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Cinema Latino

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Wagner Moura na pele no palhaço Bozo


É verdade. Wagner Moura interpretará no cinema um dos atores que fizeram o Palhaço Bozo. Notícia divulgada pelo próprio ator em Berlim enquanto divulgava seu mais novo filme Praia do Futuro, o roteiro será de Luis Bolognesi. Antes desse projeto fará mais um trabalho com o diretor José Padilha, de Tropa de Elite.

Ler mais aqui na fonte:
Zero Hora

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Em Berlim, criadores denunciam dificuldade de financiar cinema na Argentina


Diretores Celina Murga e Benjamín Naishtat, o produtor Hernán Musaluppi e o crítico Diego Lerer participaram de colóquio no Festival

Um encontro promovido nesta quarta, 12, pela Berlinale foi utilizado como fórum de denúncia contra as dificuldades de financiamento do cinema argentino pelos diretores Celina Murga e Benjamín Naishtat, o produtor Hernán Musaluppi e o crítico Diego Lerer. Em um colóquio organizado pelo World Cinema Fund, criado pelo Festival para apoiar jovens criadores, os participantes relataram que não conseguem levar projetos adiante porque não há fontes de patrocínio o suficiente.

Musaluppi explicou que na Argentina só existe um órgão público de promoção e financiamento, o Instituto de Cinema, e há carência de outros incentivos e ajudas econômicas, o que torna essencial a coprodução entre vários países.

"Os produtores são obrigados a cofinanciar filmes argentinos com verbas européias", afirmou o produtor, que calcula em 50% o montante de verba que vem do estrangeiro. A colaboração com outros países da América Latina torna-se especialmente difícil devido às diferentes capacidades de financiamento de cada país. A questão é que a necessidade de um coprodutor europeu gera problemas de estrutura financeira.

Por sua vez, Naishtar, que particia da competição oficial do festival com Historia del Miedo, lamentou a falta de ajuda aos filmes independentes. "Na América Latina, não há nenhum subsídio à exibição dos filmes, exceto nas salas estatais, e isso coloca em ação uma lógica estritamente capitalista, sem deixar opções de acesso aos títulos menores."

Ainda assim, o cineasta reconheceu que, "mesmo que a realidade argentina sempre esteja na fronteira do colapso, e isso tenha uma série de consequências terríveis, também tem seu lado bom, que é a criatividade de adaptação".

"Parece-me que, no cinema como no mundo, há momentos de grandes mudanças, e que as mudanças implicam situações de crise", afirmou Murga, que também compete com La Tercera Orilla. "Acredito que, de algum modo, tivemos que reinventar nosso cinema."

Fonte: O Estadão

sábado, 15 de fevereiro de 2014

"Hoje quero voltar sozinho" recebe prêmio




'Hoje Eu Quero Voltar Sozinho' recebe prêmio da crítica internacional em Berlim
Primeiro longa do brasileiro Daniel Ribeiro integra a mostra Panorama, a segunda mais importante da Berlinale

  

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho acaba de ser eleito o Melhor Filme da Seção Panorama pela Federação Internacional dos críticos de cinema (FIPRESCI). Primeiro longa do brasileiro Daniel Ribeiro, o filme, que integra a mostra Panorama, a segunda  mais importante da Berlinale, fez sua pré-estreia mundial nesta semana, foi bem recebido pela crítica e pelo público do festival. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho também concorre ao prêmio oficial da categoria, que vai ser escolhido por um júri oficial e entregue no sábado. 

O longa conta a história Leo (Ghilherme Lobo), um garoto como todos os outros de sua idade, que leva uma vida normal e não desgruda de sua melhor amiga Giovana (Tess Amorim). Tudo vai bem até que Gabriel (Fabio Audi), um novo estudante, entra para a escola, desequilibra a amizade entre os dois e provoca em Leo sensações que ele nunca havia experimentado. 

Além de ter de aprender a lidar com o que sente por Gabriel, Leo também começa a querer lidar com o mundo de uma nova forma. Ele, que é cego, já não quer mais ser levado pelo braço para casa, quer viajar, ficar sozinho, beijar, beber. "A cegueira dele não é um problema. Mas uma condição para falar da descoberta da sexualidade. Ela vem de dentro ou de fora?", questiona Ribeiro. "Apesar de haver um milhão de formas de nos conectarmos com o mundo, a visão está sempre muito atrelada ao desejo. O que acontece quando se tira este sentido? A gente nasce assim? ", completa Ribeiro, que já havia tratado do tema em seu segundo curta, Eu Não Quero Voltar Sozinho (2010), que dá origem ao longa. "O curta nasceu como experiência para Hoje Eu Quero, como forma de ter um portfólio para conseguir meios para filmar o longa", conta o jovem diretor de 32 anos. 

Fonte: O Estadão


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

"Primos", Espanha, 2011.


Ficha técnica:
Título Original: Primos
Direção: Daniel Sánchez Arévalo
Ajudante de direção: Antxon Zabala
Direção Artística: Curru Garabal e Satur Idarreta
Produção: José Antonio Félez e Fernando Bovaira
Roteiro: Daniel Sánchez Arévalo
Música: Julio de la Rosa
Som: Carlos Faruolo
Fotografia: Juan Carlos Gómez
Montagem: David Pinillos
Figurino: Fernando García
País: Espanha
Ano: 2011
Gênero: Comédia
Duração: 97 min.
Idioma: Espanhol
Produtora: Atípica Films Mod Producciones

Elenco:
Quim Gutiérrez (Diego)
Raúl Arévalo (Julián)
Adrián Lastra (José Miguel)
Inma Cuesta (Martina Martín Martín)
Nuria Gago (Yolanda)
Antonio de la Torre (El Bachi)
Clara Lago (Clara)
Alicia Rubio (Toña)
Marcos Ruiz (Dani)

Sinopse: Quando Diego (Quim Gutiérrez) é abandonado por sua noiva (Nuria Gago) um dia antes do casamento, decide ir com os seus primos  para o povoado onde passavam o verão quando eram crianças com a intenção de recuperar o primeiro amor de Diego: Martina (Inma Cuesta). Neste lugar, Diego, seu primo, Julián (Raúl Arévalo) e seu primo José Miguel (Adrián Lastra) se reencontrarão com o seu passado e pessoas que formaram parte dele, como os irreconciliáveis el Bachi (Antonio de la Torre) e sua filha, Clara (Clara Lago).


Curiosidades: Primos (2011) é um filme espanhol dirigido por Daniel Sánchez Arévalo e protagonizado por Quim Gutiérrez, Raúl Arévalo e Adrián Lastra. É o terceiro filme do diretor, ainda que sua primeira comédia tenha tido estreia no dia 4 de Fevereiro de 2011. O filme foi rodado em Comillas (Cantabria) durante a primavera de 2010. Recebeu indicações para os Prêmios Goya 2012. Melhor ator revelação (Adrián Lastra) e Melhor ator coadjuvante (Raúl Arévalo).


Sala de Exibição:
Instituto Cervantes (Recife) - Auditório
Avda. Gov. Agamenon Magalhães, 4535, Derby
50070-160 Recife, Pernambuco - Brasil.

Data: 15/02/2014 (16:00 h)
Não recomendado para menores de 16 anos

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Cinema e Ditadura Militar

No post de hoje quero compartilhar este interessantíssimo texto de Elio Gaspari, diretamente de sua página, "Arquivos da Ditadura":


As tensas relações entre a ditadura e o Cinema Novo

Militares se irritam com o filme ‘Pra frente, Brasil’, sobre torturas, tiram Celso Amorim do comando da Embrafilme e o SNI veta sete grande diretores

Em 1979, o diplomata Celso Amorim, atual ministro da Defesa, foi nomeado para dirigir a Embrafilme, a estatal que financiava a indústria cinematográfica. Ele trabalhara com o diretor Ruy Guerra na edição de Os cafajestes e com Leon Hirszman na edição de um episódio de Cinco vezes favela. A escolha, endossada pelo ministro da Educação, Eduardo Portella, foi vista como uma demonstração de que o governo do general Figueiredo vinha com tintas mais liberais que seu antecessor.

As relações do regime com os cineastas eram tensas desde os primeiros dias da ditadura. 

Em 1982 o céu caiu sobre o presidente da Embrafilme. Chegara aos cinemas Pra frente Brasil, de Roberto Farias. O próprio título ironizava o jingle que a máquina de propaganda do governo do general Médici produzira, transformando-se na trilha sonora das comemorações. O enredo juntava a festa das ruas com um episódio de prisão e tortura. Entre os torturadores estava uma réplica do delegado Sérgio Fleury.

Diante dos protestos de militares, foi o próprio presidente Figueiredo quem levou o caso de Amorim para  a reunião da manhã de 29 de março de 1982, quando se encontraria com os chefes do Gabinete Civil (João Leitão de Abreu), do Gabinete Militar (general Danilo Venturini) e do Planejamento (Delfim Netto).

Na reunião da tarde, Venturini bateu o martelo: “Demissão do presidente da Embrafilme. Falar com Ludwig [Rubem Ludwig, ministro da Educação]”.

Na lista de nomes vetados pelo SNI estava a elite do Cinema Novo:

Joaquim Pedro de Andrade (Macunaíma)
Paulo César Saraceni (O desafio)
Carlos Diegues (Bye bye Brasil)
David Neves (Memória de Helena)
Arnaldo Jabor (Toda nudez será castigada)
Nelson Pereira dos Santos (Rio, 40 graus e Vidas secas)
Luiz Carlos Barreto (diretor de fotografia de Deus e o Diabo na Terra do Sol)
O presidente Figueiredo respondeu ao chefe do SNI, general Octavio Medeiros: "Nenhum desses está cogitado! O Aloísio [Magalhães, secretário de Cultura do Ministério da Educação e Cultura] esteve reunido com esses elementos, mas não para isso".

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

E assim foi a ida de Virgínia Lane


Mais notícias aqui na Folha UOL


Vestida de vedete, Virgínia Lane foi velada ainda hoje pela manhã no Palácio Tiradentes, na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e o sepultamento no cemitério Memorial do Carmo, no Bairro do Caju, Rio.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Alberto Rabagliati (Filmografia)



 Filmografia:
 1966 Il Natale che quasi non fu (Santa Claus)
 1966 Confusões à la Italiana (Commend. Galeazzo Casellato)
 1964 Suave é o Amor
 1962 A Greve do Sexo (Pietro Masudino)
 1959 Il raccomandato di ferro
 1959 La cento chilometri (The Plump Friend of Corsetti)
 1957 Susanna tutta panna (Il commendatore Botta)
 1956 Aconteceu em Monte Carlo (Albert, the Portiere)
 1955 Quando o Sol Se Esconde (L'impresario milanese)
 1955 Carosello del varietà
 1954 Scuola elementare (Adalberto Bonfanti)
 1954 A Condessa Descalça (Proprietor)
 1954 Ousadia de Valente (Gennarelli)
 1953 The Story of William Tell (Curta) - (Gabrelle the Glove Maker)
 1952 Le avventure di Mandrin (Behisar)
 1947 Natal no Acampamento 119 (Alberto, il milanese)
 1946 Partenza ore 7 (Giorgio)
 1944 In cerca di felicità (Massimo)
 1943 Arcobaleno
 1943 La vita è bella (Il conte Alberto Morandi)
 1943 Lascia cantare il cuore (Antonio Gaspari)
 1941 La scuola dei timidi (Alberto Morandi)
 1941 Una famiglia impossibile (Il cantante della radio)
 1930 Sei tu l'amore (Mario)
 1928 O Anjo das Ruas (Policeman)

Fonte: IMDB

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