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Cinema Latino

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Federico Fellini


Federico Fellini, Cavaleiro da Grande Cruz (título de honra concedido pelo Governo Italiano), nascido em 20 de Janeiro de 1920 e falecido em 31 de Outubro de 1993. Conhecido pelo estilo peculiar que funde fantasia e imagens barrocas, ele é considerado uma das maiores influências e um dos mais admirados diretores do século XX.

Em agosto de 1918, sua mãe, Ida Barbiani (1896 - 1984), se casa com um vendedor viajante chamado Urbano Fellini (1894 - 1956) em cerimônia civil (com a cerimônia religiosa no mês de janeiro seguinte). Federico Fellini era o mais velho de três filhos (depois vieram Riccardo e Maria Maddalena). Urbano Fellini era nativo de Gambettola, onde, por muito tempo, Federico costumou passar as férias na casa dos avós.

Nascido e criado em Rimini, as experiências de sua infância vieram a ter uma parte vital em muitos de seus filmes, em particular em "Os Boas Vidas", de 1953; "8½" (1963) e "Amarcord" (1973). Porém, é errado pensar que todos os seus filmes contêm autobiografias e fantasias implícitas. Amigos próximos, como os roteiristas de TV Tulio Pinelli e Bernardino Zapponi, o cinematógrafo Giuseppe Rotunno e o designer de cenário Dante Ferretti, afirmam que Fellini convidava suas próprias memórias pelo simples prazer de narrá-las em seus filmes.

Durante o regime fascista de Mussolini, Fellini e seu irmão Riccardo fizeram parte de um grupo fascista que era obrigatório para todos os rapazes da Itália: o "Avanguardista". Ao se mudar para Roma em 1939, ele conseguiu um trabalho bem remunerado escrevendo artigos em um programa semanal satírico muito popular na época – o Marc’Aurelio. Foi nesse período em que entrevistou o renomado ator Aldo Fabrizi, dando início a uma amizade que se estendeu para a colaboração profissional e um trabalho em rádio. Em uma época de alistamento compulsório desde 1939, Fellini sem dúvida conseguiu evitar ser convocado usando de artifícios e truques de grande perspicácia. O biógrafo Tulio Kezich comenta que, apesar da época feliz do Marc’Aurelio, a felicidade mascarava uma época imoral de apatia política. Muitos que viveram os últimos anos sob o regime de ditadura de Mussolini, vivenciaram entre uma esquizofrênica imposição à lealdade ao regime fascista e uma liberdade pura no humor.

Fellini conheceu sua esposa Giulietta Masina em 1942, casando-se no ano seguinte em 30 de outubro. Assim começa uma grande parceria criativa no mundo do cinema. Em 22 de março de 1945, Giulietta caiu da escada e teve complicações em sua gravidez, resultando em um parto prematuro e complicado de um menino que ganhou o nome de Pierfederico ou Federichino (Federiquinho), mas que faleceu com um mês e dois dias de vida. Tragédias familiares os afetaram profundamente, como é percebido na concepção de "A Estrada da Vida" de 1954.

O italiano foi também um cartunista talentoso. Produziu desenhos satíricos a lápis, aquarela, canetas hidrocor que percorreram a América do Norte e Europa, e hoje são de grande valia a colecionadores (muitos de seus rascunhos foram inspirados durante a produção dos filmes, estimulando ideias de decoração, vestimentas, projeto do set de filmagens, etc.). Com a queda do fascismo em 25 de julho de 1943 e a libertação de Roma pelas tropas aliadas em 4 de Junho de 1944, num verão eufórico, Fellini e seu amigo De Seta inauguraram o Shopping das Caretas, desenhando caricaturas dos soldados aliados por dinheiro. Foi quando Roberto Rossellini tomou conhecimento do projeto intitulado "Roma, Cidade Aberta" (1945) de Fellini e foi ao seu encontro. Ele queria ser apresentado a Aldo Fabrizi e colaborar com o script juntamente com Suso Cecchi D'Amato, Piero Tellini e Alberto Lattuada. Fellini aceitou. Em 1948, Fellini atuou no filme de Roberto Rossellini "Il Miracolo", com Anna Magnani. Para atuar no papel de um vigarista que é confundido com um santo. Fellini teve seu cabelo tingido de loiro.


