Seguidores

Cinema Latino

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Morre Virgínia Lane, a vedete do Brasil


Morreu na tarde desta segunda-feira (10), aos 93 anos, a ex-vedete Virgínia Lane. Segundo as primeiras informações, a causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. Ela estava internada desde o dia 2 de fevereiro no CTI do Hospital São Camilo, em Volta Redonda (RJ). Virgínia foi internada devido a uma grave infecção urinária. No dia 6, o estado de saúde da ex-vedete piorou. De acordo com a filha dela, Marta, a mãe também estava com uma secreção nos dois pulmões e pressão arterial muito baixa.
De acordo com informações da assessoria de Virgínia, o velório será realizado em duas partes. A primeira acontece na Câmara Municipal de Piraí, na Rua Doutor Luiz Antônio Garcia da Silveira, nº 16, no Centro. Na terça-feira (11), por volta das 11h, o corpo segue para o Rio de Janeiro, onde será velado no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, s/nº, no Centro. O enterro será no fim da tarde, no Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária.

Sobre Virgínia Lane
Nasceu em 1920, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Aos 15 anos estreou no Cassino da Urca e, aos 18, já atuava no cinema. O auge de sua carreira foi na década de 1950. Ela participou de 32 filmes e dezenas de peças no teatro de revista.
Aos 34 anos estourou nas rádios com a música "Sassaricando" e recebeu a faixa de Vedete do Brasil das mãos do presidente Getúlio Vargas.
As vedetes eram figuras populares nos teatros de revista. Além de desfilar roupas curtas, elas se sobressaíam nas apresentações.
Virgínia foi casada duas vezes. Em 1970, com o segundo marido, passou a morar em um sítio em Piraí (RJ), onde fixou residência. Mesmo depois dos 80 anos, a ex-vedete deixava expostas, em eventos públicos, as pernas já consideradas as mais belas do Brasil.

Fonte: G1

domingo, 9 de fevereiro de 2014

105 anos de Carmen Miranda





Hoje é uma data importante para os amantes da memória de Carmen Miranda, hoje é o dia do seu aniversário. Nascida no dia 9 de Fevereiro de 1909 em Marco de Canavezes, Portugal, Maria do Carmo Miranda da Cunha, veio para brilhar, para ser a embaixatriz do samba e da cultura brasileira. Linda e festiva lembrança!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Alberto Rabagliati



Alberto Rabagliati nasceu no dia 26 de junho de 1906 em Milão.(Itália). Foi um cantor italiano, que também fez participações em filmes. Em 1927, mudou-se para Hollywood como o vencedor de um concurso de sósia Rudolph Valentino. Mais tarde, lembrou: "Para alguém como eu, que só tinha visto até agora, nada além do que Lake Como ou Monza Catedral  encontrando-me a bordo de um navio de luxo, com três malas cheias de roupas, alguns rolos de dólares, ver gran-duquesas e condessas flertando comigo foi algo extraordinário ". Ele permaneceu por quatro anos nos Estados Unidos, mas sua carreira como ator nunca decolou. Durante a sua estadia, teve a oportunidade de conhecer novos gêneros musicais, como jazz, swing, scat singing. De volta à Europa, tornou-se cantor. Depois de uma breve experiência com a orquestra de Pippo Barzizza, se juntou aos Lecuona Cuban Boys, uma banda cubana. Se apresentou com o rosto pintado de preto e fez sucesso com a música "Maria la O".
Enquanto estava com os Lecuona Cuban Boys conheceu Giovanni D'Anzi que lhe propôs uma audição com a estação de rádio italiana EIAR. Rabagliati logo se tornou uma estrela do rádio, e em 1941 teve seu próprio programa de rádio. Toda segunda-feira ia ao ar EIAR Canta Rabagliati ("Rabagliati canta"), com o cantor apresentando suas mais famosas músicas, como "Ma l'amore no", "Mattinata fiorentina", "Ba-Ba-Baciami Piccina", "Silenzioso lento" , "Bambina Innamorata".
Ele era tão popular que seu nome foi cantado nas letras de La famiglia canterina, Quando canta Rabagliati, Quando la radio. Numa época em que qualquer coisa estrangeira era proibida, o ídolo Rabagliati foi autorizado a manter seu influenciado estilo americano. De fato, o governo fascista decidiu fazer uso de sua popularidade, escolhendo a música "Sposi (c'è una casetta piccina)" ("Wed (há uma pequena casa)") como seu hino de campanha demográfica.
Sua fama como cantor ajudou a consolidar sua carreira de ator. De 1940 a 1965, ele atuou em cerca de vinte filmes, incluindo The Barefoot Contessa, Montecarlo e Il vedovo. Em 1966, ele estrelou em The Christmas That Almost Wasn't.
Rabagliati também exerceu suas atividades artísticas no palco até meados da década de 1950. Ele se apresentou em musicais e comédias de Garinei e Giovannini.
Sua última aparição pública foi em 1974 como convidado no programa de TV Milleluci apresentado por Mina e Raffaella Carrà. Logo depois, ele morreu de trombose cerebral.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Curiosidade do dia


Olha só. Não é a primeira vez que o ator Mateus Solano fez uma cena de beijo gay. Em um dia desses olhando sites, encontrei este aqui da Revista Abril em que fala da produção cinematográfica, A Novela das 8, onde ele faz o papel de um bissexual. Inclusive com o vídeo das cenas mais calientes do filme.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Saiu na Folha de São Paulo


Eduardo Coutinho deixou inacabado filme sobre adolescentes

GUILHERME GENESTRETI
JULIANA GRAGNANI
DE SÃO PAULO

04/02/2014  03h00


O cineasta Eduardo Coutinho, morto anteontem, aos 80, deixou um último trabalho inacabado: o documentário "Palavra", sobre o universo dos adolescentes, que estava em pós-produção. O diretor, assassinado pelo filho a facadas, segundo a polícia, seria enterrado ontem.

No projeto filmado entre novembro e dezembro, Coutinho entrevistou cerca de 30 alunos do ensino médio da rede pública carioca.

"Coutinho sentava para conversar com os garotos e dizia: 'Quero ser como um marciano que faz perguntas absurdas, como se não soubesse nada do mundo'", diz Jordana Berg, montadora de seus últimos longas e à frente da edição de "Palavra".

A tática do cineasta, afirma Jordana, era fazer "perguntas que pareceriam infantis" como "para que serve o dinheiro?" e "por que você estuda?". Ele deixava, como era comum em seus trabalhos, que os personagens falassem à vontade.

Para ser lançado, o filme ainda depende do aval do também documentarista e João Moreira Salles, sócio da VideoFilmes, produtora do documentário. Procurado pela Folha, o produtor não quis comentar o assunto.

Coutinho deixou com Jordana a listagem de tudo o que foi gravado, com algumas anotações sobre o que deveria ser descartado e o que gostaria que fosse aproveitado.

Em uma das marcações na decupagem, o cineasta pedia para excluírem o trecho em que ele dizia a um dos entrevistados que o filme "provavelmente não daria certo".

"Liguei para ele na sexta-feira e disse: 'Mas como jogar isso fora?' Propus que começássemos o filme com isso. Ele concordou", diz Jordana.


HOMENAGEM

Coutinho se preparava, ainda, para rodar um média-metragem para o projeto "Memória do Esporte Olímpico", em parceria com o canal ESPN. A obra trataria de Luisão, massagista que acompanhou a delegação brasileira nos últimos cinco Jogos Olímpicos.

Agora, Coutinho ganhará uma mostra organizada pela Cinemateca, prevista para março, com debates e curadoria do crítico Ismail Xavier.

A Cinemateca restaurou o documentário que deu fama a Coutinho: "Cabra Marcado para Morrer" (1985). O DVD deve ser lançado em março pelo Instituto Moreira Salles.

Na última quinta, o diretor esteve com Moreira Salles, José Carlos Avellar, Carlos Alberto Mattos e Eduardo Escorel, em um estúdio no Rio. Juntos, assistiram a "Cabra". Coutinho fez comentários sobre as cenas do filme que devem entrar nos extras do DVD.

Mattos conta que, no ano passado, Coutinho revisitou os personagens de "Cabra", para um especial que também deve entrar no lançamento. "Ele estava profundamente tocado por isso", diz.


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Eduardo Coutinho



Eduardo de Oliveira Coutinho nasceu em São Paulo no dia 11 de maio de 1933. Foi um cineasta brasileiro, considerado um dos mais importantes documentaristas da atualidade. Seu trabalho caracterizava-se pela sensibilidade e pela capacidade de ouvir o outro, registrando sem sentimentalismos as emoções e aspirações das pessoas comuns, sejam camponeses diante de processos históricos (Cabra Marcado para Morrer), moradores de um enorme condomínio de baixa classe média no Rio de Janeiro (Edifício Master), metalúrgicos que conviveram com o então sindicalista Luis Inácio Lula da Silva (Peões), etc. 
Eduardo Coutinho cursou Direito em São Paulo, mas não concluiu. Em 1954, aos 21 anos, teve seu primeiro contato com cinema no Seminário promovido pelo MASP e dirigido por Marcos Marguliès. Trabalhou como revisor na revista Visão (1954-57) e dirigiu, no teatro, uma montagem da peça infantil Pluft, o Fantasminha, de Maria Clara Machado. Ganhou um concurso de televisão respondendo perguntas sobre Charles Chaplin. Com o dinheiro do prêmio, foi para a França estudar direção e montagem no IDHEC, onde realizou seus primeiros documentários.
De volta ao Brasil em 1960, teve contato com o grupo do Cinema novo e integrou-se ao Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (CPC da UNE). No núcleo dirigido por Chico de Assis, trabalhou na montagem da peça Mutirão em Nosso Sol, apresentada no I Congresso dos Trabalhadores Agrícolas que aconteceu em Belo Horizonte em 1962. Foi gerente de produção do primeiro filme produzido pelo CPC, o longa-metragem de episódios Cinco Vezes Favela.
Escolhido para dirigir a segunda produção do CPC, Coutinho começou a trabalhar num projeto de ficção baseado em fatos reais, reconstituindo o assassinato do líder das Ligas Camponesas João Pedro Teixeira, a ser interpretado pelos próprios camponeses do Engenho Cananéia, no interior de Pernambuco, inclusive a viúva de João Pedro, Elizabeth Teixeira, que faria o seu próprio papel. O filme se chamaria Cabra Marcado para Morrer, e chegou a ter duas semanas de filmagens, até o Golpe Militar de 1964. Parte da equipe foi presa sob a alegação de comunismo e o restante se dispersou, interrompendo a realização do filme por quase 20 anos.
Em 1966, Coutinho constituiu, com Leon Hirszman e Marcos Faria, a produtora Saga Filmes. Dirigiu um episódio do longa ABC do Amor, foi diretor substituto em O Homem que Comprou o Mundo (1968) e realizou uma adaptação de Shakespeare para o cangaço brasileiro, em que o personagem Falstaff tornou-se "Faustão" (1970).
Especializando-se em roteiro, foi co-roteirista de vários títulos importantes do cinema brasileiro, como A Falecida (1965) e Garota de Ipanema (1967) de Leon Hirszman, Os Condenados de Zelito Viana (1973), Lição de Amor de Eduardo Escorel (1975) e Dona Flor e Seus Dois Maridos de Bruno Barreto (1976).
Em 1975, passou a integrar a equipe do programa Globo Repórter, da TV Globo, juntamente com Paulo Gil Soares, João Batista de Andrade e outros. Permaneceu no programa até 1984, sempre rodando em 16 mm, com uma liberdade editorial surpreendente para a época, e acabou descobrindo sua vocação de documentarista em trabalhos inovadores como Teodorico, o Imperador do Sertão, sobre o líder político nordestino Theodorico Bezerra.
Em 1981, Coutinho reencontrou os negativos de Cabra Marcado para Morrer, que haviam sido escondidos da polícia por um membro da equipe, e resolveu retomar o projeto. Conseguiu localizar Elizabeth Teixeira em São Rafael, no interior do Rio Grande do Norte, mostrou-lhe o que havia sido filmado em 1964 e filmou o depoimento dela sobre a dispersão de sua família após a interrupção do filme.
A partir daí, a "ficção baseada em fatos reais" transforma-se num dos mais extraordinários documentários jamais filmados, retratando e acompanhando as tentativas de Elizabeth por reencontrar seus filhos, em diferentes pontos do país, e refletindo sobre o que aconteceu com a sociedade brasileira no longo período da ditadura militar. O filme ficou pronto em 1984 e ganhou 12 prêmios em festivais internacionais, no Rio de Janeiro, Havana, Paris, Berlim, Setúbal etc.
Após o sucesso de Cabra marcado para morrer, Coutinho afastou-se do Globo Repórter e passou alguns anos trabalhando com documentários em vídeo para o CECIP (Centro de Criação da Imagem Popular), com temas ligados a cidadania e educação. São dessa época projetos como Santa Marta e Boca de lixo, visões humanistas e pessoais sobre indivíduos e populações marginalizadas. Também escreveu roteiros para séries documentais da TV Manchete, como "90 Anos de Cinema Brasileiro" e "Caminhos da Sobrevivência" (sobre a poluição em São Paulo).
Em 1988, com o centenário da Abolição da Escravatura, foi estimulado pela então Secretária de Cultura do Rio de Janeiro, Aspásia Camargo, a realizar um documentário sobre a população negra na História do Brasil. O Fio da Memória, centrado na figura do artista popular Gabriel Joaquim dos Santos, só viria a ser concluído três anos mais tarde, com o apoio das emissoras de televisão La Sept (França) e Channel Four (Inglaterra).
Em 2004, a pesquisadora Consuelo Lins publicou, pela editora Zahar, O Documentário de Eduardo Coutinho.
Coutinho foi morto a facadas em seu apartamento, no Rio de Janeiro. O principal suspeito do crime é seu filho que sofre de esquizofrenia. A esposa de Coutinho também foi gravemente ferida.

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Eduardo Coutinho (Filmografia)


Filmografia:
1966: O Pacto (episódio do longa ABC do Amor)
1968: O Homem que Comprou o Mundo
1970: Faustão
1976: O Pistoleiro de Serra Talhada (média-metragem)
1976: Seis Dias em Ouricuri (média-metragem)
1978: Teodorico, o Imperador do Sertão (média-metragem)
1979: Exu, uma Tragédia Sangrenta (curta-metragem)
1980: Portinari, o Menino de Brodósqui (média-metragem)
1984: Cabra Marcado para Morrer
1987: Santa Marta - Duas semanas no morro (média-metragem)
1989: Volta Redonda, o Memorial da Greve (média-metragem)
1989: O Jogo da Dívida (média-metragem)
1991: O Fio da Memória
1992: A Lei e a Vida (média-metragem)
1993: Boca de Lixo (média-metragem)
1994: Os Romeiros de Padre Cícero (média-metragem)
1999: Santo Forte
2000: Babilônia 2000
2002: Edifício Master
2004: Peões
2005: O Fim e o Princípio
2007: Jogo de Cena
2009: Moscou
2011: As Canções

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin