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domingo, 23 de dezembro de 2012

"O anjo exterminador", México, 1962

Ficha Técnica:
Título original: El ángel exterminador
País: México
Ano: 1962
Duração: 95 min
Produção e Direção: Luis Buñuel
Roteiro: Luis Buñuel
Gênero: drama
Idioma original: Espanhol



Elenco:
Silvia Pinal
Enrique Rambal
Claudio Brook
José Baviera
Augusto Benedico
Antonio Bravo
Jacqueline Andere
César del Campo
Rosa Elena Durgel
Lucy Gallardo
Enrique García Álvarez
Ofelia Guilmáin
Nadia Haro Oliva
Tito Junco
Xavier Loya




Sinopse:  Depois de festa de gala, os ricos convidados, por uma razão inexplicável, não conseguem deixar o local. Com o passar dos dias, a situação piora. As máscaras e convenções sociais começam a ruir, revelando a falsidade e o lado obscuro de cada pessoa. Buñuel critica a burguesia expondo o lado instintivo do ser humano numa situação de crise, entre roupas caras, fome, uma mão que anda sem corpo e um urso que entra e sai da casa sem problemas, quando ninguém mais parece conseguir.


Curiosidades: O Anjo Exterminador foi considerado pelo New York Times como um dos 1000 melhores filmes do mundo. Neste filme, com influências do surrealismo, Buñuel despe a sociedade aristocrata, em que ricos personagens se vêem presos numa das salas de uma mansão após um jantar formal. Não há nada físico que os impeça de sair, porém algo os faz refém de portas e grades imaginárias.
Com o decorrer dos dias, as convenções sociais vão caindo, as barreiras imaginárias permanecem, e as máscaras desprendem-se de cada personagem, aflorando os mais primitivos instintos: o improviso de um banheiro, desejos sexuais reprimidos, a fome, a sede e até mesmo a morte.
A crítica à Igreja, como sempre em Buñuel, está presente em diversos momentos, como com os cordeiros que passeiam pela mansão e são devorados pelas pessoas presas.


Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

"Desnudos", México, 2004

Ficha Técnica:
Título original : Desnudos 
Ano: 2004.
Direção: Enrique Gómez Vadillo. 
País: Mexico.
Idioma: Espanhol 
Duração: 99 minutos.


Elenco:
Karyme Lozano (Diana)               
Juan Vidal (Roberto)
Rafael Amaya  (Pablo)
Carmen Rodríguez  (Celina)
Angélica Aragón  (Mamá de Diana)
Isabel Madow  (Rita)
Julio Camejo (Mariano)
Cynthia Klithbo (Berta)
Sebastian Ligarde (Doctor)
Jorge De Silva (Alan)
Ernesto Rivas (Roger)
Sergio Mayer (Michel)
David Zepeda (Julio)
Ariane Pellicer (Cynthia)
Patricio Castillo (Señor Cole)




Sinopse: Adaptação cinematográfica do romance “Cuatro Equis”, de Mauricio Pichardo, sobre dois casais de jovens que vivem em união livre no México contemporâneo. A falta de compromisso, o interesse econômico, a apatia, a incompreensão e o costume são apenas alguns dos problemas abordados que dificultam as relações afetivas das gerações no nosso tempo.


Curiosidades: O projeto inicial ia ser gravado em inglês e rodado na cidade de Los Angeles (EUA), mas o diretor do filme preferiu rodá-la na colônia Condesa do Distrito Federal. Mas tem planos para o futuro de transformá-la em uma produção de língua inglesa, incluindo o roteiro.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

"A mulher do meu irmão", México

Ficha Técnica:

Título Original:  La Mujer de Mi Hermano
País(es):  Argentina / México / Perú - EUA
Idioma: Espanhol
Gênero:  Drama
Duração: 89 minutos
Ano de Lançamento:  2005
Estréia no Brasil: 13/01/2006
Estúdio/Distrib.:  Fox Filmes
Direção:  Ricardo de Montreuil


Elenco:
Bárbara Mori (Zoe)
Christian Meier (Ignacio)
Manolo Cardona (Gonzalo)
Gaby Espino (Laura)
Beto Cuevas (Padre Santiago)
Bruno Bichir (Boris)
Angélica Aragón (Cristina)
David Ruiz (Jorge)

Sinopse: Após dez anos de casamento, Zoe (Bárbara Mori) sente-se entediada com a vida carente de paixão e surpresas. Zoe deixa-se seduzir pelo cunhado, Gonzalo (Manolo Cardona). A partir desta situação, desencadeiam-se uma série de eventos que levarão os personagens a um arriscado jogo de vinganças secretas e paixões.


Meu comentário: Quando se lê o título do filme, se imagina logo que a personagem central é uma mulher sedutora ou simplesmente uma femme fatale. Mas a história é a mais simples possível: Zoe é alguém carente de afeto e acredita que encontrará o amor nos braços do cunhado, mas conforme vão se envolvendo, as decepções vão surgindo... O marido a perdoa. Mas tudo tem seu preço. Eis aí um bom filme, com um envolvente roteiro.

domingo, 22 de julho de 2012

"O Búfalo da Noite", México, 2007

Ficha Técnica:
Título Original: El Bufalo de la Noche
País: México
Ano: 2007
Idioma: Espanhol
Direção: Jorge Hernandez
Distribuidora: Fox Film
Estúdios: La Neta Films / Naco Films
Site Oficial: www.elbufalodelanoche-lapelicula.com
Estréia: 09 de Novembro de 2007
Gênero: Drama
Duração: 99 min
Elenco:
Diego Luna (Manuel)
Liz Gallardo (Tania)
Gabriel González (Gregorio)
Irene Azuela (Margarita)
Emilio Echevarría  (Ramírez)
Camila Sodi (Rebeca)
Celso Bugallo (Camariña)
Walther Cantú (Jacinto)
Claudia Lobo (Mãe de Manuel)
Miguel Ángel Ferris  (Pai de Manuel)
Verónica Langer (Mãe de Gregorio)
Javier Díaz Dueñas (Pai de Gregorio)
Armando Hernández  (Dr. Macías)
Hugo Albores (Pánfilo)


Sinopse: Gregorio (Gabriel Gonzáles) é um rapaz esquizofrênico de 22 anos, que tem dois grandes amores: a namorada Tania (Liz Gallardo), que ele adora, e o melhor amigo Manuel (Diego Luna), a pessoa em quem ele mais confia. Enquanto Gregorio entra e sai de hospitais psiquiátricos, Manuel e Tania começam a se encontrar secretamente e vivem um intenso romance pelas suas costas.
Pouco a pouco, o relacionamento vai se tornando mais profundo, e Manuel e Tania acabam se apaixonando. Tania decide terminar com Gregorio e começa a namorar Manuel. A amizade entre Manuel e Gregorio é rompida.
Tempos depois, os médicos dão alta a Gregorio. Numa tentativa de se reconciliar com Gregorio, Manuel vai visitá-lo. Eles se abraçam, demonstrando carinho. Parece haver uma reconciliação. Dois dias depois, porém, Gregorio se suicida com um tiro na cabeça. Tomados de culpa e angústia, Manuel e Tania descem aos abismos da loucura e da desesperança.
Alguns dias após o suicídio, Manuel recebe uma caixa que Gregorio deixou para ele. Nela estão cartas, fotos e mensagens cifradas. Manuel vai desvendando os segredos e, com muito sofrimento, descobre uma verdade que o fere, oriunda do túmulo de Gregorio, que se faz presente na vida de Manuel e Tania, levando-os aos mesmos territórios obscuros em que ele viveu.
Sentindo-se perdido, Manuel tenta encontrar um sentido para sua vida, e o encontra quando se dá conta da importância do amor.

Curiosidades: 
- As filmagens ocorreram em fevereiro e março de 2006.
- Exibido na mostra Première Latina, no Festival do Rio 2007.

Meu comentário: Quem leva mesmo o filme nas costas é Diego Luna, principalmente com a arrebatadora cena final, que pedia ainda um desenvolvimento e uma conclusão. Também interessantes interpretações como a do ator Gabriel González que faz o papel do Gregorio (que por sinal, vamos combinar é muito mais presença que Diego Luna). Mas Luna tem o seu charme, seu carisma e claro todo um empenho do bom ator internacional que é.  O filme é todo o tempo dos flashbacks da forte amizade que tinha Manuel e Gregorio, as crises esquizofenicas de Gregorio e a traição de Manuel, que tem um relacionamento com Tania, namorada de seu melhor amigo. Há cenas de desespero, onde Manuel autoflagela-se com uma faca tentando eliminar a tatuagem que fez com o amigo. É um filme interessante, mas que poderia ser melhorado.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

"Un dulce olor a muerte", México, 1999.

