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Cinema Latino

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Demián Bichir (Filmografia)


Filmografia:
1989: Rojo amanecer (Jorge)
1993: Miroslava (Ricardo)
1993: La vida conyugal (Gaspar)
1994: Hasta morir (Mauricio)
1995: Cilantro y perejil (Carlos Rodríguez)
1997: Perdita Durango (Catalina)
1998: Santitos
1999: Sexo, pudor y lágrimas (Tomás)
1999: Todo el poder (Gabriel)
2000: La toma de la embajada (Rosemberg Pabón)
2001: Sin noticias de Dios (Manny)
2005: American visa (Mario)
2006: Fuera del cielo (Malboro)
2008: Enemigos íntimos
2008: Che - O Argentino (Fidel Castro)
2008: Che: Guerrilla (Fidel Castro)
2010: Hidalgo: La historia jamás contada (Cura Miguel Hidalgo)
2012: The Runway (Ernesto)
2011: A Better Life (Carlos Galindo)
2012: Savages (Alex)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

"Retorno a Hansala", Espanha, 2008

Ficha Técnica:
Título original: Retorno a Hansala
Direção: Chus Gutiérrez
Produção: Carlos Santurio e  Antonio Pérez
Roteiro: Chus Gutiérrez e Juan Carlos Rubio
Música: Tao Gutiñerrez
Fotografía: Kilo de la Rica
Montagem: Fernando Pardo
Vestuário: María Reyes
País: Espanha
Ano: 2008
Gênero: drama
Duração: 94 minutos


Elenco:
Farah Hamed (Leila)
José Luis García Pérez (Martín)
Adam Bounnouacha (Said)
Antonio de la Torre (Antonio)
Cuca Escribano (Carmen)
Antonio Dechent (Manolo)
César Vea (Cirilo)
Miguel Alcíbar (Pepe)
Sebastián Haro (Jesús)
María del Águila (Lola)
Alba Fernández (Clara)
Manuela Rojas (Mulher da praia)
María García (Forense)
Abraham Hidalgo (Empregado do Carrefour)
Ana Blanco (Apresentadora de telejornal)





Sinopse:  Após o naufrágio, Martín (José Luis García Pérez), um agente funerário com problemas econômicos, encontra um número de telefone em um dos cadáveres. O telefone é de Leila (Farah Hamed), a irmã do falecido. O agente decide viajar com ela à aldeia de Hansala, imaginando que outras famílias reconheçam seus mortos através dos objetos, e ele possa negociar os traslados. Porém, a vida de ambos muda radicalmente.



Curiosidades: Baseado na história de um naufrágio que aconteceu em 2003 na costa espanhola, o filme é dirigido pela cineasta Chus Gutiérrez, Retorno a Hansala foi indicado a três prêmios Goya nas categorias Roteiro Original, Melhor Canção e Prêmio Revelação para Farah Hamed. Ambientado em Hansala, no Marrocos, o filme combina documentário com ficção, mostrando o cotidiano das famílias marroquinas no contexto do naufrágio que causou a morte de 37 imigrantes africanos que tentavam entrar ilegalmente na Espanha. Doze deles eram da aldeia de Hansala.

domingo, 23 de dezembro de 2012

"O anjo exterminador", México, 1962

Ficha Técnica:
Título original: El ángel exterminador
País: México
Ano: 1962
Duração: 95 min
Produção e Direção: Luis Buñuel
Roteiro: Luis Buñuel
Gênero: drama
Idioma original: Espanhol



Elenco:
Silvia Pinal
Enrique Rambal
Claudio Brook
José Baviera
Augusto Benedico
Antonio Bravo
Jacqueline Andere
César del Campo
Rosa Elena Durgel
Lucy Gallardo
Enrique García Álvarez
Ofelia Guilmáin
Nadia Haro Oliva
Tito Junco
Xavier Loya




Sinopse:  Depois de festa de gala, os ricos convidados, por uma razão inexplicável, não conseguem deixar o local. Com o passar dos dias, a situação piora. As máscaras e convenções sociais começam a ruir, revelando a falsidade e o lado obscuro de cada pessoa. Buñuel critica a burguesia expondo o lado instintivo do ser humano numa situação de crise, entre roupas caras, fome, uma mão que anda sem corpo e um urso que entra e sai da casa sem problemas, quando ninguém mais parece conseguir.


Curiosidades: O Anjo Exterminador foi considerado pelo New York Times como um dos 1000 melhores filmes do mundo. Neste filme, com influências do surrealismo, Buñuel despe a sociedade aristocrata, em que ricos personagens se vêem presos numa das salas de uma mansão após um jantar formal. Não há nada físico que os impeça de sair, porém algo os faz refém de portas e grades imaginárias.
Com o decorrer dos dias, as convenções sociais vão caindo, as barreiras imaginárias permanecem, e as máscaras desprendem-se de cada personagem, aflorando os mais primitivos instintos: o improviso de um banheiro, desejos sexuais reprimidos, a fome, a sede e até mesmo a morte.
A crítica à Igreja, como sempre em Buñuel, está presente em diversos momentos, como com os cordeiros que passeiam pela mansão e são devorados pelas pessoas presas.


Fonte: Wikipédia

sábado, 22 de dezembro de 2012

"O banheiro do Papa", Uruguai (2007)

Ficha Técnica:
Título original: El baño del papa
País(es): Uruguai, Brasil, França
Ano: 2007

Direção: César Charlone e Enrique Fernández
Produção: Andrea Barata Ribeiro, Bel Berlinck, Serge Catoire, Fernando Meirelles e Elena Roux
Produção executiva: Claudia Buschel e Sandino Saravia Vinay
Roteiro: César Charlone e Enrique Fernández
Gênero: Drama
Idioma original: Espanhol
Música: Gabriel Casacuberta e Luciano Supervielle
Figurino: Alejandra Rosasco
Fotografia: César Charlone
Edição: Gustavo Giani


Elenco:
César Troncoso...... Beto
Virginia Méndez......Carmen
Virginia Ruiz........Silvia
Mário Silva..........Valvulina
Henry de Leon........Nacente
Jose Arce............Tica
Nelson Lence.........Meleyo
Rosário dos Santos...Tereza
Hugo Blandamuro......Surdo-mudo


Sinopse: Baseado em um fato real, o filme retrata o impacto da visita do Papa João Paulo II, em 1988, em uma cidade do Uruguai, Melo, próxima à fronteira com o Brasil, onde muitos habitantes vivem de pequenos serviços, como contrabandear de bicicleta, produtos de consumo comprados em Aceguá, Rio Grande do Sul. A vinda do Papa é anunciada pela imprensa com grande alarde, noticiando milhares de pessoas no evento. No panorama de dificuldade de emprego e oportunidades, a vinda do Papa é vista pela população de Melo como uma oportunidade de abrandar a pobreza.

Um dos muambeiros da cidade é Beto, que vive em condições financeiras muito difíceis, com a esposa Carmen e Sílvia, filha que sonha ser jornalista. Para a realização do sonho da filha, Carmen guarda todas as suas economias. Mas Beto precisa comprar uma motocicleta para melhorar seus negócios de contrabando e vê na construção de um banheiro para a visita do Papa a solução.


Curiosidades:

Prêmios e indicações:
Festival de Gramado
Vencedor nas categorias:
Melhor Filme — júri popular e Prêmio da Crítica
Melhor ator (César Troncoso, Kikito de Ouro)
Melhor atriz (Virginia Méndez, Kikito de Ouro)
Melhor roteiro (Kikito de Ouro)
Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
Vencedor: Melhor filme (júri internacional)
Festival de Cinema Latino-Americano de Huelva
Vencedor: Melhor roteiro