Fellini também escreveu textos para shows de rádio e textos para filmes (mais notavelmente para Rossellini, Pietro Germi, Eduardo De Filippo e Mario Monicelli) também escreveu inúmeras anedotas muitas vezes sem crédito, para conhecidos comediantes como Aldo Fabrizi. Uma fotonovela de Fellini chamada "Uma Viagem para Tulum" foi publicada na revista Crisis, com arte de Milo Manara, e publicada como gibi pela Catalan Communications, no mesmo ano.

Nos anos de 1991 e 1992 trabalhou junto com o diretor canadense Damian Pettigrew para ter o que ficou conhecida como "a mais longa e detalhada conversa jamais vista sobre filmes", que depois serviu de base para um documentário e um livro lançados anos mais tarde: "Fellini: Eu sou um grande Mentiroso". Tullio Kezich, crítico de filme e biógrafo de Fellini descreveu esses trabalhos como sendo "O Testamento Espiritual do Maestro".

Em 1993, recebeu um Oscar de Honra em reconhecimento de suas obras que chocaram e divertiram audiências mundo afora. No mesmo ano ele morreu de ataque cardíaco em Roma, aos 73 anos (um dia depois de completar cinquenta anos de casado). Sua esposa, Giulietta, morreu seis meses depois de câncer de pulmão em 23 de março de 1994. Giulietta, Fellini e Pierfederico estão enterrados no mesmo túmulo de bronze esculpido por Aldo Pomodoro. Em formato de barco, o túmulo está localizado na entrada do cemitério de Rimini – sua cidade natal.

O aeroporto da cidade de Rimini também recebeu seu nome. O escritor brasileiro Jorge Amado era seu amigo pessoal.

Carreira cinematográfica
"Mulheres e Luzes" ("Luci del varietà"), de 1950, foi o primeiro filme de Fellini co-dirigido pelo experiente diretor Alberto Lattuada. Uma comédia charmosa sobre uma turma de saltimbancos itinerantes. O filme foi um estimulante para Fellini, na época com trinta anos, mas sua fraca distribuição e críticas fracas tornaram do filme um motivo de preocupação e um desastre que levou a produtora à falência, deixando Fellini e Lattuada com dívidas que se estenderam por uma década.
O primeiro filme que Fellini dirigiu sozinho foi "Abismo de um sonho" ("Lo sceicco bianco", 1952). Estrelado por Alberto Sordi. O filme é uma releitura de uma fotonovela - comuns na Itália daquela época - de Michelangelo Antonioni feita em 1949. O produtor Carlo Parlo Ponti pagou a Fellini e Tullio Pinelli para desenvolver a trama, mas achou o material muito complexo. Assim, o filme foi passado para Alberto Lattuada, que também recusou. Fellini então resolveu pegar o desafio e dirigiu o filme sozinho.
Ennio Flaiano (que também co-escreveu "Mulheres e Luzes") trabalhava um novo texto com Fellini e Pinelli. Juntos moldaram um conto de um casal recém-casado cujas aparências de respeito são devastadas por fantasias da esposa inexperiente (papel muito bem retratado por Brunella Bovo). Pela primeira vez, Fellini e o compositor Nino Rota trabalharam juntos em uma produção de um filme. Eles se encontraram em Roma no ano de 1945 e a parceria durou com sucesso até a morte de Rota durante o making of do filme "Cidade das Mulheres" em 1980. Essa relação artística foi memoravelmente descrita como mágica, empática e irracional.

