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Cinema Latino

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Maria Felix - Série Autógrafos




quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mimí Derba – A primeira mulher diretora do cinema mexicano


Traduzido e adaptado por Magda Miranda

Na verdade ela nasceu María Herminia Pérez de León Avendaño, mexicana da gema (Distrito Federal, México) no dia 9 de outubro de 1893 (uma data ainda não muito precisa, já que fontes informam os anos 1894 ou 1888).
No ano de 1912 em plena revolução, uma jovem fazia sua estréia no palco do Teatro Lírico. Naquele tempo, os locais onde a sociedade endinheirada podia ter seus momentos de divertimento eram os teatros, as tendas de circo e algum outro lugar da burguesia adaptado para as platéias. Nesse ambiente surgia a “María Hermínia” nome que ela mesma decidiu modificar para o chique e afrancesado “Mimí”. Com o sucesso da novata, logo ela substituía os nomes mais conhecidos da época: María Conesa e Consuelo Cabrera, além de outras conhecidas damas que deleitavam a plateia masculina com os seus cuplés e tonadillas, cujas letras deixavam ruborizadas as pouquíssimas mulheres da sociedade que tinham coragem de ir a aqueles espetáculos.
Apesar de famosa, Mimí Derba não quis se conformar só com os palcos. Os “espetáculos cinematográficos” eram poucos no México e mesmo assim eram importados da Itália. Suas “divas” eram: Pina Menichelli, Francesca Bertini e Italia Almirante Manzini, além de outras. Essas figuras femininas faziam os sonhos daqueles que se deixavam levar pela “diversão mecânica”, e Mimí estava disposta a vencê-las.


"La mujer sin alma" (1943) no papel de madre Teresa

O nome de Mimi Derba aparece nos créditos de "Dos tipos de cuidado" (1952), onde faz Josefa, a mãe de Jorge Negrete 

Assim Mimí decidiu partir para este meio pouco conhecido em seu país: ela tinha idéias ousadas e muito mais do que qualidades artísticas. E assim ela provou o cinema: atuando e deixando o seu resgistro, corria o ano de 1917 quando Mimí Derba ousou fundar a primeira companhia produtora de cinema, a primeira organizada formalmente no México: La Sociedad Cinematográfica Mexicana, Rosas, Derba y Cía. em sociedade com o câmera man, Enrique Rosas, passando a se chamar finalmente Azteca Films. Seu escritório por assim dizer, eram imensos terrenos baldios que ficavam localizados, no centro da esquina Balderas e Avenida Juárez na cidade do México. Logo, a imprensa de espetáculos da época pode acompanhar de perto o esforço de Derba pela criação da cinematografia nacional. Em menos de um ano a companhia produziu cinco filmes, a maioria deles estrelados por Derba, além disso, ela tinha tempo de escrever roteiros, produzir e editar os filmes. Quase todos eram imitações dos melodramas italianos, pelo que dizem, seu sucesso de bilheteria se devia mais pela curiosidade que movia o público. Alguns estudiosos afirmam que o único filme em que Mimí Derba não atuou La tigresa (1917), teria sido dirigido por ela. Neste caso, se tornou a primeira mulher a ser diretora do cinema mexicano. Fontes informam que toda aquela produção da Azteca Films desapareceu, restando apenas fotografias, que comprovam toda a história daquela que foi a pioneira. Ela atuou até 1919, se retirou por estar triste com o fracasso de bilheteria de seus filmes.
 
"María Eugenia" (1942) como doña Virginia 

Anos depois ela volta a atuar, aceitando um papel em La linterna de Diógenes (La linterna mágica) (1924/1925), filme dirigido por Carlos Sthal, antes de integrar-se ao surgimento do sonoro fez Santa (1931), o lendário filme comercial mexicano. Sua interpretação da dona do cabaré, onde a protagonista vive as suas desventuras, lhe rendeu um lugar no seleto grupo dos grandes atores do cinema mexicano. Sua carreira cinematográfica se estendeu por mais duas décadas, o público da época de ouro, a identificava como a matrona de gesto severo e forte caráter que em poucas ocasiões possuía um sorriso iluminado. O cinema sonhado por Mimí Derba se tornou realidade, poucos não podiam imaginar que por trás daquele rosto sereno estava uma das maiores apaixonantes histórias do cinema mexicano. Derba faleceu em 14 de julho de 1953.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mimí Derba (Filmografia)


Filmografia: 
Casa de muñecas (1953) .... mãe de Osvaldo
Cuatro horas antes de morir (1952) .... D. Florencia
El plebeyo (1952) .... mãe de Luis Enrique
Dos tipos de cuidado (1952) .... Josefa, mãe de Jorge
La mentira (1952) .... Sara, mãe de Alberto
La ausente (1951) .... D. Elena, mãe de Isabel
Acapulco (1951) .... avó de Ricardo
Sangre en el barrio (Crucero 33) (1951) .... D. Luisa
Mi mujer no es mía (1950) .... Agustina
Historia de un corazón (1950) .... Isabel
¡Ay amor... cómo me has puesto! (1950) .... mãe de Margarita
Nosotras las taquígrafas (1950) .... mãe de Berta
La loca de la casa (1950) .... madre superiora
Traicionera (1950) .... D. Juana, mãe de Magdalena
Médico de guardia (1950) .... mãe de Jaime
Inmaculada (1950) .... mãe de Jaime
Cabellera blanca (1950) .... a mãe
Rosauro Castro (1950) .... D. Margarita
La vida en broma (1949) .... D. Eufemia, madre de Nicomedes
Un grito en la noche (1949) .... tía Lola
El abandonado (1949) .... D. Margarita, mãe de Damián
La malquerida (1949) .... D. Mercedes
El seminarista (1949) .... D. Luisa
Rondalla (1949) .... madre superiora
La hija del penal (1949) .... "Abadesa"
Prisión de sueños (1948) .... Águeda 
Salón México (1948) .... diretora do colegio de senhoritas
Ustedes los ricos (1948) .... D. Charito
Cásate y verás (1946) .... D. Cristina
Rocambole (1946) .... mulher
Las colegialas (1945) .... Rosario, diretora do colegio
Papá Lebonard (1945) .... senhora Lebonard
Lo que va de ayer a hoy (1945) .... mulher
¡¡Qué verde era mi padre!! (1945) .... Trini
La casa de la Zorra (1945) .... convidada
Cuando lloran los valientes (1945) .... mãe de Cristina
Club Verde (El recuerdo de un vals) (1944) .... senhora Monterrubio
Por un amor (1944) .... senhora Alonso
Su gran ilusión (1944) .... D. Genoveva
Toda una vida (1944) .... Isabel Olmedo
Me he de comer esa tuna (1944) .... D. Rosaura
El capitán Malacara (1944) .... D. Ángela, viuda de García
La hora de la verdad (1944) .... D. María, madre de Rafael
La trepadora (1944) .... senhora del Casal
Porfirio Díaz (Entre dos amores) (1944) .... mãe de Enrique
Fantasía ranchera (1943) .... D. Lolita
México de mis recuerdos (1943) .... Gertrudis
Una gitana en México (1943) .... D. Engracia
La mujer sin alma (1943) .... mãe de Teresa
Naná (1943) .... mãe de Bebé
Balajú (1943) .... D. Lupe, mãe de Margarita
Una carta de amor (1943) .... D. Rosa
El herrero (Felipe Derblay) (1943) .... marquesa de Monlliure
La hija del cielo (El final de Norma) (1943) .... tía de Serafín
El espectro de la novia (1943) .... senhora Guzmán
Flor silvestre (1943) .... D. Clara
María Eugenia (1942) .... D. Virginia
La razón de la culpa (1942) .... Felisa, irmã de Andrés
El baisano Jalil (1942) .... Carmen
El secreto de la monja (1939) .... D. Isabel de Asbaje      
Café Concordia (1939) .... D. Laura
Adiós mi chaparrita (1939) .... D. Panchita
María (1938) .... D. Manuela
Refugiados en Madrid (1938) .... a marquesa
Abnegación (1937) .... esposa do patrão
Mujeres de hoy (1936) .... D. Elvira
Sor Juana Inés de la Cruz (1936) .... D. Leonor, vice-rainha
Martín Garatuza (1935) .... D. Juana de Carvajal
Santa (1931) .... doña Elvira
La linterna de Diógenes (La linterna mágica) (1924/1925) .... ela mesma (provavelmente um documentário)
Dos corazones (1919) .... Elena
Entre la vida y la muerte (1917) .... (incompleto)
En la sombra (Misterio) (1917) .... (quase longa metragem)
La soñadora (1917) .... Emma
Alma de sacrificio (1917) .... Rosa
En defensa propia (1917).... Enriqueta

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Cándida Beltrán Rendón

No filme que escreveu, produziu, dirigiu e atuou, "Candita" como era conhecida, fez o papel de Chiquita, la Mosquita



Cándida Beltrán Rendón nasceu em Mérida, Yucatán, México no dia 2 de fevereiro de 1898. Foi considerada uma camaleônica figura do cinema mudo, além de ter sido a primeira mulher mexicana a realizar um longa metragem com argumento, El secreto de la abuela (1928). Cándida era neta de José Rendón Peniche, herói da guerra contra a intervenção francesa.
Perdeu os pais muito cedo, o que a obrigou a amadurecer  e se tornar independente. Com pouca idade já tomava conta da casa e dos seus oito irmãos. Em sua primeira visita a Capital mexicana, decidiu fixar moradia, conseguiu trabalho de agente “confidencial” da prefeitura e mais tarde abriu uma loja de sapatos chamada “Pierrot”.
Cándida foi a percussora em seu país de possuir uma indústria de filmagens própria, integrou-se com artistas e trabalhadores nacionais e deu o passo necessário para produzir, escrever, dirigir, atuar e levar em cena El secreto de la abuela (1928) filmada na capital, na antiga Secretaria de Relações Exteriores, que naquela época era localizada na Avenida Juárez. A primeira exibição contou com a presença do fotógrafo e cineasta, Jesús H. Abitia, para uma estreia formal no dia 4 de novembro no Teatro Regis. Infelizmente Cándida ficou esgotada por esse grande esforço que foi rodar este filme, as dificuldades e privações que passou para produzir a sua obra foram grandes. O que lhe obrigou a voltar para Mérida, sua terra natal, para abrir uma lojinha onde se vendia bilhetes de loteria. Mesmo assim, nunca esqueceu de sua veia artística, sobretudo a musical, escrevendo célebres canções como Mesticita Yucateca ou Navidad en el hogar. Morreu em 1984. 

Filmografia:
El secreto de la abuela (1928) .... Chiquita, la Mosquita

domingo, 10 de julho de 2011

Maria Montez





Nascida María África Gracia Vidal em Barahona, República Dominicana, no dia 06 de Junho de 1912 e falecida em 07 de setembro de 1951, Maria Montez foi uma atriz que ganhou popularidade no cinema nos anos 40 devido a sua beleza exótica estrelando diversos filmes de aventura nos EUA. Sua imagem nas telas era de uma latina sedutora de cabelos vermelhos, vestida com roupas sensuais e jóias reluzentes. Ela chegou a ser conhecida como "A rainha do Technicolor." Montez participou de 26 filmes, 21 dos quais, feitos nos EUA e 5 na Europa.
Maria foi a segunda flha de dez filhos. Ainda jovem, aprendeu autodidatamente a falar Inglês e em 1932 se casou com William McFeeters, um banqueiro americano.
Seu casamento durou vários anos mas em 1939 terminou ao mesmo tempo em que sua figura exótica fez com que ela conseguisse emprego de modelo. Determinada a ser tornar uma atriz, contratou um agente e criou um resumo de sua vida, onde constava que seu nascimento foi em 1917. Acabou aceitando a oferta da Universal, e fazendo sua estréia nos cinemas em "Boss of Bullion City".
Sua beleza latina logo fizeram dela um sucesso da Universal, "Arabian Nights" (1942), "White Savage" (1943), "Ali Baba and the Forty Thieves" (1944), "Cobra Woman" (1944), "Gypsy Wildcat" (1944) e "Sudan" (1945).
Enquanto trabalhava em Hollywood, ela conheceu e se casou com o ator francês Jean-Pierre Aumont, que teve que viajar poucos dias depois do casório para servir nas Forças Francesa na Segunda Guerra Mundial. Ao final da guerra, o casal teve uma filha, Maria Christina (Tina Aumont), nascida em 1946. Eles se mudaram para a França. Lá, Maria Montez participou de alguns filmes. Também escreveu três livros, dois foram publicados.
A atriz, então com 39 anos faleceu em Paris, em 1951 depois de aparentemente sofrer um ataque cardíaco e se afogar na banheira. Ela foi enterrada no Cemitério de Montparnasse.
Logo depois de sua morte, foi inaugurada uma rua com seu nome, na sua terra natal, Barahona.
Em 1996, a mesma cidade abriu o Aeroporto Internacional María Montez em sua homenagem.

sábado, 9 de julho de 2011

Festival de cinema Venezuelano no Cine São Luiz (Recife)

Para quem é de Recife, o Cinema São Luiz exibirá quatro filmes que fazem parte da programação de homenagens promovidas pelo Consulado da Venezuela, para celebrar a data importante neste país. Será  o mês da Venezuela na capital Pernambucana e dentro da programação: filmes! Que serão exibidos a partir do dia 11 até o dia 14 até às 19h00. Entre eles, o conhecido, Postales de Leningrado.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

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