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Thelma Reston





Thelma Salim Reston nasceu em Piracanjuba (Goiás) no dia 3 de julho de 1937. Com uma carreira marcada por mais de 40 filmes, Telma Reston foi presença marcante no cinema brasileiro, com participação em seus diferentes momentos: Cinema Novo; Cinema Marginal; Pornochanchadas, Ciclo Trapalhões, entre outros. Atriz emblemática do universo de Nelson Rodrigues, deu voz a personagens rodrigueanos nos três veículos.
Telma Reston começou seu trabalho de atriz no teatro, quando muda-se de Goiás para o Rio de Janeiro na década de 50. Tem uma formação sólida, com nomes como Adolfo Celi, Dulcina de Morais, Henriette Morineau, Maria Clara Machado. Seu primeiro trabalho profissional foi pelas mãos de mais dois mestres, Rubens Corrêa e Ivan de Albuquerque, em 1959. Sua estreia no cinema se dá alguns anos depois, em Asfalto Selvagem, de J.B. Tanko, em 1964, e daí não para mais. A atriz, com sua forte presença dramática, foi capaz de chamar atenção tanto em pontas, como na obra-prima Terra em Transe, de Glauber Rocha, como em papel de destaque, caso de Os Sete Gatinhos, de Neville de Almeida - quando recebe o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado, em 1980, no papel da Gorda.
A atriz estreou em novelas por último, no marco Gabriela, em 1975. Mas é no cinema que Telma Reston vem mostrando todo o seu talento, e, prova de sua versatilidade, foi e foi requisitada tanto pelos cinemanovistas, como Nelson Pereira dos Santos, Roberto Santos e o citado Glauber Rocha, os marginais Rogério Sganzerla e Júlio Bressane, como também para os filmes dos Trapalhões. Faleceu no dia 20 de Dezembro de 2012 após perder a luta contra um câncer, estava internada no Hospital São Lucas em Copacabana.

Fontes: Mulheres do Cinema Brasileiro

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Thelma Reston (Filmografia)



Cena de "Os sete gatinhos" (1980)

Filmografia:

1964 - Asfalto Selvagem
1965 - A Engraçadinha
1966 - A Engraçadinha depois dos trinta
1967 - Terra em transe
1967 - Proezas de satanás na Vila do Leva-e-Traz
1968 - O homem nu
1969 - A mulher de todos
1969 - As duas faces da moeda
1971 - O Pecado de Marta
1974 - Deixa, amorzinho...deixa
1974 - Lizzeta
1975 - Os pastores da noite
1976 - Gente fina é outra coisa
1976 - O vampiro de Copacabana
1978 - Se Segura Malandro .... esposa de Alcibíades
1980 - Cabaret mineiro
1980 - Insônia
1980 - Os sete gatinhos
1980 - Prova de fogo
1981 - O beijo no asfalto
1981 - O Santo e a Vedete
1982 - Os vagabundos trapalhões
1983 - Bar Esperança
1984 - Quilombo
1985 - Brás Cubas
1985 - O rei do Rio
1986 - Sexo Frágil
1986 - Banana split
1987- Dedé Mamata
1987 - Manôushe
1988 - Os heróis trapalhões - uma aventura na selva
1988 - Romance da Empregada
1989 - Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia
1990 - Lua de cristal
1991 - O Diabo na Cama
1997 - O homem nu
1997 - O noviço rebelde
2003 - Um Show de Verão
2005 - Hoje Tem Felicidade
2006 - Gatão de Meia Idade

Mais referências:
Thelma Reston fala sobre Nelson Rodrigues
Fotos da Carreira de Thelma Reston

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Sura Berditchevsky


Sura e Débora Bloch em cena de filme

Silvia Berditchevsky, artisticamente conhecida como Sura Berditchevsky nasceu em São Paulo, em 11/07/1953. 
É atriz, diretora, professora de Teatro, escritora e direção de atores em TV. Descendente de imigrantes judeus russos, Sura teve seu primeiro contato com o teatro por meio de um tio, David Berditchevsky que era diretor e cenógrafo. 


Início de Carreira

Já morando no Rio, a adolescente Sura chegou a freqüentar o grupo de teatro de seu tio, ao lado de seus irmãos, Sergio e Helio. Mas como sempre chegava atrasada, ele a pôs para fora do grupo. 
Nesta época, Sura estudava no Liceu Franco-Brasileiro, e, em plena ditadura, reativou o grêmio e conseguiu levar para lá um professor de teatro. Montaram obras de Brecht e Pirandello.
Sura costumava assistir muitos espetáculos. Ia a São Paulo assistir o Grupo Oficina, freqüentava o MAM no seu auge, onde seu irmão Sergio expunha no Salão de Verão e assistia aos filmes do famoso Cine Paissandu, no Rio. 
"Eu fiz comunicação na Fluminense. Queria fazer jornalismo, algo ligado a áudio visual. Estudei piano, violão, harpa. Resolvi, de repente, que queria ser harpista. Ninguém falava no instrumento e no Rio havia pouquíssimas harpistas",, disse ela em entrevista ao Site do CBTIJ.



