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Cinema Latino

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Sura Berditchevsky


Sura e Débora Bloch em cena de filme

Silvia Berditchevsky, artisticamente conhecida como Sura Berditchevsky nasceu em São Paulo, em 11/07/1953. 
É atriz, diretora, professora de Teatro, escritora e direção de atores em TV. Descendente de imigrantes judeus russos, Sura teve seu primeiro contato com o teatro por meio de um tio, David Berditchevsky que era diretor e cenógrafo. 


Início de Carreira

Já morando no Rio, a adolescente Sura chegou a freqüentar o grupo de teatro de seu tio, ao lado de seus irmãos, Sergio e Helio. Mas como sempre chegava atrasada, ele a pôs para fora do grupo. 
Nesta época, Sura estudava no Liceu Franco-Brasileiro, e, em plena ditadura, reativou o grêmio e conseguiu levar para lá um professor de teatro. Montaram obras de Brecht e Pirandello.
Sura costumava assistir muitos espetáculos. Ia a São Paulo assistir o Grupo Oficina, freqüentava o MAM no seu auge, onde seu irmão Sergio expunha no Salão de Verão e assistia aos filmes do famoso Cine Paissandu, no Rio. 
"Eu fiz comunicação na Fluminense. Queria fazer jornalismo, algo ligado a áudio visual. Estudei piano, violão, harpa. Resolvi, de repente, que queria ser harpista. Ninguém falava no instrumento e no Rio havia pouquíssimas harpistas",, disse ela em entrevista ao Site do CBTIJ.



O Tablado

Foi seu tio, David, o mesmo que havia "carinhosamente" a "expulsado" do grupo, quem a levou para ver uma peça no Tablado, obviamente já imaginando que seria uma boa opção ela se tornar aluna de Maria Clara Machado.
"Meu nome é Silvia. Só minha família me chamava Sura, porque é um nome russo judaico. Foi no Tablado, graças ao Bernardo (Jablonski) que partilhava de uma certa intimidade familiar, que todos passaram a me chamar de Sura, também. A Maria Clara foi uma luz no meu caminho. Era uma pessoa que falava coisas diferentes das que eu vinha escutando até então, por mais atípica que minha família fosse. A Clara tinha um interesse muito grande pelas pessoas diferentes, pelo ser humano. E também pelos adolescentes maluquinhos, conflitados, como eu. Por isso ficou muito próxima de mim e eu, dela. Ela teve um interesse muito grande pela minha crise de adolescente, pelas coisas com as quais eu me identificava ou não. Mais que a formação do ator ela se interessava pela formação do indivíduo", disse Sura.
No Tablado, Sura começou como contrarregra, limpando o palco. Entre uma sessão e outra de Tribobó City, varria toda uma chuva de papel prateado que caía em cena. Logo no primeiro ano de Tablado, foi promovida de contrarregra para sonoplasta na peça, Tribobó City. No final da peça, ainda entrava em cena de índia. Fazia parte do grupo dos índios mescaleiros, ao lado de Wolf Maia. 
No Tablado, Sura atuou nas peças "Tribobó City" (1971), "O Boi e o Burro no Caminho de Belém" (1971), "Um Tango Argentino" (1972), "O Boi e o Burro no Caminho de Belém" (1973), "O Embarque de Noé" (1973), "Vassa Geleznova" (1974), "O Dragão" (1975), "Dependências de Empregada" (1976), "O Patinho Feio" (1976), "Quem Matou o Leão?" (1978) e "Os Cigarras e Os Formigas" (1981). 
Sura foi também uma das primeiras professoras - ao lado de Bernardo Jablonski, Louise Cardoso, Milton Dobbin, Carlos Wilson - o Damião e Silvia Fucs - do Tablado, após Maria Clara Machado. 



Grupo Irmãos Flagelo

Paralelamente às suas atividades no Tablado, ainda nos anos 70, Sura foi uma das fundadoras do Grupo Irmãos Flagelo, formado também por Milton Dobbin, José Lavigne e Cacá Mourthé. 
Numa época de censura e repressão, foi pioneiro ao levar espetáculos para a rua. O primeiro espetáculo foi "Um Fiasco" e o segundo, "Cócegas". Neste último entrou a Guida Vianna e o Fernando Berditchevsky. O grupo tinha a direção circense de Zdenek Hampl então recém chegado de Praga. 
Com os Irmãos Flagelo, Sura se apresentou em festas, escolas e praças do Rio de Janeiro e periferia. Eram subvencionados pela Secretaria de Parques e Jardins, durante dois anos. Iam de ônibus, vestidos de palhaço.
"A Clara foi a grande incentivadora dos Irmãos Flagelo. Acabou escrevendo e nos colocou em Quem matou o Leão? Os palhaços do texto são uma espécie de homenagem aos Irmãos Flagelo. Eu fazia um palhaço homem, um burocrata de gravata, que trabalhava na companhia telefônica, que foi inspirado no Groucho Marx".



Trabalhos em TV

A estreia de Sura na TV ocorreu em 1978, no grande sucesso de Gilberto Braga, "Dancin' Days". No ano seguinte, ela foi uma das protagonistas de "Marron Glacê", de Cassiano Gábus Mendes, novela na qual fez par romântico com Paulo Figueiredo. 
Em 1980, Sura atuou em uma nova novela de Cassiano Gábus Mendes: "Plumas e Paetês", na qual vivia uma das modelos da trama, Lídia. 
Em 1981, Sura voltou a trabalhar ao lado de Paulo Figueiredo, na novela "Terras do Sem Fim", de Walter George Durst. Ela vivia Ester, mulher de um fazendeiro que se envolvia com o personagem de Figueiredo. 
Suas novelas seguintes foram "Santa Marta Fabril" (1984), "Selva de Pedra" (1986), "Barriga de Aluguel" (1990) e "Fera Ferida" (1993).
Em 1998, Sura participou de "Era uma Vez". Nessa época ela também dirigia o núcleo infantil da TV Globo.
Em 2004, ela voltou às novelas em "Senhora do Destino". 
Sura também atuou nos programas Caso Especial, "Você Decide" e "Linha Direta Justiça". 



Trabalhos no Cinema

Sura Berditchevsky fez sua estreia em cinema no filme "Ajuricaba, o Rebelde da Amazônia", de 1977, e com direção de Oswaldo Caldeira. 
Em 1978, ela participou do elenco do longa "Coronel Delmiro Gouveia", de Geraldo Sarno.
Em 1980, ela viveu Hilda, uma das irmãs do filme "Os Sete Gatinhos", de Neville de Almeida, baseado em obra de Nelson Rodrigues. 
Em 1984, atuou em "Noites do Sertão", de Carlos Alberto Prates Correia; e em "O Cavalinho Azul", de Eduardo Escorel e que teve roteiro assinado por ela. 
Em 1991, Sura participou do documentário ficcionado "A Viagem de Volta", sobre tratamento e recuperação de jovens dependentes químicos (viciados) em Comunidades Terapêuticas. 
Em 2004, Sura atuou no filme "O Vestido", de Paulo Thiago. 



Outros Trabalhos em Teatro

João Carlos Motta, primeiro marido de Sura, escreveu "Dependência de Empregada" que foi censurada. No dia seguinte estavam no Departamento de Censura. A classe se uniu e todos estavam lá. 
Depois, montaram "O Beco do Brecht", que eram cinco peças curtas, ainda inéditas.
Sura atuou também em "A Serpente", dirigida pelo Marcos Flacksman e dirigiu Claudia Jimenez em "Valsa Número 6", ambas de Nelson Rodrigues.
Em Teatro adulto, Sura participou também como atriz de "O Dragão", de Eugène Szwarz, direção Maria Clara Machado - 1975; "As Cadeiras", de Eugene Ionesco, direção João Carlos Motta - 1974; "Por que Você não vai Fazer Chá...", texto e direção Zdenek Hampl - 1972; "Dependências de Empregada", texto e direção João Carlos Motta - 1973; "A cantora Careca", de Eugene Ionesco, direção Luis de Lima - 1982; "Hedda Gabler", de Ibsen - 1983; "Na Sauna", direção e adaptação de Bibi Ferreira - 1990; "Dorotéia", de Nelson Rodrigues, direção de Carlos Augusto Strazzer - 1993; "8 Mulheres", de Robert Thomas, direção Darson Ribeiro - 2001; e "A Rosa Tatuada", de Tennesee Williams, direção Filipe Tenreiro - 2000. 



Professora de Teatro, Diretora e Escritora

Quando Maria Clara teve hepatite, chamou primeiro Louise Cardoso para dar aulas. Depois Bernardo Jablonski e em seguida, Sura. 
"Na verdade, antes de eu dar aulas no Tablado, dei aulas em uma escola muito interessante, que depois virou o CEAT , o Pueri Dommus dirigido pela mãe de Bia Lessa".
Deu aula para Fernanda Torres, Denise Fraga e Cláudia Gimenez não
com o objetivo de levá-las ao sucesso imediato, mas como um mestre que investe na formação de uma geração. 
"Meus rascunhos, meus textos ficaram engavetados cinco anos. Comecei a escrever primeiro contos. O primeiro foi Amor de Cão, um livro sobre nascimento e tinha uma coisa meio teatralizada porque eu acompanhei o parto de uma cadela e o Paulo Azevedo que era um fotógrafo de teatro muito importante na década de 70, fotografou. Foi muito difícil assumir que eu gostava de escrever para crianças porque a minha a minha grande referência era a Clara. 
O segundo livro foi Um Peixe Fora d’Água, que depois adaptei para teatro. Uma experiência maravilhosa, pois surgiu um espetáculo grandioso, musical com muitas pessoas em cena e equipe de primeira. Foi então que me descobri diretora. uma diretora de grandes espetáculos. Tive facilidade em dirigir num palco grande, usando todos os recursos do teatro". 
Seu terceiro livro é "Os Olhos da Cara", lançado pela Editora Record.



Rompendo com o Tablado

Na ocasião em que O Tablado estava comemorando 30 anos, com a montagem de "Os Cigarras e os Formigas" (início dos anos 80), Sura rompeu com a casa de Maria Clara Machado. 
"Eu tive uma briga com a Cacá e saímos no tapa. Foi aí que eu rompi com o Tablado e disse não queria mais aquilo. Fiquei um tempo meio afastada, fazendo cinema e televisão. Apresentava um programa sobre cinema na TV Educativa. Casei, tive a minha filha Natacha e depois lancei os livros. Foi uma crise e foi muito doloroso, mas era um momento que eu já precisava criar a minha identidade. Eu discordava de uma porção de coisas do Tablado e como era muito metida e falava tudo que eu achava... enfim aquela coisa de enfrentar a mãe, com um amor enorme, porque mesmo com meu afastamento, eu continuei ligadíssima da Clara, graças a Deus, até seu último suspiro".
Segundo Sura, a partir daí, as experiências de teatro profissional adulto que teve foram muito frustrantes: "Decepcionei-me muito e acho que isso que me levou também a fazer um trabalho mais autoral. Eu não me adequava, não concordava, achava careta. Não era uma questão de julgamento, e muito tempo depois eu fui entender que não era só a questão de ser teatro adulto ou infantil, mas uma questão ideológica de formação".



A Volta ao Infantil

Depois de lançar os livros, Sura resolveu fazer a adaptação para teatro de "O Peixe fora d'Água", juntando profissionais amigos e alunos do Tablado. O nome do peixinho protagonista é Ernesto em homenagem ao ator Ernesto Piccolo.
Depois, fez, ao lado de Neuza Caribé, "Peter Pan", estrelado por Janser Barreto. Sura participou também da implantação do Prêmio Coca-Cola para Teatro Infantil. 
Em 1995, fez a adaptação de "Diário de um Adolescente Hipocondríaco", que falava sobre prevenção sexual, para pré-adolescentes de 8 a 12 anos. Em cena, quarenta e três crianças, pré-adolescentes e adolescentes. Os atores adultos faziam os professores da escola. A peça abordava questões como doenças sexualmente transmissíveis, gravidez precoce, abuso sexual, drogas, entre outras. 




Trabalhos Recentes

Nos últimos anos, Sura vem dividindo seu trabalho de atriz com aulas de teatro, workshops pelo Brasil, direção de espetáculos como "Cócegas", "Cosquinha", "Atacado & Varejo" (peça escrita para seu pai, Waldemar Berditchevsky), "Biografia não Autorizada de uma Família", "Como Nasce o Palhaço", "Theatro das Virtudes"; além de participação em novelas e direção de atores na televisão. Foi também, durante quatro anos, jurada do Prêmio Coca-Cola para Teatro Infantil. Em 2006, participou do seriado teen da TV Globo "Malhação", vivendo Noêmia, uma assistente social. 
Em 2008, dirigiu "Um Garoto Chamado Rorbeto", escrita a partir do livro homônimo de Gabriel o Pensador (vencedor do 48º Prêmio Jabuti de Literatura 2006 na categoria infanto juvenil). A peça fala do analfabetismo, da questão social e da aceitação das diferenças – no que elas podem trazer de novo e contribuir em favor da melhoria das relações coletivas. A peça foi uma realização da Companhia de Teatro Sura Berditchevsky. 
A atriz coordena a Companhia Teatral Sura Berditchevsky, voltada para o teatro infanto-juvenil, que já produziu diversas peças. 
Entre os prêmios colecionados estão: Prêmio Coca-cola (com “Peter Pan” e “Diário de um adolescente hipocondríaco”), Prêmio Moliére (“Peter Pan”) e Prêmio Mambembe (“Um Peixe Fora D´água”). 




Fontes de Consulta: Site João Carlos Barroso, Entrevista "Encontros & Oficinas" (Site CBTIJ), Livro "O Tablado - 25 Anos", Livro "Os Melhores Anos de Muitas Vidas - 50 Anos de Tablado", Site Teledramaturgia, Site Mulheres do Cinema Brasileiro, Acervo Site Cine Brasil, Site Grupo Estação, O Fuxico, Site Projeto VIP, Site Mercado Livre, Acervo Site Por Onde Anda?, Blog Para Recordar Novelas e Famosos, Site CBTIJ, Site Memória Globo, Istoé Gente, Acervo Miguel Andrade, Canal Narcisoguney (YouTube), Canal titablueangel (YouTube), Wikipédia. 


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Sura Berditchevsky (Filmografia)


Filmografia:
Cinema:

Coronel Delmiro Gouveia (1978), de Geraldo Sarno ... Eulina;
Os Sete Gatinhos (1980), de Neville D’Almeida;
Noites do Sertão (1984), de Carlos Alberto Prates Correia;
Musika (1989), de Rafael Conde;
Viagem de Volta (1990), de Emiliano Ribeiro;
O Vestido (2003), de Paulo Thiago

Televisão:

1978 Dancin' Days - Inês
1979 Marron Glacê - Vanessa
1980 Plumas e Paetês - Lídia
1981 Terras do sem fim - Ester
1984 Santa Marta Fabril S.A. (Rede Manchete)
1986 Selva de Pedra - Kátia
1990 Barriga de Aluguel - Raquel Ribeiro
1998 Era uma Vez... - Letícia
2004 Senhora do Destino - professora de Lady Daiane (participação especial)
2006 Malhação - Noêmia (assistente social) (participação especial)
2011 Ti Ti Ti - Cliente de Jaques Leclair (Participação especial)

Livros Publicados:
Literatura Infantil:

Amor de Cão, Editora Nova Fronteira
Um Peixe Fora D’água, Editora Nova Fronteira
Os Olhos da Cara, Editora Record


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Foto do dia

Bono Vox e Penélope Cruz para a capa da Vogue Paris

domingo, 16 de dezembro de 2012

O fim do mundo no cinema


Recentemente recebi por e-mail  a informação do lançamento de um livro muito interessante. Deve interessar aos cinéfilos de plantão!


Fim do Mundo: Guerras, Destruição e Apocalipse na História e no Cinema
Cesar Augusto Barcellos Guazzelli;
Charles Sidarta Machado Domingos;
José Orestes Beck;
Rafael Hansen Quinsani
Editora Argonautas
Porto Alegre 2012
Preço R$ 20,00

Este livro é resultado do sexto Ciclo de Cinema, História e Educação realizado pelo Departamento de História da UFRGS em parceria com a Sala Redenção- Cinema Universitário. A obra aborda a temática do fim do mundo explorada com diferentes enfoques em treze filmes de diversos gêneros.
A ideia da morte, individual ou coletiva, da extinção do homem ou de todas as espécies e do fim do plano material em que vivemos remonta desde os primórdios da existência do homem. O medo e a angústia presente em diversas culturas, transmitidos de geração após geração de diferentes formas é explorado e amplificado a partir do século XX pelo meio cinematográfico. Por meios religiosos, míticos, belicosos, sobre-humanos ou por desastres naturais a presença do fim é ressuscitada de tempos em tempos coadunando angústias de tempos passados, presente e expectativas de futuro. No nosso presente isto é sintetizado no ano 2012, possível data do fim do mundo identificada pela civilização Maia.
Os filmes analisados são: Apocalypto de Mel Gibson; Dr. Fantástico de Stanley Kubrick; Contágio de Steven Soderbergh; Terra dos mortos de George Romero; A última esperança da terra de Boris Sagal; O Advogado do diabo de Taylor Hackford; Armagedon de Michael Bay; Guerra dos mundos de Steven Spielberg; Conquista sangrenta de Paul Verhoeven; Ensaio sobre a cegueira de Fernando Meirelles; O sacrifício de Andrei Tarkoviski; 2012 de Roland Emmerich; As invasões bárbaras de Denys Arcand
Os treze filmes selecionados buscam contemplar estas temáticas e servir de escopo para a produção de um debate de interesse acadêmico, científico e social divulgando a rica produção e reflexão realizadas no meio universitário do Rio Grande do Sul.

Lançamento
Dia 21 de Dezembro 18h30min
Sala Redenção
Campus Central da UFRGS

Contatos:
Editora Argonautas: E-mail: argonautaseditora@gmail.com
Rafael Hansen Quinsani E-mail: rafarhq@yahoo.com.br
3337 9228 / 8251 2617

sábado, 15 de dezembro de 2012

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Os primeiros do cinema em espanhol



Santa (1931) - Primeiro filme Sonoro Mexicano - traz como protagonista a atriz Lupita Tovar.




Conchita Piquer (1923) - Primeiro filme cantado em espanhol

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Lupita Tovar






Guadalupe Tovar nasceu em Matías Romero, Oaxaca  México, no dia 27 de julio de 1910. Se destacou no cinema mudo de seu país. Se tornou conhecida por ter protagonizado a versão espanhola de Drácula (1931) e também por protagonizar o primeiro filme mudo do cinema mexicano, Santa.
Foi descoberta pelo diretor de documentários, Robert Flaherty em 1929, que a conduziu a Hollywood, onde iniciou sua carreira cinematográfica atuando em pequenos papéis em filmes mudos. Apesar de ser bem recebida, não conseguiu sucesso igual às suas compatriotas, Dolores del Río e Lupe Vélez, que  já eram renomadas estrelas em Hollywood. Em 1930 Tovar iniciou uma prolífica carreira nas versões hispanas dos grandes filmes de Hollywood, entre os quais se destacam La voluntad del muerto (versão em espanhol de The Cat Creeps) e sobretudo na versão espanhola de Drácula.
Depois de Dracula, em 1931, Tovar voltou ao México, onde, sob a direção de Antonio Moreno, estrearia o primeiro filme sonoro do cinema mexicano, Santa, baseada no romance de Federico Gamboa.
Em 1932, conhece em Paris o representante artístico americano, Paul Kohner, que logo se tornaria seu esposo.
Tovar terminaria por se retirar da indústria do cinema no início dos anos quarenta, logo depois do nascimento dos seus filhos: a atriz Susan Kohner (indicada ao Oscar em 1964), e o produtor de televisão, Pancho Kohner. A pesar de tudo, Lupita Tovar teria seu nome gravado em ouro na história do cinema de língua espanhola por sua histórica atuação em Santa.
Em 2006, Tovar recebeu uma homenagem da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos por sua colaboração na indústria do cinema.
Tovar é avó dos produtores americanos, Chris e Paul Weitz, famosos pelos filmes como Antz, The Nutty Professor e American Pie, entre outros. Atualmente junto com Mayra Sérbulo e Aurora Clavel é uma das três atrizes oaxaquenhas que chegaram a Hollywood.

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