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Cinema Latino

sábado, 14 de maio de 2011

Uma volta no tempo...

Enxerto de "Garotas e samba" (1957) - Ivon Cury "Aviso aos navegantes" (1950) - Ruy Rey e Orquestra "Rio Fantasia" (1957) - Angela Maria "Marido de mulher boa" (1960) - Sylvia Telles "É de chuá" (1957) - Agostinho dos Santos "Mulheres à vista" (1954) - Jorge Goulart "Entrei de Gaiato" (1959) - Grande Otelo

sexta-feira, 13 de maio de 2011

13 de maio uma data a ser lembrada

Quilombo (1984)
Canga Zumba (1964) 

É totalmente incompreensível como o homem maltrata o seu semelhante. Essa desigualdade ainda longe de acabar, coabita o planeta sob diversas formas de preconcenceito, de exclusão e violência. O negro deu mais que seu sangue pelo Brasil: foi força de trabalho escravo, era objeto de compra, troca e venda. Além de ser uma triste e lucrativa forma de renda. Na época do Brasil colônia nunca foram tratados como gente, e sim, violentados em sua pátria, em seu idioma, nas suas crenças e em sua identidade. Até que uma lei imperial n. 3.353 sancionada em 13 de maio de 1888 extinguiu a escravidão no Brasil. Outras leis precederam a mais famosa assinada pela Princesa Isabel, mas esta sem dúvida deve ser lembrada. Algumas produções brasileiras contam através de pinceladas de ficção, o que teria sido viver naquele tempo, onde alguém que tivesse cor não tinha escolha: a sina era trabalhar nas lavouras, nos engenhos e na casa grande; E por algum sinal de resistência sofrer todo o tipo de dor física e de mutilação. Existiram os quilombos, e o mais famoso dele Quilombo dos Palmares, tinha o seu "rei", o lendário Zumbi (ver trailer acima). A partir dele, outros heróis também surgiram. O mais recente vimos agora há pouco nas telas de cinema, Besouro (2009), claro, retratando uma outra época e o novo e evoluído cinema nacional usando e abusando dos efeitos especiais.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Cenas de uma estrela

"Cassy Jones, Magnífico sedutor" (1972) Meddley de cenas de filmes com Sandra Bréa e algumas novelas

Sandra Bréa

Campanha publicitária com a bela estrela
Sandra Bréa Brito nasceu em 11 de maio de 1952 no Rio de Janeiro, tendo falecido na mesma cidade, alguns dias antes de seu aniversário, no dia 4 de maio de 2000. Quem era esta mulher? Ela era capaz de arrancar milhões de suspiros no auge da fama, uns diziam que era uma pessoa caseira e quieta, outros espalhavam que a moça só tinha cara de santa, mas só a cara. No meio de todo esse turbilhão de coisas, Sandra Bréa soube conviver com a fama do seu jeito. Foi um símbolo sexual nacional, teve sua fama televisiva e também nas telas de cinema, com um gênero de sucesso na época, a pornochanchada. Ela reinou absoluta entre os anos 70 e 80. Sendo mais tarde substituída por outras musas tipo mulherão. Sandra Bréa não era apenas um mulherão, mas uma presença cênica forte, carismática e talentosa.
Aos treze anos já era modelo, aos catorze estreava a sua primeira peça, Poeira de Ipanema, no teatro de revista do Rio. De peça em peça em 1968 acabou sendo escolhida em teste de elenco por ninguém mais que Fernanda Montenegro e João Bittencourt. A peça era Plaza Suite. Inserida no meio artístico, vieram os convites para novelas. Ela estreia no cinema em 1969, no filme Um Uísque Antes, Um Cigarro Depois, de Flávio Tambellini, e, durante toda década de 70, segue carreira no cinema, participando de vários filmes produzidos na Boca do Lixo e suas pornochanchadas, sendo dirigida por nomes do gênero como Fauzi Mansur, Adriano Stuart, Cláudio Cunha e Alfredo Sternheim.
A musa Sandra Bréa também prestou tributo ao humor brasileiro tendo trabalhado com Luiz Carlos Mièle em "Faça Humor, Não Faça a Guerra" e "Sandra e Miéle" ambos programas da Rede Globo.