O Tablado

Foi seu tio, David, o mesmo que havia "carinhosamente" a "expulsado" do grupo, quem a levou para ver uma peça no Tablado, obviamente já imaginando que seria uma boa opção ela se tornar aluna de Maria Clara Machado.
"Meu nome é Silvia. Só minha família me chamava Sura, porque é um nome russo judaico. Foi no Tablado, graças ao Bernardo (Jablonski) que partilhava de uma certa intimidade familiar, que todos passaram a me chamar de Sura, também. A Maria Clara foi uma luz no meu caminho. Era uma pessoa que falava coisas diferentes das que eu vinha escutando até então, por mais atípica que minha família fosse. A Clara tinha um interesse muito grande pelas pessoas diferentes, pelo ser humano. E também pelos adolescentes maluquinhos, conflitados, como eu. Por isso ficou muito próxima de mim e eu, dela. Ela teve um interesse muito grande pela minha crise de adolescente, pelas coisas com as quais eu me identificava ou não. Mais que a formação do ator ela se interessava pela formação do indivíduo", disse Sura.
No Tablado, Sura começou como contrarregra, limpando o palco. Entre uma sessão e outra de Tribobó City, varria toda uma chuva de papel prateado que caía em cena. Logo no primeiro ano de Tablado, foi promovida de contrarregra para sonoplasta na peça, Tribobó City. No final da peça, ainda entrava em cena de índia. Fazia parte do grupo dos índios mescaleiros, ao lado de Wolf Maia. 
No Tablado, Sura atuou nas peças "Tribobó City" (1971), "O Boi e o Burro no Caminho de Belém" (1971), "Um Tango Argentino" (1972), "O Boi e o Burro no Caminho de Belém" (1973), "O Embarque de Noé" (1973), "Vassa Geleznova" (1974), "O Dragão" (1975), "Dependências de Empregada" (1976), "O Patinho Feio" (1976), "Quem Matou o Leão?" (1978) e "Os Cigarras e Os Formigas" (1981). 
Sura foi também uma das primeiras professoras - ao lado de Bernardo Jablonski, Louise Cardoso, Milton Dobbin, Carlos Wilson - o Damião e Silvia Fucs - do Tablado, após Maria Clara Machado. 



Grupo Irmãos Flagelo

Paralelamente às suas atividades no Tablado, ainda nos anos 70, Sura foi uma das fundadoras do Grupo Irmãos Flagelo, formado também por Milton Dobbin, José Lavigne e Cacá Mourthé. 
Numa época de censura e repressão, foi pioneiro ao levar espetáculos para a rua. O primeiro espetáculo foi "Um Fiasco" e o segundo, "Cócegas". Neste último entrou a Guida Vianna e o Fernando Berditchevsky. O grupo tinha a direção circense de Zdenek Hampl então recém chegado de Praga. 
Com os Irmãos Flagelo, Sura se apresentou em festas, escolas e praças do Rio de Janeiro e periferia. Eram subvencionados pela Secretaria de Parques e Jardins, durante dois anos. Iam de ônibus, vestidos de palhaço.
"A Clara foi a grande incentivadora dos Irmãos Flagelo. Acabou escrevendo e nos colocou em Quem matou o Leão? Os palhaços do texto são uma espécie de homenagem aos Irmãos Flagelo. Eu fazia um palhaço homem, um burocrata de gravata, que trabalhava na companhia telefônica, que foi inspirado no Groucho Marx".



Trabalhos em TV

A estreia de Sura na TV ocorreu em 1978, no grande sucesso de Gilberto Braga, "Dancin' Days". No ano seguinte, ela foi uma das protagonistas de "Marron Glacê", de Cassiano Gábus Mendes, novela na qual fez par romântico com Paulo Figueiredo. 
Em 1980, Sura atuou em uma nova novela de Cassiano Gábus Mendes: "Plumas e Paetês", na qual vivia uma das modelos da trama, Lídia. 
Em 1981, Sura voltou a trabalhar ao lado de Paulo Figueiredo, na novela "Terras do Sem Fim", de Walter George Durst. Ela vivia Ester, mulher de um fazendeiro que se envolvia com o personagem de Figueiredo. 
Suas novelas seguintes foram "Santa Marta Fabril" (1984), "Selva de Pedra" (1986), "Barriga de Aluguel" (1990) e "Fera Ferida" (1993).
Em 1998, Sura participou de "Era uma Vez". Nessa época ela também dirigia o núcleo infantil da TV Globo.
Em 2004, ela voltou às novelas em "Senhora do Destino". 
Sura também atuou nos programas Caso Especial, "Você Decide" e "Linha Direta Justiça". 



Trabalhos no Cinema

Sura Berditchevsky fez sua estreia em cinema no filme "Ajuricaba, o Rebelde da Amazônia", de 1977, e com direção de Oswaldo Caldeira. 
Em 1978, ela participou do elenco do longa "Coronel Delmiro Gouveia", de Geraldo Sarno.
Em 1980, ela viveu Hilda, uma das irmãs do filme "Os Sete Gatinhos", de Neville de Almeida, baseado em obra de Nelson Rodrigues. 
Em 1984, atuou em "Noites do Sertão", de Carlos Alberto Prates Correia; e em "O Cavalinho Azul", de Eduardo Escorel e que teve roteiro assinado por ela. 
Em 1991, Sura participou do documentário ficcionado "A Viagem de Volta", sobre tratamento e recuperação de jovens dependentes químicos (viciados) em Comunidades Terapêuticas. 
Em 2004, Sura atuou no filme "O Vestido", de Paulo Thiago. 



Outros Trabalhos em Teatro

João Carlos Motta, primeiro marido de Sura, escreveu "Dependência de Empregada" que foi censurada. No dia seguinte estavam no Departamento de Censura. A classe se uniu e todos estavam lá. 
Depois, montaram "O Beco do Brecht", que eram cinco peças curtas, ainda inéditas.
Sura atuou também em "A Serpente", dirigida pelo Marcos Flacksman e dirigiu Claudia Jimenez em "Valsa Número 6", ambas de Nelson Rodrigues.
Em Teatro adulto, Sura participou também como atriz de "O Dragão", de Eugène Szwarz, direção Maria Clara Machado - 1975; "As Cadeiras", de Eugene Ionesco, direção João Carlos Motta - 1974; "Por que Você não vai Fazer Chá...", texto e direção Zdenek Hampl - 1972; "Dependências de Empregada", texto e direção João Carlos Motta - 1973; "A cantora Careca", de Eugene Ionesco, direção Luis de Lima - 1982; "Hedda Gabler", de Ibsen - 1983; "Na Sauna", direção e adaptação de Bibi Ferreira - 1990; "Dorotéia", de Nelson Rodrigues, direção de Carlos Augusto Strazzer - 1993; "8 Mulheres", de Robert Thomas, direção Darson Ribeiro - 2001; e "A Rosa Tatuada", de Tennesee Williams, direção Filipe Tenreiro - 2000. 



Professora de Teatro, Diretora e Escritora

Quando Maria Clara teve hepatite, chamou primeiro Louise Cardoso para dar aulas. Depois Bernardo Jablonski e em seguida, Sura. 
"Na verdade, antes de eu dar aulas no Tablado, dei aulas em uma escola muito interessante, que depois virou o CEAT , o Pueri Dommus dirigido pela mãe de Bia Lessa".
Deu aula para Fernanda Torres, Denise Fraga e Cláudia Gimenez não
com o objetivo de levá-las ao sucesso imediato, mas como um mestre que investe na formação de uma geração. 
"Meus rascunhos, meus textos ficaram engavetados cinco anos. Comecei a escrever primeiro contos. O primeiro foi Amor de Cão, um livro sobre nascimento e tinha uma coisa meio teatralizada porque eu acompanhei o parto de uma cadela e o Paulo Azevedo que era um fotógrafo de teatro muito importante na década de 70, fotografou. Foi muito difícil assumir que eu gostava de escrever para crianças porque a minha a minha grande referência era a Clara. 
O segundo livro foi Um Peixe Fora d’Água, que depois adaptei para teatro. Uma experiência maravilhosa, pois surgiu um espetáculo grandioso, musical com muitas pessoas em cena e equipe de primeira. Foi então que me descobri diretora. uma diretora de grandes espetáculos. Tive facilidade em dirigir num palco grande, usando todos os recursos do teatro". 
Seu terceiro livro é "Os Olhos da Cara", lançado pela Editora Record.



