Seguidores

Cinema Latino

sábado, 3 de dezembro de 2011

Marisol/ Pepa Flores



Josefa Flores González, nasceu no dia 4 de fevereiro de 1948 em Málaga, (Espanha), na rua Refino, número 10, em um cortiço típicamente andaluz onde convivíam mais de cinquenta famílias. Filha de Juan Flores e María González, pertenceu a uma familia muito pobre, mesmo não passando fome, a vida era muito dura. Josefa é a filha do meio, junto a María Victoria (três anos mais velha que ela) e Enrique (oito anos, de quem cuidava com todo zelo e amor). Voltando a sua antiga vida, dizia-se que todas aquelas famílias que moravam naquele mesmo lugar compartilhavam um único banheiro. Atualmente o cortiço onde Pepa morava foi derrubado para se construir um prédio. Seu pai naquele tempo mesmo vivendo modestamente, mantinha o espírito alegre dos andaluzes e era responsável por organizar bailes flamencos na localidade. Foi assim que Josefa Flores aprendeu as palmas e todo o ritmo musical relacionado ao flamenco. O sr. Juan Flores, seu pai trabalhava em uma modesta peixaria, enquanto sua mãe era apenas uma dona de casa. Uma de suas avós que se chamava Martírio, queria lhe por este nome, o que foi recusado por sua mãe, que por sua vez lhe deu o nome de Josefa para homenagear ao seu avô. 


Faltava muito as aulas no Santa Teresa, o colégio religioso onde estudou, pois vivia de pequenas apresentações de baile e canto flamenco, com o que ganhava uns trocados e ajudava em casa.
Em 1959, em uma viagem a Madrid com seu grupo de coros e danças, foi descoberta pelo produtor de cinema Manuel J. Goyanes. Aliás foi a filha dele que falou sobre o talento da pequena Pepa, insistindo que "essa era a menina que ele buscava para o novo filme que estava preparando". Manuel viajou até Málaga e conversou com os pais de Pepita, na negociação insitia para que a menina fizesse cinema. Quando finalmente, seus pais aceitaram, o cineasta lhes entregou 40.000 pesetas como primeira parte do salário. As vizinhas choraram ao se despedir da menina, que pegou um avião com sua mãe e uma acompanhante a Madrid.

Então a desconhecida Josefa Flores Gónzales passa a ser conhecida como Marisol. Mais tarde na vida adulta passa a adotar o nome de Pepa Flores. O início na vida do cinema não foi fácil para a pequena, que contou certa vez que quando filmava com o diretor Luis Lucia Mingarro nos filmes "Tómbola", "Las cuatro bodas de Marisol" e "Solos los dos" chorava constamente com as duras do diretor em querer fazer a cena perfeita, logo nas primeiras filmagens. Para as cenas pelas quais tinha que chorar, por sua natureza alegre, lhe custava muito forçar o choro, para conseguir que ela chorasse, lhe torturavam dizendo que nunca mais iria ver seus pais. Marisol foi considerada como um dos símbolos da infância dos anos 60 junto a Joselito e Rocío Durcal. Ela chegou a se apresentar para autoridades como o então chefe de estado Francisco Franco. Tinha longas jornadas de trabalho, nas quais desfrutava de pouco tempo livre sempre fazendo filmes, comerciais e turnês. O que mais lhe causou sofrimento na vida foi ter que se separar de sua família, concretamente de sua mãe. Aos 15 anos lhe diagnosticaram uma úlcera devido ao estresse e a grande carga de trabalho, devido a isso, quis abandonar o mundo dos espetáculos e o do cinema. Quando estava em uma tourné no Japão, esconderam dela a morte de sua avó, para que ela pudesse honrar os contratos de trabalho. Bem depois, lhe contaram do falecimento daquela que foi responsável pelos seus primeiros passos de flamenco, fase em que ela sofreu intensamente. Se operou três vezes nesse período, das amídalas, ficando muda por um bom tempo (1962), de apendicite em 1964 e de um pequeno tumor no braço.
 Em 1969 casou-se com Carlos Goyanes, o filho do seu produtor. Durante seu casamento sofreu um aborto devido a má formação do seu útero, e teve pelo menos duas tentativas de suicídio. Em 1972 ela corrigiu essa má formação uterina, capacitando-a agora de ter filhos. Se separou de Carlos no mesmo ano e representou a Espanha no primeiro festival da OTI com o tema "Niña" ganhando o terceiro lugar.

Obteve o prêmio de melhor atriz com "Los días del pasado" no Festival de Karlovy Vary. No final dos anos 70 deixou de ser Marisol para ser conhecida apenas como Pepa Flores. Nesse período fez seus últimos filmes. Dois deles com Carlos Saura, Bodas de sangre (1981) e Carmen (1983)e outro com Caso Cerrado, Juan Caño (1985). Em 1984 atuou para a TVE interpretando Mariana Pineda na série Mariana Pineda, dirigida por Rafael Moreno Alba. Além do cinema, teve uma ampla carreira discográfica que foi de 1960 a 1983. Já cantou composições de Joan Manuel Serrat, Augusto Algueró, Juan Pardo, Los Brincos, Manuel Alejandro, García Lorca e Luis Eduardo Aute. Sendo o seu maior sucesso "Habláme del mar, marinero"(1976).
Entre 1960 e 1962 gravou para Montilla, e em 1963 o selo Zafiro foi feito com os direitos de todas essas gravações e de seu contrato, que manteve vigente até sua despedida em 1983 já como Pepa Flores e com o álbum Clima.

Tem três filhas com a união com o coreógrafo e bailarino, Antonio Gades, com quem casou em Cuba, esse foi seu segundo matrimônio. Mas a Espanha daquela época difícil acusava ela e Gades de adultério, fato que era tido como delito. Sua primogênita, María Esteve, é também atriz, nascida na Argentina, para poder ser registrada como sua filha, já que a lei espanhola não permitía registrar os filhos fora do casamento. Sua filha mais nova, Celia Flores, é cantora de flamenco pop e trabalha para a Compañía de Ballet Antonio Gades.  Sua segunda filha, Tamara, é psicóloga e não tem nada a ver com o mundo artístico.

 
Foi militante do Partido Comunista da Espanha e posteriormente do Partido Comunista de los Pueblos de España. Como tal, se caracterizou por sua defesa pública dos ideais do marxismo, sua participação nas mobilizações contra a OTAN e sua solidariedade ativa com a Revolução Cubana; chegou ao ponto de doar o dinheiro aos partidos comunistas, das placas comemorativas de ouro que lhe foi dada por Francisco Franco durante sua infância. Só se desvinculou da militância política quando se separou de Antonio Gades.

Pepa Flores reside atualmente em Málaga com o seu atual esposo, o empresário italiano Máximo Stechinni e se retirou da vida pública para se dedicar a atos solidários e políticos, especialmente a aqueles que promovam de alguma maneira a sua terra natal, Málaga. Pertence a Fundación A. Sandino de Nicaragua e é madrinha da Associação Malaguenha de Esclerose Múltipla cumprindo semanalmente visitas de voluntaria a uma de suas oficinas. Dirige o coro "Contra viento y marea" da mesma associação. Em 2000 gravou uma música com sua amiga, a cantora malaguenha, Aurora Guirado a canção leva o título de "Por primera vez".
Em agosto de 2008 finalizou as filmagens, dirigida por Manuel Palacio, da minisérie produzida pela Antena 3 "Marisol", baseado na vida da artista. Para cubrir as diferentes etapas de sua vida pública (infância, adolescência e fase adulta), foram escolhidas as atrizes Ana Mena, Elsa Pinilla e Teresa Hurtado de Ory, respectivamente, nas gravações utilizaram em playback a voz da própia Marisol para interpretar os sucessos da cantora, exceto Ana Mena que canta em algumas ocasiões com sua própia voz. Formam ainda o elenco Roberto Álvarez, Remedios Cervantes, Javier Rey, Jesús Neguero e Rafael Amargo. A produção, dividida em dois capítulos, teve sua estreia na televião no dia 23 de março de 2009. Está baseada na biografía não autorizada "De Marisol a Pepa Flores".


