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Cinema Latino

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ana Mariscal




Ana María Rodríguez Arroyo Mariscal, conhecida artisticamente como Ana Mariscal nasceu em Madrid, 31 de julio de 1923. Estreou no cinema casualmente, quando na época atuava em um filme, seu irmão Luis Arroyo, El último húsar (1940), o diretor do filme, Luis Marquina se encantou por ela e decidiu que ela também participasse da filmagem. Um ano depois protagonizava Raza, de José Luis Sáenz de Heredia, junto a Alfredo Mayo  tornando-se assim uma das grandes estrelas do cinema espanhol da época. Inicia assim uma trajetória de grandes sucesos na telona, prolongando-se por mais de uma década. Nesse período atua em Vidas cruzadas (1942), de Luis Marquina; Mañana como hoy (1947), de Mariano Pombo; La princesa de los Ursinos (1947), de Luis Lucia; El tambor del Bruch (1947), de Ignacio F. Iquino, Pacto de silencio (1949), de Antonio Román o La reina del Chantecler (1962), de Rafael Gil.

Ana Mariscal ao mesmo tempo em que atua em filmes, faz notáveis apresentações nos palcos de teatro, estrelando inicialmente no Teatro María Guerrero através de Luis Escobar. Depois de trabalhar no Teatro Nacional forma sua própria Companhia com a que começa uma tour na Argentina.
No inicio da década de 50 sua popularidade de atriz entra em declínio e cria a produtora Bosco Films. Pouco depois começa a produzir, dirigir e escrever os roteiros dos seus próprios filmes; Foi a terceira mulher diretora de cinema na Espanha, depois de Rosario Pi e Margarita Aleixandre; entre 1952 e 1968 dirige 11 filmes, alguns deles de extraordinária técnica e surpreendente modernidade, como a primeira, Segundo López (1952) que retrata por primeira vez as favelas dos arredores de Madrid e nunca pode estrear durante o franquismo, El camino (1963), ou El paseíllo (1968). Também exerceu as funções de escritora, publicando ensaio, poesia e romance. Morreu em 28 de março de 1995 em Madrid.

domingo, 6 de maio de 2012

Ana Mariscal - Série Autógrafos



sábado, 5 de maio de 2012

Blog Revista O Grito publica sobre mostra de filmes espanhóis em Recife


Recife recebe ciclo de cinema espanhol e exposição de fotos na próxima semana

3 de maio de 2012, 08h17

O longa Azul Escuro Quase Negro é um dos lon­gas exi­bi­dos (Foto: Divulgação)

Recife recebe na pró­xima semana um ciclo do , com clás­si­cos como Marcelino, Pão e Vinho, ¡Benvenido, Mr. Marshall!, La Soledad, entre outros. Todas as ses­sões serão gra­tui­tas e acon­te­cem no Cinema da Fundação, no Derby. Os fil­mes fazem parte da mos­tra Cine Espanhol – Uma Crônica Visual, que traz ainda uma expo­si­ção de fotos e cartazes.
A expo­si­ção começa dia 8 e vai até o dia 31 de maio, na Fundaj. Serão 80 foto­gra­fias, 20 car­ta­zes e um vídeo sobre a pro­du­ção cine­ma­to­grá­fica do cinema espa­nhol. A cura­do­ria é de Jesus Garcia Dueñas, que já levou o pro­jeto para Paris, Pequim, Roma e no Brasil, de Brasília, veio para direto para o Recife.
No ciclo de cinema, os des­ta­ques ficam com os melo­dra­mas exis­ten­ci­ais e o uni­verso femi­nino retra­ta­dos em obras como Calle Mayor, de . Veja abaixo os horá­rios e as sinop­ses dos fil­mes, que come­çam a ser exi­bi­dos na pró­xima segunda (7). O evento é orga­ni­zado pela Fundação Joaquim Nabuco e o Instituto Cervantes do Recife.

¡Bienvenido, Mr. Marshall! (1953 — 95 min)
Data: 07/05/2012
Hora: 19h30
Direção:
Apta para todas as idades
Años 50. Villar do Rio é um pequeno povo­ado tran­quilo, pobre e esque­cido, onde nunca acon­tece nada. Porém, no mesmo dia em que chega a can­tora fol­cló­rica Carmen Vargas e seu repre­sen­tante, se recebe a notí­cia da imi­nente visita de uma comis­são do Plano Marshall (pro­jeto econô­mico ame­ri­cano para a recons­tru­ção da Europa). A novi­dade pro­voca um grande rebu­liço entre as pes­soas e o pre­feito bona­chão (Pepe Isbert) pro­põe que os vizi­nhos se fan­ta­siem ao mais puro estilo anda­luz para cau­sar boa impres­são nos ame­ri­ca­nos que vêm dis­tri­buir dinheiro.

Bajo las estrel­las (2007 — 107 min)
Data: 07/05/2012 (Comédia de Costumes)
Hora: 21h10
Direção e Roteiro:
Não reco­men­dada para meno­res de 13 anos
Benito Lacunza, um trom­pe­tista fajuto, um crá­pula e um fol­gado desar­ru­mado que vai pela vida aos tro­pe­ços, volta para sua cidade natal em Navarra para assis­tir ao enterro de seu pai. Ali se inteira de que seu bon­doso irmão Lalo, está a ponto de casar-se. Sua noiva é Nines, uma mãe sol­teira pre­ma­tu­ra­mente cas­ti­gada pela vida, a quem Benito conhece de suas far­ras ado­les­cen­tes. Assim, logo resolve livrar seu irmão de Nines, mas não conta com a Ainara, a filha dela, com quem Benito aca­bará tra­vando uma insó­lita amizade.

Muerte de un Ciclista 1956 — 88 min
Data: 05/05/2012 (Melodrama Existencial)
Hora: 18h30
Direção e Roteiro: Juan Antonio Bardem
Não reco­men­dada para meno­res de 7 anos
Maria José e Juan, ao vol­tar de um encon­tro amo­roso, atro­pe­lam um ciclista com o carro, matando-o. Há tem­pos foram namo­ra­dos; depois, Maria José se casou com Miguel, e Juan, para não perdê-la, virou seu amante. Estão obce­ca­dos pela som­bra do ciclista morto, aban­do­nado na estrada. Têm medo de tudo e de todos; medo de que se des­cu­bra sua intriga amo­rosa e de per­de­rem, cada um, sua posi­ção social. A situ­a­ção vai se com­pli­cando até desen­ca­dear trá­gi­cas consequências.

Azuloscurocasinegro (2006 — 105 min)
Data: 05/05/2012 (Melodrama Existencial)
Hora: 20h20
Direção e Roteiro:
Não reco­men­dada para meno­res de 13 anos
Jorge her­dou o tra­ba­lho de seu pai depois de que este sofreu um enfarte cere­bral. Entretanto, luta con­tra um des­tino que parece ine­vi­tá­vel. Nos últi­mos anos se esfor­çou por fazer seu tra­ba­lho, cui­dar de seu pai e estu­dar uma pro­fis­são. Agora seu empe­nho é encon­trar outro emprego. Através de seu irmão, conhece a Paula, com quem cons­truirá uma estra­nha rela­ção que levará Jorge a dei­xar de sentir-se res­pon­sá­vel por tudo e enfren­tar seus dese­jos, evi­tando o que outros espe­ram dele. Então tudo pode­ria ser dife­rente… ou não.

Calle mayor (1956 — 95 min)
Data: 09/05/2012 (Universo Feminino)
Hora: 18h40
Direção e Roteiro: Juan Antonio Bardem.
Não reco­men­dada para meno­res de 7 anos
Um grupo de ami­gos de uma cidade pro­vin­ci­ana dos anos cin­quenta que para com­ba­ter o tédio pas­sam o tempo de brin­ca­dei­ras. Um deles, Juan, fin­girá que se apai­xo­nou por Isabel, uma jovem de 35 anos a cami­nho de tornar-se uma sol­tei­rona, ape­sar de seus encan­tos. Ela se ilude como uma menina de 16 anos diante do que crê, ser o amor. A coisa vai cres­cendo em inten­si­dade até que ele não vê mais como sair do engano.

Tres dies amb la família/Tres días con la famí­lia (2009 — 86 minu­tos)
Direção:
No reco­men­dada a meno­res de 12 años
Léa viaja subi­ta­mente a Girona onde seu avô paterno acaba de fale­cer. Ali lhe espera sua famí­lia, a que não via desde que par­tiu ao estran­geiro. A morte do patri­arca dos Vich i Carbó é a des­culpa per­feita para for­çar a con­vi­vên­cia entre seus des­cen­den­tes. Os três dias do veló­rio, a missa e o enterro são bons momen­tos para obser­var esse jogo de apa­rên­cias de uma bur­gue­sia con­ser­va­dora em que todos os pro­ble­mas são evi­den­tes mas nunca explí­ci­tos. Léa recusa este mundo hipó­crita que gruda na sua pele como uma roupa feita a medida.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

quinta-feira, 3 de maio de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cine PE Notícias



Mais cinema e menos glamour

Em uma noite sem holofotes sobre famosas celebridades globais, o Cine PE provou nesta segunda-feira que ainda tem ainda chances de ser respeitado como festival de cinema. Basta se levar a sério.
Projeções quase perfeitas, ótima quantidade de público, horários respeitados, discursos rápidos e filmes que falam ao coração sem apelos comerciais exagerados mostraram que é possível fazer sucesso com “menos glamour e mais cinema” (como defenderam os cineastas pernambucanos em um protesto no ano passado).

(A cineasta Tuca Siqueira apresenta seu curta ao lado das Fashion Girls de Goiana. Foto: Clara Gouvêa/ Divulgação)
Os três curtas e e o longa-metragem apresentados são filmes, acima de tudo, carinhosos. Defendem o respeito às diferenças em nome da paz e da harmonia nas grandes e pequenas cidades.
Foram exibidos os curtas Garotas da Moda, de Tuca Siqueira (PE), Na Sua Companhia, de Marcelo Caetano (SP) e L, de Thais Fujinaga (SP), além do longa infantil Corda Bamba: História de uma Menina Equilibrista, de Eduardo Goldstein (RJ).
Tanto pela organização quanto pela programação, espera-se que a sessão desta noite sirva de exemplo para as próximas edições do festival, que em 2012 tem sido marcado por atropelos, confusões e improvisos.
NA TELA:


CORDA BAMBA – Longas-metragens infantis como esse fazem falta nos cinemas. Na História de uma menina equilibrista, que é obrigada a abandonar o circo para estudar e viver com a avó, a inocência da infância é respeitada como pouco se vê hoje em dia. Afinal, há cenas de brigas e violência em praticamente tudo o que é oferecido às crianças nas telas, principalmente nos produtos norte-americanos (pois algumas produções francesas e japonesas conseguem fugir a essa regra, como Kiriku e Ponyo). Filmes da Disney, Pixar, Warner, Dreamworks, Fox… todos têm pancadaria. Ainda bem que há brasileiros, como o cineasta Eduardo Goldstein, preocupados com a paz entre os pequenos. De quebra, Corda Bamba ainda é uma autêntica obra cinematográfica, sem vícios publicitários ou televisivos. Os planos, contraplanos e movimentos de câmera são conduzidos com criatividade e a fotografia busca a beleza plástica clássica no lugar de forçar experimentalismos duvidosos. A plateia do Cine PE é adulta (a entrada é proibida para menores), mas aplaudiu com força e assistiu a tudo com calma até o final.  Resta saber se o mercado saberá aproveitar um produto tão distante do modismo 3D-videogame. Acima de aspectos técnicos, a dramaturgia é deslumbrante, sobretudo com o trabalho maravilhoso dos atores Cláudio Mendes (Barbuda, a mulher barbada) e Silvia Aderne (uma velha contadora de histórias) .

(Equipe do filme Corda Bamba no Palco do Teatro Guararapes: Além do diretor Eduardo Goldstein, estavam presentes as crianças Bia Goldstein e João Madeira e os atores Gustavo Falcão, Georgiana Góes e Cláudio Mendes, que no filme rouba a cena no papel de Barbuda, a mulher barbada. Foto: Clara Gouvêa/ Divulgação)

Fonte: Blog Diario de Pernambuco

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cine PE: Fernando Meirelles desiste de filmar no Brasil por falta de interesse do público

29/04/2012 03h33 -  Roberto Guerra, enviado especial a Pernambuco, do Cineclick

Foto: Clara Gouvêa

Fernando Meirelles: homenageado no Cine PE e triste com a realidade brasileira

Neste sábado (28/4), o Cine PE - Festival do  Audiovisual rendeu homenagem a Fernando Meirelles, diretor de Cidade de Deus e um dos nomes mais conscientes do cinema nacional na atualidade. Meirelles subiu ao palco com sua típica simpatia e simplicidade e agradeceu ao troféu Calunga dizendo que continua na ativa. "Quando a gente faz um filme, ganha prêmios. Quando a gente começa a ser homenageado é porque estão nos colocando na prateleira. Eu quero dizer que tenho muitas ideias ainda aqui na cabeça e vou fazer muita coisa" , disse o cineasta para um Teatro Guararapes que o aplaudiu de pé.
O que poucos sabem é que Meirelles, um dia antes, conversou com o Cineclick e revelou uma triste notícia para o público de cinema brasileiro: “Eu estou puxando o breque-de-mão”. Foi com essa frase que   anunciou à nossa reportagem, em primeira mão, que estava desistindo de rodar seu próximo longa nacional depois de Cidade de Deus.
A decisão drástica veio depois da péssima recepção da audiência ao filme Xingu, que produziu com direção de Cao Hamburger. O público de pouco mais de 200 mil espectadores do filme funcionou como um balde d’água no projeto do diretor de levar às telas a adaptação de Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa. O filme que acabou de ser engavetado por Meirelles teria roteiro de Braulio Mantovani e Wagner Moura como protagonista.
“Eu fiquei tão derrubado com o que aconteceu com Xingu. Mais derrubado de qualquer filme meu que possa ter dado errado. Daí, pensei: ‘Eu vou ficar um ano e meio envolvido nesse projeto, gravando debaixo do sol do cerrado para depois o filme fazer 200 mil espectadores? Por isso reconsiderei”, confessa, decepcionado, Meirelles.
Para o diretor, além do desinteresse do grande público por determinados assuntos o cinema nacional vive o momento das comédias. “Nós temos uma classe C nova que não ia ao cinema antes e esse pessoal é formado no audiovisual pela TV. Então hoje a gente vive uma realidade de filmes que poderiam estar na TV e estão nas telas”.
Para ele, isso tem um lado bom porque está ajudando a formar um novo público, mas, por outro lado, condiciona as produções que buscam o grande público a uma estética televisiva. “Você faz um esforço enorme e as pessoas não estão interessadas. O cara não quer saber de índio, de sustentabilidade. Ele quer essas comédias com as mesmas caras da TV e isso eu não vou fazer”, desabafa.
A experiência de Xingu levou Meirelles a desistir de rodar um filme no país e também o fez optar por campanhas de marketing paralelas para o lançamentos de seus filmes feitos no Exterior. “Não tem esse negócio do fazer um lançamento para o Brasil, porque existem dois Brasis. Tem de lançar para o cara do bairro de elite e para o da periferia. Tem que fazer tudo diferente, uma campanha diferente, outro trailer, outro pôster. A ideia é fisgar esse público que gostaria do filme se visse, mas não se estimula a ver”.
A decisão de Meirelles é sustentada por números de mercado. Xingu teve ampla cobertura da imprensa, avaliação positiva da crítica especializada e ainda assim levou pouco mais de 200 mil pessoas aos cinemas. Dados apresentados pelo diretor mostram duas realidades: enquanto em salas de bairros nobres de São Paulo o filme teve ótima média de público, na periferia da cidade as salas ficaram praticamente vazia nos fins de semana.
"Se eu pudesse começar de novo a campanha de Xingu eu mudaria tudo. Ia vender um filme de ação para esse público da classe C. Nem ia falar que é histórico, que se passa na década de 50. O cara ia entrar no cinema achando que era um filme contemporâneo”, avalia.
O diretor vai dar início à estratégia de campanhas de divulgação paralelas com 360, coprodução Inglaterra, França, Áustria e Brasil que chega às telas de cinema em 17 de agosto. Em setembro começa a rodar outra produção internacional: Nemesis, adaptado do livro homônimo de Peter Evans que será roteirizado por Braulio Mantovani.
Para a fatia do público que gostaria de ver o diretor de Cidade de Deus de volta ao comando de um filme genuinamente nacional, o jeito é esperar. As palavras de Meirelles ao final da entrevista talvez sinalizem que não vai demorar tanto assim: “Ainda continuo sendo um eterno otimista com o cinema nacional”.

Fonte: Cine Yahoo

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