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Cinema Latino

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

"XXY", Argentina, 2007.

Ficha Técnica:
título original: XXY
gênero: Drama
duração: 1 hr 26 min
ano de lançamento: 2007
estúdio: Wanda Visión S.A. / Historias Cinematograficas Cinemania / Pyramide Films
distribuidora: Imovision
direção: Lucía Puenzo
roteiro: Lucía Puenzo, baseado em estória de Sergio Bizzio
produção: José Maria Morales e Luis Puenzo
música: Andrés Goldstein e Daniel Tarrab
fotografia: Natasha Braier
figurino: Luisina Troncoso
edição: Hugo Primero e Alex Zito
efeitos especiais: Kinema Digital

Elenco:
Ricardo Darín (Kraken)
Inés Efron (Alex)
Valeria Bertucelli (Suli)
Germán Palacios (Ramiro)
Carolina Pelleritti (Erika)
Martin Piroyansky (Alvaro)
Guillermo Angelelli (Juan)
César Troncoso (Washington)
Jean Pierre Reguerraz (Esteban)
Ailín Salas (Roberta)
Luciano Nóbile (Vando)
Lucas Escariz (Saul)
Sinopse: Alex (Inés Efron) nasceu com ambas as características sexuais. Tentando fugir dos médicos que desejam corrigir a ambigüidade genital da criança, seus pais a levam para um vilarejo no Uruguai. Eles estão convencidos de que uma cirurgia deste tipo seria uma violência ao corpo de Alex e, com isso, vivem isolados numa casa nas dunas. Até que, um dia, a família recebe a visita de um casal de amigos, que leva consigo o filho adolescente. É quando Alex, que está com 15 anos, e o jovem, de 16, sentem-se atraídos um pelo outro.

Meu comentário: O filme XXY mostra com um ar realista o que é viver com os dois sexos. É o caso da garota, Alex (Inés Efron), que parece sofrer com esta indefinição, além disso, precisa tomar remédios para que não aflore mais ainda a sua porção masculina. Alex vive isolada do mundo no Uruguai em uma casa próxima à praia. Seu pai, Kraken (Ricardo Darín) trabalha com a preservação de tartarugas marinhas. A mãe da jovem, Suli (Valeria Bertuccelli), prefere que ela seja ainda por toda a vida alguém do sexo feminino, pois pelas pistas que aparecem no filme, como as fotos quando criança e o diálogo dos pais nos dão essa indicação. Um casal se hospeda na casa da família, trazendo o filho também adolescente, Álvaro (Martín Piroyansky), ele se envolve com Alex, mas eles têm a primeira relação de forma nada convencional, no que diz respeito à Alex que sempre foi tratada como uma menina. O filme abre a discursão sobre a escolha sexual. E ficamos sem saber ao final para que lado a menina mais se identifica, já que ela diz aos pais que prefere manter as duas genitais. Aliás, algo lógico, já que quem escreveu a história, prefere manter a personagem em sua idade mais delicada. O filme sofreu críticas pela comunidade médica de Buenos Aires que insistia em corrigir a sigla que dá nome ao filme. Segundo Paola Grammatico, diretora do laboratório de Medicina Genética de San Camillo-Forlanini: "Na medicina, XXY é relacionada à Síndrome de Klinefelter, que só atinge o sexo masculino e não é ligada a distúrbios de função ou identidade sexual, o que é muito diferente da ambigüidade genital". Bem, o hermafroditismo é um tema bem delicado e segundo a medicina há tipos e tipos de hermafroditas, entre eles o verdadeiro, o que acredito que foi mostrado no filme, aquele que possui ambos órgãos genitais bem definidos. A "solução" dizem que é a cirurgia para correção. Mas é o próprio hermafrodita quem tem que escolher a sua condição sexual. Justamente o drama vivido por Alex no filme. Há uma cena que um grupo de jovens correm atrás dela, e a imobilizam só para ver com os próprios olhos o que ficaram sabendo por conta de alguém. A cineasta Lúcia Puenzo se defendeu: "não queria falar de um diagnóstico preciso. O título do filme é uma metáfora da intersexualidade em geral. O meu trabalho não é um documentário, mas uma história de ficção." 
Curiosidades:
- Indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro na época, como melhor filme nos festivais de Atenas e Bangkok, e outros dois por parte da crítica do Festival de Cannes;
- Foi filmado na cidade de Piriápolis, no Estado de Maldonado, no Uruguai;
- É a estreia na direção de Lucía Puenzo, conhecida pelos roteiros de filmes como A través de tus Ojos e La Puta y la Ballena, além de escrever para séries de televisão como Hombres de Honor e Sol Negro.
- No Brasil o filme passou pela primeira vez no dia 25 de setembro no Festival do Rio.
- O filme é uma co-produção da Argentina, França e Espanha.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Filha de Dedé Santana vai estrear no cinema ao lado do pai


Yasmin, filha do ex-trapalhão Dedé Santana, vai estrear como atriz de cinema. As informações são coluna Retratos da Vida, do jornal Extra Online.
A jovem de 15 anos estará no filme Meu Pai é Figurante, estrelado pelo comediante. O longa tem previsão de lançamento para dezembro deste ano e traz Luana Piovani, Júlio Rocha e Sidney Magal no elenco.
No filme, gravado em Camboriú (SC), Dedé interpreta um ator canastrão.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Um filme argentino que promete: "El campo"


El Campo, protagonizado pelos atores argentinos, Leonardo Sbaraglia e Dolores Fonzi, estreou no último dia 2 no Festival de Veneza. O ator Leonardo Sbaraglia, que participou da apresentação, disse que espera futuramente realizar o sonho de filmar com Pedro Almodóvar. "Ele sabe disso perfeitamente e mais uma vez me demonstrou muito respeito e carinho. Ou seja que, seguramente, quando aparecer algo que possa ser um personagem para mim, acontecerá esta possibilidade".

