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Cinema Latino

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Antônio Abujamra




Antônio Abujamra nasceu na cidade de Ourinhos, no estado de São Paulo, no ano de 1932. É Ator e Diretor de Teatro, TV e cinema. Um dos primeiros a introduzir os princípios e métodos teatrais de Bertolt Brecht, Roger Planchon e outros mestres da contemporaneidade em palcos brasileiros. Participa da revolução cênica efetivada nos anos 1960 e 1970, caracterizando seu trabalho pela ousadia, inventividade e espírito provocativo. Nos anos 1980 e 1990, desenvolve espetáculos em que crítica e lúdico se fundem num ceticismo bem-humorado, que é o eixo de sua personalidade.

Forma-se em filosofia e jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC/RS, Porto Alegre, em 1957. Inicia-se como crítico teatral e, paralelamente, faz suas primeiras incursões como ator e diretor no Teatro Universitário, entre 1955 e 1958, nas montagens: O Marinheiro, de Fernando Pessoa, À Margem da Vida e O Caso das Petúnias, de Tennessee Williams, A Cantora Careca e A Lição, de Eugène Ionesco, e Woyzeck, de Georg Büchner.

Viaja à Europa em 1959 como bolsista, estudando língua e literatura espanholas, em Madri. Faz estágio em Villeurbanne, na França, com o diretor Roger Planchon, acompanhando as montagens Henrique IV, de William Shakespeare, e Almas Mortas, de Nicolas Gogol; e com Jean Villar, em A Resistível Ascensão de Arturu Ui, de Bertolt Brecht, no Théâtre National Populaire, TNP, em Paris. Estagia também no Berliner Ensemble, em Berlim.

Abujamra retorna em 1961, e estréia profissionalmente, em São Paulo, no Teatro Cacilda Becker – TCB, onde dirige Raízes, de Arnold Wesker, e no Teatro Oficina, com José, do Parto à Sepultura, de Augusto Boal. Antígone América, de Carlos Henrique Escobar, 1962, é a primeira de uma série de montagens que dirige para a produtora Ruth Escobar.

Em 1963, associa-se a Antônio Ghigonetto e Emílio Di Biasi, e funda o Grupo Decisão, com a intenção de disseminar o teatro político com base na técnica brechtiana. A primeira produção é Sorocaba, Senhor, uma adaptação de Fuenteovejuna, de Lope de Vega. Ainda em 1963, estréiam Terror e Miséria no III Reich e Os Fuzis da Sra. Carrar, ambos de Brecht, levando aos bairros periféricos de São Paulo um repertório voltado para a mobilização política e a discussão da realidade nacional. Em 1964 o grupo monta O Inoportuno, de Harold Pinter, seu primeiro sucesso, e transfere-se para o Rio de Janeiro, onde a peça chama a atenção, abrindo portas para seus realizadores.

Em 1965, Electra, de Sófocles, aumenta o prestígio do grupo e a encenação é apreciada pela crítica e pelo público, tendo como protagonista a atriz Glauce Rocha. Segundo o crítico Yan Michalski, as encenações de Abujamra são, nessa época, subversivas e apaixonadas. Segundo ele, “sem ter um perfil ideológico ou estético tão definido quanto o do Teatro de Arena ou do Oficina, por exemplo, o Grupo Decisão chegou, por momentos, a ter uma importância quase comparável à desses dois destacados conjuntos, graças, principalmente, à personalidade artística de Abujamra, artista inquieto e eclético, capaz de criar para cada uma dessas peças uma concepção cênica polêmica, mas sempre marcada por uma linguagem de uma radical modernidade, influenciada pela experiência européia do diretor”.

Abujamra dirige, no Rio de Janeiro, a montagem de O Berço do Herói, de Dias Gomes, em 1965, interditada pela censura no dia do ensaio geral. Em 1967, lança o dramaturgo Bráulio Pedroso, com a montagem de O Fardão. Nos anos seguintes, dedica-se ao Teatro Livre, empresa de Nicette Bruno e Paulo Goulart realizando montagens ambiciosas, como Os Últimos, de Máximo Gorki, 1968, ou As Criadas, de Jean Genet, 1968, e produções de âmbito comercial, algumas com grande êxito de bilheteria. Dirige O Cão Siamês ou Alzira Power, 1970, e Longe Daqui, Aqui Mesmo, 1972, ambas as peças de autoria de Antônio Bivar. Em 1975, a censura proíbe a estréia de Abajur Lilás, de Plínio Marcos. No mesmo ano, aliando-se ao teatro de resistência, dirige Antônio Fagundes no monólogo Muro de Arrimo, de Carlos Queiroz Telles, paradoxo entre as duras condições de vida de um operário da construção civil e suas ilusórias expectativas de um futuro brilhante, e recebe o Prêmio Molière, pela direção de Roda Cor de Roda, de Leilah Assumpção. Em 1980, retoma a parceria com Nicette Bruno e Paulo Goulart dirigindo Dona Rosita, a Solteira, de Federico García Lorca.

Na primeira metade dos anos 1980, Abujamra se engaja no projeto de recuperar artisticamente o Teatro Brasileiro de Comédia – TBC. Inaugura novas salas e implanta um movimento que faz vir à luz alguns novos autores e diretores. Entre seus espetáculos mais significativos no TBC estão: Os Órfãos de Jânio, de Millôr Fernandes, 1981; Hamletto, de Giovanni Testori, 1981 (peça que ele dirigirá mais duas vezes: no próprio TBC, 1984, e em Nova York, para o Theatre for the New City, 1986); Morte Acidental de um Anarquista, de Dario Fo, 1982; e A Serpente, de Nelson Rodrigues, 1984. Um dos maiores sucessos de sua carreira, Um Orgasmo Adulto Escapa do Zoológico, de Dario Fo, 1984, traz um solo virtuosístico que projeta a atriz Denise Stoklos para uma carreira internacional e é aplaudido em vários festivais fora do Brasil.

Em 1987, encerrado o projeto do TBC, Abujamra dirige, para a Companhia Estável de Repertório – CER, de Antonio Fagundes, a superprodução Nostradamus, de Doc Comparato, grande êxito de bilheteria.

Aos 55 anos de idade, Abujamra inicia sua carreira de ator. Em dois anos, atua em duas telenovelas e três peças e é premiado pelo desempenho no monólogo O Contrabaixo, de Patrick Suskind, 1987. No ano seguinte, encena mais uma colaboração com Nicette Bruno e Paulo Goulart, À Margem da Vida, de Tennessee Williams.

Em 1991, recebe o Prêmio Molière pela direção de Um Certo Hamlet, espetáculo de estréia da companhia Os Fodidos Privilegiados, fundada por Abujamra para ocupar o Teatro Dulcina, no Rio de Janeiro.

O crítico Macksen Luiz, alega, a respeito do espetáculo, que o deboche vulgar nas mãos de Abujamra torna-se algo paradoxal, algo como um “morde assopra”, suscitando reações adversas na platéia: “(…) Antônio Abujamra faz questão de chocar, de provocar reações pelo exagero. Não tem qualquer pudor em ser vulgar até o limite da banalidade. O deboche é alçado como linguagem, o que em mãos menos experientes poderia redundar apenas em gratuidade e agressão. Tanto um quanto outro estão presentes em Um Certo Hamlet, mas a personalidade teatral de Abujamra parece justificar esses aspectos através de formato cênico tradicional. (…) Abujamra, como bom frasista, não perde a oportunidade de provocar. É dele a definição de que Um Certo Hamlet é ‘profano, perverso e ultrajantemente engraçado’. Todos esses adjetivos funcionam para o bem e para o mal na sua montagem. A preocupação em ampliar cada um deles até o exagero, faz com que, muitas vezes, o diretor caia na mera vulgaridade. A provocação se transforma em efeito. Tudo se combina para que o espectador não tenha dúvidas sobre de quem (ou contra o que) o espetáculo trata. Shakespeare não está ausente: é o substrato da encenação. Popularizado, subvertido, pulverizado, Hamlet emerge numa leitura pessoal, que provoca repulsa ou adesão. Não há meios tons possíveis. Ao aceitar a chave de Antônio Abujamra, o espetáculo flui com algumas surpresas e com um namoro firme com o melhor do estilo besteirol. A mistura não chega a ser tão explosiva quanto parece desejar o diretor, mas se legitima no fundamento teatral do diretor”.

À frente de Os Fodidos Privilegiados, Abujamra dirige regularmente espetáculos na década de 1990, dividindo mais tarde essa tarefa com João Fonseca. Com o grupo, ganha o Prêmio Shell de melhor direção de 1998, numa adaptação do romance O Casamento, de Nelson Rodrigues.

Abujamra trabalha também, ativamente, como diretor e ator de televisão, em novelas, especiais, programas educativos e teleteatros, e em 2000 inicia um programa de entrevistas na TV Cultura, Provocações.

Num programa de espetáculo, a crítica Maria Lúcia Pereira descreve os métodos e estilos do diretor: “Sou chamada pelo sonhador enlouquecido Antônio Abujamra para escrever o diário de encenação do seu Inspetor Geral. Chego aos ensaios ainda na fase de leitura de mesa, e deparo com um texto reformulado… Noto várias inserções de textos, que vou sendo informada serem de Pessoa, Guimarães Rosa, Joyce, etc… No cotejo com o original, contudo, vejo que este em nada perdeu. Lá estão a estrutura, o espírito, a crítica corrosiva das instituições numa sociedade solapada pela corrupção… Vou observando como este homem cáustico, o frasista temível, opera o seu métier. (…) Encontro um homem delicado, porém firme, chamando a todos por carinhosos diminutivos… Vou conviver, durante dois meses, com poucas crises, administradas com sabedoria por este homem que consegue ser paradoxalmente sarcástico e carinhoso. Vejo-o construir e destruir cenas e marcações, alterar textos, acrescentar e suprimir falas. Vou vendo erigir-se uma construção ensandecida em suas dimensões grandiosas. (…) Vejo erguer-se uma encenação moderna. Que se aproveita da experiência dos antecessores, que valoriza tanto a visualidade quanto a palavra, num sábio equilíbrio… Quem é esse diretor? Veja o espetáculo. Entenda o desabrido temperamento do Abu, compreenda como a arte pode ser anárquica e revolucionária”.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Antônio Abujamra (Filmografia)




Filmografia:
2011 - Assalto ao Banco Central, com direção de Marcos Paulo
2010 - Syndrome, com direção de Roberto Bomtempo
2008 - É Proibido Fumar, com direção de Anna Muylaert
2005 - Concerto Campestre, com direção de Henrique de Freitas Lima
2005 - Quanto vale ou é por quilo?, com direção de Sérgio Bianchi
2000 - Villa-Lobos - Uma Vida de Paixão, com direção de Zelito Viana
1998 - Caminho dos Sonhos, com direção de Lucas Amberg
1996 - Quem matou Pixote?, com direção de José Joffily
1996 - Olhos de Vampa, com direção de Walter Rogério
1995 - Carlota Joaquina, princesa do Brazil, com direção de Carla Camurati
1993 - Oceano Atlantis, com direção de Francisco de Paula
1992 - Atrás das Grades, com direção de Paolo Gregori
1992 - Perigo Negro, com direção de Rogério Sganzerla
1991 - Olímpicos, com direção de Flávia Moraes
1990 - Os Sermões - A História de Antônio Vieira, com direção de Júlio Bressane
1989 - Lua Cheia, com direção de Alain Fresnot
1989 - Festa, com direção de Ugo Giorgetti

No teatro:
Entre seus principais trabalhos em teatro encontram-se Volpone", de Ben Johnson; Hair, de Gerome Ragni e James Rado; A secreta obscenidade de cada dia, de Manuel Antonio de la Parra; Retrato de Gertrude Stein quando homem, texto seu sobre a vida e obra da autora, e O inferno são os outros, de Sartre.


Premiações:
Prêmio Juscelino Kubitschek de Oliveira, pela direção de A Cantora Careca, de Eugène Ionesco, em 1959
Prêmio de melhor ator na peça teatral O Contrabaixo, de Patrick Suskind (1987/1995)
Prêmio Kikito, no Festival de Gramado, como melhor ator pelo filme Festa, em 1989
Troféu APCA de melhor ator de TV (Associação Paulista de Críticos de Arte) pelo papel de "Ravengar", pela atuação na telenovela Que Rei Sou Eu?, em 1989
Prêmio Lifetime Achievement, como diretor, no XI Festival Internacional de Teatro Hispânico em Miami, em 1998.