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Marisol (Filmografia)




Filmografia:

  • Un rayo de luz (Um raio de luz) (1960) com Anselmo Duarte ... Marisol
  • Ha llegado un ángel (1961)... Marisol
  • Tómbola / Los Enredos De Marisol (1962)... Marisol
  • Marisol rumbo a Río (Marisol no Rio) (1963)... Marisol/Mariluz
  • La nueva Cenicienta (1964)... Marisol
  • La historia de Bienvenido (1964)... Marisol
  • Búsqueme a esa chica/[[Los novios de Marisol (1965)... Marisol
  • Cabriola (1965)... Chica
  • Las cuatro bodas de Marisol (1967)... Marisol
  • Solos los dos (1968)... Marisol Collado
  • Carola de día, Carola de noche (1969)... Carola Jungbunzlav
  • El taxi de los conflictos (1969)... Patricia
  • Urtain, el rey de la selva...o así (1969)
  • La corrupción de Chris Miller (1973)... Chris Miller
  • La chica del Molino Rojo (1973)
  • El poder del deseo (1975)... Juna
  • Los días del pasado (1978)... Juana
  • Bodas de sangre (Bodas de Sangue)(1981) de Carlos Saura com o nome artístico de Pepa Flores, contracenando com o ex-marido Antonio Gades
  • Carmen (1983) , de Carlos Saura, com o nome artístico de Pepa Flores, contracenando com o ex-marido Antonio Gades
  • Caso cerrado (1985) (com o nome artístico de Pepa Flores)... Isabel

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Las canciones de Marisol

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Curta Doze e Meia

Auditório do Centro Cultural Correios - CCC Recife, Av. Marquês de Olinda, 262 – Bairro do Recife
Descrição
   
A partir desta quinta-feira (01) o Curta Doze e Meia embarca no clima romântico e inicia as sessões de dezembro com o tema “AMORES”. Na programação os curtas “O Bolo”, “Castelos de Vento”, “Balanços e Milkshakes”, “Depois de Tudo”, “Trópico das Cabras” e o pernambucano “Tchau e Benção”. Após a exibição haverá um bate papo descontraído com o público presente. As sessões ocorrem todas as quintas-feiras no auditório do Centro Cultural Correios – CCC Recife, sempre às 12h30, com entrada gratuita.

O Curta Doze e Meia conta com o patrocínio dos Correios e o apoio do Coletivo NegoBom e da Regional Nordeste do Ministério da Cultura. A realização é da Casa de Produção, Centro Cultural Correios e Governo Federal. Neste mês, o Curta Doze e Meia conta com o apoio da Sambada Comunicação e Cultura e do Cineclube Macaíba.


CONECTE-SE CONOSCO:

Twitter: http://twitter.com/curtadozemeia
Facebook: http://www.facebook.com/pages/CurtaDozeMeia
Perfil no Orkut: Cineclube Curta Doze e Meia
YouTube: http://www.youtube.com/user/curtadozemeia


Vídeos a serem exibidos:

O Bolo (SP)
Direção: José Roberto Torero
Fic, 1995, 14min

Um casal está fazendo bodas de ouro. Ela prepara o bolo, ele molda um pedaço de madeira. Os dois se xingam e se ofendem. Felicidade pode ser apenas você ter alguém a que humilhar. Felicidade pode ser apenas você não estar sozinho.


Castelos de Vento (MG)
Direção: Tânia Anaya
Ani, 1998, 08min

Destruir casas e arrastar pessoas pode ser obra do vento, ou do amor.


Balanços e Milkshakes (SP)
Direção: Erick Ricco e Fernando Mendes
Ani, 2010, 10min

Um amor vivido por duas crianças é lembrado por um narrador.


Depois de Tudo (RJ)
Direção: Rafael Saar
Fic, 2008, 12min
Depois da despedida, a espera. Depois da espera, a volta. Depois de tudo, o que mais querem é estar juntos e um dia basta para esperarem pelo próximo.

Trópico das Cabras (SP)
Direção: Fernando Coimbra
Fic, 2007, 24min

Neste roadmovie, um casal em crise parte do litoral para o interior de São Paulo, num Chevette, para salvar ou perder de vez sua relação. Aos poucos, se entregam a um estranho jogo sexual.


Tchau e Benção (PE)
Direção: Daniel Bandeira
Fic, 2009, 10min
Música tocando, coisas na caixa e ela a caminho. Tudo pronto para o fim.



Serviço:

Cineclube Curta Doze e Meia
AMORES
Dias 01, 08, 15, 22 e 29 de dezembro de 2011
Todas as quintas-feiras do mês, às 12h30
ENTRADA GRATUITA

Auditório do Centro Cultural Correios – CCC Recife
Av. Marquês de Olinda, 262 – Bairro do Recife

Informações: (81) 9223-2182 (Ruth Pinho) / (81) 9950-0166 (Amanda Ramos)
curtadozemeia@gmail.com
http://curtadozemeia.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

domingo, 27 de novembro de 2011

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin