Seguidores

Cinema Latino

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Curiosidade do dia


Olha só. Não é a primeira vez que o ator Mateus Solano fez uma cena de beijo gay. Em um dia desses olhando sites, encontrei este aqui da Revista Abril em que fala da produção cinematográfica, A Novela das 8, onde ele faz o papel de um bissexual. Inclusive com o vídeo das cenas mais calientes do filme.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Saiu na Folha de São Paulo


Eduardo Coutinho deixou inacabado filme sobre adolescentes

GUILHERME GENESTRETI
JULIANA GRAGNANI
DE SÃO PAULO

04/02/2014  03h00


O cineasta Eduardo Coutinho, morto anteontem, aos 80, deixou um último trabalho inacabado: o documentário "Palavra", sobre o universo dos adolescentes, que estava em pós-produção. O diretor, assassinado pelo filho a facadas, segundo a polícia, seria enterrado ontem.

No projeto filmado entre novembro e dezembro, Coutinho entrevistou cerca de 30 alunos do ensino médio da rede pública carioca.

"Coutinho sentava para conversar com os garotos e dizia: 'Quero ser como um marciano que faz perguntas absurdas, como se não soubesse nada do mundo'", diz Jordana Berg, montadora de seus últimos longas e à frente da edição de "Palavra".

A tática do cineasta, afirma Jordana, era fazer "perguntas que pareceriam infantis" como "para que serve o dinheiro?" e "por que você estuda?". Ele deixava, como era comum em seus trabalhos, que os personagens falassem à vontade.

Para ser lançado, o filme ainda depende do aval do também documentarista e João Moreira Salles, sócio da VideoFilmes, produtora do documentário. Procurado pela Folha, o produtor não quis comentar o assunto.

Coutinho deixou com Jordana a listagem de tudo o que foi gravado, com algumas anotações sobre o que deveria ser descartado e o que gostaria que fosse aproveitado.

Em uma das marcações na decupagem, o cineasta pedia para excluírem o trecho em que ele dizia a um dos entrevistados que o filme "provavelmente não daria certo".

"Liguei para ele na sexta-feira e disse: 'Mas como jogar isso fora?' Propus que começássemos o filme com isso. Ele concordou", diz Jordana.


HOMENAGEM

Coutinho se preparava, ainda, para rodar um média-metragem para o projeto "Memória do Esporte Olímpico", em parceria com o canal ESPN. A obra trataria de Luisão, massagista que acompanhou a delegação brasileira nos últimos cinco Jogos Olímpicos.

Agora, Coutinho ganhará uma mostra organizada pela Cinemateca, prevista para março, com debates e curadoria do crítico Ismail Xavier.

A Cinemateca restaurou o documentário que deu fama a Coutinho: "Cabra Marcado para Morrer" (1985). O DVD deve ser lançado em março pelo Instituto Moreira Salles.

Na última quinta, o diretor esteve com Moreira Salles, José Carlos Avellar, Carlos Alberto Mattos e Eduardo Escorel, em um estúdio no Rio. Juntos, assistiram a "Cabra". Coutinho fez comentários sobre as cenas do filme que devem entrar nos extras do DVD.

Mattos conta que, no ano passado, Coutinho revisitou os personagens de "Cabra", para um especial que também deve entrar no lançamento. "Ele estava profundamente tocado por isso", diz.


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Eduardo Coutinho



Eduardo de Oliveira Coutinho nasceu em São Paulo no dia 11 de maio de 1933. Foi um cineasta brasileiro, considerado um dos mais importantes documentaristas da atualidade. Seu trabalho caracterizava-se pela sensibilidade e pela capacidade de ouvir o outro, registrando sem sentimentalismos as emoções e aspirações das pessoas comuns, sejam camponeses diante de processos históricos (Cabra Marcado para Morrer), moradores de um enorme condomínio de baixa classe média no Rio de Janeiro (Edifício Master), metalúrgicos que conviveram com o então sindicalista Luis Inácio Lula da Silva (Peões), etc. 
Eduardo Coutinho cursou Direito em São Paulo, mas não concluiu. Em 1954, aos 21 anos, teve seu primeiro contato com cinema no Seminário promovido pelo MASP e dirigido por Marcos Marguliès. Trabalhou como revisor na revista Visão (1954-57) e dirigiu, no teatro, uma montagem da peça infantil Pluft, o Fantasminha, de Maria Clara Machado. Ganhou um concurso de televisão respondendo perguntas sobre Charles Chaplin. Com o dinheiro do prêmio, foi para a França estudar direção e montagem no IDHEC, onde realizou seus primeiros documentários.
De volta ao Brasil em 1960, teve contato com o grupo do Cinema novo e integrou-se ao Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (CPC da UNE). No núcleo dirigido por Chico de Assis, trabalhou na montagem da peça Mutirão em Nosso Sol, apresentada no I Congresso dos Trabalhadores Agrícolas que aconteceu em Belo Horizonte em 1962. Foi gerente de produção do primeiro filme produzido pelo CPC, o longa-metragem de episódios Cinco Vezes Favela.
Escolhido para dirigir a segunda produção do CPC, Coutinho começou a trabalhar num projeto de ficção baseado em fatos reais, reconstituindo o assassinato do líder das Ligas Camponesas João Pedro Teixeira, a ser interpretado pelos próprios camponeses do Engenho Cananéia, no interior de Pernambuco, inclusive a viúva de João Pedro, Elizabeth Teixeira, que faria o seu próprio papel. O filme se chamaria Cabra Marcado para Morrer, e chegou a ter duas semanas de filmagens, até o Golpe Militar de 1964. Parte da equipe foi presa sob a alegação de comunismo e o restante se dispersou, interrompendo a realização do filme por quase 20 anos.
Em 1966, Coutinho constituiu, com Leon Hirszman e Marcos Faria, a produtora Saga Filmes. Dirigiu um episódio do longa ABC do Amor, foi diretor substituto em O Homem que Comprou o Mundo (1968) e realizou uma adaptação de Shakespeare para o cangaço brasileiro, em que o personagem Falstaff tornou-se "Faustão" (1970).
Especializando-se em roteiro, foi co-roteirista de vários títulos importantes do cinema brasileiro, como A Falecida (1965) e Garota de Ipanema (1967) de Leon Hirszman, Os Condenados de Zelito Viana (1973), Lição de Amor de Eduardo Escorel (1975) e Dona Flor e Seus Dois Maridos de Bruno Barreto (1976).
Em 1975, passou a integrar a equipe do programa Globo Repórter, da TV Globo, juntamente com Paulo Gil Soares, João Batista de Andrade e outros. Permaneceu no programa até 1984, sempre rodando em 16 mm, com uma liberdade editorial surpreendente para a época, e acabou descobrindo sua vocação de documentarista em trabalhos inovadores como Teodorico, o Imperador do Sertão, sobre o líder político nordestino Theodorico Bezerra.
Em 1981, Coutinho reencontrou os negativos de Cabra Marcado para Morrer, que haviam sido escondidos da polícia por um membro da equipe, e resolveu retomar o projeto. Conseguiu localizar Elizabeth Teixeira em São Rafael, no interior do Rio Grande do Norte, mostrou-lhe o que havia sido filmado em 1964 e filmou o depoimento dela sobre a dispersão de sua família após a interrupção do filme.
A partir daí, a "ficção baseada em fatos reais" transforma-se num dos mais extraordinários documentários jamais filmados, retratando e acompanhando as tentativas de Elizabeth por reencontrar seus filhos, em diferentes pontos do país, e refletindo sobre o que aconteceu com a sociedade brasileira no longo período da ditadura militar. O filme ficou pronto em 1984 e ganhou 12 prêmios em festivais internacionais, no Rio de Janeiro, Havana, Paris, Berlim, Setúbal etc.
Após o sucesso de Cabra marcado para morrer, Coutinho afastou-se do Globo Repórter e passou alguns anos trabalhando com documentários em vídeo para o CECIP (Centro de Criação da Imagem Popular), com temas ligados a cidadania e educação. São dessa época projetos como Santa Marta e Boca de lixo, visões humanistas e pessoais sobre indivíduos e populações marginalizadas. Também escreveu roteiros para séries documentais da TV Manchete, como "90 Anos de Cinema Brasileiro" e "Caminhos da Sobrevivência" (sobre a poluição em São Paulo).
Em 1988, com o centenário da Abolição da Escravatura, foi estimulado pela então Secretária de Cultura do Rio de Janeiro, Aspásia Camargo, a realizar um documentário sobre a população negra na História do Brasil. O Fio da Memória, centrado na figura do artista popular Gabriel Joaquim dos Santos, só viria a ser concluído três anos mais tarde, com o apoio das emissoras de televisão La Sept (França) e Channel Four (Inglaterra).
Em 2004, a pesquisadora Consuelo Lins publicou, pela editora Zahar, O Documentário de Eduardo Coutinho.
Coutinho foi morto a facadas em seu apartamento, no Rio de Janeiro. O principal suspeito do crime é seu filho que sofre de esquizofrenia. A esposa de Coutinho também foi gravemente ferida.

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Eduardo Coutinho (Filmografia)


Filmografia:
1966: O Pacto (episódio do longa ABC do Amor)
1968: O Homem que Comprou o Mundo
1970: Faustão
1976: O Pistoleiro de Serra Talhada (média-metragem)
1976: Seis Dias em Ouricuri (média-metragem)
1978: Teodorico, o Imperador do Sertão (média-metragem)
1979: Exu, uma Tragédia Sangrenta (curta-metragem)
1980: Portinari, o Menino de Brodósqui (média-metragem)
1984: Cabra Marcado para Morrer
1987: Santa Marta - Duas semanas no morro (média-metragem)
1989: Volta Redonda, o Memorial da Greve (média-metragem)
1989: O Jogo da Dívida (média-metragem)
1991: O Fio da Memória
1992: A Lei e a Vida (média-metragem)
1993: Boca de Lixo (média-metragem)
1994: Os Romeiros de Padre Cícero (média-metragem)
1999: Santo Forte
2000: Babilônia 2000
2002: Edifício Master
2004: Peões
2005: O Fim e o Princípio
2007: Jogo de Cena
2009: Moscou
2011: As Canções

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Sobre Toni Servillo


Toni Servillo: um ator elegante que brilha nos palcos e nas telas

Por Sophie LAUBIE (AFP) 

Paris — De silhueta elegante, o italiano Toni Servillo, protagonista de "A Grande Beleza", é um ator brilhante e multifacetado, que, depois de brilhar no teatro conquistou o cinema.
Considerado o alter ego do diretor Paolo Sorrentino, com quem rodou "Il Divo" e "A Grande Beleza", Toni Servillo também é destaque no filme "Viva la Libertà", no qual interpreta irmãos gêmeos.
Impressionante por sua metamorfose, capaz de passar da fantasia e da comédia à tristeza ou seriedade, no filme do diretor Roberto Ando ele interpreta Enrico Oliveri, político deprimido que desaparece em plena campanha eleitoral e que é substituído pelo irmão gêmeo, uma pessoa brilhante, mas bipolar.
"Me pareceu que seria bonito para um ator poder interpretar gêmeos. Sou um ator de teatro, mas nunca havia tido esta oportunidade, apesar da literatura teatral ser extremamente rica deste ponto de vista", disse o ator à AFP.
Ele explicou que construiu a depressão de Enrico "como se nascesse da euforia" do irmão.
Aos 54 anos e com um vasto repertório, com Marcello Mastroianni e Federico Fellini como referências, Toni Servillo impressionou a todos no Festival de Cannes em 2013 por seu papel de jornalista mundano em "A Grande Beleza", premiado com o Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira e indicado ao Oscar na mesma categoria.
Ele afirma que este foi um dos papéis mais prazerosos de sua carreira, que também valeu o prêmio de melhor ator europeu do ano.
Em 2008, Servillo virou um grande nome do cinema por sua interpretação em "Il Divo", no qual encarna o político italiano Giulio Andreotti.
Seu papel mais modesto de empresário mafioso dedicado à reciclagem de lixo em "Gomorra", de Matteo Garronne, também foi elogiado pela crítica.
Mas Toni Servillo, procedente de uma família apaixonada pelo teatro, é antes de mais nada um homem dos palcos.
Nascido em 1959 na província de Nápoles, o ator, que tem um irmão, Peppe, muito famoso como cantor, fundou em 1977 o Teatro 'Studio di Caserta', onde dirigiu e interpretou várias peças, de "Propaganda" (1979) a "Guernica" (1985).
Em 1987 foi um dos fundadores em Nápoles do 'Teatri Uniti', um laboratório permanente para a produção e o estudo das artes cênicas contemporâneas, fusão de três companhias, incluindo a sua.
Servillo seguiu trabalhando por muitos anos como ator e diretor no cenário teatral napolitano.
Sua peça mais recente, "Le Voci di dentro" de Eduardo De Filippo, na qual atua ao lado do irmão, está em turnê pela Europa atualmente.
O italiano também explorou o teatro clássico francês de Molière com "O Misantropo" (1995) e "Tartufo" (2000), assim como no mundo das óperas.
Sua carreira cinematográfica teve início em 1992 sob a direção de um de seus amigos do teatro de vanguarda, Mario Martone, que estreou no cinema com "Morte di un matematico napoletano" (1992) e também dirigiu "Rasoi" (1993), "La salita" (1997) e "Teatro di guerra" (1998).
A partir de 2001, Servillo inicia a colaboração regular com Paolo Sorrentino em "L'Uomo In Piu" e depois com "As Consequências do Amor", exibido na mostra oficial de Cannes em 2004.
O ator prosseguiu desde então com o trabalho nos palcos, ao mesmo tempo que reservou um espaço para o cinema.
Para ele, "um ator moderno tem que saber movimentar-se nos dois ambientes".

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Um domingo de luto no cinema brasileiro


Cineasta Eduardo Coutinho é assassinado no Rio; filho é suspeito
O crime foi cometido a facadas; filho também teria tentado matar a mãe e se matar
 

O cineasta Eduardo Coutinho, de 81 anos, foi assassinado a facadas neste domingo (2) dentro de casa no bairro da Lagoa, na zona sul do Rio de Janeiro. O filho, Daniel Coutinho, é o principal suspeito. Ele também seria o responsável por esfaquear a mãe e, em seguida, teria tentado se matar.
A mulher do cineasta foi internada em estado gravíssimo no Hospital Municipal Miguel Couto. O filho, que supostamente sofre de problemas mentais, também foi levado para lá, com ferimentos menos graves.
O corpo do cineasta foi levado para o Instituto Médico Legal. A Divisão de Homicídios assumiu as investigações. O delegado responsável pelo caso estava no hospital por volta das 15h45 para colher o depoimento de Daniel.
Coutinho era considerado um dos maiores documentaristas do Brasil. Entre seus trabalhos de maior destaque estão Cabra Marcado para Morrer, Edifício Master, Jogo de Cena e Babilônia 2000. Em 2007, o cineasta ganhou um Kikito de Cristal, principal premiação do cinema brasileiro, pelo conjunto da obra. Seu último documentário, As Canções, foi lançado em 2011 e foi o 12º longa-metragem dirigido por ele.

Fonte: Notícias R7

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Em breve: "Confia em mim"


Protagonizado por Mateus Solano, filme "Confia em Mim" tem trailer oficial divulgado
Trama narra a história de uma chef de cozinha que sonha em ter seu próprio restaurante


Protagonizado por Mateus Solano, filme "Confia em Mim" tem trailer oficial divulgado Mixer/Divulgação
Mateus Solano e Fernanda Machado protagonizam o longa dirigido por Michel Tikhomiroff. Marcado para estrear nos cinemas no dia 4 de abril, o trailer oficial do longa-metragem "Confia em Mim" já está disponível na Internet (veja no vídeo abaixo). Protagonizado pelos atores Mateus Solano e Fernanda Machado, o drama é assinado pelo diretor Michel Tikhomiroff.

A trama conta a história da talentosa chef de cozinha Mari (Fernanda Machado), que sonha ter seu próprio restaurante. Ela passa por um momento profissional difícil, subordinada às ordens de um chef autoritário e que a reprime. Um dia, ela conhece Caio (Matheus Solano), que lhe oferece as condições para realizar seu grande sonho. Empreendedor, ele convence Mari que ela pode assumir um restaurante próprio e se dispõe a investir no negócio. Mas as coisas promessas não são cumpridas e Mari se vê obrigada a dar uma guinada em sua vida.

Fonte: Zero Hora

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin