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Cinema Latino

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cine PE Notícias



Mais cinema e menos glamour

Em uma noite sem holofotes sobre famosas celebridades globais, o Cine PE provou nesta segunda-feira que ainda tem ainda chances de ser respeitado como festival de cinema. Basta se levar a sério.
Projeções quase perfeitas, ótima quantidade de público, horários respeitados, discursos rápidos e filmes que falam ao coração sem apelos comerciais exagerados mostraram que é possível fazer sucesso com “menos glamour e mais cinema” (como defenderam os cineastas pernambucanos em um protesto no ano passado).

(A cineasta Tuca Siqueira apresenta seu curta ao lado das Fashion Girls de Goiana. Foto: Clara Gouvêa/ Divulgação)
Os três curtas e e o longa-metragem apresentados são filmes, acima de tudo, carinhosos. Defendem o respeito às diferenças em nome da paz e da harmonia nas grandes e pequenas cidades.
Foram exibidos os curtas Garotas da Moda, de Tuca Siqueira (PE), Na Sua Companhia, de Marcelo Caetano (SP) e L, de Thais Fujinaga (SP), além do longa infantil Corda Bamba: História de uma Menina Equilibrista, de Eduardo Goldstein (RJ).
Tanto pela organização quanto pela programação, espera-se que a sessão desta noite sirva de exemplo para as próximas edições do festival, que em 2012 tem sido marcado por atropelos, confusões e improvisos.
NA TELA:


CORDA BAMBA – Longas-metragens infantis como esse fazem falta nos cinemas. Na História de uma menina equilibrista, que é obrigada a abandonar o circo para estudar e viver com a avó, a inocência da infância é respeitada como pouco se vê hoje em dia. Afinal, há cenas de brigas e violência em praticamente tudo o que é oferecido às crianças nas telas, principalmente nos produtos norte-americanos (pois algumas produções francesas e japonesas conseguem fugir a essa regra, como Kiriku e Ponyo). Filmes da Disney, Pixar, Warner, Dreamworks, Fox… todos têm pancadaria. Ainda bem que há brasileiros, como o cineasta Eduardo Goldstein, preocupados com a paz entre os pequenos. De quebra, Corda Bamba ainda é uma autêntica obra cinematográfica, sem vícios publicitários ou televisivos. Os planos, contraplanos e movimentos de câmera são conduzidos com criatividade e a fotografia busca a beleza plástica clássica no lugar de forçar experimentalismos duvidosos. A plateia do Cine PE é adulta (a entrada é proibida para menores), mas aplaudiu com força e assistiu a tudo com calma até o final.  Resta saber se o mercado saberá aproveitar um produto tão distante do modismo 3D-videogame. Acima de aspectos técnicos, a dramaturgia é deslumbrante, sobretudo com o trabalho maravilhoso dos atores Cláudio Mendes (Barbuda, a mulher barbada) e Silvia Aderne (uma velha contadora de histórias) .

(Equipe do filme Corda Bamba no Palco do Teatro Guararapes: Além do diretor Eduardo Goldstein, estavam presentes as crianças Bia Goldstein e João Madeira e os atores Gustavo Falcão, Georgiana Góes e Cláudio Mendes, que no filme rouba a cena no papel de Barbuda, a mulher barbada. Foto: Clara Gouvêa/ Divulgação)

Fonte: Blog Diario de Pernambuco

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cine PE: Fernando Meirelles desiste de filmar no Brasil por falta de interesse do público