Televisão:

Como diretor:
O Estranho Mundo de Zé do Caixão (1968) - TV Tupi
Nenhum Homem é Deus (1968) - TV Tupi
Salário Mínimo (1978) - TV Tupi
Gaivotas (1979) - TV Tupi
Um Homem Muito Especial (1980) - TV Bandeirantes
Os Imigrantes (1981) - TV Bandeirantes
Os Adolescentes (1981) - TV Bandeirantes
Ninho da Serpente (1982) - TV Bandeirantes
Os Ossos do Barão (1997) - SBT

Como ator:
2011 - Corações Feridos … Dante Vasconcelos
2009 - Poder Paralelo … Marco Iago
2004 - Começar de Novo … Dimitri Nicolaievitch
2000 - Marcas da Paixão … Dono Do Cassino
1999 - Andando nas Nuvens … Álvaro Lúis Gomes
1999 - Terra Nostra … Coutinho Abreu
1997 - Os Ossos do Barão … Sebatião
1995 - A Idade da Loba … Piconês
1993 - O Mapa da Mina … Nero
1992 - Amazônia … Dr. Homero Spinoza
1989 - Que Rei Sou Eu? … Ravengar
1989 - Cortina de Vidro … Arnon Balakian
1987 - Sassaricando … Totó
1967 - As Minas de Prata … Frazão

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Cinema da Fundação exibe ciclo de documentários espanhóis

Sessões gratuitas serão realizadas no Cinema da Fundação, no Derby, sempre às 19h

Publicação: 03/06/2013 12:12 Atualização:
O Instituto Cervantes em parceria com a Fundaj promove o ciclo de documentários espanhóis com exibições gratuitas de segunta-feia (3) a sexta-feira (6). As sessões serão realizadas no Cinema da Fundação, no Derby, sempre às 19h.

Com tema Território Documental, o ciclo traz exemplares de diversas vertentes criativas do documentário espanhol. Os quatro títulos escolhidos evidenciam a riqueza do gênero documentário e sua condição transnacional. São eles: Hollywood Talkies (2011), La Maleta Mexicana (2011), El Somni (2008) e Flamenco de Raiz (2011).



Serviço:
Ciclo de Cinema Espanhol -Território Documental
Quando: De segunda a sexta-feira (6), às 19h
Onde: Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) - Sala João Cardoso Ayres (Rua Henrique Dias, 609, no Derby.
Informações: 3334-0450
Entrada gratuita

Fonte: Diário de Pernambuco

terça-feira, 4 de junho de 2013

Othon Bastos





Othon José de Almeida Bastos nasceu em Tucano (Bahia) no dia 23 de maio de 1933. Othon fixou residência no Rio de Janeiro ainda jovem, após a morte de seus pais, para estudar em colégio interno. Ingressou no grupo teatral mantido por Paschoal Carlos Magno, atuando primeiramente como assistente de cenografia, de iluminação e de sonoplastia e, a partir de 1951, como ator.
Em 1956/1957 estudou teatro em Londres. De volta ao Brasil foi trabalhar na TV Tupi. Em 1962 participou de três filmes, o premiado O pagador de promessas, de Anselmo Duarte, Tocaia no asfalto, de Roberto Pires, e Sol sobre a lama, de Alex Viany.
Foi dirigido por Glauber Rocha em Deus e o diabo na terra do sol e O dragão da maldade contra o santo guerreiro. Em 1970 foi o vencedor do prêmio de melhor ator no Festival de Brasília por sua atuação em Os deuses e os mortos, de Ruy Guerra,2 e em 1973 levou o prêmio de melhor ator no Festival de Gramado por seu papel em São Bernardo, de Leon Hirszman.
Sobre o clássico Deus e o diabo na terra do sol, segundo Othon Bastos, no roteiro havia um flashback do cangaceiro Corisco, seu personagem. Então Othon fez sua sugestão brechtiana: "Por que não fazer Corisco narrando a própria história e não um flashback?". Glauber aceitou, o que merece elogios do intérprete ainda hoje: "Glauber, que na época tinha seus 22, 23 anos, e fazia seu primeiro grande filme, teve a coragem e a generosidade de aceitar essa experiência".
No teatro, fez, entre outras peças, As três irmãs, de Tchekhov, Um bonde chamado desejo, de Tennessee Williams e o Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Encenou Castro Alves pede passagem, de Gianfrancesco Guarnieri, Murro em Ponta de Faca, de Augusto Boal, Calabar – O Elogio da Traição, de Chico Buarque e Ruy Guerra. Chegou a ter sua própria companhia de teatro, em sociedade com sua mulher, a atriz Martha Overbeck.
Othon Bastos é um ator recordista em participações na TV, já tendo participado de mais de 80 produções entre novelas, séries, minisséries e casos especiais nas diversas emissoras pela qual já passou.
O cineasta Sérgio Resende, diretor do filme "Mauá: o imperador e o rei", afirmou que Othon Bastos seria o maior ator brasileiro de todos os tempos[carece de fontes]. No filme, Othon dá vida ao personagem Visconde de Feitosa, atuação que lhe rendeu a indicação ao prêmio de melhor ator no Grande Prêmio Cinema Brasil.
No cinema Othon Bastos já acumula mais de 60 participações.
Nos anos 90, dois filmes nacionais que tiveram sua participação concorreram ao Óscar de melhor filme estrangeiro: O Que É Isso, Companheiro?, de Bruno Barreto, e Central do Brasil, de Walter Salles.
Em 2010, Othon Bastos participou do seriado Na Forma da Lei, de Antônio Calmon, e da telenovela Escrito nas Estrelas, de Elizabeth Jhin.
Em 2011 Othon Bastos está no elenco do filme Heleno, contracenando novamente com Rodrigo Santoro, com quem não atuava desde Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky.
Também em 2011 Othon Bastos é escalado para diversas produções do cinema nacional, entre elas: Ponto Final do diretor Marcelo Taranto, O Gerente, de Paulo César Saraceni, Vazio Coração do diretor Alberto Araújo, e o filme de estreia como diretor, do ator José Wilker, Giovanni Improtta.
De 1 a 13 de fevereiro de 2011 foi realizada uma retrospectiva sobre a obra de Othon Bastos, pelo Centro Cultural do Banco do Brasil em Brasília, intitulada "O Cinema de Othon Bastos", com curadoria de Davi Kolb. Foram exibidos 13 clássicos do cinema nacional que contribuiram para imortalizar a carreira do ator baiano, entre eles o filme de estréia do ator filmado em 1962, Sol Sobre a Lama, do diretor Alex Viany. O próprio Othon participou, já na noite de abertura, de um debate no CCBB, ao lado do curador e do cineasta Vladimir Carvalho.
Em maio de 2011 Othon Bastos viveu o bicheiro Agenor Improtta, primo de Giovanni Improtta na série Lara com Z, da Rede Globo, de autoria de Aguinaldo Silva e dirigida por Wolf Maya.
Em 2012 o ator foi escalado para viver "Lexor", um espírito de luz, na novela da Rede Globo Amor Eterno Amor, de Elizabeth Jhin.
No 17º Prêmio Contigo! de Cinema Nacional, ocorrido em 17 de setembro de 2012, no Teatro Tom Jobim, Othon Bastos foi homenageado por seus 50 anos de carreira, com um prêmio especial da revista Contigo! e do canal MGM.3
Além de seu trabalho como ator, Othon Bastos também atuou como locutor em muitos documentários e programas de televisão.

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Othon Bastos (Filmografia)




Filmografia:
1962 - Sol sobre a Lama4
1962 - Tocaia no Asfalto5
1962 - O Pagador de Promessas ... Repórter
1964 - Deus e o Diabo na Terra do Sol ... Corisco
1968 - Capitu ... Bentinho
1969 - O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro ... Professor
1970 - Os Deuses e os Mortos ... O Homem 2
1970 - Tostão, a Fera do Ouro ... narrador
1971 - Você também Pode Dar um Presunto Legal ... narrador
1971 - Longo Caminho da Morte
1972 - São Bernardo ... Paulo Honório
1972 - Herança do Nordeste ... narrador
1974 - Triste Trópico ... narrador
1975 - O Predileto
1976 - Fogo Morto ... Lula de Hollanda
1976 - Libertários ... narrador / operário 6
1979 - Braços Cruzados, Máquinas Paradas ... narrador 7
1980 - Os Anos JK, uma Trajetória Política ... narrador
1981 - O Homem do Pau-Brasil ... Capitão
1982 - Das Tripas Coração
1982 - Ao Sul do Meu Corpo ... Padre Paulo
1982 - Linha de Montagem ... narrador
1983 - A Próxima Vítima ... Delegado
1985 - Frei Tito ... narrador
1986 - Chico Rei ... Paranhos
1986 - No Tempo de Gláuber ... ele mesmo
1988 - Mistério no Colégio Brasil
1990 - Sermões, a História de Antônio Vieira ... Antônio Vieira
1992 - Conterrâneos Velhos de Guerra
1993 - Ulysses Cidadão ... narrador
1994 - Menino Maluquinho ... Padre
1996 - Sombras de Julho ... Joel
1996 - Uma Professora muito Maluquinha
1997 - A Grande Noitada ... Tristão Roque Brasil
1997 - O Que É Isso, Companheiro?
1997 - O Cangaceiro ... Raimundo
1997 - Paulo Setúbal, Romancista e Poeta (curta-metragem)
1998 - Impressões para Clara (curta-metragem)
1998 - Central do Brasil ... César
1998 - Policarpo Quaresma, Herói do Brasil ... Floriano Peixoto
1999 - Mauá - o Imperador e o Rei ... Visconde de Feitosa
1999 - A Terceira Morte de Joaquim Bolívar ... Coronel Gaudêncio
2000 - A Encomenda (curta-metragem)
2000 - Bicho de Sete Cabeças ... Wilson Souza
2000 - Villa-Lobos, uma Vida de Paixão ... Raul
2000 - A Hora Marcada ... Fernando
2001 - Abril Despedaçado ... Lourenço
2001 - 3 Histórias da Bahia ... Organizador do concurso
2001 - Barra 68: sem Perder a Ternura ... narrador
2001 - Condenado à Liberdade ... Mauro Vilhena
2001 - Suicídio nunca (curta-metragem)
2002 - Poeta de Sete Faces ... Leitor
2002 - Joana e Marcelo, Amor quase Perfeito
2003 - Glauber, o Filme - Labirinto do Brasil
2004 - Irmãos de Fé ... Pedro
2004 - O Vestido ... Jeremias
2004 - O Número (curta-metragem)
2004 - O Carro-Forte ... narrador (curta-metragem)
2005 - Cascalho ... Coronel
2005 - O Coronel e o Lobisomem ... Simeão
2005 - Soy Cuba, o Mamute Siberiano ... narrador 8
2006 - O Passageiro - Segredos de Adulto ... João
2006 - Brasília 18% ... Martins Fontes
2006 - Zuzu Angel ... Brigadeiro
2008 - O Engenho do Zé Lins ... narrador
2008 - Orquestra dos Meninos ... Moisés Batista
2009 - Rua dos Bobos ... narrador
2010 - O Calendário (curta-metragem)
2010 - Quincas Berro D'Água ... Alonso
2010 - Nosso Lar ... Anacleto
2011 - O Gerente
2011 - Heleno ... Carlito Rocha
2011 - Marighella - Retrato Falado do Guerrilheiro ... narrador
2012 - Ponto Final ... Motorista do ônibus
2012 - Giovanni Improtta ... Dom

domingo, 2 de junho de 2013

"Terra em Transe", Brasil, 1967

Ficha Técnica:
Título original: Terra em Transe
País: Brasil
Ano: 1967
Duração:  106 min
Direção: Glauber Rocha
Roteiro: Glauber Rocha
Gênero: drama
Idioma original: português

Elenco:
Jardel Filho .... Paulo Martins, representa os intelectuais que apoiam a revolução social
Glauce Rocha .... Sara, ativista politica
José Lewgoy .... Felipe Vieira, político populista
Paulo Autran .... Porfírio Diaz, representa os tecnocratas anticomunistas e favoráveis ao domínio imperialista do capital americano
Paulo Gracindo .... Júlio Fuentes, representa o empresariado local e corrupto
Francisco Milani .... Aldo, apoia a luta armada
Hugo Carvana .... Álvaro
Jofre Soares .... Padre Gil representa o apoio da igreja aos políticos populistas
Danuza Leão .... Sílvia
Paulo César Peréio .... estudante
Darlene Glória... Mulher


Sinopse: Na fictícia República de Eldorado, Paulo Martins é um jornalista idealista e poeta ligado ao político conservador em ascensão e tecnocrata Porfírio Diaz e sua amante meretriz Silvia, com quem também mantêm um caso formando um triângulo amoroso. Quando Porfírio se elege senador, Paulo se afasta e vai para a província de Alecrim, onde conhece a ativista Sara. Juntos eles resolvem apoiar o vereador populista Felipe Vieira para governador na tentativa de lançarem um novo líder político, supostamente progressista, que guie a mudança da situação de miséria e injustiça que assola o país. Ao ganhar a eleição, Vieira se mostra fraco e controlado pelas forças econômicas locais que o financiaram e não faz nada para mudar a situação social, o que leva Paulo, desiludido, a abandonar Sara e retornar à capital e voltar a se encontrar com Sílvia. Se aproxima de Júlio Fuentes, o maior empresário do país, e lhe conta que o presidente Fernandez tem o apoio econômico de uma poderosa multinacional que quer assumir o controle do capital nacional. Quando Diaz disputa a Presidência com o apoio de Fernandez, o empresário cede um canal de televisão para Paulo que o usa para atacar o candidato. Vieira e Paulo se unem novamente na campanha da presidência até que Fuentes trai ambos e faz um acordo com Diaz. Paulo quer partir para a luta armada mas Vieira desiste.



Curiosidades: O filme pode ser lido como uma grande parábola da história do Brasil no período 1960-66, na medida em que metaforiza em seus personagens diferentes tendências políticas presentes no Brasil no contexto. Realiza uma exaustiva crítica de todos aqueles que participaram desse processo, incluindo as diferentes correntes da chamada esquerda brasileira. Isto foi um dos motivos pelos quais foi tão mal recebido pela crítica e pelos intelectuais nacionais.


Filme alegórico, Terra em Transe enfrentou, na época, problemas com a censura estabelecida no Brasil, ao mostrar um fictício país latino-americano, denominado Eldorado, governado pelo déspota Diaz. Apesar do que se pensar, a cidade onde toda a trama se passa, Alecrim, não é a capital de Eldorado, como se pode constatar no diálogo em que Vieira apresenta Sílvia a Martins, logo ao início do filme (0°20'54).
Em abril de 1967, o filme foi proibido em todo território nacional, por ser considerado subversivo e irreverente com a Igreja e só foi liberado com a condição de que fosse dado um nome ao padre interpretado por Jofre Soares. Porfirio Díaz foi o nome de um ditador que governou o México por 31 anos.

sábado, 1 de junho de 2013

Armando Bógus



Armando Bógus nasceu em São Paulo no dia 19 de abril de 1930. Estreou como ator em 1955, com a peça Moral em Concordata, que se transformou no seu primeiro filme em 1959. Na televisão começou na TV Excelsior e, no teatro, destaca-se a sua parceria com o diretor Ademar Guerra, participando em peças como Marat-Sade (1967) e na primeira montagem de Hair no Brasil, em 1969.
Na televisão, Armando Bógus viveu personagens marcantes da teledramaturgia brasileira e foi um dos atores da primeira versão de Vila Sésamo, primeiro na TV Cultura e depois na Rede Globo, em 1972, ao lado de Sonia Braga, Laerte Morrone e Aracy Balabanian.
Nas novelas, os seus personagens mais marcantes foram: o comerciante Nacib em Gabriela (1975); o austero Estêvão em O Casarão (1976); o médico Daniel em Ciranda de Pedra (1981); Licurgo Cambará na minissérie O Tempo e o Vento (1985); o avarento Zé das Medalhas em Roque Santeiro (1985); o esperto Modesto Pires em Tieta (1989) e o vilão Cândido Alegria em Pedra Sobre Pedra (1992), a sua última telenovela. Foi casado duas vezes, a primeira com a atriz Irina Grecco, de quem teve um filho. Armando Bógus estudou no Colégio Marista Arquidiocesano. Era primo do jornalista Luís Nassif. Faleceu devido a uma leucemia, tendo ficado internado quase dois meses no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, submetendo-se a uma quimioterapia. Faleceu no dia 2 de maio de 1993.

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