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Cinema Latino

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Top 10 frases do cinema brasileiro

Elas podem ser inteligentes, marcantes, reflexivas ou totalmente nosenses. Vale à pena lembrar algumas das frases que marcaram o cinema nacional. Por alguma razão estas falas foram de importância para o filme, ou não. Se achar que tiver faltando, mais adiante virá a "Top frases do cinema brasileiro parte 2". Se tem alguém para lembrar mais alguma, fale agora ou cale-se para sempre...

Cidade de Deus (2002)

"Eu vou meter a mão na cara dessa vaca"! Falsa Loura, 2007
"Mulher funciona com mil botões. Pra ligar tem que saber mexer" Chega de Saudade, 2007.
"Esse gorgonzola pode ser o queijo do caralho, o que for meu irmão, mas esse negócio não vai ficar aqui dentro nem fodendo". Estômago, 2007.
"Nasci pra ter vida de malandro, e vou levar é rasgada!" Madame Satã, 2002.
"Não é impossível ser feliz depois que agente cresce... só é mais complicado." As Melhores Coisas do Mundo, 2010.
"Fico pensando que ninguém se cura de nada. Nunca. E que a dor são poros por onde transpira a escrita. Tudo sobra em mim, ao mesmo tempo não há nada em mim, nem ninguém..." Nome próprio, 2007.


"No Brasil, eleição é negócio e o voto é a mercadoria mais valiosa da favela!" Tropa de Elite 2, 2010.
"O amor é como um precipício, a gente se joga e reza pra nunca chegar o chão." Lisbela e o Prisioneiro, 2003.
"Espero que, depois desse filme, ninguém mais fique na fossa". Saneamento Básico, o filme 2007.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Almodóvar em debate no 1° Cine-fórum




Cinema Espanhol e Almodóvar estarão em debate no 1º Cine-fórum
O evento, que acontece nos dias 15 e 16 de setembro, contará com a presença de professores espanhóis.
Cinema Espanhol e Almodóvar estarão em debate no 1º Cine-fórum



O cine espanhol e o um dos seus principais cineasta, Pedro Almodóvar, estarão em debate durante o primeiro Cine-fórum da Faculdade Santo Agostinho (FSA). O evento, que acontece nos dias 15 e 16 de setembro, contará com a presença de professores espanhóis e estudiosos do cinema.
Uma das presenças confirmadas é da professora doutora espanhola Maribel Rodrigez Fidalgo, oriunda da Universidad de Valladolid. Em Teresina, ela irá proferir duas palestras. Uma abordará o ícone da cinematografia espanhola, enquanto a segunda tratará da produção e formação de públicos almodovarianos. Maribel também ministrará um curso de documentários.
Junto com Maribel, os professores doutores Alisson Dias Gomes e Maria das Graças Targino participarão das discussões acerca do cinema espanhol e da produção de Almodóvar.  Alisson abordará a contextualizada da produção cinematográfica na Espanha. Já Targino trará para o público uma visão sobre o cineasta e a receptividade do público nacional.
Como cineasta, Almodóvar, o primeiro diretor espanhol a concorrer ao Oscar, produziu mais de 20 filmes. Dois deles serão exibidos durante o Cine-fórum. O primeiro será Tudo sobre minha mãe, de 1999, e Volver, de 2006.
As inscrições para o Cine-fórum estão abertas e podem ser feitas pelo site www.fsanet.com.br. As vagas são limitadas e abertas para profissionais e estudantes de Comunicação. Todos os debates acontecerão a partir das 15h na Sala de conferência da instituição.

redacao@cidadeverde.com

Fonte: Cidade Verde

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

"O humor é aquilo que me salva", diz Bruna Lombardi

Protagonista e roteirista da comédia Onde está a Felicidade? fala sobre seu novo trabalho
Do R7



Três anos depois do drama cinzento O Signo da Cidade, Bruna Lombardi volta às telonas do país nesta sexta-feira (19) com a colorida comédia Onde está a Felicidade?, filme vencedor da categoria Júri Popular do Festival de Paulínia 2011.
Mais uma vez dirigida pelo marido, o ator e cineasta Carlos Alberto Riccelli, a atriz revela, em entrevista ao R7, detalhes de sua cumplicidade dentro e fora das telas com seu companheiro de quase 30 anos, fala das gravações do longa na Espanha e, ainda, a respeito da importância do humor em sua vida.

Abaixo, leia a íntegra do bate-papo.

R7 - Como surgiu a ideia para o roteiro deste longa?
Bruna Lombardi - O filme surgiu de uma vontade de fazer as pessoas rirem, se divertirem, saírem do cinema mais felizes. Essa foi a primeira proposta do filme. A partir daí, pensei na história de uma mulher em crise, que é a Teodora, minha personagem. Ela é uma chef de cozinha que trabalha em um programa de televisão fazendo receitas afrodisíacas.

Em determinado momento ela entra em colapso porque perde o emprego e descobre que o marido está tendo um affair virtual. Seu mundo desmorona e ela fica tão perdida que precisa se encontrar. Para isso, acompanhada por uma amiga, Teodora resolve fazer o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Deste momento em diante, o filme vira um road-movie que viaja por essas imagens maravilhosas. Você viaja com o filme e passeia por paisagens deslumbrantes.



R7 - Qual é a expectativa para a estreia comercial de Onde está a Felicidade?, depois de o filme ter vencido a categoria de Júri Popular no Festival de Paulínia?
Bruna - As críticas para o filme estão ótimas, o que foi uma grande surpresa para mim. Além disso, o público adorou e deu muita risada em Paulínia e nas pré-estreias. É um longa que nasceu abençoado, com um carisma próprio. A proposta que ele tinha, que era de fazer bem às pessoas e deixar todo mundo mais feliz, está acontecendo. As pessoas realmente saem do cinema mais alegres. Então, já foi uma missão cumprida.

R7 - O filme parece trazer algumas referências aos trabalhos do espanhol Pedro Almodóvar, principalmente pelo colorido das imagens, pelo ar meio kitsch e por se passar na Espanha. É fato essa relação? Vocês se inspiraram em outros diretores/obras para fazer o Onde está a Felicidade?
Bruna - O filme em si é bem diferente das obras do Almodóvar. Mas, claro, quando você vai para a Espanha, trabalha com atrizes espanholas, faz um filme colorido e solar, as pessoas associam tudo isso ao Almodóvar. O roteiro e as histórias, no entanto, são muito diferentes. Nenhum filme do Almodóvar se parece com esse e esse não se parece com nenhum filme dele.

Sem dúvidas que essas mulheres alucinadas estão em todos os lugares, elas não são privilégios dos espanhóis, não. Existem muitas aqui no Brasil também. Eu e o Ri [Carlos Alberto Riccelli] adoramos ir ao cinema. A gente assiste a tudo, sempre. Filmes que em geral as pessoas nem vão ver. Então, acho que tudo acaba fazendo parte do imaginário de todos nós, mas o filme é muito original, autêntico, muito verdadeiro e bastante único.

R7 - Como foi esta nova parceria com o Riccelli, seu marido, e com o Kim, seu filho?
Bruna - A gente repetiu a parceria de O Signo da Cidade porque deu certo na primeira vez. Temos prazer em trabalhar juntos. Acho um privilégio você poder trabalhar com as pessoas que ama. E poder estender esse amor para todo o set, para toda a equipe. Acho que, por um lado, é muito bom porque a gente tem uma cumplicidade enorme, nos entendemos muito rapidamente. A desvantagem é que a gente fala de trabalho o tempo todo, mesmo nas férias.

R7 - Qual foi o maior desafio de escrever um roteiro de comédia? E qual a diferença para o roteiro de drama, como você fez em O Signo da Cidade?
Bruna - Acho que justamente depois de fazer O Signo da Cidade, um filme em que todo mundo chorava tanto, eu quis buscar a alegria, quis fazer as pessoas darem risada. Fazer o Onde está a Felicidade? foi um certo equilíbrio, uma espécie de compensação. Foi necessário. Parecia que o universo me pedia isso.

R7 - A comédia é importante na sua vida?

Bruna - Acho que o humor é aquilo que me salva. Eu uso o humor como um ponto para eu me segurar. A gente vive num mundo cheio de dificuldades e sem o humor você não absorve a vida, você não consegue suportar o peso. Temos que ter humor para segurar a onda.

R7 - Você é atriz, roteirista e escritora. Pretende dirigir em algum momento da sua carreira?

Bruna - Não, não. Estou muito contente com o que eu faço. Sou produtora do filme, trabalho como atriz, sou roteirista e acho que já está de bom tamanho. Acho que o Ri é um ótimo diretor. O Kim também é um diretor-assistente de primeira. É bom para o roteirista ter um certo distanciamento, ter um outro olhar sobre o trabalho dele.

R7 - Quais são seus próximos planos?
Bruna - A gente tem um próximo projeto para um novo filme, que já está em desenvolvimento. Mas não posso falar sobre ele.

Fonte: R7-Entretenimento

domingo, 21 de agosto de 2011

Julio Medém

Julio Médem Lafont  nasceu em San Sebastian, País Vasco (Espanha) no dia 21 de outubro de 1958. Desde criança mostrou interesse pelos filmes, quando ele pegava a camera super 8 de seu pai e filmava à noite, quando ninguem estava prestando atenção. e formou em Medicina e em Estudos Gerais, trabalhou como critico de cinema e posteriormente como roteirista, assistente de direção e editor. Depois de poucos curtas ele dirigiu seu primeiro longa metragem, "Vacas", com o qual ganhou um prêmio Goya.
Depois ele dirigiu O Esquilo Vermelho e Tierra, ambos receberam boas criticas em Cannes. Em seu próximo filme, Os Amantes do Circulo Polar, que foi comparado ao trabalho de Krzysztof Kieślowski, ele explorou uma narrativa ciclica e provou de texturas minimalistas que chegariam ao ápice em seu próximo filme, Lucia e o Sexo, narrativa de grande lirismo erótico.
Depois deste filme ele se desviou do seu estilo de direção e produziu La pelota vasca, um documentário sobre os problemas politicios do País Vasco, os quais causaram furor entre os politicos espanhóis de direita. Seguindo, Julio Medem filmou Caotica Ana que estreou em 2007, e Habitación en Roma em 2009.

sábado, 20 de agosto de 2011

Julio Medém (Filmografia)


Filmografia: 

    Habitácion en Roma (2009)
    Caótica Ana (2006)
    ¡Hay motivo! (2004) (segmento "La Pelota Vasca")
    La pelota vasca. La piel contra la piedra (2003)
    Lucía y el sexo (2001)
    Los Amantes del Círculo Polar (1998)
    Tierra (1996)
    La ardilla roja (1993)
    Vacas(1992)
    Martín (1988)
    Las seis en punta (1987)
    Patas en la cabeza (1985)
    Teatro en Soria (1982)Fideos (1979)
    El jueves pasado (1977)
    El ciego(1974)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Walter Hugo Khouri


Walter Hugo Khouri nasceu em São Paulo em 21 de outubro de 1929. Realizou 25 longas-metragens. Os filmes mostram personagens que buscam sentido para a existência angustiante. Khouri conquistou vários prêmios nacionais e internacionais.

Sua obra, influenciada por cineastas como Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni, pelo jazz, por escritores como D. H. Lawrence e Albert Camus e por filósofos como Espinoza, é bastante pessoal e homogênea, passada ao largo das formulações de fundo social do Cinema Novo, dentro de uma estética e de uma preocupação existencialistas mais assimiladas às cinematografias europeias do Primeiro Mundo, o que lhe valeu não poucas críticas ao longo da carreira. Mesmo após a sua morte, o conjunto de seus 25 filmes divide opiniões. Uma parcela da crítica e da Academia o considera um verdadeiro mestre, detentor de uma marca autoral desenvolvida com domínio e talento. Às latentes observações de ausência de uma identidade cultural brasileira e afeita aos seus correspondentes movimentos artísticos, responde se tratar do reflexo do próprio cosmopolitismo característico de São Paulo, cidade onde Khouri nasceu e desenvolveu toda a sua carreira; outra parte (notadamente influenciada pelo sistema de pensamento antropofágico de Paulo Emílio Salles Gomes), por sua vez, ainda endossa os ataques perpetrados pelos membros do Cinema Novo, o vendo como um cineasta alienado política e esteticamente, um mero copiador e estetizador do trabalho de grandes diretores europeus e japoneses, cujas linhas-mestras soam deslocadas e inadequadas em um país marcado por contradições e com um processo histórico-cultural próprio, como é o Brasil (dentro desse raciocínio, Khouri é alçado como o mais fidedigno sucessor do projeto de cinema da antiga Vera Cruz, paradigma de estrangeirismo contra o qual também o Cinema Novo e o Teatro de Arena passam a combater na erupção de seus movimentos). Já em termos mais técnicos, ao mesmo tempo em que sobram elogios à fotografia, à composição de quadro e à direção de arte de suas películas, igualmente não faltam críticas à direção de atores, à escrita dos diálogos (soados "artificiais", segundo alguns) e à condução arrastada de seus enredos.
O principal filme Noite vazia, realizado em 1964, que aborda quatro personagens, dois homens e duas prostitutas em conflito com suas vidas, tendo como pano de fundo a ascendente metrópole paulistana dos anos 60, o consagrou e até hoje é considerado o melhor longa, apresentando uma edição de fotografia magnífica e grandes atrizes.