29/04/2012 03h33 -  Roberto Guerra, enviado especial a Pernambuco, do Cineclick

Foto: Clara Gouvêa

Fernando Meirelles: homenageado no Cine PE e triste com a realidade brasileira

Neste sábado (28/4), o Cine PE - Festival do  Audiovisual rendeu homenagem a Fernando Meirelles, diretor de Cidade de Deus e um dos nomes mais conscientes do cinema nacional na atualidade. Meirelles subiu ao palco com sua típica simpatia e simplicidade e agradeceu ao troféu Calunga dizendo que continua na ativa. "Quando a gente faz um filme, ganha prêmios. Quando a gente começa a ser homenageado é porque estão nos colocando na prateleira. Eu quero dizer que tenho muitas ideias ainda aqui na cabeça e vou fazer muita coisa" , disse o cineasta para um Teatro Guararapes que o aplaudiu de pé.
O que poucos sabem é que Meirelles, um dia antes, conversou com o Cineclick e revelou uma triste notícia para o público de cinema brasileiro: “Eu estou puxando o breque-de-mão”. Foi com essa frase que   anunciou à nossa reportagem, em primeira mão, que estava desistindo de rodar seu próximo longa nacional depois de Cidade de Deus.
A decisão drástica veio depois da péssima recepção da audiência ao filme Xingu, que produziu com direção de Cao Hamburger. O público de pouco mais de 200 mil espectadores do filme funcionou como um balde d’água no projeto do diretor de levar às telas a adaptação de Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa. O filme que acabou de ser engavetado por Meirelles teria roteiro de Braulio Mantovani e Wagner Moura como protagonista.
“Eu fiquei tão derrubado com o que aconteceu com Xingu. Mais derrubado de qualquer filme meu que possa ter dado errado. Daí, pensei: ‘Eu vou ficar um ano e meio envolvido nesse projeto, gravando debaixo do sol do cerrado para depois o filme fazer 200 mil espectadores? Por isso reconsiderei”, confessa, decepcionado, Meirelles.
Para o diretor, além do desinteresse do grande público por determinados assuntos o cinema nacional vive o momento das comédias. “Nós temos uma classe C nova que não ia ao cinema antes e esse pessoal é formado no audiovisual pela TV. Então hoje a gente vive uma realidade de filmes que poderiam estar na TV e estão nas telas”.
Para ele, isso tem um lado bom porque está ajudando a formar um novo público, mas, por outro lado, condiciona as produções que buscam o grande público a uma estética televisiva. “Você faz um esforço enorme e as pessoas não estão interessadas. O cara não quer saber de índio, de sustentabilidade. Ele quer essas comédias com as mesmas caras da TV e isso eu não vou fazer”, desabafa.
A experiência de Xingu levou Meirelles a desistir de rodar um filme no país e também o fez optar por campanhas de marketing paralelas para o lançamentos de seus filmes feitos no Exterior. “Não tem esse negócio do fazer um lançamento para o Brasil, porque existem dois Brasis. Tem de lançar para o cara do bairro de elite e para o da periferia. Tem que fazer tudo diferente, uma campanha diferente, outro trailer, outro pôster. A ideia é fisgar esse público que gostaria do filme se visse, mas não se estimula a ver”.
A decisão de Meirelles é sustentada por números de mercado. Xingu teve ampla cobertura da imprensa, avaliação positiva da crítica especializada e ainda assim levou pouco mais de 200 mil pessoas aos cinemas. Dados apresentados pelo diretor mostram duas realidades: enquanto em salas de bairros nobres de São Paulo o filme teve ótima média de público, na periferia da cidade as salas ficaram praticamente vazia nos fins de semana.
"Se eu pudesse começar de novo a campanha de Xingu eu mudaria tudo. Ia vender um filme de ação para esse público da classe C. Nem ia falar que é histórico, que se passa na década de 50. O cara ia entrar no cinema achando que era um filme contemporâneo”, avalia.
O diretor vai dar início à estratégia de campanhas de divulgação paralelas com 360, coprodução Inglaterra, França, Áustria e Brasil que chega às telas de cinema em 17 de agosto. Em setembro começa a rodar outra produção internacional: Nemesis, adaptado do livro homônimo de Peter Evans que será roteirizado por Braulio Mantovani.
Para a fatia do público que gostaria de ver o diretor de Cidade de Deus de volta ao comando de um filme genuinamente nacional, o jeito é esperar. As palavras de Meirelles ao final da entrevista talvez sinalizem que não vai demorar tanto assim: “Ainda continuo sendo um eterno otimista com o cinema nacional”.

Fonte: Cine Yahoo

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Fellini na pele de Wagner Moura

Wagner Moura vai interpretar Fellini nas telonas



O ator brasileiro Wagner Moura (Tropa de Elite 2) quebrou as barreiras do cinema nacional e conseguiu fama também no exterior. Após participar do longa americano Elysium, com data de estreia prevista para março de 2013, agora será a vez do ator interpretar o famoso diretor italiano Federico Fellini nas telonas.

O projeto independente chamado, de maneira não oficial, de “Fellini Black and White” terá roteiro e direção de Henry Bromell, famoso por produzir a premiada série de televisão Homeland. A produção do filme fica por conta de Andrew Lazar (Jonah Hex - Caçador de Recompensas), alguns outros nomes já estão confirmados no elenco, entre eles Terrence Howard, William H. Macy e Peter Dinklage, esse último é famoso por viver um carrancudo anão na série de televisão Game of Thrones.

A história se passa em Los Angeles, no ano de 1957, quando Fellini veio pela primeira vez aos Estados Unidos para uma cerimônia do Oscar e desapareceu por 48 horas. Nesse dois dias, ninguém teve notícias do diretor que acabou não aparecendo na premiação. O roteiro de Henry Bromell sugere o que poderia ter acontecido nestes dois dias com Federico Fellini.

Fonte: Yahoo Notícias

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cine PE

Cine PE começa hoje com o maior público do Brasil

Longa de Breno Silveira inicia a mostra no Recife, que terá homenagens a Fernando Meirelles, Cacá Diegues e Ney Matogrosso

26 de abril de 2012 | 3h 09

Luiz Carlos Merten - O Estado de S.Paulo
Com homenagens previstas a Fernando Meirelles, Cacá Diegues e Ney Matogrosso, começa hoje o 14.º Cine PE - Festival do Recife. Durante uma semana, o eixo do cinema brasileiro se desloca para Pernambuco, que abriga uma importante atividade cinematográfica e, até 2 de maio, o Centro de Convenções de Olinda, convertido em megassala de cinema, recebe o maior público do Brasil. São cerca de 3 mil espectadores por sessão, e há casos de filmes (bons) que não fazem isso nas salas.

João Miguel e Vinicius Nascimento em 'À Beira do Caminho' - Tatiana Ferro/Divulgação
Tatiana Ferro/Divulgação
João Miguel e Vinicius Nascimento em 'À Beira do Caminho'

Como todo ano, o Cine PE promove oficinas (de roteiro, com José Roberto Torero; direção, com Jorge Bodanzky; e trilha sonora, com David Tygell) e outorga no final os prêmios Calunga. O troféu homenageia a boneca que é um elemento sagrado do candomblé da região. Sem a calunga, que representa uma entidade ou rainha morta, não há maracatu, a grande festa popular de Pernambuco, com seus ritmos afros. A lista dos filmes concorrentes está no quadro abaixo. Na abertura, Recife recebe Breno Silveira, fotógrafo convertido em diretor que iniciou com 2 Filhos de Francisco a onda de grandes êxitos de público da chamada 'Retomada'.
Conscientemente, ou não, Silveira refaz a trajetória inversa de Central do Brasil, de Walter Salles, no qual Dora (Fernando Montenegro) acompanha o garoto Josué (Vinicius de Oliveira) em busca do pai, no Nordeste. À Beira do Caminho mostra o caminhoneiro João, interpretado por João Miguel, que recolhe o menino Duda (Vinicius Nascimento) e lhe dá carona até São Paulo, onde ele espera encontrar o pai. Dira Paes e Ângelo Antônio, que fazia o pai de Zezé di Camargo e Luciano em 2 Filhos de Francisco, completam o elenco principal.
A seleção privilegia documentários (sobre Jorge Mautner e gente que vive na estrada) e ficções. Boca é sobre um famoso bandido da Boca do Lixo, em São Paulo; Paraísos Artificiais trata de rave e drogas sintéticas; Corda Bamba baseia-se no livro de Lygia Bojunga; e Na Quadrada das Águas Perdidas tem um só ator em cena, Matheus Nachtergaele. Uma exposição inédita vai mostrar como o cartunista Angeli vê o cinema brasileiro. Ele se inspirou no universo dos mais de 500 filmes patrocinados pela Petrobrás e criou 30 obras exclusivas, entre charges e tiras, que estarão no Cine-Teatro Guararapes, o palácio do festival.
Os concorrentes:
À Beira do Caminho, de Breno Silveira
Boca, de Flávio Frederico
Corda Bamba, História de uma Menina Equilibrista, de Eduardo Goldenstein
Estradeiros, de Sérgio Oliveria e Renata Pinheiro
Na Quadrada das Águas Perdidas, de Wagner Miranda e Marcos Carvalho
Jorge Mautner - O Filho do Holocausto, de Pedro Bial e Heitor D'Alincourt
Paraísos Artificiais, de Marcos Prado 


Fonte: O Estadão

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Vem aí Cine PE 2012 Nova Edição!

É imperdível para quem ama Cinema e para quem é da área. Confesso que não consegui achar a programação completa, mas os ingressos já começaram a ser vendidos desde o dia 16. Vai aqui um link de alguns seminários:

http://www.cine-pe.com.br/download/seminarios.pdf

Mais informações no site:

http://www.cine-pe.com.br/

quinta-feira, 19 de abril de 2012

"Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios", Brasil, 2011

Ficha Técnica:

Título original: Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios
Diretor: Beto Brant e Renato Ciasca
Duração: 100 minutos
Formato: 35 mm
País: Brasil
Classificação: 16 anos
Diretor de Fotografia: Lula Arujo
Direção de Arte: Akira Goto
Produtora: Drama Filmes
Figurino: Letícia Barbiere
Música: Simone Sou e Alfredo Bello
Montador: Willem Dias
Produtora: Drama Filmes
Produtores: Renato Ciasca e Bianca Villar

Elenco: Camila Pitanga, Gustavo Machado, Zecarlos Machado, Gero Camilo, Magnólio de Oliveira, Adriano Barroso, Antonio Pitanga, Simone Sou, Lívea Amazonas.

 
Sinopse: Um triângulo amoroso envolve Cauby (Gustavo Machado), um fotógrafo de passagem pelo interior da Amazônia, a bela e instável Lavínia (Camila Pitanga) e seu marido, o pastor Ernani (Zé Carlos Machado), que acredita ser possível consertar as contradições do mundo.
Lavínia, o corpo; Cauby, o olhar; Ernani, a palavra – os três vértices de uma paixão incandescente, em meio à natureza ameaçada de devastação.


Curiosidades:
Parceiros à 25 anos, Beto Brant e Renato Ciasca, realizaram juntos 7 longas metragens: “Os Matadores” (1995), “Ação Entre Amigos” (1998), “O Invasor” (2001), “Crime Delicado” (2006), “Cão Sem Dono” (2007), “O Amor Segundo B. Schianberg” (2009). Em 2011, lançam “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, uma adaptação do livro homônimo de Marçal Aquino.


Filmografia (diretores)

Os Matadores (1995)
Ação Entre Amigos (1998)
O Invasor (2001)
Crime Delicado (2006)
Cão Sem Dono (2007)
O Amor Segundo B. Schianberg (2009)
Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios (2011)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

"Capitu", Brasil, 1968

Ficha Técnica:
Título original: Capitu
País: Brasil
Direção: Paulo César Saraceni
Duração: 105 min
Gênero: Ficção (baseado no romance Dom Casmurro de Machado de Assis.
Produtora: Produções Cinematográficas Imago Ltda.
Produção: Paulo César Saraceni
Direção de produção: J. P. de Carvalho
Produção executiva: Sérgio Saraceni
Produtores associados: Luiz Carlos Barreto, Carlos Diegues e J. P. de Carvalho
Roteirista: Lygia Fagundes Telles, Paulo Emilio Salles Gomes e Paulo César Saraceni
Direção de fotografia: Mário Carneiro
Efeitos especiais de som: Cezar Goulart


Sinopse: A amizade entre Capitu, sua esposa, e Escobar, seu amigo, faz crescer em Bento a dúvida sobre a fidelidade de ambos. Dia a dia, o ciúme o corroe, transformando sua personalidade e a percepção do mundo à sua volta.

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