Rompendo com o Tablado

Na ocasião em que O Tablado estava comemorando 30 anos, com a montagem de "Os Cigarras e os Formigas" (início dos anos 80), Sura rompeu com a casa de Maria Clara Machado. 
"Eu tive uma briga com a Cacá e saímos no tapa. Foi aí que eu rompi com o Tablado e disse não queria mais aquilo. Fiquei um tempo meio afastada, fazendo cinema e televisão. Apresentava um programa sobre cinema na TV Educativa. Casei, tive a minha filha Natacha e depois lancei os livros. Foi uma crise e foi muito doloroso, mas era um momento que eu já precisava criar a minha identidade. Eu discordava de uma porção de coisas do Tablado e como era muito metida e falava tudo que eu achava... enfim aquela coisa de enfrentar a mãe, com um amor enorme, porque mesmo com meu afastamento, eu continuei ligadíssima da Clara, graças a Deus, até seu último suspiro".
Segundo Sura, a partir daí, as experiências de teatro profissional adulto que teve foram muito frustrantes: "Decepcionei-me muito e acho que isso que me levou também a fazer um trabalho mais autoral. Eu não me adequava, não concordava, achava careta. Não era uma questão de julgamento, e muito tempo depois eu fui entender que não era só a questão de ser teatro adulto ou infantil, mas uma questão ideológica de formação".



A Volta ao Infantil

Depois de lançar os livros, Sura resolveu fazer a adaptação para teatro de "O Peixe fora d'Água", juntando profissionais amigos e alunos do Tablado. O nome do peixinho protagonista é Ernesto em homenagem ao ator Ernesto Piccolo.
Depois, fez, ao lado de Neuza Caribé, "Peter Pan", estrelado por Janser Barreto. Sura participou também da implantação do Prêmio Coca-Cola para Teatro Infantil. 
Em 1995, fez a adaptação de "Diário de um Adolescente Hipocondríaco", que falava sobre prevenção sexual, para pré-adolescentes de 8 a 12 anos. Em cena, quarenta e três crianças, pré-adolescentes e adolescentes. Os atores adultos faziam os professores da escola. A peça abordava questões como doenças sexualmente transmissíveis, gravidez precoce, abuso sexual, drogas, entre outras. 




Trabalhos Recentes

Nos últimos anos, Sura vem dividindo seu trabalho de atriz com aulas de teatro, workshops pelo Brasil, direção de espetáculos como "Cócegas", "Cosquinha", "Atacado & Varejo" (peça escrita para seu pai, Waldemar Berditchevsky), "Biografia não Autorizada de uma Família", "Como Nasce o Palhaço", "Theatro das Virtudes"; além de participação em novelas e direção de atores na televisão. Foi também, durante quatro anos, jurada do Prêmio Coca-Cola para Teatro Infantil. Em 2006, participou do seriado teen da TV Globo "Malhação", vivendo Noêmia, uma assistente social. 
Em 2008, dirigiu "Um Garoto Chamado Rorbeto", escrita a partir do livro homônimo de Gabriel o Pensador (vencedor do 48º Prêmio Jabuti de Literatura 2006 na categoria infanto juvenil). A peça fala do analfabetismo, da questão social e da aceitação das diferenças – no que elas podem trazer de novo e contribuir em favor da melhoria das relações coletivas. A peça foi uma realização da Companhia de Teatro Sura Berditchevsky. 
A atriz coordena a Companhia Teatral Sura Berditchevsky, voltada para o teatro infanto-juvenil, que já produziu diversas peças. 
Entre os prêmios colecionados estão: Prêmio Coca-cola (com “Peter Pan” e “Diário de um adolescente hipocondríaco”), Prêmio Moliére (“Peter Pan”) e Prêmio Mambembe (“Um Peixe Fora D´água”). 




Fontes de Consulta: Site João Carlos Barroso, Entrevista "Encontros & Oficinas" (Site CBTIJ), Livro "O Tablado - 25 Anos", Livro "Os Melhores Anos de Muitas Vidas - 50 Anos de Tablado", Site Teledramaturgia, Site Mulheres do Cinema Brasileiro, Acervo Site Cine Brasil, Site Grupo Estação, O Fuxico, Site Projeto VIP, Site Mercado Livre, Acervo Site Por Onde Anda?, Blog Para Recordar Novelas e Famosos, Site CBTIJ, Site Memória Globo, Istoé Gente, Acervo Miguel Andrade, Canal Narcisoguney (YouTube), Canal titablueangel (YouTube), Wikipédia. 


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