Ficha Técnica:
Título original: Un dulce olor a muerte
Ano: 1999
Países: México/Espanha/Argentina
Idioma: Espanhol

Duração: 98 min.
Diretor: Gabriel Retes
Roteiro: Edna Necoechea (Baseado no romance de Guillermo Arriaga)
Música: Ivan Wyszogrod
Fotografia: Claudio Rocha
Gênero: Drama/ Suspense
Produtora: Mirador Films / Ivania Films / Lolafilms / Aleph Media / Via Digital


Elenco:
Diego Luna (Ramón)
Laila Saab (Adela)
Karra Elejalde (El Gitano)
Ana Álvarez (Gabriela)
Héctor Alterio (Justino)
Odiseo Bichir (Pascual)
Juan Carlos Colombo (La Amistad)
Alfredo Alfonso (Natalio)
Ignacio Retes (Marcelino)
Edna Necoechea (Francisca)
Miguel Ángel Rodríguez (Pedro)
Gabriel Retes (Carmelo)
Álvaro Carcaño (Cruz)
Socorro Bonilla  (Clotilde)
Tina Romero (La Chata)


Sinopse: Uma manhã, nos campos de aveia de Carranco, Ramón (Diego Luna) descobre o cadáver de Adela (Laila Saab), seu amor secreto. Pelo povoado corre o rumor que era sua namorada. El Gitano (Karra Elejalde), depois de uma noite de amor e sexo com Gabriela (Ana Álvarez), vai embora de Carranco. Nessa mesma noite, na cantina do povoado, enquanto Justino, o delegado, e os demais discutem o que fazer, La Amistad (Juan Carlos Colombo) brinca com sua lanterna, iluminando-os e, entre gritos, acusa o Gitano de ter matado a jovem. 


Meu comentário: Um bom filme mexicano sem dúvida; E com Diego Luna bem novinho em uma ótima atuação.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

"De tripas corazón", México, 1996

Ficha Técnica:
Título original: De tripas corazón
Uma produção de: Consejo Nacional para la Cultura y las Artes (CONACULTA), Instituto Mexicano de Cinematografía (IMCINE), Dirección de Producción de Cortometraje, Universidad de Guadalajara, H. Ayuntamiento de Guadalajara y Secretaría de Cultura del Gobierno del Estado de Jalisco
Gênero: Romance adolescente
Duração: 18 min.
Som: Ultra estéreo
Direção: Antonio Urrutia
Assistentes de Direção: Laura Pesce e Cecilia Navarro
Produção: Bertha Navarro e Alejandro Springall; 
Produtor associado: Pablo Baksht Segovia; 
Gerência de produção: Francisco Cossío
Roteiro: Antonio Urrutia
Fotografía: Serguei Saldívar Tanaka
Direção de Arte: Valentina Leduc, Guillermo Cossío e Rocío Canales; 
Cenário: Rubén Méndez
Figurino: Mónica Neumaier e María Estela Fernández
Maquiagem: Esther Álvarez
Edição: David Lapine
Som: Cato Estrada
Música: Eblen Macari; canções: "Amor de la calle" de Fernando Z. Maldonado; "Mandato divino" de jorge Rodríguez; "Sinceramente" de H. Guerrero y "La huella de tus besos" de Severo Mirón
Seleção de elenco: Claudia Becker 


Elenco:
Elpidia Carrillo (Meifer)
Gael García Bernal (Martín)
Martín Altomaro (Jesús)
Regina Orozco (Denise)
Eraclio Zepeda (don Chon)
Socorro Bonilla (Leonor)
Octavio Limón (Chente)
Cornelio García (don Miguel)
Eugenio Palgovsky (Ruletas)
Moisés Iván Mora (Roberto)



Sinopse: Em um pequeno povoado de Jalisco, um grupo de adolescentes falam de suas supostas experiências sexuais. Afastados de seus amigos, o tímido Martín (Gael García Bernal) sonha com a Meifer (Elpidia Carrillo), a mais bela das garotas do prostíbulo local.