Casamentos


Oficialmente foram três: O primeiro com o empresário Eduardo Espínolla Neto, de quem se separou três anos depois. Eles se casaram de papel passado em 1972; O segundo foi o fotógrafo das estrelas, Antonio Guerreiro com quem se uniu em 1978 e por fim o empresário gaúcho Arthur Guarisse (1983). Muito se fala de sua tumultuada vida pessoal, antes de levar o relacionamento sério com os seus parceiros, ela tinha a fama de ter tido vários amantes, fato que ela não desmentia. Sandra era uma figura emblemática, parecia fazer o papel da louca, parecia se permitir a ser séria longe dos holofotes, das entrevistas malucas que dava e da fama que se construiu através de sua imagem.

A doença


                Sandra Bréa reuniu os repórteres em um dia de agosto de 1993 em sua casa em Jacarepaguá (Rio) para anunciar a sua situação de soropositiva. Segundo a imprensa da época, a atriz já não vivia sobre os louros da fama, a decadência era observada no teto e parede de sua casa com infiltrações e o sofá rasgado. Claro, havia sempre a lembrança da mulher escultural que fora, exposta em algumas paredes de sua residência. Sandra parecia nervosa, mas queria demonstrar tranquilidade, o que conseguiu foi dar uma entrevista um pouco desconexa com frases como: "Fiz o HIV uma, duas, três, sete vezes. Veio a comprovação. Nunca me senti tão forte. Eu estou linda" ou "O vírus é vida. A Aids é uma doença de união e não da morte". Mas não foram essas frases que mais marcaram a entrevista de Bréa, mas quando perguntada quando se contaminou teria dito que sofreu um acidente e recebeu transfusão de sangue no local. Repórteres insistiam em data e local do acidente e ela dava uma resposta vaga que não convencia a ninguém. Mas que todos respeitaram. Respeito que lhe foi concedido por assumir publicamente ter o vírus da AIDS.
Para saber detalhes, há o link com a entrevista completa REVISTA VEJA.

O diário de Sandra Bréa

No dia 2 de maio de 2000, a atriz foi levada ao Hospital Barra D'or para fazer uma tomografia computadorizada, pois devido a complicações da doença, desenvolveu câncer no pulmão. Não soube o resultado, pois morreu dois dias depois aos 47 anos em sua casa, em Jacarepaguá. “Não morrerei de Aids”, dizia. “Vou morrer como qualquer um, atropelada.” Sandra Bréa deixou um filho adotivo, Alexandre Bréa Brito, é este rapaz atualmente com 21 anos, o responsável pelo seu acervo pessoal. No dia 4 deste mês, no site Terra, o filho da atriz revela alguns detalhes do diário da mãe, relatando como foi para Sandra ter enfrentado a doença. Segundo ele, para não entrar em depressão Sandra nos primeiros dias e meses vestia-se impecavelmente e passava os dias escrevendo. Também houve o período em que não quis ser vista por ninguém, pois sua imagem física já não parecia ser a mesma. Ela teria dito ao filho antes de morrer que queimasse todas as suas fotos e pôsteres, o que parece não ter sido cumprido. Mas havia um outro desejo que o rapaz está determinado a colocar em prática: criar a fundação Sandra Bréa ainda antes do fim deste ano e doar os figurinos da mãe para o Retiro dos Artistas no Rio de Janeiro.
Alguns trechos do diário da atriz: "Agora estou sentindo muitas dores e não sei o que fazer. Elas (as dores) estão me deixando muito nervosa"   
"Estou com muita depressão, estou precisando me animar. Quando sou chamada para a alegria não tenho vontade porque já fui abraçada pela tristeza"

Observação: Me debrucei sobre algumas fontes para escrever este texto. Há fatos curiosos e fotos que só preferi deixar algumas das fontes interessantes aqui:

terça-feira, 10 de maio de 2011

Sandra Brea (Filmografia)

Filmografia:
Sandra Brea e Ney Latorraca em   "Sedução" (1974),
de Fauzi Mansur
O belo sorriso da diva

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pelé e o cinema

Pelé apareceu na TV dia desses dizendo que como jogador, também é ótimo ator. É verdade. Perguntaram: "Que nota daria ao Pelé ator?" Ele respondeu: "Eu daria oito já que não posso dar dez". Pelé na verdade fez algumas atuações/participações no cinema nacional e recentemente foi o homenageado no Cine PE. A reportagem abaixo, retirei do JC Noticias (devidos créditos abaixo), é muito interessante:

Cine PE

Pelé agradece o público e conta histórias de seus filmes

Publicado em 01.05.2011, às 13h30

 
A famosa cena do rei desviando o olhar da musa Brigitte Bardot
A famosa cena do rei desviando o olhar da musa Brigitte Bardot


Foi com mais de uma hora de atraso que Pelé entrou no auditório do Hotel Recife Palace na manhã deste domingo (1). Muita gente já se mostrava aborrecida mas bastou Sua Majestade aparecer com seu imenso sorriso para ficar tudo bem. E não era simpatia forçada, afetava. Ele é assim mesmo. Respondeu a todas as perguntas, alongou-se em algumas, deu demonstrações do tipo de jogada que queria e, para uns poucos sortudos que o cercaram ao final, tirou fotos.

Os principais questinamentos foram sobre o filme Cine Pelé, exibido na noite anterior no Cine Pe, no Teatro dos Guararapes, em Olinda. Antes de qualquer pergunta ser feita, o homenageado pediu a palavra e agradeceu ao público a calorosa recepção. "Todo mundo sabe que sou chorão. E me segurei para não chorar naquele momento e agradeço muito pela recepção. Ali estavam quatro gerações que só me fazem dizer obrigado e vou fazer sempre o melhor para não decepcionar o povo brasileiro onde quer que eu vá".
Uma das primeiras perguntas da sabatina teve como mote uma declaração do ex-jogador durante o filme. Ele lembra de um jogo do Santos na França em que entrou ao lado da atriz Brigitte Bardot para o pontapé inicial. Numa foto desse jogo, ele aparece ao lado da musa mas sem olhá-la enquanto outros dois jogadores não desgrudam o olhos. "Ela estava de shortinho. Foi difícil entrar em campo depois", disse, para risos gerais.

Sobre sua relação com o cinema, o Rei lembrou que na infância não perdia os filmes de Oscarito, Mazaroppi e companhia limitada. Perdeu um pouco a veia cinéfila quando virou jogador profissional. "Não tinha muito tempo porque o Santos vivia peregrinando pelo mundo, mas depois tive a sorte de trabalhar com grandes nomes do cinema como Michael Caine, Sylvester Stallone e John Huston, o melhor diretor de todos os tempos", lembrou.

Além do trabalho como ator, o eterno camisa 10 também atacou de roteirista. No longa Os Trombadinhas, de 1979, ele assina junto com o escritor Carlos Heitor Cony e contou que a inspiração veio do milésimo gol, quando dedicou o feito às crianças desamparadas e convocou as autoridades a não abandoná-las.

"Eu via muitas crianças fazendo aquilo nas ruas. Davam uma trombadinha nas mulheres e pegavam as bolsas. Quando dediquei o milésimo gol foi para que se cuidassem delas. Mas infelizmente, hoje vemos coisas muito piores", disse.

O amigo de longa data, Aníbal Massaini Neto - diretor do documentário Pelé Eterno (2004) - também estava presente e contou que o primeiro filme sobre o ex-atacante, O Rei Pelé (1962) pode ser resgatado. Um trecho dele aparece em Cine Pelé, mas a matriz encontra-se bastante desgastada em diversos pontos - na verdade, quase o filme inteiro.

"A Cinemateca Brasil tem quatro cópias em bom estado e acho possível recuperar. Mas para isso é preciso iniciativa."

FUTEBOL - O futebol em si não poderia faltar. E, claro, ele não se furtou em opinar que acha complicado colocar um chip na bola. "O goleiro pode abraçar o local onde está o chip, cair com a bola dentro do gol e ele não acusar". Mas acha válida a presença de árbitros atrás das duas metas.

Como faz parte da Comissão do Esporte da Fifa, reúne-se regularmente com o presidente da entidade, Joseph Blatter e outros ex-craques, como o alemão Franz Beckenbauer para discutir o futuro do jogo. Uma das polêmicas defendidas pelo Rei é que uma falta cometida perto da área depois que atacante passa por vários marcadores seja cobrada sem barreira. "Acho injusto depois de você driblar tanta gente colocaram nove jogadores na sua frente na hora de bater a falta", enfatizou.

A Copa 2014 também não foi deixada de lado. A maior preocupação de Pelé refere-se ao futuro dos estádios que estão na pauta para serem construídos. "Essas arenas multiuso são utilizadas para jogos de futebol e outros eventos, como shows. Tem que se planejar porque se trata de dinheiro público e o que se vai fazer depois", lembrou. O atraso de obras, como em São Paulo, também foi citado. "Já deveria ter começado".
 
Fonte: NE10-Cultura

domingo, 8 de maio de 2011

"Desejo de ser mãe", Argentina, 2005.


Elenco: 
Carole Bouquet (Hélène)
Aymará Rovera (Juana)
Mercedes Sampietro (soror Beatriz)
Ignacio Ramón Jiménez (Martín), 
Emilio Bardi (Teodoro), 
Juan Pablo Domenech (Gustavo)
Jorge Román (Alberto)
Rodrigo Alejandro Hornos (Ángel)
Esteban Luis Gonzales (El Pelado)
Mario Marcelo Reinoso (Tito)

Ficha técnica:
Título original: Nordeste
Direção: Juan Solanas.
Países: Espanha, Bélgica, Argentina e França.
Ano: 2005.
Duração: 104 min.
Gênero: Drama.
Roteiro: Juan Solanas e Eduardo Berti.
Produção: Aton Soumache, Iker Monfort, Alexandre Lippens, Genevieve Lemal e Alexis Vonarb.
Música: Eduardo Makaroff e Sergio Makaroff.
Fotografia: Félix Monti e Juan Solanas.
Montagem: Fernando Franco.
Direção artística: Sergio Rud.
Figurino: Paula Moore.
Estreia na Espanha: 30 Marzo 2007.

Sinopse: Aos 43 anos de idade, depois de sacrificar quase tudo para alcançar seus objetivos na carreira, Hélène (Carole Bouquet) uma linda e poderosa francesa, decide mudar o rumo da sua história. Seu desejo de ser mãe a leva a parte mais remota da Argentina, a procura de uma criança para adotar. Lá, ela descobre o Nordeste, uma região deserta onde a beleza do Campo contrasta com a miséria, violência e corrupção, mas descobre também a amizade e as carências de um povo. Hèléne está frente a frente com uma realidade que desconhecia, mas determinada a realizar seu grande desejo.

Meu comentário: É um filme forte e denunciador. Conta a história de duas mulheres, Hélène (Carole Bouquet) e Juana (Aymará Rovera). Uma é independente, tem um excelente emprego na França, pois é alta executiva de uma empresa de medicamentos. Juana é apenas uma pobre mulher que vive uma vida sem expectativas, é amante de um homem casado, que trabalha em um matadouro de uma fazenda local, uma vez ou outra lhe traz algum pedaço de carne (é esse o tal "agrado" do homem que só usa o seu corpo e a deixa sempre sozinha à mercê de toda a desolação). Juana tem um filho que com toda precariedade da vida ainda vai à escola, mas corre um grande risco de entrar no mundo da marginalidade. As duas mulheres se encontram e dois dramas as unem. Hélène quer muito ter uma criança. Após uma tentativa frustrada, ela decide vir ao Nordeste da Argentina para levar para seu país mesmo de forma ilegal um bebê em que ela possa chamá-lo de filho. Juana sofre com a possibilidade de ficar sem moradia, sem ter para onde ir e abandonada pelo amante, tenta encontrar uma solução de estar com seu filho e mantê-lo na escola.
O filme Desejo de ser mãe (título no Brasil) só peca pela finalização, queremos saber se a Juana terá uma nova moradia  ou se Hélène vai assumir Martín o filho de Juana (Ignacio Ramón Jímenez). Premiado em Cannes, Festival de Cinema de Estolcomo e Festival de Cinema de Habana, a película é realista ao abordar temas como corrupção, tráfico de crianças, de órgãos, violência e prostituição. Uma pequena cidade e seus pobres moradores são as grandes vítimas da exclusão social e de todos os tipos e crime. O locais das filmagens para Desejo de ser mãe/Nordeste foram: Formosa, Corrientes e Buenos Aires.

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