Voltando a história do filme, é melhor ver o trailer:

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"Não quero voltar sozinho", Brasil, 2010



Ficha Técnica:
Gênero: Ficção, VCV 2010
Diretor: Daniel Ribeiro
Elenco: Fabio Audi, Ghilherme Lobo, Tess Amorim
Ano: 2010
Duração: 17 min
Cor: Colorido
País: Brasil 

 

Sinopse: A vida de Leonardo, um adolescente cego, muda completamente com a chegada de um novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo, ele tem que lidar com os ciúmes da amiga Giovana, entender os sentimentos despertados pelo novo amigo Gabriel.


domingo, 4 de setembro de 2011

O garoto da foto


Ele mesmo: Gael García Bernal! Crescer ele não cresceu, mas se desenvolveu, uma coisa...

sábado, 3 de setembro de 2011

O garoto da foto

Dica: Quando criança, ele fez para a TV mexicana "Vovô e eu"

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Wagner Moura se encontra com ele mesmo em 'O Homem do Futuro'

Wagner Moura se encontra com ele mesmo em 'O Homem do Futuro'
Filme de Claudio Torres mistura de comédia romântica com uma dose de ficção científica

Em A Mulher Invisível (2009), a imaginação fez com que o personagem do ator Selton Mello fosse capaz de conversar com si mesmo, com ajuda de uma namorada que só existia em sua cabeça. Agora, o cineasta Claudio Torres (Redentor e A Mulher do Meu Amigo) utiliza o tempo para aprimorar essa façanha e fazer Wagner Moura, no papel de Zero, se encontrar não apenas com uma versão dele mesmo, mas com duas. Com orçamento de R$ 8 milhões, O Homem do Futuro, mistura de comédia romântica com uma dose de ficção científica, chega hoje aos cinemas com a promessa de se tornar o grande sucesso nacional do segundo semestre.
A premissa do longa-metragem nasceu exatamente de uma cena de Mulher Invisível. “Estávamos filmando uma sequência em que Selton brigava com Luana (Piovani). Falei: ‘Vai para o lugar dela e diz o texto’”, lembra Torres. “A cena dele contracenando com ele mesmo é uma das que eu mais gosto do filme. Então, percebi que ali havia um asunto interessante.”
No início da trama, Zero (Wagner Moura), um cientista genial e amalucado, está obcecado com o desejo de montar um acelerador de partículas, capaz de criar uma nova forma de energia. Com um ar de derrotado e um quê cômico, o homem busca em seu trabalho um jeito de esquecer o fatídico dia 22 de novembro de 1991. Data em que começou a namorar Helena (Alinne Moraes), a garota mais linda da faculdade, foi humilhado em uma festa à fantasia e levou o maior fora de sua vida.
O problema é que o aparelho criado por Zero não funciona da forma esperada e o leva diretamente ao ano de 91, dando a chance para que mude toda a trajetória de sua vida, o que, claro, vai causar muita confusão. Não, qualquer semelhança com a trilogia De Volta Para o Futuro ou A Dona da História não é mera coincidência (leia mais abaixo). Aqui, vale ressaltar a qualidade dos efeitos especiais criados por Torres e sua equipe. São simples, mas convencem. Merece também destaque a recriação do Rio no início dos anos 90. Os carros, as roupas, os celulares enormes e a presença na TV de Fernando Collor de Mello, no auge de seu mandato, constroem a ambientação.Com adereços simples, os atores vivem os personagens em duas fases: aos quase 20 anos e na faixa dos 40. Para Maria Luisa Mendonça, que dá vida a uma amiga de Zero, o figurino ajudou. “A história se passa num baile à fantasia. Então, isso já te coloca de maneira diferente em cena”, diz. No caso de Fernando Ceylão, que interpreta o comparsa do cientista, a barba e a postura fizeram toda a diferença na hora de compor seu personagem. “Usei barba para parecer mais velho e ergui o queixo para ficar sem papada na versão jovem.”
A produção tem bons momentos cômicos, sem apelar para o humor bobo. Como no rápido – e espirituoso – diálogo entre Zero e um transeunte engravatado (Gregorio Duvivier) e a admiração do protagonista ao perguntar em um bar se é permitido fumar lá dentro. As dicas sobre o futuro que Zero distribui pelo caminho também rendem boas risadas. Uma delas é: em hipótese alguma, estejam em Nova York no dia 11 de setembro de 2001.
O resultado da viagem de Zero é (tcharam!) uma nova viagem no tempo, para tentar recuperar seu amor, o que possibilita o tal encontro entre ele, ele mesmo e ele outra vez. Tudo na mesma festa à fantasia.
A capacidade que Wagner Moura tem de se reinventar a cada diferente Zero impressiona. Ceylão é outro que segura o personagem com louvor.
Antes do malvado Ricardo (Gabriel Braga Nunes) humilhar Zero, Helena, a bela Alinne Moraes, solta a voz em "Tempo Perdido", da Legião Urbana. Soam os versos: Todos os dias quando acordo/Não tenho mais/O tempo que passou. Lindo. O único contratempo é que, quando o personagem de Moura acompanha a amada, o filme remete a Vips, em que ele cantou Será, música da mesma banda.
Com atores globais, mas sem criar um ar novelesco, a obra bebe em referências variadas, mas consegue amarrar tudo de maneira despretensiosa. E divertida.

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