Links para ver no Youtube:
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=GStBgoL8AC4
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=v1Q2bOF27f0

Curiosidades: O curta-metragem foi o primeiro da carreira do ator mexicano, Gael García Bernal; Chegou a ser premiado no Festival de Cinema no México no mesmo ano.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

"Biutiful", Espanha, 2010

Ficha Técnica:
Título original: Biutiful
Países: Espanha/ México
Ano: 2010
Duração: 147 min
Direção: Alejandro González Iñárritu
Roteiro: Alejandro González Iñárritu, Armando Bo, Nicolás Giacobone
Gênero: Drama
Lançamento: 27 de Janeiro de 2011

Elenco:
Uxbal (Javier Bardem)
Marambra (Maricel Álvarez)
Ana (Hanaa Bouchaib)
Mateo (Guillermo Estrella)
Tito (Eduard Fernández)
Ekweme (Cheikh Ndiaye)
Ige (Diaryatou Daff)
Hai/ Taisheng Cheng (Taisheng Chen)
Liwei (Jin Luo)
Samuel (George Chibuikwem Chukwuma)
Li (Lang Sofia Lin)
Chinês obeso (Yodian Yang)
Barman Bar Hai (Tuo Lin)
Chinês Bodega (Xueheng Chen)
Jung (Xiaoyan Zhang)



Sinopse: Catalunha. Uxbal (Javier Bardem) coordena vários negócios ilícitos, que incluem a venda de produtos nas ruas da cidade e a negociação do trabalho de um grupo de chineses, cujo custo é bem menor por não serem legalizados e viverem em condições precárias. Além disto, ele possui o dom de falar com os mortos e usa esta habilidade para cobrar das pessoas que desejam saber mais sobre seus entes que partiram há pouco tempo. Uxbal precisa conciliar sua agitada vida com o papel de pai de dois filhos, já que a mãe deles, Marambra (Maricel Álvarez), é instável. Até que, após sentir fortes dores por semanas, ele resolve ir ao hospital. Lá descobre que está com câncer e que tem poucos meses de vida.



Meu comentário: Particularmente este não seria um filme que assistiria novamente. Assim perdoem-me os críticos e os prêmios da produção Biutiful. A história em si não tem nada haver com a escrita errada do adjetivo em inglês, aliás beautiful que quer dizer bonito, belo, nada tem haver com o que se apresenta com uma Barcelona tão desagradavelmente undergound quanto os rostos e modo de viver de suas personagens. Aliás este submundo que pouco é mostrado na bela Barcelona, paisagem de cartão postal com sua Rambla e toda a majestade de Gaudí, pouco é mostrada no filme, não que este fosse o dever do cineasta, mas ele escolheu o realismo ou melhor dizendo, a dura  e cruel realidade de quem está à margem. Não indico a quem está triste ou deprimido, porque se vai sofrendo junto com todas as personagens, inclusive com os 25 chineses que morrem em um galpão vítima do escapamento de gás dos aquecedores de má qualidade que foram comprados por Uxbal. A personagem de Bardem é algo difícil de analisar, não é basicamente um vilão, mas um sobrevivente que acredita que fazendo as suas negociações fora-da-lei, garante a sobrevivência dos imigrantes ilegais, a sua e de sua família. A ideia é mostrar essa decadência, as desordens psicológicas e uma história como pano de fundo. Javier Bardem mais uma vez mergulhou nesse universo e deu o seu recado.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Guillermo Indio Calles


Guillermo Guerrero Calles, também conhecido como El Indio Calles ou Willy Calles é considerado como um dos iniciadores da corrente nacionalista do cinema mexicano. Nasceu em Chihuahua no dia 25 de junho de 1893 e morreu na cidade do México em 1958. Por causa de sua origem tarahumara recebeu o apelido de Indio. Quando seu pai morreu nas mãos dos porfiristas, Guillermo emigrou para os Estados Unidos onde trabalhou como figurante e ator coadjuvante. Com a produtora Vitagraph codirigiu vários curtas, estes mesmos não foram totalmente identificados nos Estados Unidos (Hermanos, La propiedad única, La bella vaquera, Oasis).
No México iniciou sua carreira como cineasta com o filme De raza azteca (1921) no qual foi ator e diretor. Em 1929 contribuiu com os primeiros filmes sonoros, ao dirigir Dios y La ley.