Em 1961, Fellini descobriu através de um psicanalista os livros de Carl Jung. As teorias de Jung de anima e animus, o papel dos arquétipos e do coletivo inconsciente foram vigorosamente explorados no filme "8½", "Julieta dos Espíritos", "Satyricon", "Casanova" e "Cidade das Mulheres".

O reconhecido e aclamado Fellini ganhou quatro Óscares na categoria de melhor filme estrangeiro (vide filmografia), uma Palma de Ouro no Festival de Cannes com o filme "A Doce Vida", considerado um dos filmes mais importantes do cinema e dos anos 1960. Foi neste filme que surgiu o termo "Paparazzo", que era um fotógrafo amigo de Marcello Rubini, interpretado por Marcello Mastroianni.

Os filmes de Fellini renderam muitos prêmios, dentre eles: quatro Oscars, dois Leões de Prata, uma Palma de Ouro, o prêmio do Festival Internacional de Filmes de Moscou e, em 1990, o prestigiado Prêmio Imperial concedido pela Associação de Arte do Japão, que é considerado como um Prêmio Nobel. Este, cobre cinco disciplinas: pintura, escultura, arquitetura, música e teatro/filme. Com este prêmio, Fellini juntou-se a nomes como Akira Kurosawa, David Hockney, Balthus, Pina Bausch, e Maurice Béjart.

Legado
Com uma combinação única de memória, sonhos, fantasia e desejo, os filmes de Fellini têm uma profunda visão pessoal da sociedade, não raramente colocando as pessoas em situações bizarras. Existe um termo "Felliniesco" que é empregado para descrever qualquer cena que tenha imagens alucinógenas que invadam uma situação comum.

Grandes cineastas contemporâneos como Woody Allen, David Lynch, Girish Kasaravalli, David Cronenberg, Stanley Kubrick, Martin Scorsese, Tim Burton, Pedro Almodóvar, Terry Gilliam e Emir Kusturica já disseram ter grandes influências de Fellini em seus trabalhos. Woody Allen, em particular, já usou o imaginário e temas de Fellini em vários de seus filmes: "Memórias" evoca "8½", e "A Era do Rádio" é remanescente de "Amarcord", enquanto "Broadway Danny Rose" e "A Rosa Púrpura do Cairo" inspirados em "Mulheres e Luzes" e "Abismo de um Sonho" respectivamente.

O cineasta polonês Wojciech Has, autor dos filmes "O manuscrito encontrado em Saragoça" (1965) e "Sanatorium Pod Klepsydrą" (The Hour-Glass Sanatorium - 1973), são notáveis exemplos de fantasia modernista e foi comparado à Fellini pela "Luxúria pura de suas imagens".

O cantor escocês de rock progressivo Fish lançou em 2001 um álbum de nome Fellini Days, com letras e músicas totalmente inspiradas nos filmes de Fellini.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Federico Fellini (Filmografia)


Filmografia:
1950 -Luci del varietà*/ Mulheres e Luzes
1952 - Lo sceicco bianco/Abismo de um sonho/ O Sheik Branco
1953 - I vitelloni/ Os boas-vidas/ Os Inúteis
1953 - L'amore in città**/Amores na Cidade/Retalhos da vida
1954 - La strada/ A estrada da vida/A estrada
1955 - Il bidone/ A trapaça/ O Conto do Vigário
1957 - Le notti di Cabiria/ Noites de Cabíria/ As noites de Cabíria
1960 - La dolce vita/ A doce Vida/ A doce Vida
1962 - Boccaccio '70***
1963 - 8½ /Oito e meio/Fellini 8 ½
1965 - Giulietta degli spiriti/ Julieta dos espíritos/ Julieta dos espíritos
1968 - Tre passi nel delirio****/ (Histoires extraordinaires)/ Histórias Extraordinárias
1969 - Satyricon/ Satyricon de Fellini/ ou Fellini - Satyricon