Principais prêmios:
    Ganhou prêmio de "Melhor Roteiro" do Festival Internacional de Mar del Plata em 1960, pelo filme Na Garganta do Diabo.
    Ganhou o Prêmio Saci dez vezes, nas categorias de argumentista, roteirista, diretor, produtor e montador, pelos filmes O Estranho Encontro, Na garganta do diabo, O gigante de pedra, A ilha, Noite vazia, Corpo ardente.
    Prêmio Instituto Nacional de Cinema e Coruja de Ouro, como melhor diretor nos anos 1966, 1967 e 1972, pelos filmes Corpo ardente, As amorosas e As deusas.
    Por doze vezes ganhou o Prêmio Governador do Estado de São Paulo, como argumentista, roteirista, diretor e produtor, pelos filmes O estranho encontro, Noite vazia, O corpo ardente, A ilha, Fronteiras do inferno, Paixão e sombras, O último êxtase, O palácio dos anjos e As amorosas.
    Prêmio Vittorio de Sica, no Festival de Sorrento, na Itália, em 1988, pelo conjunto da obra.
    Menção Especial no Festival de Santa Margherita Ligure, pelo filme Na garganta do diabo, em 1960.
    Prêmio dos jurados no Festival Internacional de Sitges, na Espanha, pelo filme O anjo da noite, em 1974.
    Por três vezes ganhou o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte pelos filmes O anjo da noite (1973), O último êxtase(1974) e Eros (1981).
    Prêmio Fábio Prado de Literatura para roteiros pelo filme A ilha.
    Menção Honrosa na Semana Internacional de Cine en Color de Barcelona, pelo filme As deusas.
    Por nove vezes ganhou o Prêmio Cidade de São Paulo, da municipalidade paulista, em diversas categorias e filmes, de 1958 a 1968.
    Prêmio Governador do Estado de "Melhor Argumento" para o filme Amor voraz.
    Prêmio Samburá no Fest-Rio Fortaleza, em 1989, pelo conjunto da obra.
    Prêmio Oscarito da Fundação Cultural Banco do Brasil.
    Prêmio "Resgate do Cinema Brasileiro" do Ministério da Cultura - com roteiro de "Paixão Perdida" 1994
    Prêmio Riofilme - "Paixão Perdida" - 1995
    Premiação no Programa de Integração Cinema-TV/Co-Produção com a TV Cultura - "Paixão Perdida" - 1996

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Walter Hugo Khouri (Filmografia)


Filmografia:

    2001 - As Feras (filmado em 1998)
    1999 - Paixão Perdida
    1991 - Per sempre
    1987 - Mônica e a Sereia do Rio
    1986 - Eu
    1984 - Amor Voraz
    1982 - Amor Estranho Amor
    1981 - Eros, o Deus do Amor
    1980 - Convite ao Prazer
    1979 - O Prisioneiro do Sexo
    1978 - As Filhas do Fogo
    1977 - Paixão e Sombras
    1975 - O Desejo        

    1974 - O Anjo da Noite     
    1973 - O Último Êxtase
    1972 - As Deusas
    1970 - O Palácio dos Anjos
    1968 - As Amorosas
    1967 - Corpo Ardente
    1966 - As Cariocas
    1964 - Noite Vazia
    1962 - A Ilha
    1959 - Na Garganta do Diabo
    1959 - Fronteiras do Inferno
    1958 - Estranho Encontro
    1953 - O Gigante de Pedra

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