Ficha Técnica: Título original:Don Juan Tenorio País: Espanha Ano: 1922 Direção: Ricardo de Baños Roteiro: Ricardo de Baños e José Zorrilla Gênero: Drama Data de estreia: 27 de Outubro de 1922 Locações: Cidade de Barcelona
Elenco:
Fortunio Bonanova (Don Juan Tenorio)
Inocencia Alcubierre (Doña Inés)
Jaime Planas (Don Luis Mejía)
Ramón Quadreny (Ciutti)
Ramón Bañeras (Don Gonzalo de Ulloa)
Julio López de Castilla (Don Diego Tenorio)
Julio Nolla
Conchita Huerta (Doña Ana de Pantoja)
Copérnico Olver (Butarelli)
Antonia Baró (Brígida)
Ricardo Fuster (Centellas)
Pablo Prou de Vendrell (Don Rafael de Avellaneda)
Pepita Berenguer (Lucía)
Teresa Arquer (A Abadesa)
José Martí (O Escultor)
Sinopse: Conhecido em Sevilha por sua ousadia e sua fama de conquistador, Don Juan Tenorio (Fortunio Bonanova) estava a costumado a sair safo de todos os lances que empreendia, já fora no jogo, nos duelos e nas lutas ou no amor das mulheres que desejava. Até que um dia, por uma aposta cruza em seu caminho Doña Inés de Ulloa (Inocencia Alcubierre), uma jovem noviça, que logo se tornará freira.
Curiosidades: O filme é baseado na peça do mesmo nome, segundo os críticos da época foi uma das melhores interpretações no cinema para a obra literária. Com grande e reconhecido elenco, sob o selo da Hispano Films.
Ficha Técnica: Título original:Sonámbulos País: Espanha Idioma: Espanhol Gênero: Drama
Direção: Manuel Gutiérrez Aragón. Roteiro: Manuel Gutiérrez Aragón. Produção: Profilmes S.A. Fotografia: Teo Escamilla. Montagem: José Salcedo. Cenários: Miguel Narros. Música: José Nieto. Duração: 96 minutos.
Elenco:
Ana Belén (Ana)
Norman Brisky (Norman)
María Rosa Salgado (María Rosa)
Javier Delgado (Javier)
José Luis Gómez (Juan)
Lola Gaos (Fátima)
Ricardo Franco (Javier)
Félix Rotaeta (Félix)
José Manuel Cervino (Pepe)
Eduardo McGregor (médico)
José Luis Borau (director da biblioteca)
Manuel Fadón (garoto na biblioteca)
Miguel Narros (diretor de teatro)
Laly Soldevilla (Laly Soldevilla)
Sinopse: A ação transcorre durante o processo de Burgos. Ana (Ana Belén), que trabalha no Comitê pela liberação de uns supostos terroristas, condenados a morte, sofre um desmaio. Seu tio Norman (Norman Brisky), antigo médico a quem retiraram a licença por contrabando de medicamentos, lhe oferece um remédio que pode ajudar a sua doença cerebral, mas lhe adverte que pode trazer consequências: pois a medicação produz umas desinibições tais que o paciente se situa mais além do bem e do mal, da ética e das convicções.
Ficha Técnica: Título original: Las salvajes en Puente San Gil País: Espanha Idioma: Espanhol Ano: 1966 Direção: Antonio Ribas Roteiro: Miguel Sanz e Antonio Ribas; Baseado na obra teatral de José Martín Recuerda. Música: Carmelo A. Bernaola Fotografía: Francisco Fraile Montagem: José Antonio Rojo Direção Artística: Matías Montero Gênero: Drama/Musical
Elenco:
Adolfo Marsillach
Elena María Tejeiro
María Silva
Nuria Torray
Luis Marín
Rosanna Yanni
Jesús Aristu
Trini Alonso
Carmen de Lirio
Vicky Lagos
Valentín Tornos
Charo Soriano
Marisa Paredes
Luisa Sala
Sinopse: Uma companhia de teatro de revista quer atuar em Puente San Gil a todo custo, mas os moradores conseguem a suspensão do espectáculo, o que faz desencandear a vingança.
Curiosidades: O roteiro se baseia em uma histórial real sobre as peripécias de um grupo de vedetes do Teatro de Revista recém chegadas a uma pequena cidade pronvinciana em uma obscura Espanha da época, elas são recebidas com agressividade e desprezo pela burguesia ultra conservadora e pacata, chegando a ser denunciadas e presas. Mas elas se negam à "lei do silêncio" e entonam seu protesto em forma de canção. É a história das personagens: Palmira, Rosita, Carmela, Magdalena e Arzipreste.
Como peça teatral, teve sua estreia anos antes. Aliás o filme é baseado na peça que foi encenada no Teatro Eslava em Madrid no dia 30 de maio de 1963, com direção de Luis Escobar e cenários de Manuel López e interpretando os papéis principais: Pilar Sala, María Luisa Lamata, Vicky Lagos, Maruja Recio. Foi série de TV nos anos 80, precisamente em 24 de janeiro de 1983 pelo Estúdio 1, TVE, dirigida por Sergi Schaaff e sendo interpretada pelos atores: Montserrat Carulla, Carmen Fortuny, Marta Padovan, Anna Lizaran e Luis Fenton. Retomou aos palcos de Madrid em 1988 noTeatro Espronceda, sendo dirigida desta vez por Ángel Cobo e sendo interpretada pelo elenco: Beatriz Carvajal, Josefina Calatayud, Francisca Núñez, Salomé Guerrero e Karmele Aramburu.
Filme estrelado por atores com
Síndrome de Down ganhou três Kikitos; "O Som ao Redor", de Kleber
Mendonça Filho, venceu em quatro categorias
A premiação da 40ª edição do Festival de Gramado foi dos protagonistas de "Colegas" , dirigido por Marcelo Galvão. O filme ganhou os Kikitos de melhor longa-metragem e melhor direção de arte, mas o momento mais emocionante da noite de sábado (18) foi quando Breno Viola, Rita Pokk e Ariel Goldenberg, atores e portadores da Síndrome de Down, subiram ao palco para pegar um prêmio especial do júri, chorando muito.
Foi "O Som ao Redor" , de Kleber Mendonça Filho, que levou mais prêmios, quatro no total, inclusive melhor direção e melhor filme da crítica e pelo júri popular (ao invés dos espectadores de Gramado, quem escolhe os vencedores é uma comissão composta por leitores de jornais de todo o país). Pedro Bial, que não estava em Gramado, foi escolhido melhor roteirista pelo documentário "Jorge Mautner – O Filho do Holocausto" , enquanto os prêmios de interpretação acabaram na mãos de Marat Descartes ("Super Nada") e Fernanda Vianna ( "O Que Se Move" ). Em longa-metragem latino, não deu para ninguém: das sete estatuetas, cinco foram para "Artigas, La Redota" , de César Charlone, entre elas melhor filme do júri oficial, popular e da crítica.
Entre os curta-metragens brasileiros, não foi muito diferente. O baiano "Menino do Cinco", de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira, ganhou seis Kikitos. Unânime, foi laureado pelo júri oficial, popular, da crítica e ganhou o prêmio de aquisição do Canal Brasil. O gaúcho "Casa Afogada", de Gilson Vargas, venceu em quatro categorias, as mesmas que já havia conquistado na Mostra Gaúcha (direção de arte, fotografia e desenho de som) mais melhor direção.
Veja abaixo a lista completa de vencedores do Festival de Gramado 2012.
Longa-metragem brasileiro Melhor filme: "Colegas", de Marcelo Galvão Melhor diretor: Kleber Mendonça Filho, "O Som ao Redor" Melhor filme pelo júri popular: "O Som ao Redor" Prêmio Especial do Júri: os atores Breno Viola, Rita Pokk e Ariel Goldenberg, por "Colegas" Melhor ator: Marat Descartes, "Super Nada" Melhor atriz: Fernanda Vianna, "O Que Se Move" Melhor roteiro: Pedro Bial, "Jorge Mautner – O Filho do Holocausto" Melhor fotografia: Gustavo Hadba, "Jorge Mautner – O Filho do Holocausto" Melhor montagem: Leyda Napoles, "Jorge Mautner – O Filho do Holocausto" Melhor direção de arte: Zenor Ribas, "Colegas" Melhor trilha musical: André Abujamra, "Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!" Melhor desenho de som: Kleber Mendonça Filho e Pablo Lamar, "O Som ao Redor"
Júri da crítica Melhor curta-metragem: "Menino do Cinco", de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira Melhor longa estrangeiro: "Artigas, La Redota", de César Charlone Melhor longa brasileiro: "O Som ao Redor", de Kleber Mendonça Filho
Longa-metragem estrangeiro Melhor filme: "Artigas, La Redota" Melhor direção: César Charlone, "Artigas, La Redota" Melhor filme pelo júri popular: "Artigas, La Redota" Menção especial: direção de arte de "Artigas, La Redota" e trilha sonora de "Vinci" Melhor ator: Jorge Esmoris, "Artigas, la Redota" Melhor roteiro: Eduardo del Llano Rodríguez, "Vinci" Melhor fotografia: Boris Peters e Larry Peters, "Leontina"
Curta-metragem brasileiro Melhor filme: "Menino do Cinco" Melhor direção: Gilson Vargas, "Casa Afogada" Melhor filme pelo júri popular: "Menino do Cinco" Prêmio Aquisição Canal Brasil: "Menino do Cinco" Prêmio Especial do Júri: "A Mão que Afaga", de Gabriela Amaral Almeida Melhor ator: Thomas Vinícius de Oliveira, "Menino do Cinco" Melhor atriz: Sabrina Greve, "O Duplo" Melhor roteiro: Marcelo Matos de Oliveira, "Menino do Cinco" Melhor fotografia: Bruno Polidoro, "Casa Afogada" Melhor montagem: Gustavo Forte Leitão, "Di Melo – O Imorrível" Melhor direção de arte: Iara Noemi e Gilka Vargas, "Casa Afogada" Melhor trilha musical: Marcos Azambuja, "Funeral à Cigana" Melhor desenho de som: Gabriela Bervian, "Casa Afogada"
Ficha Técnica: Título original:No desearás al vecino del quinto País(es): Espanha/ Italia Ano: 1970 Gênero: Comédia Direção: Ramón "Tito" Fernández Produção: José Frade Roteiro: Juan José Alonso Millán e Sandro Continenza Música: Piero Umiliani Fotografia: Hans Burnman Montagem: Pedro del Rey Duração: 85 minutos Produtora: Atlântida Films, SA e FIDA Cinematografica (Italia) Distribuição: Jose Frade Produções Cinematográficas Arrecadação: 1.067.037,02 euros2 (entre180 milhones de pesetas).
Elenco:
Alfredo Landa (Antón Gutiérrez)
Jean Sorel (Pedro Andreu)
Ira von Fürstenberg (Jacinta)
Isabel Garcés (Socorro)
Margot Cottens (a mãe de Jacinta)
Adrián Ortega (Luis - o pai de Jacinta)
Annabella Incontrera (Matilde)
Guadalupe Muñoz Sampedro (a avó de Jacinta)
Franco Balducci (Fred Corleone)
Malisa Longo
Rubens García
Licia Calderón
José Manuel Martín (Taxista)
Verónica Luján
María Isbert (mulher delatora no trem)
Sinopse: Em uma cidade próxima a Madrid, um ginecologista que ainda mora com a mãe, abre seu consultório com pouco sucesso até então. Mas o tal especialista nada mais é que um bem apessoado jovem, que com o passar do tempo passa a atrair as mulheres, principalmente as casadas, provocando a ira dos seus respectivos maridos.
Curiosidades: Trata-se da obra prima do landismo (referência ao Alfredo Landa, cujo período de trinta e cinco filmes, inaugurado por este, era tido como a personagem que simbolizava o determinado tipo espanhol: machista, fanfarrão no terreno sexual e reprimido).
O filme estreou apenas com 35 cópias e teve problemas com a censura franquista, ainda assim conseguiu a proeza de se tornar o filme espanhol mais visto da história com 4.371.624 espectadores, superando La ciudad no es para mí de Pedro Lazaga com Paco Martínez Soria como protagonista cuja estreia foi quatro anos antes, e não sendo superada até 31 anos depois por Torrente 2, misión en Marbella.
Ficha Técnica: Título original:Los Tarantos Ano: 1963
Duração: 92 minutos
Direção: Francisco Rovira Beleta Roteiro: Francisco Rovira Beleta e Alfredo Mañas Música: Andrés Batista, Fernando García Morcillo, Emilio Pujol e José Solá Montagem: Emilio Rodríguez País: Espanha Idioma: Espanhol Gênero: Musical/ Documentário
Elenco:
Carmen Amaya ... Angustias
Sara Lezana ... Juana (papel similar ao de Julieta)
Daniel Martín ... Rafael (papel similar ao de Romeu)
Antonio Gades ... Mojigondo
Antonio Prieto ... Rosendo
José Manuel Martín ... Curro (como J. Manuel Martín)
Margarita Lozano ... Isabel
Juan Manuel Soriano
Antonia 'la Singla' ... Sole (como Antonia 'La Singla')
Aurelio Galán 'El Estampío' ... Jero (como A. Galán 'El Estampío')
Peret... Guitarrista
Andrés Batista ... Guitarrista
Emilio de Diego ... Guitarrista
'Pucherete' ... Guitarrista
Blay ... Guitarrista
El Chocolate ... Cantaor
'La Mueque' ... Cantaor
'Morita' ... Cantaor (como 'Morita')
Enrique Cádiz ... Cantaor
'El Viti' ... Cantaor
J. Toledo ... Cantaor
Antonio Escudero 'El Gato' ... Juan/Bailaor (como A. Escudero 'El Gato')
D. Bargas ... Bailaor (como D. Bargas 'Lulula'
Amapola ... Antonia/Bailaor
'El Guisa' ... Bailaor
Antonio Lavilla ... Sancho
Francisco Batista
Carlos Villafranca ... Salvador
Josefina Tapias
Sinopse: Seu argumento é uma trasposição da tragédia de amor frustrado de Romeu e Julieta (ou da Lorquiana Bodas de Sangre) as duas familias ciganas rivais (Los Tarantos e Los Zorongos) na periferia de Barcelona do franquismo (comunidade de ciganos e pescadores de Somorrostro, hoje desaparecida).
Curiosidades: Boa parte das cenasforam rodadas en localizações genuinas (mesmo no local onde havia nascido a própria Carmen Amaya), podendo ser considerado quase um cinema documentário similar ao cinéma vérité francés ou ao neorrealismo italiano; mas as cenas musicais de puro flamenco e dança espanhola é tida como como gênero musical; e as convenções da leitura entre línhas a que o público da época estava acostumado pela censura, com o cinema de denúncia ou cinema social.
Taranto e Zorongo são formas musicais e de dança flamenca. Los Tarantos é uma obra teatral de Alfredo Mañas (Historia de los Tarantos) foi a partir dela que se realizopassou a ser dirigido por Francisco Rovira Beleta, de grande repercusão (chegou a ser indicada ao Oscar de Hollywood de 1963 na categoría de candidatas a melhor filme estrangeiro), protagonizada (em forma coral junto com personagens anônimos que formam parte da figuração) por Carmen Amaya, Daniel Martín, Antonio Gades, Sara Lezana e Antonio Prieto. Posteriormente foi representada nos palcos teatrais como musical flamenco (Tomatito e Juan Gómez "Chicuelo").