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Cinema Latino

terça-feira, 9 de agosto de 2011

México comemora o centenário de Cantinflas, o Chaplin da América Latina




(AFP) – há 3 dias

MÉXICO, México — A celebração, no México, do centenário de nascimento do artista Mario Moreno, o 'Cantinflas', começou nesta semana com a apresentação de um livro comemorativo e mostra de cartazes de filmes e fotos de seus melhores momentos no cinema.
O livro "Mario Moreno 'Cantinflas': o ator, o toureiro, o empresário, o homem", foi apresentado no palácio de Belas Artes pela fundação que recebeu o nome do cômico, considerado o Charles Chaplin da América Latina, e contemplado com o Globo de Ouro de melhor ator em 1957, por seu papel em "A Volta ao Mundo em 80 dias".
"Ao contrário de seu personagem, Mario era um profissional muito sério", disse à imprensa o ator Javier Cordero, que participou com ele do filme "A volar joven", de 1947.
Outras homenagens estão previstas nestas duas primeiras semanas de agosto para comemorar a data de aniversário de Moreno, entre elas, a divulgação de uma seleção de seus mais de 50 filmes, a serem apresentados no canal estatal de televisão e na Cinemateca Nacional, asssim como uma conferência sobre sua influência no desenvolvimento da comédia e do cinema latino-americano.
Cantinflas, nome artístico de Fortino Mario Alfonso Moreno Reyes, nasceu na Cidade do México em 12 de agosto de 1911 e faleceu em abril de 1993, vítima de um câncer de pulmão.
Era de uma família muito humilde e tinha 12 irmãos. A adolescência foi marcada pela pobreza o que o levou a começar a trabalhar muito cedo, primeiro como engraxate e depois como aprendiz de toureiro, motorista de táxi e pugilista.
A vida mudou quando aos 20 anos, como empregado em um teatro popular, teve a chance de substituir o apresentador do espetáculo. Ao inverter frases, trocar palavras e abusar do improviso, Cantinflas, conquistou o público.
Em Hollywood ele teve apenas dois filmes: A Volta ao Mundo em 80 Dias, um sucesso de bilheteria e Pepe, um fracasso de público.
A crítica destaca que os melhores filmes do comediante foram feitos nos anos 40 e 50. Entre os seus trabalhos mais elogiados deste período estão, Os Três Mosqueteiros (1942), O Circo (1943), El Supersabio, O Mágico (1948), O Bombeiro Atômico (1950) e Se Eu Fosse Deputado. Todos escritos para ele pelo seu Jaime Salvador.
Sua popularidade foi tamanha que a Real Academia Espanhola da Língua adotou, inclusive, o uso do verbo 'cantinflear'.

Fonte: AFP

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Wagner Moura, Tony Ramos e Selton Mello viram desenho animado



POR REGINA RITO

Rio - Para comemorar o patrocínio de 500 longas-metragens, a Petrobras convidou Maurício de Sousa a criar animações da ‘Turma da Mônica’ baseadas em sucessos do cinema nacional, caso de ‘Tlopa de Elite’, estrelado por Cebolinha e Capitão Nascimento (Wagner Moura).

Tony Ramos também invadiu os quadrinhos na versão animada de ‘Se eu Fosse Você’. Selton Mello aparece em ‘Meu Nome não é Johnny’, Cascão está em ‘Saneamento Básico’, Chico Bento, no longa ‘Cidade do Chico’, e Franjinha, em ‘Franjinha que Copiava’. Os vídeos podem ser vistos no YouTube.

Fonte: O dia Terra

domingo, 7 de agosto de 2011

Festival de Gramado e Selton Mello

 O famoso Festival de Gramado iniciou nesta sexta-feira, dia 5. O homenageado da vez foi o ator Selton Mello, cujo filme "O Palhaço" em que atua e dirige, foi exibido durante a abertura da noite. Em um discurso emocionado, o ator afirmou: "Espero que a candura da narrativa aqueça corações e mentes aqui em Gramado". Receberão ainda o prêmio, além de Selton, Fernanda Montenegro e Domingos de Oliveira. Serão 14 longas na competição brasileira e latina. Entre eles:

Competição - longas brasileiros
"As Hiper Mulheres", de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro, Pernambuco (documentário)
"O Carteiro", de Reginaldo Faria, Rio Grande do Sul
"Olhe Pra Mim de Novo", de Claudia Priscilla e Kiko Goifman, São Paulo (documentário)
"País do Desejo", de Paulo Caldas, Rio de Janeiro
"Ponto Final", de Marcelo Taranto, Rio de Janeiro
"Riscado", de Gustavo Pizzi, Rio de Janeiro
"Uma Longa Viagem", de Lúcia Murat. Rio de Janeiro (documentário)

Competição - longas latinos
"A Tiro de Pedra", de Sebastian Hiriart, México
"El Casamiento", de Aldo Garay, Uruguai (documentário)
"Garcia", de Jose Luis Rugeles, Colômbia
"Jean Gentil", de Laura A. Guzmán e Israel Cárdenas, República Dominicana
"La Lección de Pintura", de Pablo Perelman, Chile
"Las Malas Intenciones", de Rosario Garcia Montero, Peru
"Medianeras: Buenos Aires da Era do Amor Digital", de Gustavo Taretto, Argentina

Competição – curtas brasileiros
"A Melhor Idade", de Angelo Defanti, RJ
"A Mula Teimosa e o Controle Remoto", de Helio Villela Nunes, SP
"A Musa da Minha Rua", Adolfo Lachtermacher, RJ
"A Verdadeira História da Bailarina de Vermelho", Alessandra Colasanti e Samir Abujamra, RJ
"Calma Monga, Calma!", de Petrônio de Lorena, RJ
"Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo", de Rodrigo John – RS
"Insustentável", de Luisa Pereira, SP
"Julie, Agosto, Setembro", de Jarleo Barbosa, GO
"O Cão", de Abel Roland e Emiliano Cunha, RS
"Orquestra do Som Cego", de Lucas Gervilla, SP
"Perfidia", de Ramon Navarro, DF
"Polaroid Circus", de Jacques Dequeker, SP
"Qual Queijo Você Quer?", de Cíntia Domit Bittar, SC
"Ribeirinhos do Asfalto", de Jorane Castro, PA
"Rivellino", de Marcos Fábio Katudjian, SP
"Um Outro Ensaio", de Natara Ney, RJ

Mostra de curtas gaúchos
"A Conquista do Espaço", de Chico Deniz
"A Noite do Artista", de Rafael Rodrigues
"Antônia", de Tyrell Spencer e Ligia Tiemi
"Boia", de Alice Castiel e Paula Martins
"Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo", de Rodrigo John
"Corneteiro Não Se Mata", de Pablo Müller
"De Lá Pra Cá", de Frederico Pinto
"Especulativo Móvel", de James Zortéa
"Eu To Cansado", de Henrique Lahude
"Gaveta", de Richard Tavares
"Kopeck", de Jaime Lerner
"Madre Sal", de Maria Elisa Dantas
"Marcovaldo", de Cíntia Langie e Rafael Andreazza
"Melhor que Aqui", de Eduardo Wannmacher
"Nico", de Filipe Matzembacher
"O Cão", de Abel Roland e Emiliano Cunha
"Telefone de Gelo", de Fabiano de Souza
"Três Vezes Por Semana", de Cris Reque
"Tricô e Pitangas", de Iuli Gerbase e Marília Garske
"Um Dia Daqueles", de José Rodolfo Masiero e Caio Pereira.

Selton Mello recebendo seu merecido Kikito pelas mãos do ator, Paulo José

Disputado pela imprensa e pelos fãs Selton Mello chega tranquilo para a homenagem no Festival de Gramado.

Selton Mello e o elenco do filme "O Palhaço"

sábado, 6 de agosto de 2011

Elegância é aqui!










Mais fotos para um editorial de moda com quem é padrão de elegância: Leonardo Sbaraglia.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Quem é o menininho mais fofucho da titia?


Olha ele aqui em baixo!
Resposta: o ator Leonardo Sbaraglia!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Perfil Fabrício Boliveira, o nosso Santo Cristo


Por Raquel Valadares.

“E se lembrou de quando era uma criança
E de tudo o que vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
“Se a via-crucis virou circo, estou aqui”

Fabrício Boliveira, o nosso João de Santo Cristo, entrou no filme disposto a construir uma memória para sua personagem e, a partir de suas lembranças - “porque nós somos o que vivemos” - agir e pensar como João.

Desde a preparação no Rio de Janeiro, até o laboratório em Brasília, ambos orientados pelo preparador de elenco Sergio Penna, Fabrício, um ator formado pela clássica faculdade de Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia, deixou-se guiar pelo instinto e pela sincronicidade, absorvendo tudo o que pudesse remeter a Santo Cristo e a Brasília, a cidade-tema de “Faroeste Caboclo”.“O João é um desses nordestinos que foram construir Brasília, que tiveram de se adaptar a uma outra vida, a um outro clima, a uma outra geografia e se deixaram influenciar. Mas João não esquece sua história, não a apaga para o futuro. Por isso foi tão importante transitar na feira dos nordestinos, encontrar uma familiaridade nos objetos. Dialoguei muito com o diretor de arte, Tiago Marques Teixeira, a respeito do que João traria consigo em sua bolsa. Então escolhemos juntos a bolsa, eu pedi um canivete, um fumo de rolo, uma palhinha, um santinho… Essa troca com a equipe, ver o que o outro pensou para sua personagem é fascinante, enriquece muito o trabalho do ator. Quando vesti o figurino pela primeira vez foi como se caísse uma ficha, ‘ah… É isso que faltava, é por este caminho que eu vou”.

“João de Santo Cristo não faz parte do Plano-Piloto”. A história narrada na canção de Renato Russo fala, segundo a visão do ator, da intolerância ao diferente, ao “candango” pobre e marginalizado na cidade-ilha da fantasia.

As tentativas frustradas de ser dono de sua própria história, de começar o ano-novo como um rapaz trabalhador, constituir família, parecem anunciar o desfecho trágico. E de fato é numa tragédia grega que Fabrício se pautou para interpretar “Faroeste Caboclo”.

“Na canção, esse senhor de alta classe com dinheiro na mão que um dia bate à porta com uma proposta indecorosa ele diz ‘Você perdeu sua vida meu irmão’… Para mim esse senhor é o oráculo e João, que não consegue tirar essas palavras do coração, luta para fugir do próprio destino. Então que personagem é esse que já tem a vida escrita e ainda assim tenta escrever a sua história?”aroeste Caboclo” é a quarta experiência de Fabrício no cinema. O ator, que estreou em “A Máquina” de João Falcão e participou de “Tropa de Elite 2, diz que a cada filme ele “zera” tudo, para embarcar na história de sua personagem, mas que a cada nova cena ele se percebe mais sintonizado com o funcionamento de um set de filmagem, com o trabalho da equipe e com o próprio aparato cinematográfico.


“Eu sinto a luz no meu olho, eu percebo onde está a câmera e jogo com ela. É muito legal descobrir o olho que está por trás da câmera, que é a extensão do pensamento e do olhar de uma pessoa, no caso de “Faroeste Caboclo”, do [Gustavo] Hadba, o diretor de fotografia. Ou então me deixar dirigir pelo René [Sampaio], entender o que ele quer e poder trocar, conversar sobre o caminho da personagem. Porque a gente faz uma cena e sai pensando como é que a cena cola lá na frente e se não tiver o diretor ali, para dividir isso com você, o trabalho fica muito solitário”.



Fabrício jamais ficou solitário em “Faroeste Caboclo”. Simplesmente toda a equipe vinha ampará-lo, paparicá-lo. Na festa de despedida das filmagens ele era a pessoa mais afagada e cumprimentada. Para nós ele era o nosso Batman, a grande estrela. Afinal ele foi João de Santo Cristo de “Faroeste Caboclo”, o protagonista de uma saga.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Dolores del Rio



Maria de los Dolores Asúnsolo y López Negrete nasceu em Durango, México no dia 3 de agosto de 1905. Foi educada no Convento de São José, no México, e por sua bela voz, foi mandada, por seus pais, para aprender canto em Paris e depois para Madrid. Tinha um pai banqueiro, que faliu devido a Revolução Mexicana. Casou-se muito jovem (aos 16 anos) com o escritor Jaime Martinez Del Rio, que era 18 anos mais velho.
A beleza de Dolores atraiu os olhos do diretor de cinema americano Edwin Carewe, que a descobriu e a levou à Hollywood para ser atriz e deu a seu marido emprego de roteirista. Iniciou no cinema mudo em 1925, também foi a precursora do uso de maiô de duas peças no cinema, em 1933, no primeiro filme estrelado por Fred Astaire.
1928 foi o ano em que Dolores se divorciou de Jaime; Amargurado e enciumado, ele acaba por suicidar-se na Alemanha, país para onde tinha ido após a separação. Dois anos depois, ela se casou com Cedric Gibbons, o chefe do Departamento de Arte da MGM.
No cinema falado fez alguns filmes de prestígio. Em 1940, Dolores conheceu Orson Welles. A paixão pela bela mexicana, fez com que ela se divorciasse de Gibbons. Dolores e Welles tiveram um romance que durou apenas dois anos. Nesse período, Dolores participou de um filme escrito por Welles e dirigido por Norman Foster, Jornada do Pavor (Journey into Fear) 1943. Um dos que se pode destacar de sua carreira nos Estados Unidos. Mas adiante, a atriz reclamava que os produtores e diretores norte-americanos não lhe davam papéis interessantes e que só ao voltar para o México no final da década de 1940, teve suas melhores oportunidades. Em 1943 torna-se a estrela mais popular de seu país, destacando filmes com Emílio Fernández e fotografia de Gabriel Figueroa. Em 1946, no México ela realizou seu maior sucesso no cinema, "Maria Candelária" que recebeu o prêmio de melhor filme no Festival de Cannes.
Em 1959, Dolores casou-se com Lewis A. Riley, um empresário teatral americano. Em 1978, retirou-se do Cinema, para administrar a sua fortuna.
Sua beleza era invejada, diziam fontes seguras, que nunca teria recorrido à cirurgia plástica. Dolores tinha uma dieta criada por ela mesma em que consistia em muitas horas de sono (10 a 12 horas) exercícios físicos, nenhuma gota de álcool, nada de alimentos gordurosos e uma vez por semana alimentar-se apenas de cenouras, suco de laranja e limão. Sua pele lisa e o brilho dos cabelos sempre causaram inveja às grandes estrelas de Hollywood. Era de uma beleza notória e mesmo aos setenta anos, não tinha rugas. Foi uma mulher muito rica e culta, não quis ter filhos por causa do trabalho. Faleceu aos 77 anos, em 11 de abril de 1983.


Filmografia:
1928: A Dança Rubra (The Red Dance)
1930: Ramona (idem)
1932: Ave do Paraíso (Bird of Paradise)
1933: Voando para o Rio (Flying Down to Rio).....Mais informações
1936: Acusada (Accused)
1937: O Diabo à Solta (Devil's Playground)
1937: O Lanceiro Espião (Lancer Spy)
1942: Jornada do Pavor/ (Journey into Fear)
1944: Maria Candelária (María Candelaria)
1945: Flor Silvestre
1946: Maria Candelária
1947: Domínio dos Bárbaros (The Fugitive)
1952: Sangue por Glória (What Price Glory)
1960: A Estrela de Fogo (The Flaming Star).
1964: Crepúsculo de uma Raça (Cheyenne Autumn)
1967: Felizes para Sempre (More than a Miracle)

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