TV
1969- Block-notes di un regista/ Anotações de um Diretor/ Diário de um Realizador
1971 - I clowns /Os Palhaços/ Os Palhaços
1972 - Roma/ Roma de Fellini
1973 - Amarcord
1976 - Il Casanova di Federico Fellini/ Casanova de Fellini/ O Casanova de Federico Fellini
1978 - Prova d'orchestra/ Ensaio de Orquestra/ Ensaio de Orquestra
1980 - La città delle donne/ Cidade das Mulheres
1983 - E la nave va/ O navio
1986 - Ginger e Fred
1987 - Intervista/ Entrevista
1990 - La voce della luna /A Voz da Lua

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Franco Zeffirelli


Gianfranco Corsi Zeffirelli, mais conhecido como Franco Zeffirelli nasceu em Florença (Itália) no dia 12 de fevereiro de 1923. Também foi cenógrafo e diretor de teatro. Montou óperas líricas de sucesso nos anos cinqüenta e alcançou projeção mundial como direitor do filme Romeu e Julieta (1968). Seu padrinho foi Giorgio La Pira. É também um político, tendo sido eleito senador (1994 á 1996 e 1996 á 2001) por Catânia, filiado ao partido Força Itália.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Franco Zeffirelli (Filmografia)




Filmografia:
Camping (1957)
Per Firenze (1966)
The Taming of the Shrew (1966)
Romeo e Giulietta (1968)
Brother Sun, Sister Moon (1972)
Gesù di Nazareth (1977)
The Champ (1979) (1979)
Endless Love (1981)
La Traviata (1982)
Pagliacci (1982)
Cavalleria rusticana (1982)
Otello (1986)
Il Giovane Toscanini (1988)
12 registi per 12 città (1989) - episódio Firenze
Amleto (1990)
Don Carlo (1992) - film TV
Storia di una capinera (1993)
Jane Eyre (1996)
Tea with Mussolini (1999)
Callas Forever (2002)

sábado, 17 de maio de 2014

Cinefoot 2014


Ontem, 16 de Maio recebi um e-mail de Renan Bernardes, que trabalha na Assessoria para o programa de rádio "O Negócio é Esporte" que vai ao ar às segundas-feiras na Rádio Bradesco Esportes FM. Eu não conhecia nada sobre o Cinefoot, que já vai em sua 5a Edição. A nota foi divulgada por ele e segue aqui em nosso blog:

Futebol e cinema tendem a jogar mais juntos, seja em iniciativas como a transmissão de partidas importantes na tela grande (a final madrilenha da Liga dos Campeões, entre Real e Atlético, no próximo sábado, é o exemplo mais recente), seja na exibição de filmes com temática esportiva nos estádios mais modernos. Assim projeta Antonio Leal, idealizador e diretor do Cinefoot, maior festival sobre futebol da América Latina, cuja quinta edição começa na próxima quinta-feira (22), no Rio. 

Leal explica, em O Negócio é Esporte desta segunda, às 22h, como a união bem planejada entre a bola e a sétima arte pode gerar mais audiência, inclusão e lucro. Na conversa com os jornalistas Alexandre Carauta e Sérgio Carvalho, o idealizador do Cinefoot esclarece os táticas para melhor aproveitar os programas de isenção fiscal na área e revela os filmes preferidos sobre futebol.     



Idealizador do Cinefoot acende os holofotes para a tabela entre futebol e cinema

Em O Negócio é Esporte desta semana, Antônio Leal explica como o cinema e o futebol podem jogar em parceria

Futebol e cinema tendem a atuar cada vez mais juntos. Seja em iniciativas como a transmissão de partidas importantes na tela grande – a final madrilenha da Liga dos Campeões, entre Real e Atlético, no próximo sábado, é o exemplo mais recente – seja na exibição de filmes com temática esportiva. O Negócio é Esporte fala sobre o Cinefoot, o único festival de cinema sobre futebol da América Latina. O idealizador e diretor do projeto, Antônio Leal, revela a maneira na qual o futebol pode aproveitar a boa fase do cinema brasileiro, que segundo a Agência Nacional de Cinema – Ancine – teve um aumento de 30% na receita, chegando a R$ 1 bilhão de reais, e como o mundo da bola pode gerar mais audiência, inclusão e lucro para as telas.

Na conversa com os jornalistas Alexandre Carauta e Sérgio Carvalho, o idealizador do projeto detalha as táticas para melhor aproveitar os programas de isenção fiscal da área. Antônio comenta ainda a tendência de as grandes partidas ganharem as salas de cinema e adianta os destaques do Cinefoot que começa na próxima quinta. O programa começa às 22h, na Bradesco Esportes (91,1 FM).



Sobre O Negócio é Esporte:
Apresentado por Alexandre Carauta e Sérgio Carvalho, O Negócio é Esporte é o primeiro talk-show só sobre marketing esportivo no país. A cada semana, eles tabelam com craques da área sobre investimentos, patrocínios, oportunidades, tendências no campo dos negócios esportivos. 
O programa vai ao ar às  segundas, das 22h às 23h, na Bradesco Esportes, emissora do Grupo Bandeirantes, com reprise aos sábados e domingos, às 21h. Pode ser ouvido também na internet: www.onegocioeesporte.com.br

Sobre a Bradesco Esportes FM
A Bradesco Esportes FM é a única rádio do país exclusivamente voltada para o esporte numa rede 100% FM, com programação 24 horas por dia, sete dias por semana. Com um time de jornalistas e colunistas ligados às diversas modalidades, a rádio propõe-se a detalhar e discutir as novidades do esporte, desde instrumento de saúde e bem-estar até alavanca para paixões e negócios.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

"No Tengas Miedo", Espanha, 2011.






Cineforum debate abuso sexual na infância através do filme “Não Tenha Medo” de Montxo Armendáriz.
Após a exibição haverá um momento para debate sobre o tema.

As consequências do abuso sexual na infância, retratadas no filme espanhol Não Tenha Medo (No tengas miedo – 2011), serão discutidas no Cineforum deste sábado (17), no Instituto Cervantes do Recife. Às 16h, começa a projeção do filme seguida de um debate sobre o tema, conduzido pela professora do Instituto, Karla Simone Melo. Entrada gratuita.

O drama de Montxo Armendáriz foi escolhido com o objetivo de mobilizar as pessoas para que denunciem essa violência, lembrando o dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado no domingo seguinte à exibição.

Por mais de um ano o diretor e roteirista do filme entrevistou pessoas que sofreram abuso. “A partir daí, foi surgindo Não tenha medo: a história de uma jovem que teve a infância destruída, o direito de ser dona de seu próprio corpo negado. Uma história de dependência e, por isso, de abuso de poder, de dominação... como muitas outras. Mas também a história de uma jovem que enfrenta esse passado com determinação e decide construir seu próprio destino, dia a dia, como se fosse o primeiro de sua vida. Assim como fazem e continuam fazendo tantas vítimas que esperam encontrar o reconhecimento e a compreensão que lhes negamos muitas vezes” explica Armendáriz.

O Cervantes fica na Avenida Agamenon Magalhães, 4535, no bairro do Derby, Recife. Outras informações pelo telefone (81) 3334-0450.

Serviço
Cineforum: Não Tenha Medo (No Tengas Miedo – 2011)
Não recomendado para menores de 16 anos - Legendado
Quando: Sábado (17/05), às 16h.
Onde: Instituto Cervantes do Recife (Avenida Governador Agamenon Magalhães, 4535, Derby)
Entrada Gratuita
Informações: (81) 3334-0450

_______________________________________________________________

Sinopse:
Silvia é uma jovem marcada pela lembrança de abuso sexual na infância. Com apenas 25 anos, decide refazer sua vida e enfrentar as pessoas, sentimentos e emoções que a mantém ligada ao passado. E na sua luta contra a adversidade, e contra si mesma, irá aprendendo a controlar seus medos e a transformar-se numa mulher adulta, dona do próprio nariz. 

Prêmios:
• I Prêmio FADA para a Cultura concedido pela Fundación Vicki Bernadet.

• Prêmio Direitos Humanos “José Couso – Julio A. Parrado” em Fuentes de Ebro (Zaragoza)

• Prêmio “San Jordi” para Michelle Jenner como Melhor Atriz (Barcelona)

• Prêmio de Melhor Diretor para Montxo Armendáriz no Pantalla Pinamar 2012 (Argentina)

• Prêmio de Melhor Roteiro para “No Tengas Miedo” no Festival de Lecce (Italia)

• Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante a Rubén Ochandiano no Festival de Lecce (Italia)

• Prêmio de Melhor Atriz para Michelle Jenner do Círculo de Escritores Cinematográficos

• Prêmio “Cinema Jove” para Michelle Jenner (Valencia)

• Nomeação ao Goya como Melhor Atriz Revelação para Michelle Jener

• Prêmio “Cine Solidario” para Lluis Homar como Melhor Ator (Cáceres)

• Prêmio “Buentrato al menor” para Montxo Armendáriz (Navarra)



  

sábado, 10 de maio de 2014

"Morte em Veneza", Itália, 1971

Ficha Técnica:
Título original: Morte a Venezia
Título em Português: Morte em Veneza
Países: Itália / França
Ano: 1971
Duração: 130 min
Direção: Luchino Visconti
Roteiro: Luchino Visconti / Nicola Badalucco - baseado no livro homônimo de Thomas Mann.
Gênero: drama
Idiomas: inglês / italiano / polonês / francês


Elenco:
Dirk Bogarde — Gustav von Aschenbach
Romolo Valli — gerente do hotel
Mark Burns — Alfred
Nora Ricci — governanta
Marisa Berenson — Frau von Aschenbach
Carole André — Esmeralda
Björn Andrésen — Tadzio
Silvana Mangano — mãe de Tadzio
Leslie French — agente de viagens
Franco Fabrizi — barbeiro



Sinopse: O compositor Gustave Aschenbach viaja à Veneza para repousar após um período de stress artístico e pessoal. Lá ele desenvolve uma atração perturbadora pela beleza efébica de Tadzio, um adolescente púbere em férias com a família pertencente à nobreza polonesa.

Principais prêmios e indicações:
Oscar 1972 (EUA)

Indicado na categoria de melhor figurino.
BAFTA 1972 (Reino Unido)

Venceu nas categorias de melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor figurino e melhor trilha sonora.
Indicado nas categorias de melhor ator (Dirk Bogarde), melhor direção e melhor filme.
Prêmio Bodil 1972 (Dinamarca)

Venceu na categoria de melhor filme europeu.
Festival de Cannes 1971 (França)

Recebeu o prêmio do 25º aniversário do festival.
Indicado à Palma de Ouro na categoria de melhor filme.
Prêmio David di Donatello 1971 (Itália)

Venceu na categoria de melhor diretor.

No filme, Aschenbach é um compositor, e no livro o personagem é um escritor.

Meu comentário: Embora seja considerado por muitos críticos de cinema e uma grande parte do público seleto em geral, como um filme grandioso em todos os sentidos, não o recomendo nos piores dias de depressão. Aliás, nunca recomendo para aqueles dias em que você está down. A música inicial é bela, porém melancólica, o personagem central realmente nos carrega para dentro de si para aquele terrível momento de sua vida. Claro, o forte é a introspecção. O rapazinho polonês, Tadzio (Björn Andrésen) pouco fala, enfim tem os seus encantos como obra literária sob a lente da sétima arte. Mas é daqueles filmes que só se vê uma vez.

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