major Reformado
Danilo Oliveira - Chefe da Estação
Oswaldo Barros - Chefe do Correio
Valfredo A. Caldas - Aposentado
João Ribeiro Rosa - Juiz de Paz





Sinopse: Na pequena cidade de Araruna, no fim do século XIX, as contínuas fugas de escravos traziam os grandes senhores alarmados, em especial o coronel Ferreira (José Policena). É nessa ocasião que sua filha Sinhá Moça (Eliane Lage) regressa de São Paulo, dominada pelos ideais abolicionistas. Em sua viagem de volta, ela conhece Rodolfo Fontes (Anselmo Duarte), filho de um renomado médico de Araruna, abolicionista entusiasta. No primeiro instante os dois jovens sentem-se mutuamente atraídos, porém, logo ela descobre as tendências escravocratas de Rodolfo e trava-se em seu espírito a luta entre seu amor pelo jovem e suas convicções humanitárias. O responsável pela fuga de escravos é levado ao tribunal e, para surpresa de todos, o jovem Rodolfo, confesso escravocrata, serve-lhe de advogado de defesa. Os abolicionistas, entre eles Sinhá Moça, assistem ao julgamento com grande expectativa. É quando chega um mensageiro dando a notícia de que a escravidão acabara de ser abolida no Brasil.


domingo, 12 de abril de 2009

A família Lero Lero (1953)


O filme “A família Lero Lero” foi exibido hoje, domingo às 12h05 pela TV Brasil (Programa de Cinema). Assistir a este filme hoje é mergulhar na memória do cinema nacional e ter a oportunidade de ver em cena nossos grandes astros brasileiros, como o protagonista Walter D´Ávila no papel do funcionário público Aquiles Taveira.
Trata-se de uma comédia. O “aspone” Aquiles Taveira (D´Ávila) leva uma vida normalíssima em sua função no trabalho, mas tem que aturar os sonhos de grandeza de sua família, principalmente de seus filhos: um quer ser jogador de futebol, o outro cantor de rádio e a garota, estrela de cinema. Claro, estimuladíssimos pela mãe Dona Isolina (Marina Freire).Não agüentando a roubada que é a sua família, ele dá um golpe na empresa e se manda para o Guarujá, tentando ter uma vida de rei. Mas logo é seguido pela mulher, pelo filho, e um amigo da família. O que eles não sabem é que são seguidos por um investigador. Taveira vai preso e na prisão recebe o nome de “Rabo de Arraia”, mas é solto. Volta para o convívio familiar, coloca a família nos eixos, inclusive mandando os filhos trabalhar, deixa em ordem todas as funções da casa, volta para o trabalho, inclusive para assumir um excelente cargo. A comédia é da peça teatral de Raimundo Magalhães Jr. e foi adaptada por Maroel Silveira. Diversão garantida.
Ficha Técnica:
Título Original:
A Família Lero-Lero
Gênero: Comédia
Duração: 80 min.
Lançamento (Brasil): 1953
Estúdio: Vera Cruz
Distribuição: Columbia Pictures do Brasil
Direção: Alberto Pieralisi
Roteiro: Alinor Azevedo e Alberto Pieralisi
Produção: Vera Cruz
Música: Gabriel Migliori
Fotografia: Edgar Eichhorn
Desenho de Produção: Luciano Gregory
Edição: Carla Civelli e Oswald Hafenrichter

Elenco:
Walter D'Ávila (Taveira)
Marina Freire (Isolina)
Luiz Linhares (Teteco)
Ricardo Bandeira (Janjão)
Helena Barreto Leite (Laurita)
Elísio de Albuquerque (Laranjeira)

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