Em 1954 realizou uma greve de fome no Monumento a Revolução em protesto pela falta de oportunidades para continuar fazendo cinema. “Rodeado de um ruidoso sensacionalismo Guillermo Calles, mais conhecido como El Indio, cujo nome está unido à história da indústria cinematográfica mexicana desde os tempos remotos das sombras silenciosas, percorreu algumas avenidas da capital até o Palácio de Belas Artes, fixou um cartaz onde explicava sua resolução e sentou-se em uma cadeira de lona, como as que usam os diretores no set, e iniciou uma greve de fome, que haveria de se prolongar por mais cinqüenta horas. O método que empregava o Indio Calles não era logicamente, o recurso mais adequado para obter seu ingresso a Sección de Directores del Sindicato de Trabajadores de la Producción Cinematográfica de la República Mexicana, mas não deixavam, os diretores impuseram que para o exercício da criação artística, teria que pertencer a tal Seção Sindical (...)”

Traduzido e adaptado da fonte:
Revista de Revistas. Año 23. No. 1220. 1º de octubre de 1933. P. 56

domingo, 17 de julho de 2011

"A adolescente", Luis Buñuel, 1960.

Ficha Técnica:
Título original: La joven/ The young one

Países: México/Estados Unidos
Produção: Producciones Olmeca
Gênero: Drama psicológico
Duração: 96 min.
Som: Monoaural
Direção: Luis Buñuel
Assistentes de Direção: Ignacio Villarreal e Juan Luis Buñuel
Produção: George Pepper (como George P. Werker);
Chefe de produção: Manuel Rodríguez
Roteiro: Hugo Butler (como H. B. Addis) e Luis Buñuel, sobre o conto "Travelin' Man" de Peter Mathiessen
Fotografia: Gabriel Figueroa
Edição: Carlos Savage e Luis Buñuel (sem crédito)
Cenário: Jesús Bracho
Maquiagem: Armando Meyer
Som: José B. Carles e Galdino Samperio
Música: supervisada por Chucho Zarzosa; canção: "Sinner Man" de Leon Bib, cantada em off por ele mesmo.

Elenco:
Zachary Scott....Miller
Bernie Hamilton....Traver
Kay Meersman....Evelyn o Evvie
Graham Denton....Jackson
Claudio Brook....Fleetwood


Sinopse: Em uma ilha da costa sul dos Estados Unidos, uma adolescente fica aos cuidados de um homem, quando morre o seu avô. A menina sofre abuso por parte de seu cuidador. Mas um homem que foge de um linchamento vai transformar as coisas naquele lugar.

Meu Comentário: Este é o único filme dirigido por Buñuel nos Estados Unidos. Dizem os críticos que este não é um dos seus melhores filmes, mas sem dúvida trata-se de uma história forte, onde uma pobre menina órfã (Kay Meersman) desprovida dos cuidados do avô recém-falecido terá que conviver com o vizinho Sr. Miller (Zachary Scott). A menina é tratada de maneira rude, até que chega o dia em que ela é violada pelo homem que deveria zelar por sua integridade física. Este mesmo senhor decide sair da ilha por um dia para tratar do destino da garota e de resolver outros assuntos. É nesse dia que aparece Traver (Bernie Hamilton) um fugitivo que decide refugiar-se na ilha a tempo de consertar o seu barco para continuar sua fuga. Ele conta com a ajuda da menina. Mas quando Sr. Miller traz um outro conhecido seu e o Reverendo, a vida de Traver corre perigo, principalmente por ele ser negro e ter em suas costas a acusação de estuprador. Traver conta em detalhes o ocorrido ao Religioso e porque o povo da cidade quer linchá-lo, devido a uma mulher branca acusá-lo de estuprador. O Reverendo acredita na história de Traver, mas a vida dele corre perigo na ilha. O discurso racista é muito forte na fala das personagens. Contudo Buñuel quando falava deste filme não queria explorar o racismo entre as personagens, dizia que não era a sua intenção, dizia que aquilo era "fruto de diferenças sociais". "Não havia personagens ali que fossem totalmente maus ou totalmente bons", segundo o diretor.

Curiosidades: A primeira atriz selecionada abandonou o projeto, Luis Buñuel ficou então com a inexperiência de Kay Meersman, que não importava em melhorar a sua atuação. Sobre ela ele chegou a comentar: "A atriz não era proifissional e ter que dirigi-la foi para mim um pesadelo. Apesar dos ensaios, a garota era completamente inútil. Só estava no filme pela vontade dos pais e em minha filmagem parecia totalmente alérgica ao cinema. Sem dúvida, o resultado é muito natural."

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